Um dos grandes nomes do MMA brasileiro e mundial, Paulão Filho
envolveu-se em uma nova polêmica. O lutador está em atrito com o Worls
Series of Fighting (WSOF), que o mantém sob contrato, por ter lutado
contra Rodney Wallace no Selva MMA, no Acre, sem a permissão da
organização, e por já ter acertado sua participação no Bitteti Combat da
próxima quinta-feira, em Manaus, contra André Muniz. Segundo Ali
Abdel-Aziz, vice-presidente executivo do WSOF, o brasileiro agiu com
falta de profissionalismo, e perdeu muito de seu prestígio junto à
direção do evento.- Legalmente, Paulo Filho não deveria lutar em nenhum outro evento,
porque está sob contrato conosco. Se ele precisa lutar para sustentar
sua família, tudo bem, ele pode fazer isso, mas ele jamais nos pediu
permissão para isso. Eu jamais o autorizei a lutar em nenhum outro
evento. Não vou correr atrás dele para impedí-lo de lutar aonde quer que
seja. Paulo Filho lutou no WSOF e não mostrou estar concentrado. Seus
empresários são os piores que já vi na vida. São dois, e um briga com o
outro o tempo todo. Paulo tinha que vir para New Jersey, e perdeu o voo
duas vezes. Foi muito pouco profissional. Tivemos muita dificuldade em
trazê-lo para os EUA - disse Aziz ao site "MMA Fighting".
Segundo o lutador, o que houve foi um mal-entendido.
- Ray Sefo não gostou da minha luta? Tudo bem. Eu estava lesionado, e
ele deveria saber disso. Tenho todos os exames para provar, mas mesmo
assim fui lá e lutei. Fiz a minha parte. Não sou aquele lutador que eles
viram. Sou muito melhor que aquilo, e eles sabem. Meu contrato tem uma
cláusula muito interessante, com ótimos números. Se um lado decide
quebrá-lo, tem que pagar uma grande quantia em dinheiro. Se não me
querem lá, tudo bem. Paguem o que têm que pagar e eu vou para casa para
relaxar. A quantia é boa. Digamos que, com ela, eu não faria mais nada
pelo resto da vida. Hoje eu não penso muito no futuro, vivo um dia de
cada vez. Estou cortando peso para lutar como peso-meio-médio. Estava
com 84kg quando recebi a oferta para a luta, que será nos 77kg. Depois
da luta vou pensar se me mantenho entre os meio-médios ou se volto para
os médios - disse o lutador.
Na interpretação do WSOF, o brasileiro é que estaria quebrando o
contrato, por lutar em outros eventos sem a sua autorização. Segundo
Aziz, o seu evento não deve nada a Paulão Filho, e afirma ser pouco
provável que ele volte a lutar pela organização.
- Não estou interessado em vê-lo lutando no WSOF novamente. Esse cara é
uma lenda, e eu o respeito. Em algum momento foi considerado um dos
melhores lutadores do mundo. Mas, ao mesmo tempo, ele tem muitos
problemas pessoais. Não sei como ele está, mas desejo-lhe o melhor. O
fato é que Paulo Filho não pediu a nossa permissão para lutar em outro
evento, e temos que conversar com ele sobre isso. Somos home e temos que
respeitar nossos contratos. Se precisarmos dele em eventos no Brasil,
vamos usá-lo. Mas hoje não tenho intenção de que ele lute pela nossa
bandeira novamente.
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