As três derrotas seguidas no UFC não desanimam o americano Dan
Henderson para a revanche contra o brasileiro Maurício Shogun. Aos 43
anos, ele descarta uma possível aposentadoria em caso de revés na luta
marcada para o dia 23 de março, no ginásio Nélio Dias em Natal.
- Eu me sinto muito bem fisicamente e estou recuperado de algumas
lesões que me incomodavam. Não penso em parar agora. Tenho contrato com o
UFC e espero fazer as seis lutas previstas - disse Henderson durante o
lançamento do UFC Night Fight Combate, na capital potiguar, nesta
terça-feira.
Em 2011, Henderson venceu Shogun em uma das lutas mais emblemáticas da
história do UFC. Para o americano, este já é um excelente cartão de
visitas para o reencontro.
- Shogun é um grande lutador, tem muita garra e coração. Não sei qual será a estratégia dele, se vai preferir a trocação ou levar a luta chão. Nos dois casos, estarei pronto e acredito no meu potencial para vencê-lo – afirmou.
Um dos veteranos do Ultimate, ele não faz planos a longo prazo, mas
lembra que será uma honra igualar Randy Couture, que lutou até os 47
anos, em eventos de alto nível. Henderson disse ainda que não se
incomoda de ser chamado de “vovô” pela turma mais nova do UFC.
- Eu encaro como um elogio, e serve de estímulo para que eu vença todos eles. Mas é engraçado porque todos eles parecem que ficam mais novos quando lutam contra mim - brincou.
Torcida por Weidman
A última derrota de Dan Henderson no UFC foi para o brasileiro Vitor
Belfort, que vai desafiar o campeão do peso-médio, o americano Chris
Weidman, no dia 24 de maio. Henderson aposta no compatriota.
- Vitor é um lutador muito forte, perigoso e tem muita potência, principalmente no primeiro round. Mas acredito que Weidman vencerá, já que ele é capaz de controlar a luta caso ela dure mais tempo - comentou.
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