segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Gustafsson: 'Jones não é invencível e provou isso contra Sonnen e Belfort'

MMA FRAME UFC World Tour 2013 encarada Jon Jones x Gustafsson (Foto: Reprodução)
O sueco Alexander Gustafsson finalmente vai ter a chance de tomar o cinturão do campeão dos meio-pesados do UFC, Jon Jones,  no próximo sábado, no UFC 165, que acontece em Toronto, no Canadá. Com um cartel de 15 vitórias e uma única derrota na carreira - e sem perder desde a sua segunda luta no Ultimate, contra o americano Phil Davis, em abril de 2010 - o lutador se diz tranquilo e pronto para o maior desafio de sua carreira. 

Em entrevista ao Combate.com por telefone, ele comentou a sua evolução como atleta, falou sobre as comparações entre ele e Jones e afirmou que o atual campeão dos pesos-meio-pesados do UFC já mostrou que não é invencível dentro do octógono:

-  Ele não é invencível, está muito longe disso. Jon provou que não é imbatível e que tem fraquezas, principalmente nas suas duas últimas lutas - contra o Chael (Sonnen) e o Vitor (Belfort). Todo mundo tem um ponto fraco, e não é diferente com ele.

Confira a entrevista na íntegra:

COMBATE.COM: Estamos muito perto de sua luta contra Jones. Como você está se sentindo?
Alexander Gustafsson:
Eu me sinto muito bem, treinei duro, me dediquei e agora estamos quase lá. Estou bem animado e pronto para a luta!

Você tem demonstrado muito respeito pelo Jon Jones nas entrevistas que deu até aqui.  Ele é um lutador no qual você se inspirou em algum momento da sua carreira?

Não, isso é uma competição. Eu nunca me inspirei nele, nunca o admirei. Para mim, hoje o Jones lutador é uma ameaça, e apesar de eu ter muito respeito pelo que ele tem feito pelo esporte e pelo que ele conquistou, não sou fã dele como lutador, muito menos como pessoa, por coisas que ele disse e fez desde que essa luta foi agendada. Mas o que importa é que o que ele tem hoje é algo que eu quero. O cinturão é meu objetivo.
Como você o analisa como lutador?

Jones é um bom lutador, é muito imprevisível, usa bem as suas habilidades, mas nada do que ele vai trazer para a luta é algo que eu já não o tenha visto fazer. E vou responder a cada golpe, porque me preparei para isso.

As duas últimas duas lutas de Jon Jones não foram contra desafiantes da divisão dos meio-pesados, e a performance do campeão foi bastante questionada, principalmente porque ele acabou se machucando nos dois combates. Você viu essas lutas? O que achou da sua performance nelas?

Eu assisti a muitas lutas dele para este duelo e só posso dizer que ele não é invencível, está muito longe disso. Jon provou que não é imbatível e que tem fraquezas, principalmente nessas duas últimas lutas - contra o Chael (Sonnen) e o Vitor (Belfort). Todo mundo tem um ponto fraco, e ele não é diferente. É por isso que eu não estou em pânico, porque sei o que eu tenho que fazer. Estou determinado.
Jon Jones disse em algumas entrevistas que está cansado das comparações entre vocês, e que vai provar para as pessoas que ele tem um boxe melhor do que elas dizem. O que você acha sobre isso?

As pessoas ficam nos comparando, mas nós não somos nada parecidos. Ele é um wrestler e eu sou um striker. E o que vai contar ali é quem vai impôr seu estilo primeiro, quem vai estar mais preparado. Ele disse que vai mostrar que tem um boxe tão bom quanto o meu? Eu acho isso ótimo! (risos)

Você se sente subestimado por ele e pelos fãs do esporte?
Eu acho que ele está me subestimando um pouco, sim, mas isso é algo que eu encaro como positivo. Eu gosto disso. Não me importo em ser o azarão, porque a pressão está toda sobre ele. Eu vou mostrar para as pessoas no octógono o quanto elas estão erradas.

Sua primeira e única derrota no UFC até hoje foi contra Phil Davis no UFC 112, em abril de 2010. Como você evoluiu desde então?

Eu mudei muito desde a minha primeira e única derrota no UFC. Sou um lutador completamente novo, muito melhor. Não tem nem como comparar. Aprendi muito com aquela derrota e, depois daquela luta, eu e o Phil nos tornamos parceiros de treino e amigos, e temos treinado juntos desde então. Amadureci muito como lutador, evoluí em todas as áreas do meu jogo. Phil  foi o adversário mais duro da minha carreira, mas hoje eu acredito que luto em outro nível.
A sua última luta no UFC foi contra o brasileiro Maurício Shogun. Você viu a luta dele contra o Chael Sonnen? Ficou surpreso com o resultado?

Eu não sei o que aconteceu com o Shogun. Fiquei surpreso. Me senti mal e fiquei muito triste por ele, porque Maurício Shogun é uma lenda do esporte e, por alguma razão, ele não conseguiu fazer metade do que costuma fazer em suas lutas. Ele não lutou. É triste, mas eu espero que ele volte melhor e mais forte. Eu torço pelo Shogun.

Quer deixar alguma mensagem para os seus fãs do Brasil?

Eu quero agradecer a todos os meus fãs no Brasil pelo apoio e por tudo. Tenho muito contato com eles pelas redes sociais, e é isso que faz com que a gente continue treinando duro e dando o nosso melhor! Muito obrigado!

Sem comentários:

Enviar um comentário