domingo, 16 de fevereiro de 2014

Lyoto e Jacaré não descartam luta entre si antes de disputa de cinturão

Erick Silva; Ronaldo Jacaré; Lyoto Machida; UFC MMA (Foto: Rodrigo Malinverni)

Diretor de operações internacionais do UFC, Marshall Zelaznik afirmou, antes da luta que o vencedor entre Lyoto Machida e Gegard Mousasi seria o desafiante número 1 ao cinturão dos pesos-médios, à espera da luta entre o atual campeão, Chris Weidman, e Vitor Belfort no UFC 173, em 24 de maio. Porém, após uma vitória por pontos na noite de sábado, em Jaraguá do Sul-SC, Lyoto não estava tão certo de que receberia a próxima chance de disputar o título da categoria, enquanto Ronaldo Jacaré, saído de um triunfo dominante sobre Francis Carmont, expressava um desejo de receber esta oportunidade.

Com cerca de três meses restando para o confronto entre Weidman e Belfort, fãs e mídia começaram a especular: e se Lyoto enfrentasse Jacaré pelo direito de ser o próximo na fila - talvez até no mesmo evento que a disputa do título, em Las Vegas? A ideia foi bem recebida por ambos os lutadores.

 - Eu lutaria com o Lyoto, sim. Não quero, mas, se o UFC marcar, nós lutaremos como profissionais - afirmou Jacaré, na coletiva de imprensa pós-luta.

- Como o Jacaré falou, eu não quero, mas se botarem, vamos ter que nos enfrentar - acrescentou Lyoto Machida.

Por ora, o lugar de desafiante número 1 está extra-oficialmente ocupado por Lyoto, que recebeu muitos elogios do presidente do UFC, Dana White, através do Twitter. O dirigente afirmou que o ex-campeão dos pesos-meio-pesados (até 93kg) é muito rápido entre os pesos-médios (até 83,9kg) e se apresentou muito bem contra um adversário duríssimo neste sábado. Ainda assim, o lutador baiano radicado no Pará manteve-se cauteloso ao comentar sua posição.

- Pensar no cinturão eu penso, mas é uma questão do evento. Tem grandes lutadores. O Jacaré tem provado que tem condições. Vamos esperar o UFC - disse Lyoto.

Jacaré, por sua vez, não escondia a alegria de estar incluído na discussão sobre quem mereceria disputar o cinturão em seguida.

- Seria maravilhoso. Só de você falar já estou rindo à toa. Eu iria representar bem o Brasil, na ponta dos cascos e trazer o cinturão para nós, porque é aqui que ele tem que ficar - afirmou.

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