terça-feira, 3 de setembro de 2013

Duelo entre Mutante e Sarafian está confirmado para o UFC em Goiânia

Se antes a esperada luta entre os pesos-médios Cezar Mutante e Daniel Sarafian estava bem encaminhada para o UFC em Goiânia, dia 9 de novembro, agora ela é parte do card de forma concreta. O Combate.com apurou que os dois atletas já assinaram contrato e que o duelo está de fato confirmado para o evento. O blog "Na Grade do MMA" foi o primeiro a noticiar a possibilidade do encontro, que provavelmente será o coevento principal. A atração principal será a revanche entre Vitor Belfort e o veterano americano Dan Henderson.

Mutante e Sarafian enfim farão a final do TUF Brasil que não saiu do papel. Sarafian se classificou para a final do programa ao nocautear Serginho Moraes na semifinal, mas uma lesão o forçou a desistir do combate pelo título contra Mutante no UFC 147, em junho de 2012. O mesmo Serginho o substituiu e foi derrotado na decisão unânime dos jurados por Mutante, que se tornou assim campeão peso-médio do primeiro TUF Brasil. Desde então, os dois respondem perguntas sobre um possível combate entre eles constantemente.

O UFC também chegou a planejar o confronto para o evento de São Paulo, realizado em janeiro deste ano, mas Mutante ainda não estava recuperado de uma lesão no joelho e foi substituído pelo americano CB Dollaway, que acabou vencendo Sarafian por decisão dividida dos juízes. Em junho, Sarafian se recuperou com uma vitória por finalização sobre Eddie Mendez. Mutante, por sua vez, sofreu uma série de lesões e retornou ao octógono em agosto, no Rio, com uma vitória por finalização sobre um atleta do TUF Brasil 2, Thiago Marreta. Sarafian tem oito vitórias e três derrotas no seu cartel profissional. Mutante tem seis vitórias e duas derrotas.

domingo, 1 de setembro de 2013

Pettis se recusa a vagar o cinturão, e Dana White alfineta técnico de Aldo

A conquista do cinturão dos pesos-leves do UFC diante de Ben Henderson chegou ao lado de desafios e questionamentos ao novo campeão, Anthony Pettis. Momentos após sagrar-se campeão da categoria, o novo campeão foi informado que técnico de José Aldo, André Pederneiras, postou em sua conta no Twitter que aguardava a ligação do UFC para que Pettis vagasse o cinturão recém-conquistado e descesse para os pesos-penas, para desafiar o brasileiro, que é o campeão da categoria. A notícia do desafio e da proposta para deixar de lado o título que acabara de conquistar pegou o americano de surpresa. 
 
- Não vou largar o meu cinturão. Trabalhei muito para conquistá-lo, e não vou largá-lo! - disse Pettis durante a coletiva de imprensa após o UFC 164, parecendo não acreditar na proposta que havia sido feita.

O presidente do UFC, Dana White, decidiu falar sobre o assunto imediatamente, alfinetando o técnico de José Aldo.

- O técnico de José Aldo não pode decidir isso. Não é ele que toma essas decisões. Ele não quis essa luta uma vez. Aldo quis, mas ele, não. Não vou pensar em novas lutas agora, porque Anthony Pettis lesionou o seu joelho na luta contra Ben Henderson.

Em seguida, Pettis afirmou que não escolherá adversários, e se colocou À disposição do UFC para enfrentar José Aldo, se a organização achar que ele deve fazê-lo.

- Estou aqui para ser o melhor, e todos os lutadores ao redor da minha categoria estão no meu radar. O técnico de Aldo disse que eu fingi ter sofrido uma lesão, mas eu não tenho medo de ninguém, e jamais fingi ter me lesionado. Se o UFC quiser e meus treinadores quiserem, estou pronto para José Aldo, e nós vamos lutar.

Pettis: 'Desde que venci Cerrone sabia que conquistaria o cinturão'

Anthony Pettis estreou no UFC em 2011, chegando como campeão do WEC, após tomar o cinturão de Ben Henderson na organização que foi comprada pela Zuffa (empresa detentora do Ultimate). Porém, logo de cara foi derrotado por Clay Guida na decisão unânime dos árbitros e viu o caminho para o título ficar mais longo. Desde então, ele emplacou três vitórias seguidas e, na noite deste sábado, pelo UFC 164, em Milwaukee (EUA), se viu diante do mesmo adversário de quem tirou o cinturão no WEC. Com uma chave de braço, o Showtime venceu Bendo mais uma vez e, enfim, se tornou campeão dos leves do UFC. Após o evento, Pettis declarou que já sabia que seu destino era esse desde seu combate anterior, quando nocauteou Donald Cerrone, em janeiro. 
 
- Desde que venci Donald Cerrone eu sabia que disputaria e conquistaria o cinturão. Treinei sete meses para essa luta, e a verdade é que eu não quero nunca mais deixar a decisão nas mãos dos juízes. Aprendi isso na luta contra Clay Guida, quando fui lutar wrestling com ele e deixei na mão dos juízes - afirmou.

A finalização contra Ben Henderson teve ajuda brasileira. Seu treinador de jiu-jítsu é Diego Moraes, que ganhou elogios de Anthony Pettis.

- Diego Moraes é um cara sensacional que eu trouxe para a minha equipe. Trabalhamos demais essa finalização que usei para vencer a luta. Adorei o Brasil, é um grande lugar para se treinar. Jiu-Jítsu é uma das minhas artes mais fortes. As pessoas esquecem que eu tenho um bom jiu-jítsu pela forma como eu golpeio - disse.

Durante o combate, Anthony Pettis recebeu um chute no joelho esquerdo e, após a luta, disse ainda sentir dor, mas não sabe a gravidade da lesão. Ele terá que passar por exames para saber o que houve de fato no local da contusão.

- Ainda não sei o que houve com o meu joelho. Ben acertou um chute no meu joelho esquerdo e doeu um pouco durante a luta. Quando lutamos contra os melhores do mundo haverá lesões. Esse cara é um guerreiro, e estou feliz de estar com a minha cara em ordem. Ainda não sei o que aconteceu com o meu joelho, vou ter que passar por exames para saber o que aconteceu - declarou.

Na coletiva, o lutador também não esqueceu de sua família, agradecendo sua mãe e seu irmão, Sergio Pettis, que também é lutador de MMA.

- Minha mãe sacrificou sua vida inteira por mim e meu irmão. Ela era uma mãe solteira que trabalhou muito para que nós chegássemos aonde chegamos, pagou tudo que podia, e acho que ela merece tudo que fizermos por ela. Meu irmão estava no meu córner hoje, ele tem 20 anos e eu quero ser um exemplo para ele. Eu entendo a importância das artes marciais para uma pessoa - concluiu.

Após quarto nocaute seguido, Chad Mendes pede revanche contra Aldo

O cartel de Chad Mendes impressiona tanto quanto suas últimas atuações. São 15 vitórias e apenas uma derrota, que ainda está engasgada na garganta do lutador. Porém, o nocaute sofrido contra José Aldo, no dia 14 de janeiro de 2012, no Rio de Janeiro, pelo UFC 142, parece ter motivado ainda mais o americano. Desde então foram quatro vitórias consecutivas e todas por nocaute, sendo a última na noite deste sábado, quando superou Clay Guida no terceiro round, em Milwaukee (EUA), pelo UFC 164. Antes de desafiar o cinturão do brasileiro, ele tinha apenas dois triunfos desta forma, no longínquo ano de 2009. Agora, ele quer nova chance de disputar o título dos penas do Ultimate. 
 
- Treinei demais para essa luta, e estava lá para finalizar a luta. Estou ansioso por uma revanche com Aldo, e sei que essa seria uma luta completamente diferente da que fizemos no Brasil. Minha motivação e minha confiança estão no topo, muito diferente de quando lutamos. Acho que algumas coisas ainda tem que ser acertadas, mas quero muito essa luta pelo cinturão dos pesos-penas contra José Aldo - afirmou Chad, durante coletiva de imprensa do UFC 164.

Mas engana-se quem acha que Chad Mendes atribui seus quatro nocautes consecutivos apenas aos treinamentos. Para ele, a presença de seu pai no córner tem servido como um verdadeiro amuleto.

- Meu pai esteve no meu córner nas minhas últimas quatro lutas, e eu consegui quatro nocautes. Ele estará lá sempre de agora em diante - concluiu.

Mir, Barnett e Dana White criticam interrupção do co-evento principal

Raramente uma luta tem sua interrupção criticada tanto pelo vencedor quanto perdedor. Mas a interrupção feita pelo árbitro Rob Hinds do co-evento principal do UFC 164, disputado entre os veteranos pesos-pesados Frank Mir e Josh Barnett, foi criticada não só pelos dois lutadores como também pelo presidente do UFC, Dana White, na coletiva de imprensa após o evento. Para o derrotado, Frank Mir, o árbitro foi precipitado, e não viu que ele estava ativo na luta e buscando uma brecha para inverter o domínio de Barnett.

- Estou muito frustrado. Para mim foi uma interrupção infeliz. Nós somos lutadores, e estamos ali para isso. Eu recebi a joelhada, senti, mas estava bem, tentando ver uma chance de sair dali ou buscar a finalização. De repente vi o árbitro parando a luta. Josh é um grande lutador e fez o que tinha que fazer. Mas eu treinei muito mais do que jamais havia treinado, e é muito ruim ver todo o trabalho ir por água abaixo com uma decisão precipitada. Acho que Josh veio muito forte para a luta, e sabia que ele não manteria aquele ritmo por 15 minutos, e tinha certeza que meu preparo físico seria uma arma nessa luta. Uma luta não é um jogo de tênis. É preciso entender como ela funciona para saber em que momento se deve intervir. Acho que o árbitro poderia ter esperado mais algum tempo para pará-la.

O vencedor da luta, Josh Barnett, concordou com seu adversário, e disse que não está acostumado a ver lutas serem paradas tão rapidamente.

- Entendo a frustração de Frank. O árbitro o viu cair e decidiu parar a luta. Mas eu sou das antigas, cara. Vi lutas em que os caras estavam sendo arrebentados de verdade e o árbitro esperou para ver o que acontecia. Acho que ele não percebeu que Frank ainda estava ativo, e achou que ele poderia ser castigado desnecessariamente. Minha estratégia era atacar do começo ao fim e buscar finalizar a luta da forma que fosse. Eu iria lutar onde quer que fosse. No chão ou em pé. Frank é um lutador completo, como eu, e se você olhar para as nossas carreiras, verá que não é surpreendente a forma como a luta acabou.

Para o presidente do UFC, Dana White, faltou experiência ao árbitro para conduzir uma luta importante dentro do evento, e disputada por lutadores tão experientes.

- Eu acho que Josh ganhou a luta. Frank estava em apuros, mas ele ainda podia receber mais alguns golpes até que a luta fosse encerrada. Na minha opinião, árbitros que atuam muito cometem muitos erros. Mas eu nunca vi esse árbitro na minha vida, e ele estava no co-evento principal. Acho que essa luta merecia um árbitro mais experiente.

Dana White: 'Declaração de Dedé faz parecer que ele tem medo de Pettis'

O presidente do UFC, Dana White, voltou a falar com a imprensa sobre o futuro do novo campeão dos pesos-leves, Anthony Pettis. Depois de vencer Ben Henderson na noite deste sábado e tomar o segundo cinturão da carreira de Bendo, o novo campeão desafiou José Aldo. Minutos depois, pelas redes sociais, o empresário do brasileiro, André Pederneiras, afimou que estava aguardando a ligação de Dana para acertar o duelo, mas que Pettis teria que abdicar do cinturão dos leves e descer para a categoria dos penas para que isso acontecesse. 
 
Para o chefão do UFC, no entanto, a atitude do treinador e empresário demonstra que a equipe do brasileiro estaria preocupada demais com o novo campeão dos leves:

- Você pode dizer 100% que Anthony Pettis está querendo fazer tudo o que precisar para ter essa luta. E eu sei que o treinador do Aldo está dizendo: 'Ele pode descer para os pesos-penas', mas é porque eles acham que o Anthony vai estar em desvantagem, quando eu acho que ele estará em uma grande vantagem, pois vai estar muito forte. Mas, de qualquer jeito, se Aldo subir ou Pettis descer, eles vão lutar. Eu acho que vamos ver Pettis querendo buscar cada vez mais essa luta. Isso pode acontecer - disse, complementando:

- Para o empresário dele falar…E é isso que me deixa maluco com relação a empresários - e eu adoro ele. André é um bom rapaz, eu o conheço há muitos anos, mas quando você vai e faz uma afirmação desse jeito, faz parecer que está com medo, que Aldo está com medo. E essa talvez não seja a mesma opinião do Aldo... Talvez seja só o empresário dele dizendo 'Isso é o que eu quero que aconteça', mas faz com que pareça que ele está com medo do Anthony Pettis, o que acaba dando ao Pettis mais uma vantagem.

Questionado se esse é o duelo que tem em mente para o futuro dos dois campeões, Dana desconversou:

- Eu não sei. Vamos ver o que vai acontecer com o Anthony Pettis. Quem sabe? Como eu disse, essa luta aconteceu há 45 minutos, não é algo que eu quero pensar agora.

E não foi só Anthony Pettis quem desafiou Aldo. Depois de nocautear Clay Guida, também no card principal do UFC 164, Chad Mendes pediu por uma revanche contra o brasileiro. O americano tem 15 vitórias na carreira, e sua única derrota foi para o brasileiro no UFC 142. Dana, no entanto, afirmou que não ficou surpreso com ambos os lutadores mirando o manauara:

- Aldo é um dos melhores do mundo, é um dos melhores lutadores peso-por-peso do planeta. Eu não fiquei surpreso. Obviamente Mendes quer aquela disputa de título de novo, e agora Pettis também quer vencê-lo. Mas, como fã, a luta que eu gostaria de ver é 100% Anthony Pettis. Essa seria uma lutaça!

Treinador de Pettis analisa duelo e rebate declarações de time de Aldo

Anthony Pettis tomou o cinturão dos pesos leves do UFC de Ben Henderson com uma finalização no primeiro round em duelo na noite deste sábado. E por mais que os fãs do "Showtime" acreditassem que ele venceria, era pouco provável que eles imaginassem que a vitória  acabaria acontecendo com uma chave de braço. Ainda mais contra Benson, que é considerado um dos lutadores mais duros da categoria e que realizou neste sábado a sua primeira luta como faixa preta em jiu-jítsu. 
 
Durante a coletiva de imprensa após o UFC 164, o novo campeão peso-leve do UFC justificou o seu trabalho durante toda a preparação para o duelo e falou sobre a importância dos treinos de chão na temporada que passou no Brasil:

- As pessoas acham que eu não tenho chão, mas jiu-jítsu é a minha área também. Eu sou um lutador de artes marciais mistas e eu tenho que ser bom em todas as áreas. E os treinos no Brasil tiveram uma importância tremenda. O Diego Moraes é um cara que eu trouxe para o meu camp, ele está aqui comigo há quase dois meses, e o trabalho dele realmente ajudou o meu jogo. Mesmo que eu não seja ranqueado em jiu-jítsu com quimono, nós analisamos os detalhes todos os dias. Esses caras vivem comigo, então isso realmente ajudou. Eu venci a luta com uma chave de braço e isso é algo que trabalhei muito. O Brasil é um lugar maravilhoso e eu tive bons momentos lá - declarou.

Em entrevista ao Combate.com após a coletiva, o treinador de jiu-jítsu de Pettis, Diego Moraes, comentou o desempenho de seu pupilo no octógono:

- Eu estava muito confiante de que ele poderia finalizar essa luta, mesmo sabendo do nível de chão do Ben, que é faixa preta e está competindo bastante. Mas o Anthony tem um chão muito natural, o quadril dele é muito solto, ele é muito perigoso com as costas no chão. Ele já tem um talento natural, o que facilita muito, mas não treinava muito jiu-jítsu. Agora ele está focando nessa parte, foi para o Brasil e ficou 15 dias lá com a gente treinando, e eu fiquei aqui um mês e meio no camp dele, a evolução dele no jiu-jítsu tem sido muito grande e, justamente por isso, a gente achava que ele podia finalizar, e ele acabou finalizando para a nossa alegria, né?  Eu, como treinador de jiu-jítsu, não poderia ser coroado com um prêmio maior do que uma finalização no primeiro round no chão - declarou.

Anteriormente escalado para enfrentar José Aldo no UFC 163, Pettis sofreu uma lesão no joelho  e teve que se retirar do duelo, sendo substituído por Chang Sung Jung. Algumas semanas depois, o então adversário de Ben Henderson, TJ Grant,  se lesionou, e Pettis decidiu pedir uma chance para voltar à divisão dos leves e disputar o título. Mas na noite deste sábado, logo após vencer Ben, "Showtime" voltou a desafiar Aldo e, segundo o treinador do americano, isso era algo que ele já tinha planejado:

- A gente já tinha esse plano, ele quer muito essa luta com o Aldo. Não é nada pessoal contra o Aldo ou contra o Dedé, rolou todo esse falatório na internet, mas é tudo profissional. O Anthony quer ser lembrado como um dos melhores lutadores da história, e ele sabe que o Aldo é o número um dos penas na trocação, então ele quer se colocar à prova contra o brasileiro. Ele estava muito animado com aquela luta. Vamos ver agora, esperar o Dana White decidir.

Questionado sobre o que achou das declarações de André Pederneiras, treinador de Aldo, que afirmou que aceitaria o duelo caso Pettis desistisse do cinturão dos leves e baixasse para a divisão dos penas, Diego retrucou:

- Eu não entendi muito bem essa história de ter que largar o cinturão. Coloca um peso intermediário, um desce, um sobe, sei lá. A intenção é mostrar quem é o melhor. O Anthony quer muito essa luta e eu, por ser fã do trabalho do Dedé e do Aldo, também quero. Acho que esta seria uma luta empolgante para todo mundo.

O brasileiro aproveitou para elogiar a determinação de Pettis:

- A ficha ainda não caiu, mas para ele é a realização de um sonho. Por tudo o que ele batalhou, veio como campeão do WEC, não teve a chance ao cinturão, ia lutar contra o Aldo se machucou, aí apareceu essa luta logo depois. Os dois últimos meses dele foram complicados. É como se ele tivesse ido do céu ao inferno e voltado ao céu. Ele estava predestinado a tomar esse segundo cinturão. Acho que tudo teve um porquê, e hoje essa vitória veio no momento certo, na cidade dele. Era pra ser assim. Foi uma luta perfeita! Ele parou as quedas do Ben na trocação, conectou chutes fortíssimos, que o Ben sentiu muito, e finalizou no chão. Foi perfeito!

Travis Browne não mostra interesse em luta contra o gigante Ben Rothwell

O desafio de Ben Rothwell a Travis Browne após a vitória sobre Brandon Vera no UFC 164, no último sábado, em Milwaukee, não pareceu ter despertado o interesse do desafiado. Em mensagem publicada em sua conta no Twitter, Browne postou a seguinte resposta: 
 
- Hahaha. Rothwell teve sua chance um ano atrás, mas como num passe de mágica lesionou um dedo. Agora quer ganhar de presente o que eulutei para conquistar. Eu olho para a frente, não para trás. Está na hora de correr atrás, filho.

Rothwell explicou, na coletiva de imprensa após o UFC 164, a razão pela qual fez o desafio ainda no octógono.

- Acho que seria uma grande luta. Sei que Browne está subindo no ranking, e o UFC provavelmente tem grandes planos para ele, mas talvez achem que Travis precise fazer mais uma luta dura antes de disputar o cinturão, e acho que eu seria essa luta.

O gigante de 2,01m acredita ter virado uma página em sua carreira após a vitória sobre Brandon Vera. Após dois rounds, ele estava perdendo no julgamento de um juiz, e empatado na opinião de outros dois. No terceiro round, no entanto, Rothwell mudou a forma de lutar e partir para o ataque ao adversário, que começava a sentir o cansaço pela luta.

- Eu trabalhei demais meu condicionamento físico, que sempre foi um ponto fraco, e que agora finalmente senti melhorar - disse o lutador, que recebeu a permissão para fazer o TRT (Tratamento par reposição de Testosterona) para o UFC 164, juntamente com Frank Mir.

Outro ponto abordado por Rothwell na coletiva de imprensa foi a "dança" que executou antes de partir para cima de Brando Vera com uma sequência mortal de socos e joelhadas. Se a dança em si não venceu a luta, ao menos animou a torcida, dando ao gigante uma motivação extra no fim do combate.

- Não é algo que se veja com frequência sendo feito por um cara do meu tamanho. Aconteceu, e quando fiz, ouvi a reação dos fãs, e isso me energizou. Eu pensei: 'É agora!" E meu adversário pareceu chocado. Vi ali a oportunidade e a aproveitei. Nem cheguei a pensar quando ouvi a reação dos fãs. Apenas reagi - finalizou.

Dana White: 'Luta entre Soa Palelei e Nikita Krylov foi constrangedora'

O UFC 164 teve excelentes lutas, e foi considerado quase que totalmente um bom evento. Quase. Porque uma das lutas apresentadas deixou Dana White visivelmente constrangido. O duelo entre os pesos-pesados Soa Palelei e Nikita Krylov, na opinião do presidente do UFC, não esteve à altura do restante do evento, ou mesmo do prestígio do maior evento de MMA do mundo. 
 
- Vocês não vão querer saber o que eu pensei dessa luta. Foi constrangedora. A luta  foi desleixada. Ambos foram desleixados, estavam exaustos e caindo um sobre o outro. Essas coisas não devem acontecer no UFC. Isso aqui é o UFC. Os lutadores precisam estar em forma. De qualquer maneira, foi uma luta divertida, terminou com um nocaute, os dois aplicaram bons golpes. Só foi constrangedora, porque não deveria haver lutas assim no UFC - disse Dana White em conversa com os jornalistas após a coletiva de imprensa do UFC 164.

O dirigente se disse decepcionado pela forma como os lutadores se apresentaram, mas não soube dizer exatamente a razão da luta ter sido como foi.

- Nós cansamos de ver o nervosismo que o UFC causa nos lutadores. Aqui a adrenalina jorra por todos os lados. Muita coisa acontece com os lutadores quando eles chegam a esse evento. Não sei o que aconteceu com esses dois caras. Foi uma luta divertida? Foi, mas foi desleixada. Me pareceu que eles não estão no nível do UFC. O que vocês acham que vai acontecer com esses dois caras entre os pesos-pesados do UFC? - perguntou aos jornalistas antes de encerrar a entrevista.

Finalização sobre Bendo rende prêmio de melhor da noite para Pettis


A chave de braço de Anthony Pettis sobre Ben Henderson não deu apenas o cinturão para o Showtime. O lutador faturou o prêmio de Finalização da Noite, que lhe rendeu US$ 50 mil (cerca de R$ 118 mil) pelo UFC, conforme anunciou o presidente do Ultimate, Dana White, na coletiva de imprensa do UFC 164, em Milwaukee, nos Estados Unidos. 
 
Além de Pettis, Chad Mendes, Hyun Gyu Lim e Pascal Krauss também foram premiados. Mendes ganhou o Nocaute da Noite, após se tornar o primeiro lutador a vencer Clay Guida desta forma, enquanto o nocaute do sul-coreano sobre o alemão foi escolhida a Luta da Noite pela organização.