Mesmo pego de surpresa pela organização do "UFC Fight Night no Combate:
Glover x Bader", Batman garante que está com a cabeça focada para
entrar no octógono e mostrar que sua convocação para o maior evento de
MMA do mundo não foi à toa. Ainda assim, admite o atleta da Team
Tavares, de Florianópolis, a realidade de estar no UFC só vai acontecer
na hora.
– A ficha ainda não caiu que estou no UFC, só vou perceber quando
estiver lá na hora, mas estou com a cabeça focada, pronto, preparado
para essa luta. Foi em cima da hora que me chamaram, é uma oportunidade
que não pode negar. Se fosse para lutar de 84kg eu lutaria, se fosse
93kg, também. Tenho essa luta e mais duas no contrato, mas primeiro vou
ver como me saio no 77kg, conforme for eu desço de categoria ou me
mantenho, só lá na hora vou ver o grau da situação – fala, Batman, que
substitui o compatriota Marcelo Guimarães, lesionado.
Experiente, o lutador de 32 anos garante que sua idade um pouco
avançada para estrear no UFC não vai atrapalhar. Pelo contrário. Sua
experiência adquirida desde 2001, o que o torna, como admite, da 'velha
guarda', pode fazer o público e até seu rival da noite se surpreenderem.
No octógono, o que também será vantagem é sua diversidade. Especialista
no boxe, Batman vem aperfeiçoando seu muay thai com o mestre Wadson
Nocaute, e pode mostrar mais do que seu grande poder de finalização –
foi assim em 13 das 24 vitórias em seu cartel.
– Espero sair com a finalização da noite, mas tudo é possível. Estou
treinando muay thai, boxe, a parte em pé estou me lapidando muito. Vocês
vão ter uma surpresa também, não é só de finalização que eu posso
ganhar, estou com a parte de trocação, estou bem afiadinho. Para me
ganhar ele tem que estar muito bem treinado – garante Batman.
Em Belo Horizonte, o carioca terá pela frente também um lutador
experiente, e há mais tempo no mundo das lutas. Wisniewski, de 31 anos,
tem um cartel de 28 vitórias, sendo 15 por finalização, 14 derrotas e um
empate. Ele tem duas passagens pelo UFC, onde acumulou três derrotas em
três lutas, o que pode pesar contra o americano e a favor do
brasileiro. No último combate, em abril de 2012, perdeu para Chris
Clements por decisão dividida.
– Ele está vindo de derrotas no UFC, vai vir com tudo para tentar se
manter no UFC, mas infelizmente vai bater comigo, que já estou nessa de
há quase quatro anos tentando entrar, não vai ser ele quem vai parar meu
caminho. Ainda mais no Brasil, a minha casa. Vai ser briga de cachorro
velho. Tinha esse sonho de entrar nesse grande evento, e agora vou
agarrar com unhas e dentes, não vou deixar ninguém me atrapalhar. Ele é
só uma pedra na minha frente, que vou jogar para o lado e continuar
caminhando em direção ao topo – comenta Batman.
Tido como favorito por especialistas de MMA, Ivan Jorge vai entrar no
octógono sem pensar nisso. Seu nome, aliás, diz ele, também não tem
espaço. No UFC BH2, ele será Batman, um super-herói, como o dos
quadrinhos, mas diferente. Antes chamado de 'morcego' por amigos de
infância, graças a seu físico e orelhas, mas, conta, mudado por um
'cara', que passou o chamar de Batman, o lutador 'revela'.
– É um super-herói brasileiro, diferente do Batman americano. Esse
Batman brasileiro é um cara que está correndo atrás de seus sonhos, do
seu ideal. A primeira meta era entrar no UFC, agora é me manter lá
dentro. O Batman daqui também tem um cinto de utilidades, na hora vamos
jogar os golpes, os truques que o Batman tem, mas o brasileiro, né?
(risos).
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