terça-feira, 17 de setembro de 2013

O Paulo Thiago sente que sou mais forte do que o coreano', diz Erick Silva

MMA Erick Silva (Foto: Ivan Raupp)Erick Silva tem um aliado e tanto para descobrir como vencer Dong Hyun Kim no "UFC Fight Night no Combate: Maia x Shields", dia 9 de outubro, em Barueri-SP. O meio-médio capixaba tem treinado frequentemente na XGym com o parceiro de equipe Paulo Thiago, que enfrentou o sul-coreano em novembro do ano passado, na China. Apesar da derrota por decisão unânime dos jurados e de ter sido dominado pelo oponente, o Caveira conseguiu entender o jogo aplicado por ele a ponto de passar boas dicas para Erick:

- O Paulo conhece mais sobre o Dong Hyun Kim do que eu porque treinou três meses para enfrentá-lo. Assistiu aos vídeos, viu os pontos fracos e os fortes, lutou contra ele e sentiu a pressão e a força dele. Estou treinando direto com o Paulo, que faz o jogo do Hyun Kim de canhoto. O Paulo sente que eu sou mais forte do que o coreano e que tenho a mão muito mais pesada. Ele está me ajudando muito - disse o capixaba ao  

Dong Hyun Kim é certamente, depois de Jon Fitch, a maior pedreira da carreira de Erick. O brasileiro recorda erros da derrota para o americano para não repetí-los diante do asiático. E o objetivo contra o rival, que usa muito o grappling (luta agarrada), é trocar em pé:

- Vejo que o Dong Hyun Kim acaba soltando um pouco mais e é melhor do que o Jon Fitch na parte em pé. Vi que ele aceita a trocação e vai para cima. Ele não gosta de tomar uma mão. Se toma, quer quedar. Tem um jogo muito eficiente de botar para baixo e ficar amarrando.  Estou treinando muito a levantada e a defesa de queda. E estou treinando muito chão. Se a luta for para o chão, não vou ficar desesperado assim como fiz contra o Jon Fitch. Se eu tivesse mantido a calma e trocado mais jiu-jítsu com ele, de repente poderia desenvolver melhor. Vou fazer isso e, se vir que não está funcionando, aí sim vou querer levantar. Mas a maior parte que estamos treinando é em pé. Vou trazê-lo para o meu jogo e complicá-lo bastante na parte de movimentação.

O Erick Silva de hoje parece bem mais maduro em relação ao de meses atrás. O lutador admite que já chegou a pegar pesado demais nos treinos, mas agora está mais obediente:

- O que motiva é a vontade de estar melhorando a cada dia. O que eu puder fazer para poder melhorar e me aproximar dos campeões, da forma como eles agem, vou procurar fazer. Almejo crescer na categoria e profissionalmente. Hoje em dia vejo que eu me cobro mais nos treinamentos também. Às vezes o Rogério Camões, meu preparador físico, tem que mandar eu parar de treinar, porque se deixar vou treinar bastante mesmo. Tem que ter cuidado, o descanso também faz parte do treinamento. Hoje em dia estou muito mais compreensivo. Antes o Camões me mandava descansar, mas eu pegava e ia treinar. No outro dia eu sentia o corpo, sentia que antes era o momento de descansar. Hoje é mais tranquilo. Descanso, faço certinho, sou muito mais obediente na parte da luta do que antigamente. Antes eu tentava fazer mais do meu jeito. Agora estou mais tranquilo. A necessidade de mudar faz parte.

Em sua última luta, em Fortaleza, em junho, Erick conseguiu a "Finalização da Noite" contra Jason High, o que o credenciou a pegar novamente um top da categoria. E o americano valorizou o feito do brasileiro ao finalizar James Head em menos de dois minutos no fim de agosto.

- Torço muito para os meus adversários depois que luto contra eles, porque valoriza muito mais as minhas vitórias. Infelizmente, todos os atletas contra quem lutei até hoje não fazem mais parte do UFC, a não ser o Jason High. Isso acaba criando conversas de pessoas e tal, falando que ainda não lutei contra caras bons. Mas é mentira. Todos contra quem lutei são bons, atletas de nome. O Jon Fitch teve que sair da empresa, mas foi o segundo do ranking durante anos. E agora o Jason High foi o único que se mantém na empresa (risos) - declarou Erick.

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