quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Ovince St. Preux pensa em aposentar Shogun: "Existe essa possibilidade"

Ovince St-Preux, MMA (Foto: Raphael Marinho)

Para a grande maioria dos fãs de MMA, Maurício Shogun viveu seu auge no esporte logo aos 23 anos, quando conquistou o badalado GP do Pride. O curitibano se tornou campeão do UFC em 2010, mas isso não mudou a opinião geral. Desde o feito no octógono, Shogun tem alternado resultados bons e ruins - foram três vitórias e cinco derrotas nas últimas oito lutas -, o que faz Ovince St. Preux pensar que seu adversário deste sábado esteja com o corpo muito desgatado:- Aquele Shogun era muito mais rápido. Ele começou a lutar com 19 anos e agora está com 32. Sei que passou por cirurgias nos joelhos, no ombro. Sei também que ele deve ter treinado muito duro naquela época da Chute Boxe. Eu joguei futebol americano na faculdade e aprendi a escutar meu corpo. Se o corpo me mandar parar, vou parar. Esse é um dos motivos pelos quais farei minha quarta luta só neste ano: aprendi a escutar meu corpo. Não vou forçá-lo demais, tentar tirar mais do que ele pode - disse ao Combate.com.

Questionado se poderia fazer Shogun se aposentar com uma vitória na luta principal em Uberlândia-MG, o meio-pesado americano não fugiu da raia e mostrou confiança:

- Existe essa possibilidade - resumiu.

Shogun não era a primeira opção de oponente para St. Preux. Primeiro ele enfrentaria Rafael Feijão, que se machucou. Depois, Francimar Bodão. Mas, com a lesão de Jimi Manuwa em cima da hora, o UFC optou por tirar Bodão do card e preencher a lacuna da luta principal com St. Preux, enfrentando Shogun. O americano viu a mudança com bons olhos:

- Não foi ruim necessariamente, pelo simples fato de eles lutarem de forma parecida, mas não igual. Shogun é um nome muito conhecido, foi campeão do Pride e do UFC. Todos os três são bons trocadores. E o Shogun ainda tem jiu-jítsu, dá boas chaves de perna. O Jimi é um grande trocador, mas seu jogo de wrestling e chão é ok. Eu posso trocar, posso lutar wrestling, meu jogo de chão é muito bom para neutralizar o Shogun. Acho que vou estar maior e mais forte do que ele. Então, para mim não mudou muito. Vou chegar lá e dar um grande show. Definitivamente serei o azarão. O Shogun está no Brasil, é uma lenda e é amado pelas pessoas aqui. Não sei como vou sair daqui, se com mais gente me odiando, ou com uma nova base de fãs. Espero sair com novos fãs.

St. Preux, por sinal, acredita que a troca de última hora foi melhor para ele do que para Shogun, exatamente pelos motivos que listou antes:

- Foi melhor para mim. Não era uma coisa que eu queria. Obviamente seria melhor se eu tivesse mais tempo para me preparar para ele. Mas isso acontece. Esse é meu trabalho, é o que faço.

Com muita confiança no seu taco, OSP, como é conhecido, se define como um problema para os adversários e mira na escalada de posições no ranking até 93kg:

- Definitivamente sou um top 10. Sou o número 10 do ranking neste momento e espero poder subir para o 7 ou 8 depois dessa luta. Tem muitos caras na divisão, inclusive do top 5, que diriam não se lhes fosse oferecida uma luta de última hora contra mim, porque eles sabem que não seria fácil para eles.

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