terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Bisping fala da lesão e volta a criticar Vitor Belfort pelo uso de TRT: 'Injusto'

Michael Bisping no treino aberto do UFC São Paulo (Foto: Adriano Albuquerque)

Sem lutar desde abril de 2013, quando venceu Alan Belcher pelo UFC 159, o inglês Michael Bisping estava escalado para enfrentar Mark Muñoz em outubro passado, mas foi forçado a desistir da luta por conta de um deslocamento de retina em seu olho direito. Depois de passar por uma cirurgia para resolver o problema, o atleta aguarda agora o seu retorno ao octógono, que estaria sendo planejado para acontecer em abril, segundo ele mesmo contou ao Combate.com:

- Meu olho está bom. Quer dizer, acho que nunca vai ficar igual de novo, mas contanto que eu possa lutar, é só com isso que me preocupo. Meu médico me disse que posso lutar, então sou um homem feliz. Eu quero voltar a lutar em abril e deve ser contra o Tim Kennedy. Eu não queria enfrentá-lo na verdade, mas ele vem falando várias besteiras. Eu não gosto dele, então se puder lutar contra alguém que eu não gosto, isso faz do meu trabalho muito mais fácil.

Bisping acredita que o tempo que ficou parado o ajudou a prestar mais atenção em seu jogo e a corrigir falhas que ele apresentou nas últimas lutas. O inglês também se diz na melhor forma de sua carreira, apesar da lesão, pois não deixou de treinar e de cuidar de seu preparo físico:

- Estarei melhor do que nunca. Estou falando sério. Trabalhei esse tempo todo e melhorei uma série de coisas. Montei uma academia na garagem da minha casa e foi a melhor coisa que eu já fiz pois, se antes eu quisesse trabalhar a minha trocarão, eu entraria no meu carro e iria para a academia. Agora faço isso todo dia em casa. Trabalhei uma série de coisas novas, aprendi muita coisa. Vou voltar maior e melhor, pois minha carreira foi quase tirada de mim e, se aquele fosse o fim, eu não estaria feliz. Ainda tem muitas coisas que quero conquistar, e tudo isso me deixou faminto, me devolveu a vontade de lutar pelos meus objetivos com ainda mais força.

Questionado sobre o futuro da divisão dos médios do UFC e sobre o que achou de Vitor Belfort ter sido confirmado como o próximo desafiante ao cinturão, o lutador afirmou que achou justo, mas voltou a atacar o uso de TRT (terapia de reposição de testosterona) feito pelo brasileiro.

- Eu acho que o Vitor hoje pode provavelmente escalar o Empire State Building se ele quiser (risos). Ele tem tomado umas coisas boas (risos). Se ele vencer o cinturão, eu aceitaria enfrentá-lo, porque estou trabalhando para voltar a disputar o título, mas  eu só o enfrentaria se ele deixasse de usar esteroides, se ele parasse de usar testosterona. Eu não acho que é justo e decidi que não vou mais enfrentar ninguém que esteja usando TRT - disse, antes de fazer uma pausa e continuar:

- Quer dizer, eu gostaria de dizer isso, mas provavelmente teria que enfrentá-lo se o UFC me pedir. Sei que terei que fazer o que eles quiserem, porque sou leal a eles. Mas eu preferia não enfrentar caras que estão fazendo uso de TRT porque eu não acho justo com os demais. Mas não acho injusto o fato de o Vitor ter recebido a chance de disputar o título, porque ele venceu todas as lutas que precisava. Acho que ele merece lutar pelo cinturão porque não é o UFC que controla o uso de TRT, é a Comissão Atlética que permite que ele faça esse tratamento. Então por que ele não faria isso? Eu não faria, mas enfim, ele venceu todas as lutas, nocauteou todo mundo, inclusive a mim,  e se não fosse o Vitor, quem seria? Se tem alguém lá fora que merece a chance ao título pelo que conquistou é ele, mas, de novo, sou contra essa coisa do TRT.

De bom humor, o inglês aproveitou para relembrar o início da carreira, quando acumulava trabalhos dos mais diversos para sustentar a família:

- Eu já fiz de tudo, já fiz todo tipo de trabalho escroto nesse mundo. Já vendi janelas, já fiz de tudo e nunca tinha tido um trabalho do qual eu realmente gostasse. Fui até DJ por um tempo, e aquilo era legal, mas era um trabalho de meio período e era um jeito de fazer um dinheiro extra, porque os meus outros trabalhos me pagavam muito mal. Mas eu gostava de ser DJ, e ainda faço isso hoje um pouco, mas mais para me divertir. Eu fiz um set na Austrália há pouco tempo, mas me acho muito velho para isso hoje. Prefiro lutar, é isso que me faz feliz - finalizou.

Sem comentários:

Enviar um comentário