Atletas de alto nível precisam conviver a todo momento com a pressão
por resultados positivos. No caso do MMA, uma derrota pode custar o
próprio emprego e o patrocínio, o que atrapalharia também a vida das
pessoas envolvidas com o lutador, como familiares, técnicos e
companheiros de treino. Demian Maia
vai fazer a luta principal do evento do Ultimate em Barueri-SP, no dia 9
de outubro, contra Jake Shields, e passará por mais essa provação. Ele
está em boa fase, e o risco de demissão é baixo, mas pode atrapalhar
seus planos de disputar o cinturão dos meio-médios. Para completar, ele
vai conviver com a cobrança pelo fato de nomes importantes do país terem
perdido recentemente, como Anderson Silva e Lyoto Machida. Quer dizer,
sobre isso ele não está muito preocupado para falar a verdade...
- Esse negócio de honrar os brasileiros é besteira. Acho que são 350
lutadores no UFC e nem 50 brasileiros. Não tem nem 20% de brasileiros.
Se tivesse um número maior, um equilíbrio entre brasileiros e
americanos... Quem chega lá é por méritos, a pessoa para chegar ao UFC
passa por muitas dificuldades. E é mais fácil entrar do que ser mandado
embora. É uma pressão boa para ir lá e ganhar - disse Demian nesta
terça-feira, em São Paulo.
Demian já esteve bem perto de sair do UFC e abandonar o MMA, mas por
uma decisão que seria dele mesmo. No dia 28 de janeiro de 2012, ele
enfrentou Chris Weidman e perdeu por decisão unânime em uma apresentação
ruim dentro do octógono. Logo depois, sofreu com problemas particulares
e pensou em pendurar as luvas.
- Depois daquela luta, quebrei a mão, minha mulher perdeu o filho que
estávamos esperando e fomos assaltados por cinco caras armados. Foi a
única vez na vida em que pensei em parar de lutar. Mas também pensei:
agora é hora de chegar coisa boa, porque se tinha algum carma para
pagar, já paguei - contou o paulista.
Com problemas pessoais deixados no passado e uma decisão de mudar de
categoria, Demian Maia chegou aos meio-médios e emendou uma sequência de
três vitórias. A luta contra Shields será a quarta, e uma vitória de um
nome de peso como o do americano ex-campeão do Strikeforce pode
colocá-lo bem perto de uma disputa de cinturão.
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