O sueco Alexander Gustafsson finalmente vai ter a chance de tomar o
cinturão do campeão dos meio-pesados do UFC, Jon Jones, no próximo
sábado, no UFC 165, que acontece em Toronto, no Canadá. Com um cartel de
15 vitórias e uma única derrota na carreira - e sem perder desde a sua
segunda luta no Ultimate, contra o americano Phil Davis, em abril de
2010 - o lutador se diz tranquilo e pronto para o maior desafio de sua
carreira.
Em entrevista ao Combate.com por telefone, ele
comentou a sua evolução como atleta, falou sobre as comparações entre
ele e Jones e afirmou que o atual campeão dos pesos-meio-pesados do UFC
já mostrou que não é invencível dentro do octógono:
- Ele não é invencível, está muito longe disso. Jon provou que não é
imbatível e que tem fraquezas, principalmente nas suas duas últimas
lutas - contra o Chael (Sonnen) e o Vitor (Belfort). Todo mundo tem um
ponto fraco, e não é diferente com ele.
Confira a entrevista na íntegra:
COMBATE.COM: Estamos muito perto de sua luta contra Jones. Como você está se sentindo?
Alexander Gustafsson: Eu me sinto muito bem, treinei duro, me dediquei e agora estamos quase lá. Estou bem animado e pronto para a luta!
Alexander Gustafsson: Eu me sinto muito bem, treinei duro, me dediquei e agora estamos quase lá. Estou bem animado e pronto para a luta!
Você tem demonstrado muito respeito pelo Jon Jones nas
entrevistas que deu até aqui. Ele é um lutador no qual você se inspirou
em algum momento da sua carreira?
Não, isso é uma competição. Eu nunca me inspirei nele, nunca o admirei.
Para mim, hoje o Jones lutador é uma ameaça, e apesar de eu ter muito
respeito pelo que ele tem feito pelo esporte e pelo que ele conquistou,
não sou fã dele como lutador, muito menos como pessoa, por coisas que
ele disse e fez desde que essa luta foi agendada. Mas o que importa é
que o que ele tem hoje é algo que eu quero. O cinturão é meu objetivo.
Como você o analisa como lutador?
Jones é um bom lutador, é muito imprevisível, usa bem as suas
habilidades, mas nada do que ele vai trazer para a luta é algo que eu já
não o tenha visto fazer. E vou responder a cada golpe, porque me
preparei para isso.
As duas últimas duas lutas de Jon Jones não foram contra
desafiantes da divisão dos meio-pesados, e a performance do campeão foi
bastante questionada, principalmente porque ele acabou se machucando nos
dois combates. Você viu essas lutas? O que achou da sua performance
nelas?
Eu assisti a muitas lutas dele para este duelo e só posso dizer que ele
não é invencível, está muito longe disso. Jon provou que não é
imbatível e que tem fraquezas, principalmente nessas duas últimas lutas -
contra o Chael (Sonnen) e o Vitor (Belfort). Todo mundo tem um ponto
fraco, e ele não é diferente. É por isso que eu não estou em pânico,
porque sei o que eu tenho que fazer. Estou determinado.
Jon Jones disse em algumas entrevistas que está cansado das
comparações entre vocês, e que vai provar para as pessoas que ele tem um
boxe melhor do que elas dizem. O que você acha sobre isso?
As pessoas ficam nos comparando, mas nós não somos nada parecidos. Ele é
um wrestler e eu sou um striker. E o que vai contar ali é quem vai
impôr seu estilo primeiro, quem vai estar mais preparado. Ele disse que
vai mostrar que tem um boxe tão bom quanto o meu? Eu acho isso ótimo!
(risos)
Você se sente subestimado por ele e pelos fãs do esporte?
Eu acho que ele está me subestimando um pouco, sim, mas isso é algo que
eu encaro como positivo. Eu gosto disso. Não me importo em ser o
azarão, porque a pressão está toda sobre ele. Eu vou mostrar para as
pessoas no octógono o quanto elas estão erradas.
Sua primeira e única derrota no UFC até hoje foi contra Phil Davis no UFC 112, em abril de 2010. Como você evoluiu desde então?
Eu mudei muito desde a minha primeira e única derrota no UFC. Sou um
lutador completamente novo, muito melhor. Não tem nem como comparar.
Aprendi muito com aquela derrota e, depois daquela luta, eu e o Phil nos
tornamos parceiros de treino e amigos, e temos treinado juntos desde
então. Amadureci muito como lutador, evoluí em todas as áreas do meu
jogo. Phil foi o adversário mais duro da minha carreira, mas hoje eu
acredito que luto em outro nível.
A sua última luta no UFC foi contra o brasileiro Maurício
Shogun. Você viu a luta dele contra o Chael Sonnen? Ficou surpreso com o
resultado?
Eu não sei o que aconteceu com o Shogun. Fiquei surpreso. Me senti mal e
fiquei muito triste por ele, porque Maurício Shogun é uma lenda do
esporte e, por alguma razão, ele não conseguiu fazer metade do que
costuma fazer em suas lutas. Ele não lutou. É triste, mas eu espero que
ele volte melhor e mais forte. Eu torço pelo Shogun.
Quer deixar alguma mensagem para os seus fãs do Brasil?
Eu quero agradecer a todos os meus fãs no Brasil pelo apoio e por tudo.
Tenho muito contato com eles pelas redes sociais, e é isso que faz com
que a gente continue treinando duro e dando o nosso melhor! Muito
obrigado!
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