quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Provocado via internet, ex-UFC e Bellator dá surra em valentão e divulga o vídeo
Não é novidade que os comentários de internautas são ácidos e muitas
vezes desrespeitosos. Nos EUA, o internauta Patrick Martin acabou se
dando mal ao provocar por dias o lutador meio-médio Josh Neer, que teve
passagem pelo UFC e pelo Bellator. Em um vídeo postado por Neer na
última segunda-feira, ele aparece dando uma surra em Martin que, segundo
ele, foi até sua academia procurá-lo após insultá-lo por dias nas redes
sociais.
- Basicamente esse cara é um idiota que vem falando mal de lutadores de MMA nas redes sociais há um mês. Eu o ignorei, mas no último sábado ele respondeu a uma mensagem que eu postei no Facebook. Ele também me mandou dez mensagens ofensivas seguidas, às quais eu também ignorei, mas desta vez eu disse que, se ele quisesse lutar, que me encontrasse na minha academia segunda-feira, às 17h30m. Não sei qual o problema dele, mas o cara é grande. Tem por volta de 1,98m e 122kg, e gosta de bancar o valentão. Ele apareceu 18h10m, 40 minutos após o início do meu treino. Eu perguntei se ele preferia lutar comigo, que tenho 1,80m e 77kg, ou contra o Rakim Cleveland, que é bem maior que eu (tem 1,90m e 83kg). Ele me escolheu, claro - disse Neer em entrevista ao site "Bloody Elbow".
Neer disse ainda que a intenção de colocar o vídeo no ar foi fazer Patrick Martin parar de mandar mensagens ofensivas aos lutadores nas redes sociais, já que, mesmo após a surra, ele continuou a postar textos.
"Mesmo soco que dou no cara limpo, dou no cara dopado", afirma José Aldo
- Pelo lado do esporte sempre procuramos ver com bons olhos. Não vejo problema nenhum. Se você tem problemas, precisa de coisas a mais e usa porque o médico passou, tudo bem. Ninguém é jovem a vida inteira. Agora, tentar levar vantagem disso, aí acho errado com todos que lutam limpos. Mas se for fazer uma peneira em todos os esportes, poucos saem limpos, são 100% saudáveis, só treinam e comem arroz e feijão. Isso não existe. Se for olhar nas Olimpíadas, vários atletas já falaram que foram dopados e não tinha uma campanha tão grande (para combater isso) até se aposentarem. Para mim, não vejo problema nisso. Por um lado o esporte é prejudicado, por outro não vejo problema. Nunca desconfiei de ninguém que lutou comigo, penso apenas em mim, no meu treino e em fazer o melhor lá dentro. Se o atleta toma algo ou não, não vejo problema nenhum. Não vou crucificar o cara se ele está ou não dopado. Não muda nada para mim. O que interfere é meu treino, minha equipe, dar o melhor e vencer a luta. O mesmo soco que dou no cara limpo, dou no cara dopado - afirmou, em entrevista ao Combate.com.
Se falar de ranqueamento, acho que ele não merece, pelo fato de que criaram um ranking. Mas como esse ranking nunca serviu de p... nenhuma mesmo, nunca ninguém seguiu p... nenhuma, então para mim foi ótimo pelo lado financeiro
José Aldo, sobre luta com McGregor
Aldo está com luta marcada para o dia 11 de julho, no UFC 189, em Las Vegas (EUA), quando terá pela frente Conor McGregor. O irlandês não costuma poupar provocações aos rivais e, com o campeão, não está sendo diferente. Só que desta vez não é apenas o desafiante que está falando do brasileiro. O treinador dele, John Kavanagh, já disse que aposta em vitória rápida de seu pupilo e que o atleta da Nova União não vai aguentar trocar com McGregor e tentará colocá-lo para baixo.
Experiente, José Aldo evitou responder e acredita que seja uma tentativa de fazê-lo jogar dentro dos pontos fortes de McGregor.
- Quanto a postura do treinador de querer provocar, é lógico que ele sabe os defeitos do aluno dele como ninguém, então joga para o lado psicológico, mas não vejo problema nenhum. Pode falar a vontade que eu sei exatamente o que tenho que fazer e vou vencer. Ele vai tentar falar as coisas para eu fazer o contrário, é normal. Não sou um garoto novo, sou bem experiente e sei o que fazer nessas horas. Não importa o que ele fale para mim, vou fazer tudo que treinei aqui dentro - garantiu.
John Kavanagh e Conor McGregor (Foto: Twitter)Conor McGregor e John Kavanagh têm provocado o brasileiro frequentemente (Foto: Twitter)
Aldo também disse não ter estudado o jogo de McGregor ainda e que sabe apenas que ele procura lutar em pé. Mas admitiu que, apesar do ponto de vista dos negócios ser um duelo lucrativo para ele, pelo lado esportivo não acha que o irlandês seja merecedor da oportunidade de disputar o cinturão da divisão até 66kg. Ainda sobrou uma forte crítica ao ranking do Ultimate.
- O estilo dele é o de um cara que procura lutar em pé. Procura jogar no ponto forte dele, mas ele pode jogar onde for. Vou treinar bastante, respeito todos os atletas, vou me preparar muito e vou vencer. Está muito no começo, ainda não estudei nada dele, mas não vou falar nada porque sei o que tenho que fazer para chegar lá e vencer. Ele tem que falar, mas aqui não vai tirar nada porque já sei o que tenho q fazer. Estou pegando gosto por isso (de provocar os adversários). Temos que dar uma provocada para vender as lutas, falar um pouco mais, que assim sabemos que teremos uma rentabilidade. É importante. Pelo lado financeiro é ótimo para mim, para ele e para o UFC que essa luta aconteça. Todo mundo vai sair ganhando. Mas se falar de ranqueamento, acho que ele não merece, pelo fato de que criaram um ranking. Mas como esse ranking nunca serviu de p... nenhuma mesmo, nunca ninguém seguiu p... nenhuma, então para mim foi ótimo pelo lado financeiro - disparou.
O confronto entre o brasileiro e o irlandês foi especulado para acontecer em um estádio de futebol na Irlanda, mas o Ultimate acabou marcando em Las Vegas, local que Aldo aposta que terá a maioria da torcida a seu favor, com presença maciça de seus compatriotas.
- Não vejo Las Vegas como campo neutro. Milhares de brasileiros estarão presentes torcendo para mim. Onde luto a torcida brasileira vai atrás torcendo, confio nisso e acredito que o povo brasileiro vai comparecer. Faço um chamado a todos, que quem puder ir, vá, porque vai ser um lutão. Onde eles colocarem para lutar, eu luto. Eu sou um lutador e onde colocarem sempre darei meu melhor para vencer as lutas - concluiu.
Lyoto Machida, sobre caso de doping de Anderson Silva: ‘Acho que ele é uma vítima’
Desde que Anderson Silva foi pego doping, muito se falou a respeito – seja pela mídia ou pelos fãs de MMA. Desde então, diversos questionamentos foram feitos, e o UFC prometeu tratar o caso com rigor, aplicando duras punições se os acontecimentos se repitirem. Além disso, os lutadores passaram a dar suas versões sobre os testes antidoping no esporte. Um deles foi Lyoto Machida, que, em entrevista ao canal online MMA Digest, falou sobre o Spider, dizendo acreditar que o brasileiro tenha sido uma vítima.
“Estou muito surpreso, mas eu acho que Anderson é uma vitima. Acho que ele tem uma história e prefiro não falar sobre isso, porque é uma situação muito difícil. Tenho muita confiança nele. Talvez ele não tenha utilizado isso. Estou em treinamento, e ele está nos Estados Unidos agora. Faz um tempo que não tenho falado com ele e não sei o que aconteceu. Prefiro ficar longe dessa situação. Eu não sei. Voltando aos tempos em que era permitido usar esteroides através do TRT (Terapia de Reposição de Testosterona), mas, de repente, tudo foi banido. Não sei o que aconteceu, talvez alguns caras usando TRT tenham sido flagrados. Tento ficar longe disso, porque sei que é perigoso”, disse Lyoto Machida.
No próximo dia 28 de fevereiro, Vitor Belfort enfrentaria Chris Weidman pelo cinturão da categoria dos médios. No entanto, uma lesão do americano impediu o confronto, que foi remarcado para maio. Antes disso, o presidente do UFC, Dana White, ofereceu a Belfort um duelo com Lyoto pelo título interino da divisão, o que foi prontamente negado pelo Fenômeno. O Dragão falou sobre o assunto, afirmando que entende o lado de seu compatriota em não aceitar o confronto.
“Achava que Belfort poderia lutar contra mim. Ele é um atleta bem preparado, bom na luta em pé e no chão. É um lutador completo, mas ele tem razões para não aceitar a luta. Respeito a decisão dele, porque gosto de que respeitem as minhas. Estava preparado para lutar. Assim que o Dana White me ligou perguntando sobre a luta, eu respondi: ‘Estou pronto para lutar a qualquer hora’. Nunca paro de lutar, e Belfort tem as suas razões para não aceitar a luta”, concluiu.
“Estou muito surpreso, mas eu acho que Anderson é uma vitima. Acho que ele tem uma história e prefiro não falar sobre isso, porque é uma situação muito difícil. Tenho muita confiança nele. Talvez ele não tenha utilizado isso. Estou em treinamento, e ele está nos Estados Unidos agora. Faz um tempo que não tenho falado com ele e não sei o que aconteceu. Prefiro ficar longe dessa situação. Eu não sei. Voltando aos tempos em que era permitido usar esteroides através do TRT (Terapia de Reposição de Testosterona), mas, de repente, tudo foi banido. Não sei o que aconteceu, talvez alguns caras usando TRT tenham sido flagrados. Tento ficar longe disso, porque sei que é perigoso”, disse Lyoto Machida.
No próximo dia 28 de fevereiro, Vitor Belfort enfrentaria Chris Weidman pelo cinturão da categoria dos médios. No entanto, uma lesão do americano impediu o confronto, que foi remarcado para maio. Antes disso, o presidente do UFC, Dana White, ofereceu a Belfort um duelo com Lyoto pelo título interino da divisão, o que foi prontamente negado pelo Fenômeno. O Dragão falou sobre o assunto, afirmando que entende o lado de seu compatriota em não aceitar o confronto.
“Achava que Belfort poderia lutar contra mim. Ele é um atleta bem preparado, bom na luta em pé e no chão. É um lutador completo, mas ele tem razões para não aceitar a luta. Respeito a decisão dele, porque gosto de que respeitem as minhas. Estava preparado para lutar. Assim que o Dana White me ligou perguntando sobre a luta, eu respondi: ‘Estou pronto para lutar a qualquer hora’. Nunca paro de lutar, e Belfort tem as suas razões para não aceitar a luta”, concluiu.
Cyborg passa em segundo teste antidoping e defesa de cinturão no Invicta FC está confirmada
Duas semanas depois de passar limpa por um teste antidoping para drogas recreativas, Cris Cyborg foi testada novamente nesta terça-feira (24), e pôde comemorar: mais uma vez, ela não apresentou nenhuma substância proibida no organismo e teve sua defesa de cinturão no Invicta FC 11, marcada para sexta-feira (27), confirmada. A informação é do site MMA Fighting.
O procedimento ao qual Cyborg foi submetida – dois testes antidoping fora de competição – é obrigatório para atletas que falharam em exames antidrogas anteriormente. A brasileira foi pega no doping após uma luta no Strikeforce, em 2011. Na ocasião, ela foi multada, suspensa e sua vitória foi transformada em No Contest.
O procedimento ao qual Cyborg foi submetida – dois testes antidoping fora de competição – é obrigatório para atletas que falharam em exames antidrogas anteriormente. A brasileira foi pega no doping após uma luta no Strikeforce, em 2011. Na ocasião, ela foi multada, suspensa e sua vitória foi transformada em No Contest.
Treinador de Jon Jones explica uso de cocaína: ‘Ele gosta de festa e acaba saindo com idiotas’
Muitos lutadores não tiveram boas notícias neste ano após a divulgação dos resultados de exames antidopings. E Jon Jones foi um dos principais nomes do MMA que foram flagrados por uso de substâncias ilegais. Um dos treinadores do norte-americano, Mike Winkeljohn, disse não acreditar que Jones – com luta marcada para o UFC 187, que acontece em maio - seja viciado em cocaína.
“Ele não tem problemas. Ele gosta de festa. Na minha opinião, ele não é, definitivamente, um tipo de viciado ou algo do tipo. Acho que ele acaba saindo com idiotas às vezes”, afirmou Winkeljohn em entrevista ao MMA Fighting.
Winkeljohn, porém, fez questão de ressaltar que não acredita que o uso de cocaína antes do duelo contra Daniel Cormier pelo UFC 182 o ajudou na vitória.
“Foi decepcionante, não tenho dúvidas disso. Me desapontou ele ir para uma festa antes de uma luta. Mas não acredito que isso tenha o beneficiado na luta, acredito que provavelmente o machucou na luta. Festejar assim acaba tirando o foco dele e ele não está se recuperando como deveria. Eu sou como um tio velho que fica gritando com ele o tempo todo”, revelou o treinador.
O treinador ainda afirmou que acreditava que Jones estava na beira do abismo, mas conseguiu se segurar e agora pode voltar ao topo.
“Mesmo com tudo isso, eu ainda acredito nele. Acredito no legado que ele vai deixar. Ele vai conseguir continuar no topo. Honestamente, ele é um cara novo e com tudo jogado em cima dele. E isso é complicado, quase todos os atletas que já foram colocados nessa situação, de alguma forma, acabaram se quebrando”, finalizou.
“Ele não tem problemas. Ele gosta de festa. Na minha opinião, ele não é, definitivamente, um tipo de viciado ou algo do tipo. Acho que ele acaba saindo com idiotas às vezes”, afirmou Winkeljohn em entrevista ao MMA Fighting.
Winkeljohn, porém, fez questão de ressaltar que não acredita que o uso de cocaína antes do duelo contra Daniel Cormier pelo UFC 182 o ajudou na vitória.
“Foi decepcionante, não tenho dúvidas disso. Me desapontou ele ir para uma festa antes de uma luta. Mas não acredito que isso tenha o beneficiado na luta, acredito que provavelmente o machucou na luta. Festejar assim acaba tirando o foco dele e ele não está se recuperando como deveria. Eu sou como um tio velho que fica gritando com ele o tempo todo”, revelou o treinador.
O treinador ainda afirmou que acreditava que Jones estava na beira do abismo, mas conseguiu se segurar e agora pode voltar ao topo.
“Mesmo com tudo isso, eu ainda acredito nele. Acredito no legado que ele vai deixar. Ele vai conseguir continuar no topo. Honestamente, ele é um cara novo e com tudo jogado em cima dele. E isso é complicado, quase todos os atletas que já foram colocados nessa situação, de alguma forma, acabaram se quebrando”, finalizou.
Cro Cop: "Não posso dizer que vou vencer Napão, mas morrerei tentando"
Quando Mirko Cro Cop foi demitido do Ultimate em 2011, após perder três lutas consecutivas aos 37 anos, parecia que sua carreira estava chegando ao fim. Porém, o veterano lutou mais quatro vezes desde então e venceu três rivais, sendo as últimas duas por nocaute contra Satoshi Ishii, no IGF. As performances lhe renderam uma nova contratação pelo UFC e a oportunidade de fazer a revanche contra Gabriel Napão, na luta principal do card da Polônia, no dia 11 de abril, na Cracóvia. E motivação para o duelo não falta, de acordo com o croata, que sonha com a chance de se vingar da derrota sofrida em 2007, quando foi nocauteado pelo brasileiro justamente com a arma que é a sua marca registrada: o chute alto na cabeça.
- Essa foi uma das lutas que nunca vou esquecer e quero a revanche com ele. Não posso dizer que vou vencer Napão, mas morrerei tentando. É assim que me sinto. Me sinto bem agora. Tem poucas coisas que ainda quero fazer e, definitivamente, lutar com Gabriel Gonzaga é uma delas - garantiu Cro Cop, em entrevista ao "The MMA Hour".
A confiança do croata é grande e ele garante que tem mais habilidades que o rival para sair com a vitória. Ele ainda prometeu que o combate irá agradar os fãs.
- Acredito muito que sou um lutador melhor que Gabriel Gonzaga. Não quero ser um falastrão e o respeito. Ele é um ótimo lutador. Mas eu farei meu melhor, com certeza. Ele fará o melhor dele. Nós vamos fazer um grande show, e os fãs ficarão felizes. Estou treinando com um sorriso no rosto. Isso é o que eu quero fazer. Não tem nenhum grande mistério. É meu trabalho e amo fazer isso. Mesmo se eu falhar, o que não acho que vai acontecer, eu sei que terei tentado. É assim que funciona e assim que eu penso. Este sou eu. Esta é a minha filosofia de vida - afirmou.
A derrota sofrida em 2007 fez Cro Cop assistir todas as atuações de Napão após o embate entre eles. Isso o faz ter certeza de que nada que o brasileiro fizer irá lhe surpreender.
- Eu já estudei todas as lutas dele depois que nós lutamos. Não tem grandes surpresas. Sei exatamente o que vai fazer. As coisas serão diferentes desta vez. Realmente quero essa vitória mais do que qualquer coisa. Acredite em mim. Mais do que qualquer coisa - finalizou.
- Essa foi uma das lutas que nunca vou esquecer e quero a revanche com ele. Não posso dizer que vou vencer Napão, mas morrerei tentando. É assim que me sinto. Me sinto bem agora. Tem poucas coisas que ainda quero fazer e, definitivamente, lutar com Gabriel Gonzaga é uma delas - garantiu Cro Cop, em entrevista ao "The MMA Hour".
A confiança do croata é grande e ele garante que tem mais habilidades que o rival para sair com a vitória. Ele ainda prometeu que o combate irá agradar os fãs.
- Acredito muito que sou um lutador melhor que Gabriel Gonzaga. Não quero ser um falastrão e o respeito. Ele é um ótimo lutador. Mas eu farei meu melhor, com certeza. Ele fará o melhor dele. Nós vamos fazer um grande show, e os fãs ficarão felizes. Estou treinando com um sorriso no rosto. Isso é o que eu quero fazer. Não tem nenhum grande mistério. É meu trabalho e amo fazer isso. Mesmo se eu falhar, o que não acho que vai acontecer, eu sei que terei tentado. É assim que funciona e assim que eu penso. Este sou eu. Esta é a minha filosofia de vida - afirmou.
A derrota sofrida em 2007 fez Cro Cop assistir todas as atuações de Napão após o embate entre eles. Isso o faz ter certeza de que nada que o brasileiro fizer irá lhe surpreender.
- Eu já estudei todas as lutas dele depois que nós lutamos. Não tem grandes surpresas. Sei exatamente o que vai fazer. As coisas serão diferentes desta vez. Realmente quero essa vitória mais do que qualquer coisa. Acredite em mim. Mais do que qualquer coisa - finalizou.
Maldonado: "Mesmo risco de Miocic me nocautear, vejo em Rampage"
Já virou pleonasmo falar da sinceridade de Fábio Maldonado. O peso-meio-pesado foge dos padrões dos outros atletas a cada entrevista que dá e, ao comentar sobre seu próximo adversário, Rampage Jackson, não foi diferente. O brasileiro vai lutar no dia 25 de abril, no UFC 186, em Montreal (CAN) e foi para os Estados Unidos treinar na American Top Team (ATT) para se preparar para este duelo. Ao analisar o confronto, o Caipira de Aço surpreendeu ao dizer que corre o risco de ser nocauteado da mesma forma que foi contra Stipe Miocic, em 35 segundos, quando resolveu se aventurar nos pesos-pesados, aceitando substituir Junior Cigano poucos dias antes da luta.
- Eu vou desenrolar na trocação, vou para o pau, buscar meu jogo, até porque é difícil montar em um cara desse, não é tão fácil, então, o mesmo risco que o Miocic tinha de me nocautear, vejo no Rampage também - disparou, em conversa por telefone com o Combate.com.
Apesar disso, o brasileiro mostrou confiança de que uma vitória pode lhe colocar no top 10 da divisão até 93kg. Atualmente, ele está em 12º. Maldonado também foi franco ao declarar que os pontos fracos de Rampage são justamente em áreas onde não se sente tão confortável para lutar.
Com 22 vitórias e sete derrotas na carreira, Fábio Maldonado vem de quatro vitórias seguidas como meio-pesado, contra Roger Hollett, Joey Beltran, Gian Villante e Hans Stringer. Rampage, por sua vez, tem 35 vitórias e 11 derrotas e está de volta ao Ultimate após passagem pelo Bellator, onde venceu as três lutas que fez, contra Joey Beltran, Christian M'Pumbu e King Mo Lawal.
Confira a entrevista:
- Eu vou desenrolar na trocação, vou para o pau, buscar meu jogo, até porque é difícil montar em um cara desse, não é tão fácil, então, o mesmo risco que o Miocic tinha de me nocautear, vejo no Rampage também - disparou, em conversa por telefone com o Combate.com.
Apesar disso, o brasileiro mostrou confiança de que uma vitória pode lhe colocar no top 10 da divisão até 93kg. Atualmente, ele está em 12º. Maldonado também foi franco ao declarar que os pontos fracos de Rampage são justamente em áreas onde não se sente tão confortável para lutar.
Com 22 vitórias e sete derrotas na carreira, Fábio Maldonado vem de quatro vitórias seguidas como meio-pesado, contra Roger Hollett, Joey Beltran, Gian Villante e Hans Stringer. Rampage, por sua vez, tem 35 vitórias e 11 derrotas e está de volta ao Ultimate após passagem pelo Bellator, onde venceu as três lutas que fez, contra Joey Beltran, Christian M'Pumbu e King Mo Lawal.
Confira a entrevista:
COMBATE.COM:
Você pedia há algum tempo para enfrentar um lutador renomado. Chegou a
fazer campanha para lutar com o Dan Henderson e, desta vez, foi atendido
com a chance de lutar contra o Rampage. Qual a importância disso para
você?
Fabio Maldonado: Estou muito feliz com a oportunidade de lutar com ele. Um ex-campeão do UFC, querendo ou não o cara tem mão pesada ainda, é forte, aguenta porrada, tem uma lombar forte pra caramba, vejo muita qualidade nele. Muita gente fala que é só eu botar para baixo que finalizo, mas ele já foi para o chão com lutadores difíceis, como o Forrest Griffin, Arona na antiga, Rashad Evans, lutadores que por cima fariam perigo para ele e ele soube se virar. Não é só colocar no chão e pegar. Não é fácil. Aquele cara por baixo também é perigoso. Mas eu preciso ganhar de um top 10 para virar um top 10. Nem sei se essa luta me coloca no top 10, 11, em qual numeração eu ficaria, mas seria um bom negócio para mim.
O Rampage, em sua última passagem pelo UFC, reclamava de enfrentar wrestlers. Você é um striker nato. Acha que ele vai querer lutar em pé com você ou agora será a vez dele de querer colocar o adversário para baixo?
- Ou eu. Posso querer derrubar também, vai saber... Se precisar agarrar, um cara desse é muito forte. No MMA não tem contagem igual no boxe. Ele tem a mão muito dura, então é um cara que pode definir a parada. Eu vou desenrolar na trocação, vou para o pau, buscar meu jogo, até porque é difícil montar em um cara desse, não é tão fácil, então, o mesmo risco que o Miocic tinha de me nocautear, vejo no Rampage também.
Quais os buracos que você pensa em explorar no jogo do Rampage?
- Tem algumas brechas no jogo dele em áreas que não sou tão eficiente. O jiu-jítsu é uma delas. Até acredito que tenho mais jiu-jítsu que ele, mas de repente não tenho o suficiente para finalizar. Vamos ver na hora. Vou tentar. Ele não chuta, eu também não chuto. Podem ser dois boxeadores com luvas de MMA no octógono. Ele com mais wrestling, e eu com mais jiu-jítsu. Ele aceita chute, mas não sou esse cara. Vou bater com a mão na cabeça e no corpo dele
Acha que o Rampage que você vai enfrentar ainda está no auge física e tecnicamente?
- Ele pode lutar na melhor fase da vida dele. Esses pesados, meio-pesados, duram mais tempo. Ele não é o BJ Penn nessa decadência que estava, esses lutadores pequenos. Os maiores demoram mais a amadurecer. Você vê que o Jon Jones é um fenômeno novo, mas é difícil um cara de 20, 22 anos, nos pesados e ser um top. E o contrário também. Você não vê peso-leve muito velho estando bem. O Khabib tenho certeza que já era com 30, 32 anos. Ele pode ser campeão antes, é incrível, mas não vai ter carreira longa. Os menores duram menos tempo e amadurecem mais rápido primeiro. É minha opinião. Ele pode se encontrar numa fase boa. Ele nocauteou um cara que eu não consegui nocautear (Joey Beltran). Ganhei apertado. Então ele não está decadente não. Vem de vitórias.
Pretende focar no quê nessa preparação na ATT?
- Boxe e wrestling. Claro que não levo jeito para a parada mesmo, mas treino muito muay thai, treino joelhada, cotovelada, talvez tente um cotovelo contra o Rampage. Só consegui dar cotovelada no chão até hoje. Fui chutar o Beltran e quase caí, ele segurou meu pé. Chute não me atrai. Vou estar mais afiado na mão. Estou me sentindo mais forte que nas outras lutas. Não é só boxe, wrestling, porque tudo pode acontecer. Posso chegar lá, tomar dois socos e ir para casa, mas quero estar com um bom preparo físico
Fabio Maldonado: Estou muito feliz com a oportunidade de lutar com ele. Um ex-campeão do UFC, querendo ou não o cara tem mão pesada ainda, é forte, aguenta porrada, tem uma lombar forte pra caramba, vejo muita qualidade nele. Muita gente fala que é só eu botar para baixo que finalizo, mas ele já foi para o chão com lutadores difíceis, como o Forrest Griffin, Arona na antiga, Rashad Evans, lutadores que por cima fariam perigo para ele e ele soube se virar. Não é só colocar no chão e pegar. Não é fácil. Aquele cara por baixo também é perigoso. Mas eu preciso ganhar de um top 10 para virar um top 10. Nem sei se essa luta me coloca no top 10, 11, em qual numeração eu ficaria, mas seria um bom negócio para mim.
O Rampage, em sua última passagem pelo UFC, reclamava de enfrentar wrestlers. Você é um striker nato. Acha que ele vai querer lutar em pé com você ou agora será a vez dele de querer colocar o adversário para baixo?
- Ou eu. Posso querer derrubar também, vai saber... Se precisar agarrar, um cara desse é muito forte. No MMA não tem contagem igual no boxe. Ele tem a mão muito dura, então é um cara que pode definir a parada. Eu vou desenrolar na trocação, vou para o pau, buscar meu jogo, até porque é difícil montar em um cara desse, não é tão fácil, então, o mesmo risco que o Miocic tinha de me nocautear, vejo no Rampage também.
- Tem algumas brechas no jogo dele em áreas que não sou tão eficiente. O jiu-jítsu é uma delas. Até acredito que tenho mais jiu-jítsu que ele, mas de repente não tenho o suficiente para finalizar. Vamos ver na hora. Vou tentar. Ele não chuta, eu também não chuto. Podem ser dois boxeadores com luvas de MMA no octógono. Ele com mais wrestling, e eu com mais jiu-jítsu. Ele aceita chute, mas não sou esse cara. Vou bater com a mão na cabeça e no corpo dele
Acha que o Rampage que você vai enfrentar ainda está no auge física e tecnicamente?
- Ele pode lutar na melhor fase da vida dele. Esses pesados, meio-pesados, duram mais tempo. Ele não é o BJ Penn nessa decadência que estava, esses lutadores pequenos. Os maiores demoram mais a amadurecer. Você vê que o Jon Jones é um fenômeno novo, mas é difícil um cara de 20, 22 anos, nos pesados e ser um top. E o contrário também. Você não vê peso-leve muito velho estando bem. O Khabib tenho certeza que já era com 30, 32 anos. Ele pode ser campeão antes, é incrível, mas não vai ter carreira longa. Os menores duram menos tempo e amadurecem mais rápido primeiro. É minha opinião. Ele pode se encontrar numa fase boa. Ele nocauteou um cara que eu não consegui nocautear (Joey Beltran). Ganhei apertado. Então ele não está decadente não. Vem de vitórias.
Pretende focar no quê nessa preparação na ATT?
- Boxe e wrestling. Claro que não levo jeito para a parada mesmo, mas treino muito muay thai, treino joelhada, cotovelada, talvez tente um cotovelo contra o Rampage. Só consegui dar cotovelada no chão até hoje. Fui chutar o Beltran e quase caí, ele segurou meu pé. Chute não me atrai. Vou estar mais afiado na mão. Estou me sentindo mais forte que nas outras lutas. Não é só boxe, wrestling, porque tudo pode acontecer. Posso chegar lá, tomar dois socos e ir para casa, mas quero estar com um bom preparo físico
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