O uso de maconha por lutadores de MMA não é novidade, e no UFC o
consumo da erva já gerou até demissão, caso do americano Matt Riddle,
que foi desligado da organização após testar positivo de maneira
reincidente.
Outro atleta que já foi pego no exame antidoping pelo uso da erva foi o
polêmico Nick Diaz, que não esconde de ninguém que gosta de fumar
maconha, assim como o brasileiro Thiago Silva, outro apreciador da
substância.
Muitos defendem que o uso da erva não traz nenhum benefício físico para
os atletas, e o Ultimate resolveu aumentar a tolerância com os lutadores
usuários da planta. Seguindo os padrões da Agência Mundial Antidoping
(Wada), limites de tolerância para os metabólitos da maconha em exames
antidoping realizados antes e após as lutas aumentou de 50ng/mL
(nanogramas por mililetro) para 150 ng/mL.
O objetivo é flagrar apenas atletas que estejam sobre influência da
droga durante o combate, em vez de mirar os lutadores que fizeram uso da
erva dias ou semanas antes das lutas.
Wanderlei Silva não é usuário de maconha, mas acredita que o UFC agiu
certo ao aumentar a tolerância, segundo declarou em entrevista exclusiva
à Ag. Fight.
“A realidade é que ninguém fuma maconha pra ir lutar, o cara que faz
isso é um otário, pois não traz benefício nenhum, mas aí vai de cada um.
Não acredito que ninguém leve vantagem usando, por isso que o UFC
aumentou a tolerância, eu imagino”, disse Wand, que é contra a punição.
“Tem também o lado da lei, mas acredito que os lutadores não deveriam
ser punidos não, já que não vejo como isso pode beneficiar um atleta. Eu
não aconselharia o meu filho a usar, mas cada um sabe de si e existem
atletas que realmente gostam de dar seus tragos, eu não curto não”,
concluiu.
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