Vindo de duas derrotas consecutivas, para Georges St-Pierre e Johny Hendricks, o americano Carlos Condit
se encontra atualmente no final da fila para disputar novamente o
cinturão. O ex-campeão interino dos pesos-meio-médios do UFC enfrenta o
dinamarquês Martin Kampmann no próximo dia 28 de agosto, em
Indianápolis, e precisa de uma vitória para se manter no Top 10 da
categoria. Mesmo que faça seu caminho de volta a uma disputa pelo
título, Condit acredita que dificilmente terá uma nova chance contra o
atual campeão, o canadense GSP, que o derrotou por pontos na luta pela
unificação dos cinturões, no UFC 154, em novembro do ano passado.
- Você nunca sabe, é um jogo louco. Pode acontecer, mas acho que não
vai acontecer - reconheceu o "Assassino por Natureza", como é apelidado.
Esta afirmação não está baseada apenas na possível relutância do UFC em
colocá-lo novamente frente a frente com o canadense após uma atuação
dominante do atual campeão, mas também em discursos recentes do próprio
GSP e seu treinador de que ele estaria próximo do fim da carreira. Aos
32 anos, St-Pierre já quebrou inúmeros recordes na divisão e vem focando
em projetos paralelos, como a carreira como ator. Condit também
acredita que "Rush" pode estar em seus últimos dias de luta.
- Eu acho que sim, sinto que o Georges já conquistou o que podia neste
esporte e não há muito mais para ele fazer. Ele foi muito bem, tem sido
um ótimo embaixador do esporte, e eu não o culparia se ele se
aposentasse - afirmou.
Por enquanto, GSP tem compromisso marcado, contra Johny Hendricks, no
UFC 167, em novembro. Muitos acreditam que o americano pode ser o nome
certo para derrubar St-Pierre do trono dos pesos-meio-médios, mas
Condit, que enfrentou ambos em suas duas últimas lutas, vê o atual
campeão se mantendo no topo.
- Acho que GSP é muito técnico para Hendricks - analisou.
O foco atual de Condit, todavia, não é nem em St-Pierre, nem em
Hendricks, mas sim em Martin Kampmann, que o derrotou por decisão
dividida em 2009. Para vencer a revanche, o ex-campeão interino quer ser
mais ativo no combate.
- Acho que ambos melhoramos como lutadores. Ele é melhor do que era
quando nos enfrentamos da primeira vez, assim como eu, o que tornará a
luta empolgante para os fãs. O que eu preciso fazer para vencer e ter um
resultado diferente da última vez é nas trocas de força. Ele foi melhor
nessas trocas, conseguiu mais quedas sobre mim e ficar mais tempo por
cima. Ele não me machucou muito, mas controlou a luta. Eu preciso
garantir que estou no controle da luta e impor meu jogo - explicou
Condit.
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