Dan Henderson, uma das lendas do MMA, tem no currículo algo que vários
lutadores brasileiros almejam e demoram a alcançar. Algo que não se
restringe a vitórias, títulos ou cinturões. Algo que Vitor Belfort, seu
oponente no UFC Fight Night 32, a ser realizado em Goiânia no dia 9 de
novembro, realizou apenas cinco vezes em seu vasto cartel de 33
combates: lutar no Brasil
Além de já ter competido no país, Hendo o fez justamente em sua
estreia. Americano de Downey, Califórnia, o wrestler iniciou a carreira
no Brazil Open, em 15 de junho de 1997, no Ginásio da Portuguesa. Na
ocasião, bateu Crezio de Souza e Eric Smith para faturar o evento.
Passados 16 anos, Dan Henderson retornou ao Brasil e nesta quinta-feira
esteve em Goiânia para divulgar o embate contra Belfort. O pontapé para
a luta que servirá como revanhce para o brasileiro, derrotado pelo
americano em 2006 após decisão dos juízes, no Pride. Aos 43 anos, Hendo
aproveitou para recordar a primeira passagem pelo país, além comentar a
expectativa pelo reencontro com outro 'dinossauro' do esporte, bem como
seus planos para o futuro, já que após o duelo verá encerrado seu
contrato com o UFC. Confira a entrevista.
COMBATE.COM: Como é retornar ao Brasil, país no qual fez sua primeira luta?
DAN HENDERSON:
Eu me sinto entusiasmado por voltar ao local em que minha carreira teve
início e poder lutar novamente para os fãs brasileiros. Ao longo de
todos esses anos, sempre guardei lembranças do Brasil e será ótimo ter
esse contato e esse apoio de novo. Estou muito contente.
O que recorda daquela passagem e da conquista do Brazil Open?
Eu me lembro que o árbitro paralisou a luta e deu nocaute técnico.
Naquela época, isso não acontecia tanto, então os fãs ficaram irritados e
tentaram invadir o octógono. Eu também estava nervoso. Era minha
primeira luta.
E essa revanche dada a Belfort? O que projeta para o combate?
Vitor é um cara forte, perigoso e com uma grande reputação. Quando me
perguntaram sobre essa luta, disse que não haveria problema algum em
fazê-la. Não sei ao certo o que ele pretende com essa luta, mas imagino
que seja a revanche e estarei atento.
O que mudou em sua forma de lutar? Acha que a torcida por Belfort pode te atrapalhar?
Estou mais esperto. O vejo muito bem também. Nós dois podemos fazer uma
grande luta e qualquer um pode conseguir nocautear o outro. É apenas
uma questão de quem conseguirá acertar o primeiro soco ou controlar
melhor o combate.
Qual o segredo dessa longevidade no MMA? O que o faz continuar lutando aos 43 anos?
Simplesmente não sei. Apenas foco nos treinos e tento aprender para
sempre evoluir no esporte. Busca minimizar lesões, e, pelo meu estilo,
como sou um cara do wrestling, acho que isso também me favorece no
sentido de prolongar minha carreira.
Essa luta marca o fim de seu contrato com o UFC. Quais seus planos após ela?
Quero continuar lutando. Há uma certa pressão por ser a última, mas
tenho o objetivo de me manter no UFC e ainda penso no cinturão.
Definitivamente, há uma possibilidade.
Você nunca foi nocauteado e jamais perdeu três lutas seguidas,
mas vem de duas derrotas. Acha que alguma dessas duas coisas podem
acontecer agora, pela primeira vez?
Não! Certamente, não!
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