quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Maldonado: "Mesmo risco de Miocic me nocautear, vejo em Rampage"

Fábio Maldonado e Rampage Jackson (Foto: Getty)

Já virou pleonasmo falar da sinceridade de Fábio Maldonado. O peso-meio-pesado foge dos padrões dos outros atletas a cada entrevista que dá e, ao comentar sobre seu próximo adversário, Rampage Jackson, não foi diferente. O brasileiro vai lutar no dia 25 de abril, no UFC 186, em Montreal (CAN) e foi para os Estados Unidos treinar na American Top Team (ATT) para se preparar para este duelo. Ao analisar o confronto, o Caipira de Aço surpreendeu ao dizer que corre o risco de ser nocauteado da mesma forma que foi contra Stipe Miocic, em 35 segundos, quando resolveu se aventurar nos pesos-pesados, aceitando substituir Junior Cigano poucos dias antes da luta.

- Eu vou desenrolar na trocação, vou para o pau, buscar meu jogo, até porque é difícil montar em um cara desse, não é tão fácil, então, o mesmo risco que o Miocic tinha de me nocautear, vejo no Rampage também - disparou, em conversa por telefone com o Combate.com.

Apesar disso, o brasileiro mostrou confiança de que uma vitória pode lhe colocar no top 10 da divisão até 93kg. Atualmente, ele está em 12º. Maldonado também foi franco ao declarar que os pontos fracos de Rampage são justamente em áreas onde não se sente tão confortável para lutar.

Com 22 vitórias e sete derrotas na carreira, Fábio Maldonado vem de quatro vitórias seguidas como meio-pesado, contra Roger Hollett, Joey Beltran, Gian Villante e Hans Stringer. Rampage, por sua vez, tem 35 vitórias e 11 derrotas e está de volta ao Ultimate após passagem pelo Bellator, onde venceu as três lutas que fez, contra Joey Beltran, Christian M'Pumbu e King Mo Lawal.

Confira a entrevista:

COMBATE.COM: Você pedia há algum tempo para enfrentar um lutador renomado. Chegou a fazer campanha para lutar com o Dan Henderson e, desta vez, foi atendido com a chance de lutar contra o Rampage. Qual a importância disso para você?

Fabio Maldonado: Estou muito feliz com a oportunidade de lutar com ele. Um ex-campeão do UFC, querendo ou não o cara tem mão pesada ainda, é forte, aguenta porrada, tem uma lombar forte pra caramba, vejo muita qualidade nele. Muita gente fala que é só eu botar para baixo que finalizo, mas ele já foi para o chão com lutadores difíceis, como o Forrest Griffin, Arona na antiga, Rashad Evans, lutadores que por cima fariam perigo para ele e ele soube se virar. Não é só colocar no chão e pegar. Não é fácil. Aquele cara por baixo também é perigoso. Mas eu preciso ganhar de um top 10 para virar um top 10. Nem sei se essa luta me coloca no top 10, 11, em qual numeração eu ficaria, mas seria um bom negócio para mim.

O Rampage, em sua última passagem pelo UFC, reclamava de enfrentar wrestlers. Você é um striker nato. Acha que ele vai querer lutar em pé com você ou agora será a vez dele de querer colocar o adversário para baixo?

- Ou eu. Posso querer derrubar também, vai saber... Se precisar agarrar, um cara desse é muito forte. No MMA não tem contagem igual no boxe. Ele tem a mão muito dura, então é um cara que pode definir a parada. Eu vou desenrolar na trocação, vou para o pau, buscar meu jogo, até porque é difícil montar em um cara desse, não é tão fácil, então, o mesmo risco que o Miocic tinha de me nocautear, vejo no Rampage também.
 Quais os buracos que você pensa em explorar no jogo do Rampage?

- Tem algumas brechas no jogo dele em áreas que não sou tão eficiente. O jiu-jítsu é uma delas. Até acredito que tenho mais jiu-jítsu que ele, mas de repente não tenho o suficiente para finalizar. Vamos ver na hora. Vou tentar. Ele não chuta, eu também não chuto. Podem ser dois boxeadores com luvas de MMA no octógono. Ele com mais wrestling, e eu com mais jiu-jítsu. Ele aceita chute, mas não sou esse cara. Vou bater com a mão na cabeça e no corpo dele

Acha que o Rampage que você vai enfrentar ainda está no auge física e tecnicamente?

- Ele pode lutar na melhor fase da vida dele. Esses pesados, meio-pesados, duram mais tempo. Ele não é o BJ Penn nessa decadência que estava, esses lutadores pequenos. Os maiores demoram mais a amadurecer. Você vê que o Jon Jones é um fenômeno novo, mas é difícil um cara de 20, 22 anos, nos pesados e ser um top. E o contrário também. Você não vê peso-leve muito velho estando bem. O Khabib tenho certeza que já era com 30, 32 anos. Ele pode ser campeão antes, é incrível, mas não vai ter carreira longa. Os menores duram menos tempo e amadurecem mais rápido primeiro. É minha opinião. Ele pode se encontrar numa fase boa. Ele nocauteou um cara que eu não consegui nocautear (Joey Beltran). Ganhei apertado. Então ele não está decadente não. Vem de vitórias.

Pretende focar no quê nessa preparação na ATT?

- Boxe e wrestling. Claro que não levo jeito para a parada mesmo, mas treino muito muay thai, treino joelhada, cotovelada, talvez tente um cotovelo contra o Rampage. Só consegui dar cotovelada no chão até hoje. Fui chutar o Beltran e quase caí, ele segurou meu pé. Chute não me atrai. Vou estar mais afiado na mão. Estou me sentindo mais forte que nas outras lutas. Não é só boxe, wrestling, porque tudo pode acontecer. Posso chegar lá, tomar dois socos e ir para casa, mas quero estar com um bom preparo físico

Werdum acredita que ritmo de luta será vantagem a seu favor contra Cain

pôster UFC 188 Cain Velásquez Fabricio Werdum (Foto: Divulgação/UFC)

O Ultimate confirmou nesta sexta-feira que Fabricio Werdum e Cain Velásquez vão se enfrentar pela unificação do título dos pesos-pesados no dia 13 de junho, na Cidade do México. Nesta data, o americano já estará sem lutar há mais de um ano e meio. Na única derrota que ele sofreu na carreira, contra Junior Cigano, não lutava há pouco mais de um ano e também voltava de lesão. Para o Vai Cavalo, que vem de triunfo por nocaute técnico sobre Mark Hunt em outubro, este pode ser um diferencial a seu favor no UFC 188, quando finalmente vão duelar.

- O Cain está há muito tempo sem lutar, vai ter que se acostumar com a luta no início, então é uma vantagem importante para mim - afirmou, em entrevista por telefone ao Combate.com.

Apesar disso, Werdum reconheceu que o jogo de Velásquez não é fácil de se lidar, mas prometeu que não deixar o campeão linear se impor. O brasileiro também comentou a nova política de combate ao doping anunciada pelo Ultimate, falou sobre a derrota de Antônio Pezão para Frank Mir, do sucesso do UFC em Porto Alegre e relembrou o duelo contra Alistair Overeem, no Strikeforce, ao afirmar que o holandês havia tomado "um suco diferente" na ocasião.

Confira a entrevista por tópicos:
 
RITMO DE LUTA PODE FAZER A DIFERENÇA?
Com certeza. Faz diferença porque a gente sabe que quando está sem ritmo de luta muda o atleta. O Cain está há muito tempo sem lutar, vai ter que se acostumar com a luta no início, então é uma vantagem importante para mim. Acho que o ideal para qualquer lutar é fazer de três a quatro lutas por ano.
forma de lidar com a pressão de velásquez
O Velásquez é assim, tem esse jogo bem difícil, com boxe e wrestling. Ele tenta ditar esse ritmo, e eu vou fazer de tudo para fazer o meu jogo. Não vou ficar esperando ele. Se puder levar para o chão o quanto antes e finalizar, vou fazer. Se puder surpreender com um nocaute, vou fazer. A estratégia certa não sei ainda. Sei que o que vou fazer é não esperar. Vou levar a luta até ele.

nova política antidoping do ufc
O doping tem muitos casos recentes, o último foi o do Anderson, que o mundo inteiro viu. Acho bom o UFC se preocupar com isso, mas o mais importante é ter direitos iguais. Se tem exames para um, tem que ter para outro em qualquer lugar do mundo. Tem que ser a mesma regra para todo mundo. De repente alguns podem ter uma queda, sentir um pouco, mas não é todo mundo que tomava. É como o TRT. Até podia ter, mas tinha que ser para todo mundo. Tudo tem que ter um limite, tinha que ser para todos, mas isso é de cada um. O correto é tomar suplemento, fazer a coisa certa. Se é para um, tem que ser para todos.

acha que já enfrentou algum atleta dopado?
Não posso acusar alguém desse jeito, mas, contra o Overeem (no Strikeforce, em janeiro de 2011, quando sofreu sua última derrota), ele estava bem forte. Acho que ele tomou um suco diferente naquela luta. Aquele suco não era verde não (risos). Quando lutei com ele, foi f...

UFC porto alegre
O evento aqui foi o maior sucesso. Me surpreendi com a galera, a torcida correspondeu no Gigantinho, eram fãs mesmo e gostam de luta. Eu ando aqui e me sinto o Wanderlei Silva, com todo mundo vindo falar comigo. Entrei no ginásio e todo mundo gritou "Werdum! Werdum!", fiquei emocionado. O prefeito sentou do meu lado e também estava bem emocionado com o UFC Porto Alegre.

Derrota do amigo antônio pezão
Falei nas entrevistas antes da luta que o Pezão ia nocautear, mas o Frank Mir é um cara duro, acertou um golpe bem forte. Até falei com o Pezão já, ele me disse que esperava que o Mir lutasse na base de canhoto, e o Mir foi malandro, lutou de guarda normal. Peso-pesado quando entra um soco é nocaute. Acho que o Pezão sentiu isso porque treinou só com canhotos. O evento foi o maior sucesso, mas os resultados para os brasileiros não foram bons.

Absorção de golpes de pezão
É difícil falar sobre isso, mas é o segundo nocaute seguido. As pessoas falam que ele não aguenta muito, não tem tolerância para os golpes, mas acho que os caras acertaram o queixo do Pezão certinho. Com o tempo isso pode acontecer quando você toma muita porrada. Graças a Deus eu não tenho muitos golpes na cabeça, então ela está na boa. Acho que o Pezão vai ter que se concentrar, fazer o treinamento e tenho certeza que ele vai voltar com tudo e dar a volta por cima

UFC confirma duelo entre Gilbert Melendez e Eddie Alvarez no México

Gilbert Melendez x Eddie Alvarez (Foto: Getty)

O card do UFC 188, na Cidade do México, ganhou uma luta que já promete estar entre as candidatas a melhor do ano: o duelo entre os pesos-leves Gilbert Melendez e Eddie Alvarez, que será o penúltimo da noite de 11 de junho. O confronto antecederá a unificação do cinturão dos pesos-pesados entre Cain Velásquez e Fabricio Werdum.

Melendez e Alvarez são, respectivamente, ex-campeões dos pesos-leves do Strikeforce e do Bellator. Tidos como dois dos mais talentosos atletas da categoria em todo o mundo, os dois possuem origem latina e se encaixam no perfil de atleta que o UFC pretende incluir no card do evento, o segundo realizado na capital mexicana.

Aos 32 anos de idade, Gilbert Melendez possui 22 vitórias e quatro derrotas na carreira. Após dominar o Strikeforce, "El Niño", como é apelidado, fez três lutas no UFC, com uma vitória (Diego Sanchez) e duas derrotas (Ben Henderson e Anthony Pettis). Com idade e cartel semelhantes (31 anos e 25 vitórias e quatro derrotas na carreira), Eddie Alvarez teve uma bela carreira no Bellator, conquistando o cinturão do evento e fazendo dois duelos históricos contra Michael Chandler. No UFC, fez apenas uma luta, estreando com derrota diante de Donald Cerrone.

Cain Velásquez x Fabricio Werdum é oficializado para UFC 188, em junho

Fabricio Werdum e Cain Velasquez encarada UFC (Foto: Reprodução / Twitter)

O Ultimate anunciou oficialmente a data e local da luta de unificação de cinturões dos pesos-pesados, entre Cain Velásquez e Fabricio Werdum. Como o próprio lutador brasileiro já havia publicado nas redes sociais, o combate será o principal do UFC 188, no dia 13 de junho, na Cidade do México. O anúncio foi feito através da emissora parceira da organização na América Latina, Televisa. Pouco depois, o pôster oficial foi divulgado, com o slogan: "Campeão x Campeão, só pode haver um."

Os dois lutadores deveriam ter se enfrentado no UFC 180, no mesmo local, em 15 de novembro passado. Todavia, uma lesão no joelho tirou de ação Velásquez, campeão linear da categoria. Para substituí-lo, o Ultimate optou por criar um cinturão interino da divisão e substituiu o campeão por Mark Hunt na luta contra Werdum. O gaúcho venceu por nocaute no segundo round e tornou-se campeão interino.

O duelo na Arena Ciudad de México será a terceira defesa consecutiva de Velásquez do cinturão linear, todos eles contra brasileiros. Antes de Werdum, o americano de raízes mexicanas enfrentou Antônio Pezão e Junior Cigano e nocauteou ambos. Seu cartel tem 13 vitórias e apenas uma derrota. Fabricio Werdum venceu seus últimos cinco combates e conta 19 vitórias, cinco derrotas e um empate no seu cartel. Ele busca se juntar a Cigano como únicos brasileiros campeões absolutos dos pesos-pesados na história do UFC - Rodrigo Minotauro também foi campeão interino, mas nunca conquistou o título linear.

Até o momento, a luta principal é a única confirmada no UFC 188. Os ingressos estarão à venda a partir de 20 de março.

Antônio Pezão nega que esteja "perdendo queixo" e rebate críticas

Antônio Pezão, em coletiva após o UFC Porto Alegre (Foto: Marcelo Barone)

A capacidade de absorver golpes, no jargão do MMA, "ter queixo", muda com o passar do tempo. Antônio Pezão, nocauteado no primeiro round da luta contra Frank Mir, realizada domingo, no Ginásio Gigantinho, em Porto Alegre, não vê relação disso com a má fase que atravessa. O brasileiro deu os méritos da vitória ao americano e citou o duelo que travou com Mark Hunt - de trocação intensa durante cinco rounds - como exemplo.

- O primeiro golpe, que me derrubou, não foi no queixo. Todos os nocautes foram com pancadas na fonte. Faz parte. Treinamos duro na academia, a única diferença é que usamos luva de boxe. Mas batemos e chutamos do mesmo jeito. Isso não tem nada a ver. A questão é que ele bateu primeiro. É luta de peso-pesado, acontece. Às vezes você passa a luta toda trocando socos, como foi contra o Mark Hunt, e não caímos. Agora caí, mérito dele (Mir). Esperei para bater no contra-ataque. O Mir está de parabéns. Ninguém quer perder, mas é uma coisa que faz parte do esporte. Uma hora você sorri, outra chora. Na luta passada fiz muita coisa errada. Dessa vez eu fiz tudo exatamente como era para ser feito antes, durante e no dia da luta. Não foi o meu dia, não foi o meu dia de vencer. Era o dia do Frank - disse Pezão.

Sem vencer há dois anos, desde que nocauteou Alistair Overeem, no UFC 156, Pezão rebateu as críticas e, questionado sobre o medo da demissão, citou dois atletas do Ultimate para argumentar.

- Sou funcionário do UFC, tenho que me preparar para o que eles quiserem. Infelizmente a torcida brasileira, quando você perde, tem esse mal, diz que tem que se aposentar. Quando você ganha, é o melhor. Estou à disposição do UFC, o que tiver de acontecer, vai acontecer. Treino para dar o meu melhor. O exemplo está aí: o Mir vinha de quatro derrotas e nem por isso foi mandado para fora. O Maldonado, meu companheiro, também perdeu e ficou. Não vim preocupado com isso, vim para fazer uma boa luta. A torcida brasileira gosta disso, de hora de se aposentar, não aguenta mais... Amanhã, faz uma grande luta e já é o melhor de todos. O brasileiro tem esse mal. Ficamos tristes, mas vou dar a volta por cima.

Pezão falou ainda sobre ter de dar satisfação ao público imediatamente depois do término da luta e afirmou que havia corrigido os erros cometidos em seu último compromisso, quando foi nocauteado por Andrei Arlovski, em setembro do ano passado.

- Estar sentado aqui faz parte, sou empregado. Sobre dar satisfação ao público, tem gente que não entende de luta, nunca treinou nem jiu-jítsu, muito menos MMA, nunca deu um tapa na bunda de uma criança. Não sabe o que a gente passa, o sacrifício na academia. Temos de abdicar da família, alimentação, de tudo, para se dar bem. Não é fácil chegar para as pessoas e dizer o que acontece. Fiz tudo certo, estava focado, com muita vontade, coisa que não aconteceu na luta passada. Infelizmente, não era meu dia e veio mais uma derrota. É voltar, treinar mais ainda e esperar a próxima luta.

Após vencer Pezão, Mir diz que está aberto a enfrentar Minotauro no Brasil

Antônio Pezão x Frank Mir, UFC (Foto: Wander Roberto / Inovafoto)

Rodrigo Minotauro x Frank Mir pela terceira vez? E no Brasil? A ideia pode sair da imaginação e virar realidade. Depois de vencer Antônio Pezão por nocaute no UFC Porto Alegre na última madrugada, o americano já deixou aberta a possibilidade de encarar outro brasileiro no Brasil: o antigo rival Minotauro. No entanto, ele ressaltou que acredita ter provado que pode voltar a postular o cinturão.

Nem bem celebrou sua vitória - que pôs fim à série de quatro derrotas -, Mir já começou a pensar no futuro. E o sempre citado reencontro com Minotauro seria do seu agrado, como reiterou. E, desta vez, não descartou que o evento seja disputado novamente no Brasil.

- Mostrei minhas habilidades. O céu é o limite. Tenho a fórmula para seguir andando para frente. Não importa posição do ranking. Conversei com Marshall (Zelaznik, diretor de desenvolvimento internacional do UFC). Se quiserem que lute no Brasil, que lute com Minotauro, eu ficaria muito feliz. Acho que seria uma grande luta. Ele é um lutador fenomenal. Eu o assistia quando mais novo, quando ele estava no Pride. Se o Brock Lesnar estiver de volta, ele pode vir também. Todo dia é uma luta para mim. Se entro e me sinto 100%, não colocaria ninguém na minha frente que eu não possa vencer - disse o americano.

Um novo encontro serviria para o baiano diminuir o prejuízo contra Mir. Nas duas oportunidades, saiu com a vitória. Em 2008, no UFC 92, nocauteou o brasileiro no segundo round. Três anos depois, o finalizou na edição 140 do evento.

Bethe Correia alfineta Bate-Estaca após derrota: "Falo porque me garanto"

Bethe Correia no Twitter

A lutadora potiguar Bethe Correia não leva desaforo para casa. Após ser provocada por Jéssica "Bate-Estaca" Andrade durante a semana - a paranaense disse que gostaria de desafiar a compatriota e que ela "fala demais" - a atleta da Pitbull Brothers não perdeu a oportunidade de responder quando Jéssica foi derrotada por Marion Reneau por finalização no UFC Porto Alegre, na noite de domingo.

- Eu falo porque me garanto! E chamo a Ronda porque sei que posso vencer, feio é quem fala antes da hora e não se garante no cage! Eu sou a campeã! - escreveu Correia no Twitter, claramente visando Andrade no comentário.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Ronda vê ‘injustiça’ no UFC: ‘Os lutadores deveriam ganhar mais do que as ring girls’

Ronda vê injustiça na diferença de pagamento entre as ring girls e as lutadoras do Ultimate (Foto Divulgação)

Ronda Rousey é o principal nome do MMA feminino na atualidade. Porém, mesmo sendo a queridinha de Dana White, presidente do Ultimate, a norte-americana demonstrou que não esqueceu de seus companheiros no esporte e criticou a organização em relação à diferença entre o pagamento de ring girls e lutadores.

“Eu acho que eles tinham que pagar mais para nós do que para as ring girls. Não sei se são elas que recebem muito ou se são os lutadores que não recebem o suficiente. Mas, definitivamente, os lutadores fazem muito mais do que elas fazem. Acho que isso é injusto”, revelou a lutadora durante o media day do UFC 184.

Prestes a defender seu cinturão contra a também invicta Cat Zingano no próximo dia 28, no UFC 184, em Las Vegas, nos Estados Unidos, Ronda deixou claro que está muito contente no Ultimate e às vezes fica até mesmo surpresa com o que recebe. Ela fez ainda uma comparação com os tempos em que fazia parte da equipe olímpica de Judô dos EUA.

“Eu faço uma comparação de como eu era tratada quando era uma atleta olímpica e como sou tratada agora, e me sinto muito bem em trabalhar em uma companhia que realmente se preocupa comigo. Às vezes, me dão mais dinheiro do que está no contrato ou mais do que esperava. Por isso, confio tanto neles. Mas mesmo se não ganhasse isso tudo, eu continuaria feliz. Sabe o que eu ganhei por disputar as Olimpíadas? Nada. Me custou dinheiro”, afirmou Ronda, que ganhou a medalha de bronze no Judô em 2008, nos Jogos Olímpicos na China.

A campeã do galo feminino também fez questão de ressaltar que não existe um monopólio do Ultimate no esporte.

“Não acredito que exista um monopólio. Viacom (conglomerado de mídia norte-americano) é o dono do Bellator e eles tem muito mais dinheiro do que o Ultimate tem”, finalizou a lutadora.

Balas de revólver em mala quase complicam chegada de Mir ao Brasil

Frank Mir diz que acredita na vitória sobre Cigano por sempre vencer os golpeadores (Foto: Getty Images)A luta entre Antônio Pezão e Frank Mir ficou na corda-bamba durante algumas horas. Na última terça-feira, o americano passou por um problema inusitado ao desembarcar em São Paulo, de onde viajaria para Porto Alegre, palco da próxima edição do UFC, no domingo. O Combate.com apurou que Mir ficou durante algumas horas detido no aeroporto de São Paulo, pois estaria com duas cápsulas de revólver em sua mala. A bagagem era antiga e, por isso, o atleta não teria visto que os projéteis estavam lá.

O setor jurídico do UFC precisou entrar em contato com autoridades brasileiras a fim de explicar o mal entendido e conseguir a liberação do peso-pesado, que fará a luta principal do evento.

Após o incidente, Frank Mir chegou normalmente ao hotel em que estão hospedados os lutadores do Ultimate, no bairro Moinhos de Vento, na capital gaúcha. Inclusive, à noite, ele deixou o local para treinar com seus companheiros de equipe.

Inicialmente, Pezão e Mir se enfrentariam nos Estados Unidos, mas o cancelamento da luta entre Rashad Evans e Glover Teixeira forçou a organização a transferir o duelo para o Brasil.

Em casa, o paraibano busca a reabilitação depois de ter sido nocauteado por Andrei Arlovski, em Brasília. Já o americano atravessa péssima fase e não vence desde 2011, quando finalizou Rodrigo Minotauro, no UFC 140.

Mir diz que TRT ofuscava problema real: treino excessivo e má alimentação

MMA - UFC encaradas Media Day - Frank Mir (Foto: Adriano Albuquerque)Frank Mir foi de adepto do TRT a crítico da polêmica Terapia de Reposição de Testosterona - banida do MMA no início de 2014. O peso-pesado, na realidade, descobriu que os sintomas que apresentava na época em que foi submetido ao tratamento estavam relacionados à intensidade do treinamento e à qualidade da alimentação.

- O TRT estava colocando um Band-Aid sobre o problema. Fui a um médico sem estar procurando por TRT e falei: "Não me sinto bem, não tenho mais energia, nem motivação. Estou meio que deprimido. Constantemente os caras fazem piadas de que sou o cara mais lesionado com que já treinaram. A cada dois dias alguma coisa do meu corpo se quebra. O que está acontecendo?" Ele fez exame de sangue e encontrou baixos níveis de testosterona. Agora que isso está banido, eu olho e percebo que não era realmente o problema. Treino inadequado e alimentação eram a razão: treino pesado e excessivo duas ou três vezes por dia. Isso causava o baixo índice de testosterona. Olhando para trás noto que era apenas um sintoma do problema. Eu só estava treinando de forma inadequada - declarou o americano, em entrevista ao site "MMA Junkie".

O tempo faz com que a queda de rendimento aconteça. Entretanto, Mir revela que evitou escutar o seu corpo, fazendo sessões seguidas de treino, como há 14 anos.

- A verdadeira solução não era o TRT, era treinar de forma inteligente, comer de maneira mais saudável, tirar mais dias tempo de descanso e não ficar sentado à espera da próxima luta ser marcada.

Mais chateado com suas atuações do que com as derrotas - acumula quatro seguidas - Frank Mir passou os últimos 12 meses corrigindo problemas em sua rotina. O atleta, que não atua desde fevereiro do ano passado, volta ao octógono no próximo domingo, contra Antônio Pezão, no embate principal da primeira edição do UFC em Porto Alegre, para mostrar que o tempo de inatividade foi proveitoso.

- Minha esposa me falou que eu não deveria sequer pensar em lutar por dois ou três meses. Ele disse que eu deveria tirar férias, passar o tempo com meus filhos e, então, avaliar o que precisava para corrigir isso. Fiquei um tempo afastado, percebi o que preciso fazer e irei mostrar na minha próxima luta - promete