quarta-feira, 5 de março de 2014

UFC anuncia Erick Silva x Matt Brown como sua luta principal em Cincinnati

montagem UFC Matt Brown x Erick Silva (Foto: Editoria de Arte)

O UFC confirmou nesta segunda-feira que o meio-médio brasileiro Erick Silva fará a luta principal do retorno do UFC a Cincinnati, que acontece dia 10 de maio. O adversário é o americano Matt Brown, participante dio TUF 7, que atualmente é o sétimo colocado no ranking oficial do UFC e vem de seis vitórias seguidas na categoria. Nascido no estado de Ohio, Brown é um veterano de 33 anos de idade, com 29 lutas na carreira - 18 vitórias e 11 derrotas.

Já Erick Silva, de 29 anos, vem de vitória contra o japonês Takenori Sato em Jaraguá do Sul, em fevereiro, e busca a sua primeira sequência de duas vitórias no evento. Em sete lutas pela organização, o capixaba tem um retrospecto de quatro vitórias e três derrotas, sempre intercaladas. Esta será a primeira vez que Erick Silva fará a luta principal de um evento do UFC.

Júnior Cigano volta ao octógono contra Stipe Miocic no UFC 173

Montagem MMA - Junior Cigano x Stipe Miocic (Foto: Reprodução/UFC)

A espera pela volta de Júnior Cigano ao octógono acabou na madrugada desta terça-feira. O UFC anunciou que o peso-pesado brasileiro retornará ao octógono diante do americano Stipe Miocic, fazendo o coevento principal do UFC 173, que acontece dia 24 de maio, em Las Vegas, no Memorial Day, feriado dedicado aos soldados americanos mortos em combate. O evento terá como luta principal a disputa do cinturão dos pesos-médios, entre Chris Weidman, atual campeão, e o brasileiro Lyoto Machida.

Cigano vem de duas derrotas em suas três últimas lutas, ambas para o campeão dos pesados, Cain Velásquez. Entre as duas lutas, o brasileiro venceu o neozelandês Mark Hunt por nocaute. Aos 29 anos de idade, Cigano tem 16 vitórias e apenas três derrotas na carreira.

Já Stipe Miocic, de 31 anos, vem de duas vitórias seguidas, contra Roy Nelson e Gabriel Napão – ambas por decisão unânime dos juízes. Em 12 lutas na carreira, Miocic sofreu apenas uma derrota, para o gigante holandês Stefan Struve em setembro de 2012.

Português busca vaga no TUF Brasil 3 com apoio de Cristiano Ronaldo

TUF - Goncalo Salgado (Foto: Divulgação)

Uma das maiores revelações da segunda temporada do reality show The Ultimate Fighter Brasil - Em Busca de Campeões foi o argentino Santiago Ponzinibbio, que, além de chegar à final do torneio, caiu nas graças do público brasileiro pelo bom humor e pela humildade. Entre os 32 lutadores que disputam vaga na casa da terceira temporada do programa, está outro estrangeiro que aposta na mesma fórmula: o português Gonçalo Salgado, de 33 anos de idade.

Se Ponzinibbio era um argentino que passou fome no Brasil e precisou batalhar para se estabelecer, Salgado já chegou ao país com um padrinho forte. Segundo o próprio, quem ajudou a pagar sua passagem para as eliminatórias foi ninguém menos que Cristiano Ronaldo, craque português eleito pela Fifa como melhor jogador de futebol do mundo em 2013. O lutador conheceu o camisa 7 do Real Madrid quando trabalhou como seu segurança.

CR7 não é a única "conexão famosa" de Gonçalo Salgado. Seu padrinho de casamento é o cantor Tony Carreira, espécie de Roberto Carlos de Portugal. O lutador tem uma filha e afirma que, caso entre na casa, a pior sensação será a saudade dela e da esposa.

Outro fator negativo serão as piadas de português, populares entre brasileiros, mas Salgado vai ter que aturar. Ele já está acostumado a vir ao país algumas vezes por ano para treinar. Com um cartel de sete vitórias e duas derrotas, o lutador de Lisboa simplesmente não encontrava mais competição à sua altura em Portugal e precisou sair do país para evoluir. Ele já lutou na Bélgica, Coreia do Sul, Suíça e Rússia.

A terceira temporada do The Ultimate Fighter Brasil - Em Busca de Campeões começa neste domingo, com transmissão da Rede Globo, logo após o Big Brother Brasil.

Sonnen: 'A vida, sem reposição de testosterona, é algo terrível'

chael sonnen tuf brasil ufc (Foto: Adriano Albuquerque)

A Terapia de Reposição de Testosterona (TRT) foi usada por atletas em esportes de combate há muitos anos, mas sua existência foi revelada ao grande público após Chael Sonnen ter sido flagrado com uma quantidade muito superior ao normal (14 vezes acima da média humana) em sua primeira luta contra Anderson Silva, no UFC 117. O lutador cumpriu suspensão, e revelou ser vítima de uma doença conhecida como hipogonadismo, cujo principal efeito nos homens é impedir a produção de testosterona, o principal hormônio masculino.

Com diagnóstico atestado por dois médicos junto à Comissão Atlética de Nevada (NSAC) - a principal dos EUA - em 2008 e 2012, Sonnen conseguiu receber a autorização para fazer TRT e lutar no estado americano. No entanto, nas últimas semanas, a NSAC baniu o tratamento definitivamente de seus regulamentos, o que significa que nenhum atleta, sem exceção, será licenciado para lutar em Nevada se estiver fazendo TRT. Diretamente atingido pela nova resolução, Sonnen falou sobre os efeitos que ela terá em sua vida como atleta.

- A melhor maneira de descrever a vida sem a reposição de testosterona é terrível, completamente. É um medicamento do qual eu preciso no dia a dia para ter uma vida normal. As pessoas dizem que é uma droga para melhora de performance atlética, mas tem muito mais coisa que alguns atletas tomam para ter um melhor rendimento. Testosterona, para mim, é muito mais que um "melhorador de performance". Para mim é um "melhorador de vida". Fazendo o TRT, minha vida é melhor, meu comportamento é melhor. Tenho mais energia, preciso dormir menos. Me faz sentir melhor em diversos níveis. Me faz um melhor marido, vizinho e até dono do meu cachorro. Entendo que estejam preocupado com o uso abusivo, mas esse tratamento melhora a vida das pessoas. Mas o fato é que clinicamente eu preciso de TRT, mas a NSAC não deu opções. Está proibido. Então teremos que viver com isso, gostemos ou não - disse o lutador ao site "Yahoo Sports".

Para Pat Lundvall, membro da NSAC, no entanto, a autorização para fazer TRT antes das lutas não está relacionada a impedir que os atletas façam um tratamento de saúde.

- Ninguém está dizendo para não fazerem tratamentos médicos necessários para a sua saúde. Se o seu médico prescrever um medicamento, você deve usá-lo com toda a certeza. Mas isso não significa que você possa vir a nós e pedir que mudemos nossas regras por você. Levamos em conta todas as ppossibilidades relacionadas a esse assunto do TRT e decidimos banir a terapia para atletas de combate no nosso estado. Não encorajamos ninguém a não tomar medicamentos dos quais precisem, mas deixamos caro que não permitiremos que lutem sob seus efeitos se eles forem proibidos.

Daniel Cormier pede luta por cinturão a campeão Jon Jones, mas leva 'toco'

montagem Jon Jones Daniel Cormier UFC (Foto: Editoria de Arte / Globoesporte.com)

O lutador americano Daniel Cormier está obcecado pelo cinturão dos pesos-meio-pesados do UFC e, apressado, decidiu pedir diretamente ao campeão da categoria, Jon Jones, por uma oportunidade de desafiá-lo. Apesar de ter feito apenas uma luta pela divisão - uma vitória arrasadora sobre o desconhecido Patrick Cummins no UFC 170, em fevereiro - o ex-campeão dos pesos-pesados do Strikeforce disse ter ouvido que "Jones tem a habilidade de escolher com quem quer lutar" e pediu a "Bones" para ser considerado. - Esta é uma mensagem para Jonny "Bones" Jones: Ei, Jon. Aqui é Daniel Cormier. Bro. Irmão. Estou pedindo educadamente. Não estou sendo agressivo. Não estou tentando confrontá-lo, Jon. Estou apenas pedindo, será que você poderia me dar uma chance de enfrentá-lo. Por favor, Jon. Por favor, irmão. Tome essa decisão - disse Cormier, em entrevista ao podcast "The Great MMA Debate", do site americano "Fox Sports".

Ao mesmo veículo, porém, Jones rejeitou o pedido e deu seus motivos.

- Primeiro de tudo, já que você está falando mais respeitosamente, vou dizer parabéns pela sua vitória e pela perda de peso. Mas quanto a te dar uma chance de título, não tenho nenhum interesse em enfrentá-lo agora, só por causa do fato que você realmente ainda não enfrentou ninguém que eu considere um lutador de alto nível. Estou meio enjoado de ver pesos-meio-pesados do UFC lutarem contra "latas" até receberem uma chance de título. Realmente quero ver um desafiante top enfrentar outro desafiante top e acho que você precisa enfrentar alguém um pouco mais conhecido do que Patrick Cummins. Lute contra Rashad (Evans), lute contra alguém legítimo, cara. Aí, vou achar que é mais apropriado dar a você essa chance pelo título - respondeu Jones.

A resposta do campeão não deixa de ser uma cutucada a Glover Teixeira, Alexander Gustafsson e seus últimos adversários. No ano passado, Jones reclamou que Glover e Gustafsson não enfrentaram grandes nomes do top 10 antes de receberem suas chances pelo cinturão, apesar de reconhecer que ambos são perigosos. O sueco fez uma das melhores lutas de 2013 com o americano e foi derrotado por pontos numa controversa decisão dos juízes; o brasileiro vai enfrentar "Bones" em 26 de abril, no UFC 172, em Baltimore.

Cormier tinha Rashad Evans como seu adversário original para o UFC 170, mas o ex-campeão dos pesos-meio-pesados sofreu uma lesão pouco mais de uma semana antes do evento e foi substituído por Cummins, estreante no evento. Com Phil Davis escalado para encarar Anthony Johnson no UFC 172 e Gustafsson programado para enfrentar Jimi Manuwa em Londres no próximo fim de semana, Cormier, atual quinto colocado do ranking da categoria, terá de esperar para enfrentar alguém de alto nível.

Jon Jones ironiza Cormier: 'Feliz por ele ter conseguido perder tanto peso'

Jon Jones UFC 169 (Foto: Evelyn Rodrigues)

Entrevistado pelo site "MMA Junkie" na academia onde treina, no Novo México, o campeão dos pesos-meio-pesados do UFC, Jon Jones, ironizou de forma sutil o possível rival e desafeto Daniel Cormier por sua vitória contra Pat Cummins, que marcou sua estreia na nova categoria - desceu dos pesos-pesados. Para Jones, Cormier merece ser mais parabenizado pela perda de peso do que pela vitória.

- Estou feliz por ele (Cormier) ter conseguido perder tanto peso, porque isso pode ser uma inspiração para muita gente. Falando sobre sua habilidade, é difícil dizer em que ponto ele está, porque Pat Cummins não tem muita experiência no MMA. Se analisarmos a forma como ele aplicava seu socos, era possível ver que ele não o fazia de forma equilibrada. Se você dá a qualquer bom atleta um desafio como esse, o que se espera é uma performance dominante. Não quero desrespeitar Pat Cummins, que mostrou coragem ao aceitar uma luta como essa com pouco tempo para se preparar.

Questionado se continua pensando em lutar entre os pesos-pesados, o campeão garantiu que sua ida para a maior categoria do UFC é inevitável.

- Estou ficando mais velho e meus músculos estão se desenvolvendo cada vez mais. Além disso, há os desafios, as possibilidades de quebrar recordes e de construir um legado cada vez mais sólido. Se formos pensar na possibilidade de ser campeão mundial dos pesos-pesados, quem não gostaria de poder conquistar isso? Tenho muitos planos para a minha carreira, e acho que a mudança para os pesos-pesados é inevitável.

Dono do UFC confirma que tomou a decisão de tirar Belfort do UFC 173

Lorenzo fertitta, sócio do UFC (Foto: Getty Images)

Em entrevista ao site "Yahoo Sports" nesta segunda-feira, o empresário Lorenzo Fertitta, um dos donos do UFC, confirmou ter sido do evento a decisão de tirar Vitor Belfort da disputa do título dos pesos-médios contra o americano Chris Weidman, no UFC 173, que acontece dia 24 de maio, em Las Vegas. Para o empresário, o UFC não poderia arriscar perder tempo de promoção do evento caso o brasileiro, que faz uso de TRT por razões de saúde, não receber a licença da Comissão Atlética de Nevada para se apresentar no evento.

- Nós temos um evento para promover no dia 24 de maio. Chris vai defender o seu cinturão, e todos sabemos como esse negócio funciona. É necessário fechar os compromissos comerciais com dois ou três meses de antecedência. É preciso fazer todo o trabalho de arte, e Vitor, por conta da nova regra proibindo que os lutadores façam TRT no estado de Nevada, terá de deixar de submeter à TRT. E é isso o que ele fará. Mas não sabemos quanto tempo levará para ele conseguir a licença. Pode levar duas semanas ou dois meses, e não podemos deixar a empresa no limbo. Temos que promover essa luta, e a solução lógica foi tirar Vitor dela e deixá-lo seguir o seu processo de obter uma licença para lutar em Nevada. Quando ele estiver elegível para lutar, vamos voltar ao ponto onde paramos - disse Fertitta.

Após o anúncio feito pela Comissão Atlética de Nevada de que o TRT estava banido de todos os esportes de luta regulamentados pela entidade no estado americano, Vitor Belfort anunciou que não pediria a licença para lutar no estado, ficando fora do UFC 173. O UFC não demorou a substituí-lo, escalando o também brasileiro Lyoto Machida para enfrentar o campeão Chris Weidman no evento.

Médico explica os efeitos da ausência de TRT no organismo de um lutador

MMA pesagem UFC Vitor Belfort (Foto: Ivan Raupp)

A proibição do uso de TRT para atletas licenciados pela Comissão Atlética de Nevada (NSAC) terá efeitos extremamente duros para aqueles que tiverem que deixar de usar a reposição hormonal para lutar no MMA profissional. Segundo o endocrinologista americano Neil Goodman, presidente do Comitê de Endocrinologia Reprodutiva da Associação Americana de Endocrinologia Clínica, uma das maiores autoridades quando o assunto é testosterona, a dificuldade para os lutadores que usavam TRT e terão de deixar de usá-la será imensa, quase impossibilitando-os de competir no mesmo nível que vinham fazendo até então.

- Todos os lutadores que tiveram retirada a permissão para lutar fazendo uso de TRT e decidirem competir se apresentarão com níveis baixíssimos de testosterona no corpo, e não conseguirão render no nível a que estava acostumados. Todos os que param de se submeter ao tratamento precisam receber doses de testosterona sintética apenas para se manterem normais. Sem a terapia, seus níveis de testosterona irão praticamente desaparecer. Os músculos ficarão muito mais fracos e flácidos, e os atletas engordarão bastante. Eles ficarão com comportamento depressivo e sentirão uma fadiga constante. Será horrível, e eu me sinto mal por eles. Não será fácil passar por isso. Não digo que todos os lutadores terão problemas sérios, pois isso depende do que e quanto eles tomaram, e por quanto tempo. Também é necessário saber que outras drogas e medicamentos foram ministrados. É um diagnóstico complexo - disse o médico em entrevista ao site "Bleacher Report".

O banimento do uso de TRT no estado de Nevada pela NSAC forçou o UFC a retirar Vitor Belfort da luta principal do UFC 173, que acontece em maio, em Las Vegas, por não haver tempo hábil para o lutador parar de fazer a terapia e ser testado antes de ser licenciado pela entidade. Segundo um dos donos do UFC, Lorenzo Fertitta, a decisão foi tomada para que a decisão do título dos médios, entre o campeão Chris Weidman e o novio desafiante, Lyoto Machida, pudesse ser promovida corretamente. Segundo o empresário, Vitor Belfort parará de fazer TRT e passará por um período de adaptação para, só então, voltar a lutar.

Assunção insiste em luta contra Barão: 'Vou ficar p... se não acontecer'

Montagem MMA - Renan Barão e Raphael Assunção (Foto: Reprodução/UFC)

O peso-galo brasileiro Raphael Assunção retomou sua campanha por uma oportunidade de enfrentar Renan Barão pelo cinturão da categoria. O lutador pernambucano venceu seis lutas seguidas desde que desceu para a categoria e está na terceira posição no ranking do UFC. Os dois homens à sua frente, Urijah Faber e Michael McDonald, já enfrentaram Barão e perderam. Em sua visão, ele é o nome certo para enfrentar o campeão, mesmo que alguns menosprezem sua sequência de vitórias. - Eu vou ficar p... se não acontecer. Sabe o que mais? Estou orgulhoso do que fiz. Olho para isso e tento me manter humilde e fazer o que tenho que fazer, mas acho que as pessoas esquecem.  Fui o primeiro cara a acabar com a sequência da Nova União com o Johnny Eduardo. Ele tinha 11 vitórias seguidas e eu o derrotei, e as pessoas dizem, "Isso não é nada". Aí eu bati o Mike Easton. Ele estava numa série de vitórias, e eu quebrei. Aí, eu bati TJ Dillashaw. Eles tinham um novo treinador e estavam pegando fogo, e eu fui o cara que parei aquela série de vitórias. Uma disputa de título não seria um presented. Eu trabalhei por isso. Eles não estariam me dando de graça. Eu mereci - reclamou Raphael Assunção, em entrevista ao site americano "Fox Sports".

O próprio Barão já reconheceu que Assunção é o próximo da fila para desafiá-lo, mas falta o UFC concordar e marcar o combate entre os dois. O pernambucano afirma que não vai aceitar nenhuma outra luta que não a disputa do título.

- Não estou interessado em enfrentar mais ninguém. Nenhuma outra luta faz sentido para mim, para ser sincero. Eu sou meu próprio agente desde o começo, então se eu não começar a falar mais alto por mim mesmo, ninguém mais vai. Respeitosamente, não vou aceitar nenhuma outra luta agora - disse.

O pernambucano já tem inclusive uma época planejada para o combate: o fim do verão americano, entre julho e agosto, no Rio de Janeiro, logo após a Copa do Mundo. Nascido em Recife, Assunção acredita que um duelo contra o potiguar Renan Barão lotaria qualquer arena no país.

O que pode impedir o sonho de se tornar realidade é uma lesão na costela, sofrida pelo lutador durante seu último combate, contra Pedro Munhoz. Ele deve estar completamente curado em seis semanas, mas pretende voltar a treinar em duas. Outro lutador que está lesionado e poderia voltar antes de Assunção para desafiar Barão é o americano Dominick Cruz, ex-campeão da categoria, que perdeu o cinturão justamente ao ser incapaz de retornar ao octógono após mais de dois anos parado. O combate entre Barão e Cruz ainda é aguardado por muitos fãs de MMA, mas Assunção ainda acha que tem a vantagem.

- Dominick é um campeão. Não se pode negar seu lugar. Porém, ele não está ativo. Eu tenho feito o que eu tenho que fazer. É uma infelicidade para ele. Eu mando mensagens de texto para ele de vez em quando. Ele é um grande cara, mas infelizmente ele está lesionado há muito tempo e eu estou mais ativo. Se meu prazo de retorno estiver antes do dele e o Barão estiver esperando, não tenho uma bola de cristal, mas simplesmente sinto que estou mais ativo e vencendo - argumentou o brasileiro.

Cro Cop rebate críticas de Fedor: 'Não é minha mãe para me dar conselho'

UFC Mirko Cro Cop Fedor Emelianenko (Foto: Agência Getty Images)

Uma das grandes rivalidades da história do MMA ganhou nova faísca na segunda-feira, quando a lenda croata Mirko "Cro Cop" Filipovic respondeu críticas feitas por seu ex-adversário Fedor Emelianenko. O "Último Imperador", atualmente aposentado do esporte, fez duros comentários sobre Cro Cop após a derrota do croata para Alexey Oleinik em outubro passado, e o ex-campeão do GP dos pesos-absolutos do Pride não ficou contente. Emelianenko disse à imprensa russa na época que algo dentro de Filipovic "quebrou", que ele "não tinha nem condições físicas ou a atitude mental" para lutar e que ele "não é mais o mesmo lutador de antes". Cro Cop, que volta ao kickboxing no próximo sábado pelo Glory 14, não gostou do que ouviu.

- Gosto do Fedor e o respeito demais, mas não é seu trabalho ou sua preocupação agir como minha mãe e dar nenhum tipo de conselho, especialmente para mim. Acho que sou velho e sábio o bastante para saber quando será minha hora de parar. O que aconteceu comigo naquela luta poderia acontecer com qualquer um. Realmente, não sei por que Fedor disse aquilo - afirmou Cro Cop, em entrevista ao podcast "The MMA Hour", do site "MMA Fighting".

Fedor Emelianenko (esq.) e Mirko Cro Cop fizeram uma das melhores lutas do Pride (Foto: Getty Images)

Segundo o lutador croata, a derrota para Oleinok em Moscou, por finalização no primeiro round via esgana-galo, foi sua própria responsabilidade, por ter errado numa movimentação que está acostumado a treinar. Após o triunfo, Oleinik assinou com o UFC.

Mirko Cro Cop, todavia, ficou magoado por ouvir que Fedor Emelianenko falou que ele deveria se aposentar. Apesar de os dois terem lutado pelo cinturão do Pride numa das melhores lutas da história, em 2005, o croata considera o russo um amigo.

- É claro que ele tem o direito de dar sua opinião, ele é uma lenda das artes marciais mistas. Mas não gostei do seu comentário, para te dizer a verdade. Eu nunca fiz um comentário sobre suas lutas. Todas as derrotas de Fedor, eu senti como se fossem minhas. No fim do dia, nós lutávamos juntos no ringue do Pride, dividimos vestiários tantas vezes. Eu estava lutando na cidade dele e ele nem apareceu para a coletiva de imprensa. Se Fedor viesse à minha cidade, eu o encontraria alguns dias antes, o levaria para almoçar, para jantar, qualquer coisa, apertaria sua mão. E eu só o vi ali, no ringue. Mas ele é assim. Eu penso e ajo diferente - lamentou o peso-pesado.

Neste sábado, Filipovic encara Remy Bonjasky no evento principal do Glory 14, em Zagreb, Croácia. Desde que deixou o UFC, em 2011, o lutador ressucitou sua carreira no kickboxing, com seis vitórias seguidas, e isso o motivou a lutar MMA novamente e desistir da aposentadoria.

- Um lutador está muito velho quando ele não consegue se recuperar entre dois treinamentos. Então, se eu tiver um treino duro hoje, e amanhã eu não estiver recuperado, me sentir cansado e não conseguir explodir mais, me sentir devagar, meu corpo simplesmente não se recuperar, isso significa que o fim está próximo. Esta é uma coisa. A segunda coisa é quando seu corpo não é capaz de se recuperar entre dois rounds. Em um minuto, quando você não consegue diminuir seu pulso, seus batimentos estão muito altos ou muito próximos do máximo e você não consegue se recuperar mais, a melhor solução é se aposentar. Mas eu me sinto muito bem e estou treinando que nem louco. Meu cardio está ótimo - garantiu Cro Cop.

CORREÇÃO: Ao contrário do que foi publicado originalmente nesta matéria, Mirko Cro Cop não foi derrotado por Oleksiy Oliynyk, mas por Alexey Oleinik.