domingo, 2 de março de 2014

Comprido: ‘Brock Lesnar incorporou o aspecto do Vale-Tudo no WWE’


Responsável por afiar o chão de Brock Lesnar, Rodrigo Comprido comentou, em entrevista à TATAME, a atual fase do peso-pesado, que atualmente luta no WWE. O brasileiro revelou que seu aluno continua com os vícios do Vale-Tudo nas suas lutas.

“Eu achei interessante ele usar short e luva de Vale-Tudo no torneio. Ele sempre entra com uma postura de lutador de Vale-Tudo, dá joelhada, soco, finaliza seus adversários. Ele incorporou esses aspectos nas suas apresentações e está levando isso em frente”, disse o faixa-preta de Jiu-Jitsu.

Perguntado se mantém contato com o gigante americano, que já foi campeão dos pesados do UFC, o bicampeão mundial absoluto garantiu que quando podem eles conversam, mas os treinamentos não são mais constantes.

“Tenho contato com ele. Agora ele está no WWE, mas sempre que pudemos nos falamos pelo telefone, já que ele mora em outro Estado. Uma vez ele veio aqui na academia, para ver a apresentação de um torneio”, afirmou.

Weidman: 'Queria vencer Vitor Belfort por ter um significado para o esporte'

Chris Weidman coletiva UFC Las Vegas (Foto: Evelyn Rodrigues)

A mudança de adversário na defesa do cinturão dos pesos-médios do UFC parece não ter alterado o bom humor de Chris Weidman. O campeão da categoria conversou com o COMBATE.COM por telefone e brincou sobre a forma como ocorreu a saída de Vitor Belfort e a entrada de Lyoto Machida na luta principal do UFC 173, que acontece dia 24 de maio, em Las Vegas. O americano revelou que uma eventual vitória sobre Vitor Belfort teria, na sua opinião, um significado especial.

- Não posso dizer que fiquei totalmente surpreso com a saída de Vitor Belfort da luta. Quando vi que a Comissão Atlética de Nevada baniu o TRT de suas lutas, imaginei que algo fosse acontecer, mas não achei que fosse ser assim tão rápido. De qualquer maneira, a mudança aconteceu, e acho que foi bom que tivesse acontecido. Acredito que a nova luta, contra Lyoto Machida, será mais empolgante para mim.  Acredito que lutar contra Vitor Belfort teria um significado diferente, porque eu queria vencê-lo para mandar uma mensagem clara, de que não é preciso usar nada que lhe dê uma vantagem para vencer. Mas ele está fora da luta, e eu não acho certo bater em quem está caído.

Perguntado sobre como se preparar para enfrentar um adversário pouco ortodoxo como Lyoto Machida, Weidman disse que buscou levar para a sua equipe de treinos alguns especialistas em caratê que pudessem simular a movimentação do brasileiro. O campeão também fez muitos elogios ao estilo de luta de Machida, para ele comparável a um jogo de xadrez.

- Um dos meus colegas de treino simula o estilo dele muito bem, especialmente na movimentação no caratê, que é a sua especialidade. Vimos muitos vídeos de lutas e estudamos bastante. Acho que são duas lutas totalmente diferentes. Vitor é mais explosivo e experiente, enquanto Lyoto se movimenta mais e exige mais dos seus adversários fisicamente. Machida é um lutador inteligente, e comparo a luta com ele a uma partida de xadrez. Terei que ser bom no xadrez para derrotá-lo.

O banimento do TRT do estado de Nevada foi, para Weidman, um bom começo no que ele chama de "limpar o esporte". Mas, na sua opinião, ainda há muito o que se fazer, sempre tendo em mente que é impossível acabar com o uso de substâncias proibidas por parte de alguns atletas.

- Acho que sempre haverá quem tente burlar as regras e levar vantagem sobre os demais. O banimento do TRT em Nevada foi um ótimo primeiro passo, e é importante que se tome novas e melhores atitudes no sentido de limpar o esporte. Não sou ingênuo de achar que o uso de substâncias proibidas irá acabar, mas é preciso combatê-lo sempre

Apostas: favoritismo de Weidman fica maior com troca de Belfort por Lyoto

Montagem MMA UFC - Chris Weidman x Lyoto Machida (Foto: Reprodução/UFC)

A mudança na luta principal do UFC 173, com a troca de Vitor Belfort por Lyoto Machida na disputa de cinturão contra Chris Weidman, consequentemente trouxe alterações também nas bolsas de apostas para o evento. Se o campeão do peso-médio já era apontado pelos investidores como favorito contra Belfort, essa vantagem do americano agora é um pouco maior diante de Lyoto.

Quando a luta de Weidman estava marcada contra Vitor Belfort, a relação de apostas estava em -200 para o americano e +160 para o brasileiro. O favoritismo do campeão pode ser exemplificado da seguinte forma: para o apostador ter lucro de US$ 100, é necessário que aposte US$ 200. Já uma vitória de Vitor Belfort pagaria US$ 160 para cada US$ 100 apostados.

Com Lyoto Machida no card, a relação de apostas agora tem -210 para Chris Weidman e +160 para o baiano, uma diferença de US$ 10 nas duas medidas em relação ao que estava com Belfort.

Lyoto Machida: 'Levei um susto com a notícia, fui pego de surpresa em casa'

MMA - UFC Jaguará do Sul, Pesagem - Lyoto Machida (Foto: Rodrigo Malinverni)

Um susto. Foi assim que Lyoto Machida definiu o que sentiu quando foi informado que substituiria Vitor Belfort no evento principal do UFC 173, dia 24 de maio em Las Vegas. A luta contra Chris Weidman, que valerá o cinturão dos pesos-médios do UFC, chegou antes dos planos de Lyoto, que mesmo assim garantiu, em entrevista por telefone ao COMBATE.COM, que estará pronto para o duelo.

– Na verdade, foi surpreendente a notícia de que eu lutaria pelo cinturão no lugar do Vitor. Saber de tudo isso de repente foi um susto. Mas é sempre bom poder lutar pelo cinturão, ainda mais após somente duas lutas na categoria. Estava em casa, e o Ed (Soares, seu empresário) me ligou dizendo que tinha uma boa notícia. Estou de férias após a luta contra o Mousasi, mas já vou volto a treinar. Eu queria lutar no fim de maio ou em junho, esse era o plano para me manter sempre em atividade. Mas faltam ainda cerca de 12 semanas para a luta, tempo suficiente para me preparar.

Lyoto confirmou também que o pé esquerdo lesionado contra Gegard Mousasi, em Jaraguá do Sul, está praticamente curado.

– Fomos ao doutor Márcio Tannure para fazer os exames, e ele diminuiu a suspensão de seis meses para apenas um mês. Não havia fratura no local, apenas um inchaço grande que me dificultava andar. Já estamos na fase final de tratamento, e estou quase 100%. Não vai haver problema algum.

Perguntado sobre o que achava da proibição total do TRT feita pela Comissão Atlética de Nevada (NSAC), Lyoto disse que cada caso deve ser avaliado individualmente.

– Eu sou um atleta, então é difícil falar. Mas existem casos e casos. Não é todo mundo que pode tirar proveito disso, mas se for provado que há uma deficiência natural do corpo, acho que não se pode impedir um cara de lutar. É duro, mas tem que ver o que é legal e o que não é legal. Se a NSAC permitiu que tudo acontecesse como vinha acontecendo até agora, estava tudo dentro da lei. Como agora é ilegal, acabou. Não pode mais, e temos que seguir o que é legal e correto, sempre dentro das leis.

A declaração de Vitor Belfort de que o UFC o teria oferecido a luta contra o próximo campeão dos médios não chegou até Lyoto Machida.

– Nada foi falado sobre o Vitor Belfort, mas eu prefiro fazer uma coisa de cada vez. Não falei com o Vitor, não tenho muito contato com ele. Tenho muito respeito por ele, mas não temos esse contato assim tão próximo.

O brasileiro também reafirmou que Weidman tem brechas em seu jogo em pé, mas preferiu não citá-las. Para Lyoto, a luta contra o campeão deverá ser muito intuitiva.

– Todo mundo tem uma brecha, seja em pé e no chão. Vou tentar achar essa brecha dele. É difícil falar agora qual seria. Para mim, a luta tem que ser mais intuitiva do que pensada. Temos que ver o que acontece na hora do combate e executar o que foi treinado.

A possibilidade de ser o terceiro lutador na história do UFC a deter cinturões em duas categorias diferentes – ele é ex-campeão dos meio-pesados – também mexe com Lyoto.

– É sempre uma motivação, mais do que uma pressão. Conquistas e recordes sempre motivam. Mas tudo tem que ser visto como consequência da luta. Depois dela você festeja e comemora. Agora é hora de pensar em treinar e me preparar bastante para a disputa do cinturão.

Belfort diz que foi 'obrigado a desistir' de luta e que enfrenta futuro campeão

Vitor Belfort entrevista UFC (Foto: Rodrigo Malinverni)

O lutador brasileiro Vitor Belfort se pronunciou no início da tarde desta sexta-feira sobre sua saída do UFC 173. O carioca, que desafiaria o americano Chris Weidman pelo cinturão dos pesos-médios do Ultimate no evento de 24 de maio em Las Vegas, afirmou em comunicado publicado nas redes sociais que não desistiu da luta, apenas desistiu de usar a terapia de reposição de testosterona (TRT), banida pela Comissão Atlética do Estado de Nevada, entidade que regulamenta eventos de luta na cidade, na quinta-feira.

Belfort disse ter sido "obrigado" a desistir da luta pelo UFC por não haver tempo hábil de ele se adequar às novas regras da NSAC. Além disso, contou ter uma promessa do Ultimate de que enfrentará o vencedor entre Chris Weidman e Lyoto Machida, seu substituto no UFC 173.

Confira o anúncio na íntegra abaixo:

"VITOR BELFORT NÃO DESISTIU DA LUTA, FOI OBRIGADO A DESISTIR".

“Nunca desisti de lutar no UFC 173 e nunca falei isso. Portanto, toda informação publicada em qualquer veículo de comunicação anunciando isso não é verdadeira.

O que anunciei foi que estarei "desistindo do TRT" e não "desistindo da luta" para continuar o meu sonho de lutar.

O UFC decidiu colocar outro oponente em meu lugar pelo fato de eu não ter tempo hábil de me adequar às novas regras da NSAC. Segundo o UFC, enfrentarei o vencedor de 'Weidman vs Lyoto' dentro dos novos regulamentos de todas as Comissões Atléticas.

Lamento que isso tenha acontecido, e agradeço a força e compreensão de todos os fãs, patrocinadores, UFC e as próprias comissões atléticas.

Vitor Belfort"

Teste surpresa feito em Belfort há 21 dias não terá resultados divulgados

Vitor Belfort - Fight Night 32 - Goiânia (Foto: Guilherme Gonçalves / Globoesporte.com)

No dia 7 de fevereiro, ao ir a Las Vegas para receber o prêmio de "Melhor nocaute do ano" no World MMA Awards de 2013, Vitor Belfort foi surpreendido pela Comissão Atlética de Nevada (NSAC) com um pedido de exame antidoping surpresa. Segundo o site "MMA Fighting", o lutador aceitou fazer o teste, cujos resultados estão de posse da entidade desde o início desta semana. Vitor Belfort e sua equipe, a NSAC e o UFC sabem quais foram os resultados, mas ninguém além do próprio lutador ou alguém autorizado por ele pode vir a público divulgá-los. A razão: Belfort ainda não havia sequer entrado com o pedido de licença junto à NSAC para lutar no estado. Por conta disso, qualquer divulgação não autorizada de um exame médico se configura, pelas leis americanas, como crime de invasão de privacidade.

O teor dos resultados deste exame, feito espontaneamente por Belfort - ele não precisava sequer ter se submetido ao teste, já que não estava licenciado pela NSAC - pode ter sido decisivo para que a entidade decidisse proibir e banir a TRT (Terapia de Reposição de Testosterona) de qualquer esporte de combate regulado por ela no estado de Nevada - o que inclui a cidade de Las Vegas, palco do UFC 173, no dia 24 de maio. Belfort poderia ter se recusado a realizar o teste, mas o ato fatalmente lhe traria uma série de questionamentos.

Em outubro de 2013, Vitor Belfort afirmou que, se o UFC quisesse que ele parasse de fazer a TRT para lutar pelo cinturão dos pesos-médios, ele o faria.

- Já disse isso várias vezes. Se concordarem em me conceder uma disputa de cinturão, eu pararia de fazer TRT sem problema algum. Se quiserem que eu entre lá em desvantagem, tudo bem - disse o brasileiro.

No entanto, mesmo tendo recebido a disputa de cinturão contra Chris Weidman, Belfort decidiu não pedir à NSAC a licença para lutar no estado, sendo afastado da disputa. A seu favor está o fato de sua privacidade estar protegida, e a entidade e o UFC estarem proibidos por lei de divulgar os resultados de quaisquer exames que ele tenha feito sem estar licenciado pela Comissão Atlética de Nevada, não somente o do dia 7 de fevereiro.

Procurados pelo Combate.com, tanto Vitor Belfort quanto sua esposa, Joana Prado, não retornaram as tentativas de contato. Mas o lutador postou no Instagram um comentário explicando que seu corpo não teria condições de se adaptar às novas regras dentro até a luta contra Chris Weidman.

- Quero pedir desculpas a todos os meus fãs que ficaram decepcionados com a notícia de que não vou lutar pelo título contra Chris Weidman. Eu não queria nada mais do que competir pelo cinturão. Como todos vocês sabem, eu tenho feito o tratamento legal, aprovado por todas as comissões, para lutar sob TRT por causa de uma deficiência de saúde que tenho. A partir de ontem, a comissão de Nevada proibiu o uso de TRT. Eu não sou isento de regras. Respeito a decisão da comissão e parei meu programa de TRT a partir de ontem (quinta). Meu corpo não teria tempo suficiente para se ajustar, e eu não seria capaz de atender às novas exigências da comissão rapidamente o suficiente para ser licenciado para a luta e permitir o tempo suficiente para o UFC para promovê-la. Estou preparado para lutar pelo cinturão de campeão sem o meu programa de TRT. Estou ansioso para competir com o novo conjunto de regulamentos. Quero agradecer a todos os meus fãs, ao UFC e a todas as comissões pelo apoio inabalável e vou voltar mais forte do que nunca! Estou esperando o vencedor - escreveu Belfort.

Belfort reproduz nota de seu médico: 90 dias para se adaptar sem TRT

Vitor Belfort - Fight Night 32 - Goiânia (Foto: Guilherme Gonçalves / Globoesporte.com)

O lutador Vitor Belfort voltou a se defender, através das redes sociais, das críticas após sair da luta contra Chris Weidman pelo UFC 173, devido à nova posição da comissão atlética de Nevada em banir a terapia de reposição de testosterona (TRT), tratamento do qual fazia uso. O peso-médio desta vez reproduziu uma declaração que disse ser de seu médico pessoal, que não foi identificado nominalmente pelo atleta.

Segundo texto publicado por Belfort, o médico diz que o lutador precisará de 90 dias para se ajustar a uma "nova estratégia de tratamento para que Vitor continue suportando a rigorosíssima rotina de treinamentos". A declaração, assinada "Posicionamento do médico de Vitor Belfort", diz ainda que o uso da terapia de reposição hormonal foi uma "decisão médica com o objetivo de melhorar sua saúde" e minimizar limitações do envelhecimento, e defende o lutador das acusações de que o TRT seria responsável por sua boa fase no MMA.

- Qualquer vantagem competitiva resultada da incrível disciplina do atleta em abdicar de momentos de lazer e dedicar toda sua vida a uma rigorosíssima rotina de treinamento, irreparável alimentação e repousar às noites quando muitos festejam. Em nome de sua paixão pelo esporte e dedicação aos seus fãs, meu paciente abdica da terapia de reequilíbrio hormonal, a qual tem inestimável valor para sua saúde - diz a nota.

Vitor Belfort sempre defendeu que fazia uso de TRT por ter deficiência na produção de testosterona e que era uma questão de saúde fazer o tratamento. As comissões atléticas da maioria dos estados americanos ainda permitem isenções para seu uso desde que seja comprovada sua necessidade, mas a comissão de Nevada optou pela proibição expressa da prática na última semana, após muita polêmica em torno principalmente de Belfort, que já foi pego em exame antidoping no estado (é comprovado que o uso de esteróides causa hipogonadismo, embora não seja possível apontar a causa de cada caso da condição) e que pediria pela isenção para enfrentar Weidman em Las Vegas. Com a decisão da comissão e apenas 86 dias restando para o confronto pelo UFC 173, em 24 de maio, Belfort decidiu não pedir por uma licença de lutador em Nevada e deu lugar a Lyoto Machida. Mais tarde, o carioca diria que foi obrigado pelo Ultimate a deixar o card.

Confira o texto publicado por Belfort na íntegra:

"GOSTARIA DE COMPARTILHAR COM VOCÊS A DECLARAÇÃO DO MEU MÉDICO: A terapia de reposião hormonal de Vitor Belfort sempre foi uma decisão médica com o objetivo de melhorar sua saúde. A mesma terapia está disponível e largamente aplicada a todo ser humano que faz a opção por envelhecer minimizando limitações de saúde. Qualquer vantagem competitiva resultada da incrível disciplina do atleta em abdicar de momentos de lazer e dedicar toda sua vida a uma rigorosíssima rotina de treinamento, irreparável alimentação e repousar às noites quando muitos festejam. Em nome de sua paixão pelo esporte e dedicação aos seus fãs, meu paciente abdica da terapia de reequilíbrio hormonal a qual tem inestimável valor para sua saúde. Necessitaremos de 90 dias em nova estratégia de tratamento para que Vitor continue suportando a rigorosíssima rotina de treinamentos – Isto é o que faz dele um dos maiores competidores da hitória do UFC e o atleta mais disciplinado com que já tive a honra de trabalhar. Posicionamento do médico de Vitor Belfort"

Ultimate anuncia Massaranduba x Mike Chiesa para UFC 173, em maio

MMA - UFC Jaguará do Sul, Pesagem - Francisco Massaranduba (Foto: Rodrigo Malinverni)

O Ultimate anunciou neste sábado mais uma luta para o card do UFC 173, evento de 24 de maio em Las Vegas que terá a segunda defesa de cinturão de Chris Weidman nos pesos-médios, contra o brasileiro Lyoto Machida. Segundo anúncio deste sábado, o peso-leve americano Michael Chiesa vai enfrentar o brasileiro Francisco Massaranduba.

O duelo opõe participantes das edições brasileira e americana do reality show The Ultimate Fighter. Mike Chiesa foi campeão da 15ª temporada do programa nos EUA, a única em que todas as lutas foram ao ar ao vivo. Desde então, o Maverick venceu duas lutas e perdeu uma pelo UFC. Seu cartel inclui 10 vitórias, oito delas por finalização, e apenas uma derrota, contra Jorge Masvidal, em julho do ano passado. Em sua luta mais recente, finalizou Colton Smith, outro campeão do TUF, em novembro passado.

Massaranduba, por sua vez, foi um dos membros do primeiro TUF Brasil, em 2012, mas foi eliminado ainda nas quartas de final do programa, no qual competiu como peso-médio, duas categorias acima de sua divisão natural. Na carreira, o brasiliense tem 14 vitórias e três derrotas, sendo quatro vitórias e duas derrotas pelo UFC. Em 15 de fevereiro passado, Massaranduba venceu Jesse Ronson por decisão dividida em Jaraguá do Sul.

Rampage e King Mo vencem e vão disputar final de GP do Bellator

MMA Bellator - Will Martinez x Goiti Yamauchi (Foto: Reprodução/Bellator)

A Mohegan Sun Arena, em Uncasville (EUA), recebeu na noite desta sexta-feira o primeiro evento do Bellator de 2014. Dois dos mais badalados nomes da organização, Rampage Jackson e King Mo, estiveram nas lutas principais, venceram e agora vão se enfrentar na final do Grand Prix do peso-meio-pesado (o ganhador do GP tem o direito de desafiar o dono do cinturão). Eles passaram respectivamente por Christian M’Pumbu, ex-campeão da categoria, e Mikhail Zayats. Na luta principal da noite, Rampage Jackson e Christian M’Pumbu fizeram um combate com muito estudo e com ambos se arriscando bem pouco. No último minuto do primeiro round, porém, os dois foram para o clinch, e o congolês acabou caindo por baixo. Rampage não perdeu a oportunidade e em um ground and pound com golpes curtos fez o rival "apagar".
 
O ex-campeão do UFC estava em uma noite agitada. Ele começou a xingar Christian M’Pumbu com o rival ainda atordoado depois de receber os golpes. Logo depois do anúncio do resultado, King Mo entrou no cage para que a final do GP fosse oficialmente divulgada, e Rampage começou a gritar que o próximo adversário "seria o próximo". Os dois começaram a trocar ofensas, e o staff do Bellator se viu obrigado a intervir para que a decisão pelo título não começasse antes do que previsto.

Vitória de King Mo é vaiada

Antes da confusão, no coevento principal, King Mo avançou para a próxima fase ao derrotar Mikhail Zayats por decisão unânime em duelo que teve alguns momentos de trocação com fortes golpes, mas que foram insuficientes para empolgar o público.

Os torcedores começaram a vaiar o combate no segundo round. E logo após o anúncio do resultado, um triplo 30 a 27 para o americano, os apupos ficaram ainda mais altos. Nada que mudasse a fisionomia de King Mo, que comemorou a vaga na decisão.

Diego Nunes é eliminado

O ex-lutador do UFC Diego Nunes foi eliminado nesta sexta do Grand Prix do peso-pena do Bellator. Ele enfrentou Matt Bessette em uma luta disputada quase todo o tempo na trocação, e os jurados, em decisão dividida, consideraram que o americano foi melhor.

Diego Nunes mostrou o tempo todo mais potência nos golpes, mas Bessete apresentou mais técnica e variedade nos golpes. No segundo round, o americano aplicou um knockdown e deixou o brasileiro cambaleando por alguns segundos. Diego se recuperou, travou o rival e continuou no combate. No fim, vitória para o americano com direito a um inesperado 30 a 27.

Yamauchi perde a primeira no Bellator

Uma das maiores promessas do peso-pena brasileiro, Goiti Yamauchi entrou no cage do Bellator ostentando um cartel de 16-1 no MMA e 2-0 na organização. Mas o jovem de 21 anos não conseguiu superar o experiente Will Martinez, 12 anos mais velho, e perdeu por decisão unânime.

No primeiro round, Yamuchi foi derrubado no início e passou boa parte do tempo tentando ataques da guarda sem sucesso, mesmo mostrando muita técnica. No segundo período, o brasileiro também foi jogado ao solo, mas logo se levantou. Entretanto, levou a pior também na trocação.

Mostrando raça, Yamauchi partiu para o ataque no terceiro round. Com a trocação equilibrada, ele tentou levar a luta para o chão para ficar por cima pela primeira vez e não teve sucesso. O americano defendeu bem e mais uma vez foi melhor na troca de golpes para conquistar o triunfo por um triplo 30 a 27.

Com a vitória, Martinez agora avança para as semifinais do Grand Priz do peso-pena. Os outros dois classificados da noite foram Daniel Weichel e Desmond Green.

Dois 'no-contest' na mesma noite

Curiosamente, o Bellator 110 teve duas lutas que ficaram sem resultado (no-contest). Na primeira delas, Rico DiSciullo acertou joelhadas na cabeça do adversário, Marvin Maldonado, enquanto este estava no chão, o que é considerado ilegal. Como  a arbitragem considerou que os golpes foram involuntários, DiSciullo não foi desclassificado.

Situação parecida viveu Josh Diekmann. No comecinho da luta, ele deu uma dedada involuntária no olho de Manny Lara, que não teve condições de continuar. Diekmann não foi declassificado, e o combate ficou sem resultado.

Resultados da noite:

Rampage Jackson venceu Christian M’Pumbu por nocaute aos 4m34s do round 1*
King Mo venceu Mikhail Zayats por decisão unânime (30 a 27, 30 a 27 e 30 a 27)*
Matt Bessette venceu Diego Nunes por decisão dividida (28 a 29, 30 a 27 e 29 a 28)**
Desmond Green venceu Mike Richman por decisão unânime (30 a 27, 29 a 28 e 29 a 28)**
Will Martinez venceu Goiti Yamauchi por decisão unânime (30 a 27, 30 a 27 e 30 a 27)**
Daniel Weichel venceu Scott Cleve por finalização (mata-leão) aos 3m46s do round 1**
Saul Almeida venceu Andrew Fisher por decisão unânime (29 a 28, 29 a 28 e 29 a 28)
Egidijus Valavicius venceu Atanas Djambazov por nocaute técnico aos 48s do round 1
Ryan Quinn venceu Andrew Calandrelli por decisão unânime (30 a 27, 29 a 28 e 29 a 28)
Josh Diekmann x Manny Lara: no-contest (golpe ilegal de Diekmann) aos 18s do round 1
Marvin Maldonado x Rico DiSciullo: no-contest (golpes ilegais de DiSciullo) a 1m53s do round 1

Com Mendes e Swanson na fila, Aldo brinca: 'Bota os dois na mesma noite'

José Aldo luta UFC 169 Lamas (Foto: AP)
 
 Depois do anúncio de que Pettis será um dos técnicos da próxima edição do TUF, a ideia de uma superluta contra José Aldo foi, mais uma vez, adiada. Sendo assim, a possível mudança de categoria do amazonense fica em segundo plano e abre espaço para mais uma defesa do título dos penas do UFC. Com Chad Mendes e Cub Swason como principais nomes na fila pelo title shot, o campeão não citou preferência e, em tom de brincadeira, desafiou: "Bota os dois na mesma noite”.

- Acho que agora está entre o Cub Swanson e o Chad Mendes, sim. Pode ser um dos dois. Eles vêm lutando, vêm vencendo. O Swanson nem tanto, mas o Chad vem de cinco vitórias, então merece. Se vier o Cub, também vou achar que é merecedor – analisou o campeão, que já venceu ambos os concorrentes.

De 'férias' em Manaus, onde será homenageado por uma escola de samba no carnaval, neste sábado, Aldo conversou com o GloboEsporte.com sobre sua preferência - Mendes ou Swanson - para a próxima luta. Bem-humorado, ele sugeriu, no melhor estilo ‘velhos tempos’, duas lutas na mesma noite.

- Bota os dois na mesma noite logo, daí acaba o problema. A gente resolve e ‘vamo’ embora, e já tira logo dois. Vem os dois, acabaria logo e chamaria logo o terceiro – desafiou, em tom de brincadeira.

Depois, em tom mais sério, o manauara afirmou que ainda não ‘recebeu’ nenhum nome, e só deve voltar a treinar em um mês.

- Agora a gente está esperando eles (UFC) mandarem o nome - na categoria mesmo - para a próxima defesa. Acho que lá pra setembro ou agosto a gente tá lutando de novo. Agora vamos esperar e ver o que eles têm para nós. Em cima disso, a gente começa a estudar e tomar a decisão certa.

Pettis: 'Distante'

Sobre a luta contra Anthony Pettis, José Aldo reiterou a vontade de fazer o combate, lamentou o adiamento e ainda 'alfinetou': "a gente pega ele de qualquer jeito".

- Acho que, não só eu, como todo mundo - e ele também - quer essa luta. É uma luta que ia bombar muito, vender bastante. Acho que nós dois queremos muito fazer essa luta. Ele já tinha operado o joelho, ia ficar afastado, e agora que fechou o TUF, ficou mais distante ainda essa mudança de categoria. Mas eu acho que ele quer, né? Pelas declarações dele, ele quer, mas quando chega, nos bastidores, não. Então eu não sei o que acontece. Espero que ele queira, ia ser bom pra mim, pra ele e pra todo mundo. Se não, a gente pega ele de qualquer jeito aí.