quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Sem mágoas, Toquinho comemora acerto com o WSOF: 'Aliviado'

MMA Rousimar Toquinho Twitter (Foto: Reprodução / Twitter )

Após ser anunciado oficialmente como atleta do World Series of Fighting (WSOF), Rousimar Toquinho pôde respirar aliviado com relação ao seu futuro como atleta profissional de MMA. Vivendo dias de angústia desde a sua demissão do Ultimate devido a conduta antidesportiva na vitória sobre Mike Pierce, no UFC: Maia x Shields, em 9 de outubro, o peso-meio-médio afirmou nesta terça-feira que não restou nenhuma mágoa com Dana White ou com aqueles que o criticaram. Para o lutador, o único "peso" que ficou é o da responsabilidade em se tornar novamente campeão. - Eu me sinto aliviado por ter finalmente assinado com o WSOF. Agradeço ao UFC por ter me proporcionado uma vida mais tranquila para mim e para a minha família, mas a única mágoa que eu tenho é comigo mesmo por não ter conseguido mostrar o meu talento de uma forma mais completa. Agora, o peso da pressão por não ter um lugar para competir se foi e ficou apenas o peso de ter a responsabilidade de voltar a ser campeão em uma grande organização como o WSOF - disse Toquinho em entrevista, por telefone, com o Combate.com.

Até mesmo com seu novo patrão, Ray Sefo, o criticando, já que afirmou ser necessário uma ajuda psicológica ao brasileiro, Toquinho diz que só resta agradecer aos poucos que o apoiaram no momento mais difícil da carreira.  Com a conhecida tranquilidade apresentada durante as conversas com os jornalistas, o lutador só subiu o tom de voz quando precisou responder àqueles que o acusaram de ser desleal nos treinamentos.

- Eu só tenho que agradecer aos que me apoiaram nesse momento difícil. Já aqueles que me criticaram, apenas que Deus possa fazer eles enxergarem que eu sou uma boa pessoa e um atleta respeitoso. É mentira dizer que sou desleal com meus colegas de treinos. Todo mundo sabe disso. Agora, se quiserem me conhecer de verdade, é só aparecer aqui na Team Nogueira para ver como são meus treinamentos - respondeu Toquinho ao ser lembrado da declaração de seu ex-treinador, Murilo Bustamente, que afirmou ter vários atletas lesionados nos treinos.

Ainda sem data ou adversário definido para sua estreia no WSOF, Rousimar Toquinho revelou ter ajuda de um psicólogo em sua preparação e deixou no ar um leve tom de esperança sobre um futuro retorno ao UFC.

- O Alex Davis, meu empresário, ainda não me passou nada sobre futuro adversário, mas sei que é um contrato de quatro lutas em 18 meses. Ele disse que conversou com o Ray Sefo sobre o acompanhamento psicológico que eu faço já há algum tempo e isso não foi um problema. Agora, sobre futuro, vamos ver o que vai acontecer - disse o peso-meio-médio da Team Nogueira.

Aos 33 anos, Rousimar Toquinho possui um cartel de 15 vitórias e cinco derrotas como profissional de MMA. Antes de assinar com o WSOF, o lutador viu algumas portas se fecharem por conta da repercussão negativa de sua demissão do UFC. Bjorn Rebney, CEO do Bellator, alegou preservação da segurança dos atletas para a não contratação do brasileiro.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Brasileiro assina mas Shinya Aoki recusa contrato com o UFC

Prestes a aumentar a sua presença na Ásia, o UFC foi em busca de lutadores com passagem e história no continente. Recebeu uma resposta positiva e duas negativas. Segundo o site MMAMania, o brasileiro Leandro Issa é agora atleta dos galos da organização, mas seus companheiros de equipe, Shinya Aoki e Eddie Ng, preferiram continuar no ONE FC.

“Quero que os lutadores da Evolve MMA lutem pelas maiores organizações no mundo como ONE FC, UFC e Bellator e estou feliz em ver Brodinho se juntar a Rafael dos Anjos no plantel do UFC. Também estou orgulhoso de ter o UFC interessado em Eddie (Ng) e Shinya (Aoki), mas ambos quiseram ficar no ONE FC”, declarou o técnico da Evolve MMA, Heath Sims.

Veterano de grandes organizações como Pride, Dream, Strikeforce e Bellator, Shinya Aoki é um dos maiores nomes do MMA japonês e asiático. Aos 30 anos, o agora peso leve, possui um cartel com trinta e quatro triunfos, seis derrotas e um no contest.

Leandro Brodinho, também de 30 anos, chega ao UFC após uma boa passagem com três triunfos e apenas um revés pelo ONE FC. Na carreira, o lutador possui sete finalizações e um nocaute, entre os seus onze triunfos.

Após acidente de carro e dois meses no hospital, Matt Grice vai para casa

Matt Grice lutador de MMA (Foto: Getty Images)

Em um hospital de Oklahoma (EUA) desde 8 de setembro, quando seu carro foi atingido por trás parado em um sinal vermelho, o peso-pena Matt Grice recebeu alta e foi para casa continuar sua recuperação. Durante o tempo em que esteve internado, o lutador chegou a ficar na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e precisou fazer uma operação no cérebro.

Nesta segunda-feira, Grice esteve no programa "The MMA Hour", do site " MMA Fighting" e falou sobre o drama particular.

- Eu me sinto muito bem. Ainda tenho uma lesão cerebral, por isso é um pouco diferente, um caminho longo. Mas fisicamente me sinto bem. Por causa da lesão cerebral, ainda tenho problemas com equilíbrio. Fora isso, estou bem. Fiquei no hospital por dois meses e voltei para casa há uma semana e meia, para fazer a recuperação. Na verdade, fico no hospital de dia para fazer o tratamento e de noite vou para casa ficar com minha família. É incrível - disse Matt Grice.

Com o grave acidente, o peso-pena precisou ser retirado do card do UFC 166, em 19 de outubro, onde iria enfrentar Jeremy Larsen. Sua volta aos octógonos ainda não é considerada, já que o lutador precisará passar por uma nova cirurgia em dezembro para restaurar parte de seu crânio, removida para aliviar a pressão.

Aos 32 anos, Matt Grice tem um histórico no wrestling na época de colégio e um cartel de 15 vitórias e cinco derrotas no MMA. A última luta dele foi no UFC 157, em fevereiro, quando perdeu para Dennis Bermudez por decisão dividida dos jurados em um dos melhores combates do ano.

Rampage não quer mais encarar Tito e esnoba antiga casa: 'Não vejo UFC'

Quinton Rampage Jackson, lutador de MMA, em São José do Rio Preto (Foto: Marcos Lavezo)

Ex-parceiros de treino, Quinton "Rampage" Jackson e Tito Ortiz deixaram o UFC, assinaram com o Bellator e aceitaram se enfrentar na luta principal do evento do último dia 2. Uma lesão de Tito, no entanto, impediu o duelo. Rampage nocauteou o substituto, Joey Beltran, mas mudou de ideia em relação ao amigo. Quando questionado sobre uma possível data para a remarcação do confronto, o polêmico lutador americano surpreendeu:

- Não sei. Espero que essa luta não aconteça mais. Eu não tenho vontade de nocauteá-lo - disse, por telefone, ao Combate.com.

Com sono, Rampage foi breve nas respostas, mas sem perder a língua afiada. Ele não quis comentar a controversa vitória de Georges St-Pierre sobre Johny Hendricks no UFC 167 e alfinetou sua antiga casa, de onde saiu após ter problemas de relacionamento com o presidente Dana White e reclamar do pagamento feito aos atletas.

- Eu não sei. Não assisti à luta. Eu não vejo UFC - declarou.

Rampage, que não sabe quando volta a lutar, também explicou a declaração de que, se pudesse, quebraria o joelho de Jon Jones para que o desafeto nunca mais lutasse. Ele garantiu não odiar o campeão meio-pesado do UFC e disse que o considera desleal:

- Eu não odeio o Jon Jones. Só acho que ele é muito desrespeitoso nas lutas dele. Contra o Vitor (Belfort), que aceitou a luta com pouco tempo de preparação, ele deu pisões no joelho para machucar. Achei isso desleal. Por essas coisas que eu quero quebrar o joelho do Jon Jones.

Rampage já enfrentou tanto Jon Jones quanto Glover Teixeira e foi derrotado por ambos, por finalização e decisão dos jurados, respectivamente. Ele elogiou os dois lutadores, mas preferiu não apontar um favorito para o combate, que será realizado no primeiro semestre do ano que vem.

Viscardi Andrade enfrenta o sueco Nicholas Musoke em Jaraguá do Sul

Montagem Viscardi e Nicholas Musoke (Foto: Editoria de artev)

Semifinalista do TUF Brasil 2, Viscardi Andrade é mais um brasileiro a estar presente no card de Jaraguá do Sul-SC, dia 15 de fevereiro. Depois de estrear no UFC com vitória por nocaute técnico sobre Bristol Marunde, o meio-médio (até 77kg) terá pela frente o sueco Nicholas Musoke. A informação foi confirmada pelo Combate.com com fontes próximas à organização. A atração principal é o duelo peso-médio (até 84kg) entre Lyoto Machida e Gegard Mousasi.

Aos 29 anos, Viscardi tem um cartel de 17 vitórias e cinco derrotas e está invicto há sete lutas. Ele foi derrotado por William Patolino na semi do TUF, mas os duelos dentro da casa não contam de forma oficial. Viscardi, por sinal, encarou Patolino com a mão quebrada.

Já Musoke, de 27 anos, acumula 11 vitórias, duas derrotas e um "no contest" (luta sem resultado) na carreira. O sueco estreou no UFC com triunfo por finalização sobre Alessio Sakara, na categoria dos médios. Para este duelo, ele retorna ao seu peso original, o dos meio-médios.

Cristiano Marcello busca recuperação contra Joe Proctor no UFC em Jaraguá

UFC - Montagem - Cristiano Marcello e Joe Proctor (Foto: Editoria de Arte)

O peso-leve Cristiano Marcello tentará se recuperar da derrota para Kazuki Tokudome, em março desse ano, contra o americano Joe Proctor em Jaraguá do Sul (SC), dia 15 de fevereiro, no evento que terá Lyoto Machida contra Gegard Mousasi como luta principal da noite. O UFC ainda não anunciou oficialmente o confronto, mas a informação foi confirmada pelo Combate.com com fontes próximas à organização. Aos 35 anos, Cristiano Marcello possui um cartel de 13 vitórias e cinco derrotas. Pelo UFC, o curitibano entrou no octógono três vezes e saiu derrota em duas oportunidades, contra Sam Sicilia, em sua estreia, e contra Kazuki Tokudome. A única vitória na organização foi diante de Reza Madadi, em outubro de 2012, no UFC 153.

Já Joe Proctor, de 28 anos, tem oito vitórias e duas derrotas como profissional de MMA. Atleta da Team Agression, o americano tem uma vitória e uma derrota no UFC, ambas em 2012. O lutador não entrou no octógono em 2013.

Rory MacDonald diz que 'precisava' de derrota para recuperar 'fome' de lutar

UFC Robbie Lawler Rory MacDonald (Foto: Agência Reuters)

O peso-meio-médio Rory MacDonald estava na terceira posição no ranking da categoria do Ultimate e era considerado um potencial próximo desafiante ao cinturão antes de encontrar Robbie Lawler no UFC 167, no último dia 16 de novembro. A derrota por decisão dividida derrubou "Ares" uma posição no ranking e encerrou uma sequência de cinco vitórias consecutivas. O lutador canadense, porém, afirmou nesta segunda-feira que o revés era necessário para que ele retomasse o foco e a vontade de lutar. - Tudo estava vindo muito fácil para mim nos últimos três anos, desde que perdi para o Carlos (Condit). As lutas estavam sendo muito tranquilas, e eu simplesmente sentia, tipo, "Uau, isso está ficando muito fácil". Então meio que baixei minha guarda um pouco. Eu precisava perder. Eu precisava entrar numa luta dura. Estou muito motivado, mais do que nunca agora. Estou muito faminto. Sinto que tenho aquele fogo de novo - disse MacDonald em entrevista ao podcast "The MMA Hour", do site "MMA Fighting".

De fato, após nocautes técnicos impressionantes contra Mike Pyle e Che Mills nas duas lutas anteriores, MacDonald dominou BJ Penn em dezembro de 2012, mas não conseguiu o nocaute e pareceu brincar com o ex-campeão no final do combate. Em julho deste ano, sua luta contra Jake Ellenberger foi muito criticada pela falta de ação, e o canadense foi anunciado vencedor mesmo sem fazer muito.

- Acho que eu simplesmente não estava interessado. Senti que, na minha luta contra o Ellenberger, fiz uma luta muito boa. Eu estava tecnicamente no ponto, afiado, e, assistindo à luta novamente, eu não me decepcionei. Mas eu não me diverti ao final do dia, e é para isso que eu luto. Eu quero me expressar quando estou lá dentro, como um artista pintando um quadro. É basicamente auto-expressão para mim, e não fiz isso nessas últimas duas lutas neste ano. Eu não gostei delas. Não saí do cage sabendo que me diverti. Normalmente, vencendo ou perdendo, nas minhas lutas no passado, eu sempre me diverti. Este ano, não me diverti lutando - afirmou MacDonald.

Novamente sentindo a "fome" de lutar, o peso-meio-médio afirmou que já está negociando seu próximo combate no UFC, em 2014.

- Deve ser anunciado logo, tenho certeza. Não é uma luta ruim, com certeza. É muito motivadora. Tenho aquele fogo de volta e é uma boa sensação. Quando penso em lutar, quero entrar lá e esmagar alguém. Quero que meu oponente chore no vestiário. Quero que eles fiquem com medo de mim. Apenas quero machucar alguém, e esse é o tipo de mentalidade que você precisa ter. Em 2013, não foi assim para mim. Mas agora é - garantiu o lutador.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

WSOF anuncia oficialmente contrato com Rousimar 'Toquinho' Palhares

Toquinho UFC Barueri (Foto: Ivan Raupp)

Agora é oficial: Rousimar Toquinho é atleta do World Series of Fighting (WSOF). Após rumores nas últimas semanas de que o peso-meio-médio assinaria com a organização, dirigentes da companhia confirmaram a contratação na noite desta segunda-feira, em entrevista ao jornal americano "USA Today". O lutador assinou contrato por múltiplas lutas, embora o total de combates não tenha sido divulgado.

- Rousimar é um dos atletas mais talentosos nas artes marciais mistas, e estamos empolgados em tê-lo como parte da nossa organização - declarou Ray Sefo, presidente do WSOF.

A contratação representa uma mudança de postura da companhia, que originalmente hesitou em negociar com o lutador após sua demissão por parte do UFC. Toquinho foi demitido após sua vitória sobre Mike Pierce no UFC Fight Night Combate: Maia x Shields, em outubro, em Barueri, em que foi acusado de segurar demais uma chave de calcanhar que resultou em lesões no joelho e calcanhar de seu adversário.

O peso-meio-médio ganhou uma reputação como "lutador sujo" por segurar esse tipo de finalização em repetidas ocasiões - já havia sido punido pelo UFC por fazer o mesmo contra o polonês Tomasz Drwal no UFC 111, em março de 2010, e também teve problemas em lutas no ADCC e no circuito nacional. O atleta foi defendido por nomes como Renzo Gracie e Rodrigo Minotauro, que negaram que houvesse qualquer malícia de Toquinho. No Ultimate, a controversa finalização contra Pierce acabou servindo como uma terceira ofensa e estopim para sua demissão - Toquinho fazia seu retorno após nove meses suspenso por ser flagrado num exame antidoping na derrota para Hector Lombard, em dezembro de 2012.

O WSOF tem sido uma das principais opções para lutadores demitidos pelo Ultimate. Jon Fitch, Yushin Okami e Anthony Johnson estão entre os atletas que deixaram o UFC e foram rapidamente contratados pelo World Series. Rousimar "Toquinho" Palhares fez 12 de suas 20 lutas de MMA na carreira dentro do Ultimate e teve um aproveitamento de oito vitórias e quatro derrotas na organização - seu cartel completo inclui 15 vitórias e cinco derrotas.

A estreia de Toquinho no WSOF está prevista para março de 2014, embora não haja ainda uma data ou adversário definidos.

Shogun foca no chão e pensa em integrar equipe de Demian de vez

MMA Maurício Shogun, Demian Maia, Daniel Sarafian e equipe. (Foto: Arquivo Pessoal)

Maurício Shogun deu uma boa variada de conteúdo em suas últimas preparações e seguiu nessa linha para enfrentar o neozelandês James Te Huna no UFC de 7 de dezembro, na Austrália. Depois de deixar de ser treinado por André Dida em Curitiba e de passar um período nos EUA com Freddie Roach, o ex-campeão do Ultimate e do Pride acertou o retorno à equipe de Demian Maia, em São Paulo. E o foco principal dos treinos tem sido o jogo de chão, especialidade de Demian e exatamente onde pecou na última luta, onde foi finalizado por Chael Sonnen com uma guilhotina.

- Eu conheço o Demian há um bom tempo. Já tinha feito meu camp em São Paulo duas vezes, para enfrentar o Chuck Liddell e o Dan Henderson. Então, conheço toda a galera. Todo mundo é gente boa e bom de chão, que é o ponto forte do time. A equipe é muito boa e está me ajudando bastante. Eu sempre treinei muito chão, mas infelizmente o Sonnen encaixou uma posição que me finalizou. Acho que deu para eu corrigir e melhorar não só a parte de chão, como as de wrestling e de pé - disse ele, por telefone, em entrevista ao Combate.com.

Além de Demian, Shogun tem treinado com Daniel Sarafian, Elias Silvério, Luiz Banha, entre outros nomes de destaque do país. Em São Paulo, ele está hospedado num hotel. Questionado se pretendia integrar a equipe de vez, o curitibano admitiu que existe boa chance:

- Espero sempre treinar aqui. É um lugar muito bom. Você consegue treinar bem, ter um treinamento de muita qualidade, e tem um pessoal com uma energia muito boa, o que ajuda bastante. Com certeza penso em treinar sempre aqui agora. Esse é meu objetivo - disse Shogun, que, mesmo se fizer parte do time, vai seguir residindo em Curitiba por causa da proximidade em relação a São Paulo (de avião são cerca de 40 minutos de viagem) e pelo trânsito caótico da capital paulista.

O curitibano traçou uma comparação entre os treinos atuais e a época em que contratava profissionais para se juntarem a ele no Paraná. Para ele, é mais vantajoso da maneira como está:

- Para mim era difícil montar sempre uma equipe provisória em Curitiba. Eu venho para São Paulo e sou mais um. Aqui não contrato ninguém. Sou eu que venho de fora e acho uma equipe pronta. Acredito que esse formato é melhor do que você chamar as pessoas para Curitiba, e elas ficarem lá só por um tempo e depois irem embora.

Tim Kennedy culpa técnico por estilo cauteloso de Georges St-Pierre

Tim Kennedy lutador MMA (Foto: Getty Images)

Antes de Georges St-Pierre ter sua vitória contestada diante de Johny Hendricks no UFC 167, dia 16 de novembro, em Las Vegas, o canadense já sofria diversas críticas de fãs por seu estilo mais tático e de excesso de segurança nas suas defesas de cinturão. Tanto que Chuck Liddell, um dos maiores nomes de MMA, citou nominalmente o campeão meio-médio para exemplificar porque estava achando as lutas da organização mais entediantes do que em outros anos. Para Tim Kennedy, peso-médio com duas lutas no UFC, a culpa pela estratégia cautelosa de Georges St-Pierre é de Firas Zahabi, treinador principal do canadense. Segundo o americano, é injusto culpar Greg Jackson, que também fica no córner do campeão. O atleta da equipe Jackson's Mixed Martial Arts baseia sua acusação nas estatíticas de prêmios recebidos por lutadores de sua equipe.

- Isso (culpar Greg Jackson pelo estilo de luta de Georges St-Pierre) é ridículo e totalmente infundado. Se você pegar as últimas dez lutas, os lutadores que receberam os bônus de "Finalização da Noite", "Nocaute da Noite" e "Luta da Noite" são quase que todos da equipe de Jackson - disse Tim Kennedy ao site "MMA Mania".

Para o americano, que venceu o brasileiro Rafael Sapo em sua última luta no UFC, dia 6 de novembro, outro fato que "inocenta" Greg Jackson e "culpa" Firas Zahabi é a semelhança de estilos entre Georges St-Pierre e Rory MacDonald.

- Na preparação para minha última luta, eu treinei com Rustam Khabilov, Adlan Amagov e Donald Cerrone todo o tempo. Em três semanas diferentes, todos nós recebemos prêmios de nocaute ou luta da noite. Então você olha para Firas Zahabi e vê Rory MacDonald. Quando ele (MacDonald) lutou com Nate Diaz, vimos um lutador extremamente agressivo e que buscava um nocaute. Era assustador. Agora, dois anos depois daquela luta, vemos um lutador que fica só soltando alguns jabs. É horrível e muito chato - falou Tim Kennedy.