sexta-feira, 6 de setembro de 2013

De volta ao Brasil, Henderson recorda estreia: 'Local em que tudo teve início'

Dan Henderson em Goiânia (Foto: Inovafoto)

Dan Henderson, uma das lendas do MMA, tem no currículo algo que vários lutadores brasileiros almejam e demoram a alcançar. Algo que não se restringe a vitórias, títulos ou cinturões. Algo que Vitor Belfort, seu oponente no UFC Fight Night 32, a ser realizado em Goiânia no dia 9 de novembro, realizou apenas cinco vezes em seu vasto cartel de 33 combates: lutar no Brasil 

Além de já ter competido no país, Hendo o fez justamente em sua estreia. Americano de Downey, Califórnia, o wrestler iniciou a carreira no Brazil Open, em 15 de junho de 1997, no Ginásio da Portuguesa. Na ocasião, bateu Crezio de Souza e Eric Smith para faturar o evento.

Passados 16 anos, Dan Henderson retornou ao Brasil e nesta quinta-feira esteve em Goiânia para divulgar o embate contra Belfort. O pontapé para a luta que servirá como revanhce para o brasileiro, derrotado pelo americano em 2006 após decisão dos juízes, no Pride. Aos 43 anos, Hendo aproveitou para recordar a primeira passagem pelo país, além comentar a expectativa pelo reencontro com outro 'dinossauro' do esporte, bem como seus planos para o futuro, já que após o duelo verá encerrado seu contrato com o UFC. Confira a entrevista.

COMBATE.COM: Como é retornar ao Brasil, país no qual fez sua primeira luta?

DAN HENDERSON: Eu me sinto entusiasmado por voltar ao local em que minha carreira teve início e poder lutar novamente para os fãs brasileiros. Ao longo de todos esses anos, sempre guardei lembranças do Brasil e será ótimo ter esse contato e esse apoio de novo. Estou muito contente.

O que recorda daquela passagem e da conquista do Brazil Open?

Eu me lembro que o árbitro paralisou a luta e deu nocaute técnico. Naquela época, isso não acontecia tanto, então os fãs ficaram irritados e tentaram invadir o octógono. Eu também estava nervoso. Era minha primeira luta.

E essa revanche dada a Belfort? O que projeta para o combate?

Vitor é um cara forte, perigoso e com uma grande reputação. Quando me perguntaram sobre essa luta, disse que não haveria problema algum em fazê-la. Não sei ao certo o que ele pretende com essa luta, mas imagino que seja a revanche e estarei atento.

O que mudou em sua forma de lutar? Acha que a torcida por Belfort pode te atrapalhar?

Estou mais esperto. O vejo muito bem também. Nós dois podemos fazer uma grande luta e qualquer um pode conseguir nocautear o outro. É apenas uma questão de quem conseguirá acertar o primeiro soco ou controlar melhor o combate.

Qual o segredo dessa longevidade no MMA? O que o faz continuar lutando aos 43 anos?

Simplesmente não sei. Apenas foco nos treinos e tento aprender para sempre evoluir no esporte. Busca minimizar lesões, e, pelo meu estilo, como sou um cara do wrestling, acho que isso também me favorece no sentido de prolongar minha carreira.

Essa luta marca o fim de seu contrato com o UFC. Quais seus planos após ela?

Quero continuar lutando. Há uma certa pressão por ser a última, mas tenho o objetivo de me manter no UFC e ainda penso no cinturão. Definitivamente, há uma possibilidade.

Você nunca foi nocauteado e jamais perdeu três lutas seguidas, mas vem de duas derrotas. Acha que alguma dessas duas coisas podem acontecer agora, pela primeira vez?

Não! Certamente, não!

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