Já são sete anos de invencibilidade e inúmeros recordes na principal organização de MMA do mundo, o UFC. Para Anderson Silva,
suas conquistas nesse esporte já falam por si só. Com um certo tom de
despedida, o Spider concedeu uma entrevista coletiva aos jornalistas
após o treino aberto do UFC 162, nesta quarta-feira, em Las Vegas (EUA).
E garantiu: sua motivação para continuar lutando é melhorar a cada dia e
poder ajudar os mais jovens.
- Acho que meu legado já está completo. Já lutei em vários lugares do
mundo, acho que sou o único atleta desse esporte que tem quatro
cinturões diferentes de quatro eventos internacionais diferentes. (...)
Profissionalmente, meu legado já está concretizado. Não busco mais
nenhum desafio maior para minha carreira ou ser maior do que ninguém.
Busco apenas ser melhor do que eu sou todos os dias. Não é uma luta com o
Jon Jones, o Georges St-Pierre ou o Chris Weidman que vai mudar isso. Já está escrito - disse Anderson.
Anderson Silva vai fazer a luta principal do UFC 162 no próximo sábado
contra Chris Weidman. O lutador também comentou sobre o duelo e muito
mais nesse bate-papo com os jornalistas. Confira os principais trechos:
Adversários no UFC
"Todos os caras que lutam no UFC são os melhores. Weidman é só um cara,
que tem muitas técnicas, boa trocação, bom wrestling, bom jiu-jítsu. É
normal, este é o UFC, são os melhores lutadores do mundo".
Mudança na vida dos mais jovens
"Não (conheço Weidman) há muito tempo, mas isso é bom, porque eu mudei a
vida do Chris Weidman, pois ele vai lutar pelo título no sábado. Isso é
bom. Esse é meu legado, isso é mais importante para mim. Abrir as
portas para novos caras no UFC. Weidman tem uma grande chance no sábado,
isso é muito importante, é o esporte".
A voz de Deus
"Toda vez eu ouço Deus falar comigo. 'Ei Anderson, você tem um grande,
grande, grande plano. Você tem que ajudar as crianças'. Ver o Weidman
lutar pelo título é muito importante para mim, porque quero ver os novos
talentos lutando no UFC. Quero mudar a vida das pessoas, das crianças,
isso é mais importante". Também ouço: 'Anderson, você precisa parar.
Você é ótimo, ajuda o esporte, mas tem que parar agora, precisa voltar
para a sua família, ficar com seus filhos, mandar as crianças para a
escola, e precisa passar a mensagem das artes marciais para todas as
crianças'."
Torcida em Las Vegas
"Todos os brasileiros torcem para o Brasil. Estou muito feliz de poder
continuar meu trabalho. O mais importante é dar oportunidades para novos
atletas, dar oportunidades para jovens que não têm muita expectativa e
acham no esporte um ponto de luz. Estou conseguindo fazer meu papel como
brasileiro e como cidadão."
Comparação entre Weidman e Sonnen
"Chael é Chael, Weidman é Weidman. É normal. O UFC tem os melhores lutadores do mundo. Não eu, todos nós".
"Estou relaxado porque isso é normal para mim. Treino há muito tempo.
Gosto de treinar, gosto de lutar. Não luto porque tenho o cinturão, não
luto porque sou o melhor peso por peso do mundo. Luto porque adoro o que
faço. As artes marciais mudaram a minha vida, dos meus filhos, dos meus
amigos. MMA é um esporte. Artes marciais são diferentes. Elas mudaram
minha vida. Eu falo toda hora com meus filhos e técnicos. Meu mestre
Steven Seagal falou para mim, 'Anderson, você é perfeito, mas você
precisa manter o foco, porque você tem a chance de mudar a vida das
crianças e de todos'. Isso é mais importante para mim."
Legado no MMA
"Acho que meu legado já está completo. Já lutei em vários lugares do
mundo, acho que sou o único atleta desse esporte que tem quatro
cinturões diferentes de quatro eventos internacionais diferentes. Tenho o
cinturão do Cage Rage, do Pride quando lutei com o Dan Henderson,
acabei unificando, o do Shooto e do Ultimate. Profissionalmente, meu
legado já está concretizado. Não busco mais nenhum desafio maior para
minha carreira ou ser maior do que ninguém. Busco apenas ser melhor do
que eu sou todos os dias. Não é uma luta com o Jon Jones, o Georges
St-Pierre ou o Chris Weidman que vai mudar isso. Já está escrito."
Luta que gostaria de fazer
"Acredito que uma luta com o Roy Jones Jr seria muito mais legal (do que lutas com Jon Jones e Georges St-Pierre)."
Subir de categoria
"Já subi três vezes de categoria. Não tenho essa pretensão, porque na
minha equipe tem outros atletas das outras categorias e mesmo da minha
categoria, então o espaço tem que ser dado às pessoas que estão vindo
para terem a oportunidade de realizar o trabalho delas também. Estou bem
na minha categoria, não estou começando minha carreira, estou quase
encerrando, então não quero mudar, quero manter do jeito que está."
Top 3 dos adversários que enfrentou
"Não sei, tive grandes lutas no UFC. Rich Franklin, Dan Henderson e Carlos Newton, de muito tempo atrás, no Pride."
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