Erick Silva chegou com moral no UFC em Barueri-SP, em outubro, no coevento principal contra Dong Hyun Kim, mas foi surpreendido por um overhand do sul-coreano e acabou nocauteado quando estava melhor na luta. A decepção foi grande, mas passou, e o meio-médio capixaba vê o lado positivo da derrota. Segundo ele, serviu para evoluir no lado psicológico: - Eu acho que, psicologicamente, estou melhor e mais tranquilo. Comecei o trabalho bem antes desta vez e me adaptei melhor, pelo lastro de trabalho que tivemos. Estou super tranquilo para esta luta, e montamos uma estratégia muito boa - disse ao Combate.com.
Erick retorna ao octógono neste sábado, em Jaraguá do Sul-SC, contra o japonês Takenori Sato. Para este duelo, ele se diz mais maduro, muito em função de ter aprendido a lidar também com decepções na carreira, e garante que a dedicação tem sido 100% em todos os sentidos:
- Acaba sendo um pouco de clichê, mas uma melhor motivação é um amadurecimento. Quando o atleta passa por derrotas e vitórias, ele vai juntando coisas que o fazem ser um lutador melhor. Minha cabeça está mais tranquila, e eu consigo saber melhor o que dá certo e o que não dá. Eu sempre ouvi muito os meus técnicos, mas hoje eu já consigo dar os meus palpites sobre o que funciona e o que não funciona. Mas lógico que meus treinadores vão decidir se o que vai ser feito é o que eu penso ou não. Eu fui muito mais regrado, dormindo cedo e tudo, e isso vai me favorecer na luta. O meu objetivo é que a luta termine com o Sato na lona.
Se você piscar, o golpe pode entrar, e por isso não se pode ficar desatento um segundo sequer. A lição que ficou foi que eu tenho que ficar cada vez mais atento ao que o meu adversário fizer"
Erick Silva, sobre derrota para Hyun Kim
O atleta capixaba valorizou a vitória de Dong Hyun Kim, em vez de ficar lamentando o resultado:
- Quem é atleta sabe que uma derrota assim pode acontecer, e tanto eu quanto meus rivais treinamos para conseguir o nocaute, que não é nada mais que um segundo de falha minha e um segundo de percepção do meu rival. Não fiquei nada chateado, estou super tranquilo porque sei que fiz tudo corretamente nos treinos. A mão dele entrou, e eu sei que isso acontece no MMA. Se você piscar, o golpe pode entrar, e por isso não se pode ficar desatento um segundo sequer. A lição que ficou foi que eu tenho que ficar cada vez mais atento ao que o meu adversário fizer. A luta foi bonita, o Kim conseguiu conectar o golpe, e agora tenho que levantar a cabeça e partir para a próxima luta e nocautear meu adversário.
Na preparação para Jaraguá do Sul-SC, Erick revela que fez uma coisa diferente em relação às lutas anteriores: melhorou a integração de sua equipe, de seus treinadores no camp:
- A mudança que teve foi na organização da equipe. Nós nos organizamos bem mais, e os próprios professores viram que houve essa mudança. Cada um interagindo com o outro professor. Antes eu treinava só o boxe, ou o muay thai ou o jiu-jítsu, e não havia uma conversa entre os professores. Desta vez ,todo mundo fez tudo junto, e até grupo via internet teve, para um comentar com o outro o que acontecia, mesmo quando não podia ir ao treino. Interagimos muito mais e montamos uma estratégia boa. Todos os professores trabalharam sobre o que vai acontecer na luta, e sempre um conversando com o outro. Bruno Frazzato (jiu-jítsu), Erivan Conceição (boxe), Daniel Mendes e Eduardo Pachu (muay thai), Adrian Jaoude (luta olímpica), além do Josuel Distak (MMA) e Rogério Camões (preparação física). Meus irmãos, Gabriel Silva e Bruno Silva, e também o (Alan) Nuguette e o Rafael Feijão.
O adversário original de Erick Silva não era Sato, e sim o americano Nate Loughran, que se machucou e foi substituído pelo japonês. Pelo fato de isso não ter ocorrido em cima da hora, o brasileiro conta que seu treinamento praticamente não foi alterado:
- Quando há a mudança a longo prazo, como foi essa, com mais de um mês, é tranquilo, porque podemos nos preparar e montar uma estratégia. Acaba sendo normal. Com até um mês a gente pode trabalhar bem em cima das características do rival. O Nate é canhoto, e o Sato também, então acaba que não mudou muita coisa. Mas demos ênfase ao estilo dele, mesmo sendo o estilo dos dois bem parecido, de gostar da luta agarrada. O Adrian Jaoude me ajudou bastante no wrestling, mais que nas outras lutas. Fizemos um trabalho pensando no longo prazo, para dar continuidade a esse treinamento com ele, que me agradou. Já estou ficando até mais acostumado, porque os atletas de alto nível estão mais propensos a lesões, e mais uma vez o meu adversário mudou, mas não chegou a prejudicar o meu camp.
Erick retorna ao octógono neste sábado, em Jaraguá do Sul-SC, contra o japonês Takenori Sato. Para este duelo, ele se diz mais maduro, muito em função de ter aprendido a lidar também com decepções na carreira, e garante que a dedicação tem sido 100% em todos os sentidos:
- Acaba sendo um pouco de clichê, mas uma melhor motivação é um amadurecimento. Quando o atleta passa por derrotas e vitórias, ele vai juntando coisas que o fazem ser um lutador melhor. Minha cabeça está mais tranquila, e eu consigo saber melhor o que dá certo e o que não dá. Eu sempre ouvi muito os meus técnicos, mas hoje eu já consigo dar os meus palpites sobre o que funciona e o que não funciona. Mas lógico que meus treinadores vão decidir se o que vai ser feito é o que eu penso ou não. Eu fui muito mais regrado, dormindo cedo e tudo, e isso vai me favorecer na luta. O meu objetivo é que a luta termine com o Sato na lona.
Se você piscar, o golpe pode entrar, e por isso não se pode ficar desatento um segundo sequer. A lição que ficou foi que eu tenho que ficar cada vez mais atento ao que o meu adversário fizer"
Erick Silva, sobre derrota para Hyun Kim
O atleta capixaba valorizou a vitória de Dong Hyun Kim, em vez de ficar lamentando o resultado:
- Quem é atleta sabe que uma derrota assim pode acontecer, e tanto eu quanto meus rivais treinamos para conseguir o nocaute, que não é nada mais que um segundo de falha minha e um segundo de percepção do meu rival. Não fiquei nada chateado, estou super tranquilo porque sei que fiz tudo corretamente nos treinos. A mão dele entrou, e eu sei que isso acontece no MMA. Se você piscar, o golpe pode entrar, e por isso não se pode ficar desatento um segundo sequer. A lição que ficou foi que eu tenho que ficar cada vez mais atento ao que o meu adversário fizer. A luta foi bonita, o Kim conseguiu conectar o golpe, e agora tenho que levantar a cabeça e partir para a próxima luta e nocautear meu adversário.
Na preparação para Jaraguá do Sul-SC, Erick revela que fez uma coisa diferente em relação às lutas anteriores: melhorou a integração de sua equipe, de seus treinadores no camp:
- A mudança que teve foi na organização da equipe. Nós nos organizamos bem mais, e os próprios professores viram que houve essa mudança. Cada um interagindo com o outro professor. Antes eu treinava só o boxe, ou o muay thai ou o jiu-jítsu, e não havia uma conversa entre os professores. Desta vez ,todo mundo fez tudo junto, e até grupo via internet teve, para um comentar com o outro o que acontecia, mesmo quando não podia ir ao treino. Interagimos muito mais e montamos uma estratégia boa. Todos os professores trabalharam sobre o que vai acontecer na luta, e sempre um conversando com o outro. Bruno Frazzato (jiu-jítsu), Erivan Conceição (boxe), Daniel Mendes e Eduardo Pachu (muay thai), Adrian Jaoude (luta olímpica), além do Josuel Distak (MMA) e Rogério Camões (preparação física). Meus irmãos, Gabriel Silva e Bruno Silva, e também o (Alan) Nuguette e o Rafael Feijão.
O adversário original de Erick Silva não era Sato, e sim o americano Nate Loughran, que se machucou e foi substituído pelo japonês. Pelo fato de isso não ter ocorrido em cima da hora, o brasileiro conta que seu treinamento praticamente não foi alterado:
- Quando há a mudança a longo prazo, como foi essa, com mais de um mês, é tranquilo, porque podemos nos preparar e montar uma estratégia. Acaba sendo normal. Com até um mês a gente pode trabalhar bem em cima das características do rival. O Nate é canhoto, e o Sato também, então acaba que não mudou muita coisa. Mas demos ênfase ao estilo dele, mesmo sendo o estilo dos dois bem parecido, de gostar da luta agarrada. O Adrian Jaoude me ajudou bastante no wrestling, mais que nas outras lutas. Fizemos um trabalho pensando no longo prazo, para dar continuidade a esse treinamento com ele, que me agradou. Já estou ficando até mais acostumado, porque os atletas de alto nível estão mais propensos a lesões, e mais uma vez o meu adversário mudou, mas não chegou a prejudicar o meu camp.
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