- Eu sabia que ele estava no limite de ser nocauteado pelo menos 20
segundos antes da interrupção da luta. Eu sentia que o nocaute estava
vindo. No momento em que eu o acertei com o joelho e ele caiu, a
sequência já estava preparada. Eu ia massacrá-lo no chão, e não haveria
forma de ele se recuperar. Mas, como o árbitro Rob Hinds interrompeu a
luta exatamente naquele momento, no primeiro instante em que ele poderia
tê-lo feito para impedir que Frank se machucasse de verdade, ele se
levantou e começou a reclamar, e foi aí que as vaias começaram a surgir -
disse Barnett, em entrevista à Rádio Sherdog.
Para o veterano, que voltou ao UFC após 11 anos longe do octógono mais
famoso do mundo, a atitude de Mir desmereceu a sua vitória.
- De certa forma ele desmereceu a minha vitória. O que me irrita mais é
vê-lo falar o que falou e eu não poder ir lá e nocauteá-lo novamente,
porque a repercussão seria péssima. Eu disse que entendia o porquê de
ele ficar tão chateado, e que eu ficaria do mesmo jeito dse a situação
fosse inversa. Fui compreensivo, mas também fiquei visivelmente chateado
por sentir que me foi roubado o momento de nocauteá-lo
inquestionavelmente. Treinei muito para esse momento. Quando subimos ao
octógono não é para sermos amigos. Acertei a cara dele mas, de repente,
todo o trabalho para chegar aonde cheguei foi desvalorizado. Senti que a
hora era aquela, mas essa sensação de capitalizar todo o meu trabalho
me foi negada. Também me senti prejudicado.
A vitória sobre Frank Mir no primeiro round deram a certeza a Josh
Barnett que ele pode ser um dos desafiantes ao cinturão dos
pesos-pesados do UFC, atualmente em poder de Cain Velásquez.
- Estou no caminho certo para desafiar o campeão, não importa o que aconteça. Todo mundo sabe que sou capaz de retomá-lo.