quarta-feira, 4 de setembro de 2013

'O Batman daqui também tem o cinto de utilidades', avisa estreante no UFC

Ivan Batman MMA UFC (Foto: Marcelo Silva)A rotina de treinos na academia da Team Tavares foi a mesma. Mas se antes estava preparado para um evento menor, no dia 14 de setembro, em Florianópolis, agora Ivan Jorge, o Batman, se vê diante de sua estreia no UFC. No dia 4 de setembro, quarta-feira, o lutador de 32 anos enfrenta Keith Wisniewski, dos Estados Unidos, na categoria meio-médios, até 77kg, uma acima da peso-leve, categoria da qual se consagrou campeão do Jungle Fight 54, em junho deste ano. 

Mesmo pego de surpresa pela organização do "UFC Fight Night no Combate: Glover x Bader", Batman garante que está com a cabeça focada para entrar no octógono e mostrar que sua convocação para o maior evento de MMA do mundo não foi à toa. Ainda assim, admite o atleta da Team Tavares, de Florianópolis, a realidade de estar no UFC só vai acontecer na hora.

– A ficha ainda não caiu que estou no UFC, só vou perceber quando estiver lá na hora, mas estou com a cabeça focada, pronto, preparado para essa luta. Foi em cima da hora que me chamaram, é uma oportunidade que não pode negar. Se fosse para lutar de 84kg eu lutaria, se fosse 93kg, também. Tenho essa luta e mais duas no contrato, mas primeiro vou ver como me saio no 77kg, conforme for eu desço de categoria ou me mantenho, só lá na hora vou ver o grau da situação – fala, Batman, que substitui o compatriota Marcelo Guimarães, lesionado.

Experiente, o lutador de 32 anos garante que sua idade um pouco avançada para estrear no UFC não vai atrapalhar. Pelo contrário. Sua experiência adquirida desde 2001, o que o torna, como admite, da 'velha guarda', pode fazer o público e até seu rival da noite se surpreenderem. No octógono, o que também será vantagem é sua diversidade. Especialista no boxe, Batman vem aperfeiçoando seu muay thai com o mestre Wadson Nocaute, e pode mostrar mais do que seu grande poder de finalização – foi assim em 13 das 24 vitórias em seu cartel.
– Espero sair com a finalização da noite, mas tudo é possível. Estou treinando muay thai, boxe, a parte em pé estou me lapidando muito. Vocês vão ter uma surpresa também, não é só de finalização que eu posso ganhar, estou com a parte de trocação, estou bem afiadinho. Para me ganhar ele tem que estar muito bem treinado – garante Batman.

Em Belo Horizonte, o carioca terá pela frente também um lutador experiente, e há mais tempo no mundo das lutas. Wisniewski, de 31 anos, tem um cartel de 28 vitórias, sendo 15 por finalização, 14 derrotas e um empate. Ele tem duas passagens pelo UFC, onde acumulou três derrotas em três lutas, o que pode pesar contra o americano e a favor do brasileiro. No último combate, em abril de 2012, perdeu para Chris Clements por decisão dividida.

– Ele está vindo de derrotas no UFC, vai vir com tudo para tentar se manter no UFC, mas infelizmente vai bater comigo, que já estou nessa de há quase quatro anos tentando entrar, não vai ser ele quem vai parar meu caminho. Ainda mais no Brasil, a minha casa. Vai ser briga de cachorro velho. Tinha esse sonho de entrar nesse grande evento, e agora vou agarrar com unhas e dentes, não vou deixar ninguém me atrapalhar. Ele é só uma pedra na minha frente, que vou jogar para o lado e continuar caminhando em direção ao topo – comenta Batman.

Tido como favorito por especialistas de MMA, Ivan Jorge vai entrar no octógono sem pensar nisso. Seu nome, aliás, diz ele, também não tem espaço. No UFC BH2, ele será Batman, um super-herói, como o dos quadrinhos, mas diferente. Antes chamado de 'morcego' por amigos de infância, graças a seu físico e orelhas, mas, conta, mudado por um 'cara', que passou o chamar de Batman, o lutador 'revela'.

– É um super-herói brasileiro, diferente do Batman americano. Esse Batman brasileiro é um cara que está correndo atrás de seus sonhos, do seu ideal. A primeira meta era entrar no UFC, agora é me manter lá dentro. O Batman daqui também tem um cinto de utilidades, na hora vamos jogar os golpes, os truques que o Batman tem, mas o brasileiro, né? (risos).

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