sábado, 13 de julho de 2013

Reconhecido em Vegas, Patolino diz: ‘Vida ficou diferente após o TUF’

A derrota para Léo Santos, na final do TUF Brasil 2, ficou para trás. O título não veio, mas as oportunidades não param de surgir para William Patolino. Tanto é que o lutador irá treinar na academia Black House, casa de grandes nomes do MMA, em Los Angeles, a partir de setembro.
 
Animado com o convite, o lutador falou sobre as transformações pelas quais sua vida passou após o reality show e da visita aos Estados Unidos, para onde viajou pela primeira vez na última semana, para acompanhar o UFC 162.

“Vou treinar com Anderson, Lyoto, Glover, Rafael dos Anjos, Melvin Manhoef… Tem um pessoal excelente lá e vai ser bom para pegar experiência. A gente nunca sabe tudo, então vou lá para aprender”.
Confira abaixo a entrevista completa:

De quem partiu o convite para treinar na Black House? 

O Joinha e o Ed Soares são meus empresários e todos os atletas deles treinam lá. Vou treinar com Anderson, Lyoto, Glover, Rafael dos Anjos, Melvin Manhoef… Tem um pessoal excelente lá e vai ser bom para pegar experiência. A gente nunca sabe tudo, então vou lá para aprender. Não era para eu ter voltado ao Brasil depois dessa luta do Anderson, mas estava com o coração triste, porque uma galera da minha academia tinha lutado e eu não pude ajudá-los. Agora irei acompanhar o Pedrinho Silveira no Bitetti Combat e o Glover, em Belo Horizonte. Depois, viajo com ele para os Estados Unidos.

Como é sua relação com o Glover?

O Glover é meu irmão mais velho, treino com ele há sete anos. Ele me deu esporro porque eu estava no Brasil ainda, falou que ficou me esperando chegar (risos) e me convidou para passar um tempo na casa dele.

Você viajou aos Estados Unidos pela primeira vez. O que achou?

Foi uma experiência muito boa. Aprendo com viagens, conversando com pessoas e foi algo bom para a minha carreira. É o sonho de todo lutador conhecer os Estados Unidos, porque certamente você vai acabar lutando lá. Foi um sonho que realizei, sempre quis saber como era Las Vegas, talvez a cidade mais iluminada do mundo.

Passou por alguma situação inusitada por lá?

Sou “entrão” para caramba (risos), saio falando. Cheguei em uma loja para comprar roupa e perguntei o preço. Falei “no english” e o cara respondeu em espanhol, que é mais parecido com português. Fui concordando e consegui comprar o que eu queria. Não tem mistério quando a gente quer. Entendo algumas coisas e deu para me virar mesmo em outra cultura (risos).

O que achou da luta do Anderson?

Na minha visão, fez o que está acostumado, que é destruir o psicológico do adversário. Ficou claro que no primeiro round ele conseguiu, só que depois não deu certo. A mão do Weidman entrou e o Anderson perdeu. Fiquei triste, não só como brasileiro… Para mim, ele é o melhor do mundo e vai continuar sendo o meu campeão, meu ídolo e fonte de inspiração. Desde criança assisto aos vídeos dele, do Minotauro e do Wanderlei. Não teve falta de humildade e nem soberba. Só teve a estratégia dele. No Brasil, se você perde, não presta. Se vence, é o melhor. Isso acontece no futebol, com o Neymar. O Brasil deveria ter mais consciência e apoiar seus ídolos nas derrotas e nas vitórias.
 A final do TUF Brasil 2 foi há pouco mais de um mês. Como anda sua vida?

Tudo ficou muito diferente. O público me conhece, fiquei surpreso quando me chamaram de Patolino em Las Vegas. Agora sou um exemplo para crianças e adultos, tenho que fazer tudo correto. As pessoas dizem que se inspiram em mim e me preocupo muito com isso. Sou um atleta da maior organização de MMA do mundo e pretendo representar bem o Brasil.

Acredita que voltará ao octógono até o fim do ano?

Eu não estou com pressa de lutar. Prefiro me focar nos treinamentos, ver onde errei e melhorar. Quando o Joe Silva e o Dana White quiserem, eu luto. Tenho certeza de que isso vai acontecer até o fim do ano. Com calma a gente chegou ao TUF, ao UFC e com calma a gente vai embora também (risos).

As pessoas o chamam apenas de Patolino. Afinal, de onde surgiu esse apelido?

O Patolino surgiu no meu início de carreira, quando estreei no MMA. Um amigo meu, chamado Chanel, falou: “Negão, na moral, você parece o Patolino. Tem um episódio que ele toma um tiro e fica sem o bico, tudo preto. É igualzinho a você”. E assim pegou (risos). No começo fiquei chateado porque queria um apelido agressivo, como Pitbull, monstro, como o Randleman ou coisa do tipo (risos). Patolino era muito diferente para um lutador. Mas é só apelido mesmo, na hora da guerra, o Patolino vira monstro (risos).

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