segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Hacran Dias será o adversário da estreia de Kawajiri no UFC, diz site

MONTAGEM - lutadores Tatsuya Kawajiri e Hacran Dias. (Foto: Agência Getty Images)

Contratado recentemente pelo Ultimate, Tatsuya Kawajiri tinha previsão de estreia para o primeiro evento de 2014, no dia 4 de janeiro, em Cingapura, mas ainda não tinha um adversário definido. De acordo com o site "Fight Sport Asia", o brasileiro Hacran Dias é quem será será o rival do japonês.

Tatsuya Kawajiri tem 35 anos e foi lutador do extinto Pride. O japonês tem um cartel com mais de 40 lutas (32-7-2) e vitórias, por exemplo, sobre o próximo desafiante dos leves, Josh Thomson. Ele também já bateu outros atletas com passagem pelo UFC, como Yves Edwards, Drew Fickett e Michihiro Omigawa. Kawajiri era lutador do peso-leve e baixou para os penas em setembro de 2011. Desde então, venceu as quatro lutas que disputou.

Hacran Dias, por sua vez, é uma promessa do MMA brasileiro, com 21-2-1 no currículo. Ele fez duas lutas no Ultimate. Estreou com vitória sobre Iuri Marajó e depois perdeu para Nik Lentz. Hacran deveria enfrentar Rodrigo Damm no evento de Barueri-SP, no dia 9 de outubro, mas viu seu adversário sair do card dias antes do evento por conta de pedras nos rins.

sábado, 2 de novembro de 2013

Michael Chandler x Eddie Alvarez I

Entrevistas pré Bellator 106

Workouts Bellator 106

Pesagens Bellator 106

UFC retorna a Jaraguá do Sul com Lyoto Machida x Gegard Mousasi

Montagem Lyoto Machida e Gegard Mousasi (Foto: Getty Images)

O armênio Gegard Mousasi pediu e conseguiu: será o próximo adversário do brasileiro Lyoto Machida no peso-médio. Fontes próximas à organização confirmaram ao Combate.com que o duelo está acertado entre as partes e será a luta principal no evento do dia 8 de fevereiro de 2014, em Jaraguá do Sul-SC. A cidade receberá uma edição do UFC pela segunda vez.

Ex-campeão dos pesos-meio-pesados (até 93kg) da organização, Lyoto Machida estreou entre os pesos-médios (até 84kg) no sábado passado, quando nocauteou Mark Muñoz em Manchester, Inglaterra. Agora com 20 vitórias e apenas quatro derrotas na carreira, o baiano radicado no Pará entrou no ranking da categoria na quinta posição e pediu uma luta contra Vitor Belfort, segundo colocado na classificação oficial da divisão.

Seu pedido, todavia, não foi atendido. Em vez disso, quem teve sua vontade cumprida foi Gegard Mousasi, armênio nascido no Irã e de nacionalidade holandesa, que pediu pelo duelo através do Twitter. Como Lyoto, Mousasi foi campeão no peso-meio-pesado, só que no Strikeforce, mas decidiu descer ao peso-médio para buscar o cinturão da categoria, onde fez algumas lutas no começo da carreira. Ex-campeão também do Dream e do Cage Warriors, o armênio tem 34 vitórias, três derrotas e dois empates no cartel. Ele não luta desde abril, quando estreou no UFC com uma vitória por pontos contra Ilir Latifi, e está em recuperação após uma cirurgia no joelho.

O UFC foi a Jaraguá do Sul pela primeira vez em 18 de maio deste ano, em evento cujo destaque foi a vitória de Vitor Belfort sobre Luke Rockhold por nocaute no primeiro round. O torneio teve público de 7.642 pessoas e a Arena Jaraguá foi muito elogiada pela organização, que prometeu novos cards no local.

Anthony Pettis critica luta Melendez x Sanchez: 'Não é meu estilo de lutar'

Anthony Pettis coletiva UFC 164 (Foto: Evelyn Rodrigues)

O terceiro round da impressionante luta entre Gilbert Melendez e Diego Sanchez, no UFC 166, dia 19 de outubro, virou referência quando se fala em franca trocação no MMA. A sequência inacreditável de golpes absorvidos por Sanchez aliado ao knockdown sofrido por Melendez no final do combate refletiram a agressividade e imprevisibilidade do duelo. Muito elogiado pelos fãs do esporte, a batalha também virou objeto de estudo por parte de alguns lutadores de como não deve-se expor a um risco em um combate.  Tanto que o campeão peso-leve do UFC, Anthony Pettis comentou sobre a luta entre os atletas de sua divisão. Gilbert Melendez, por sinal, é um provável futuro adversário do campeão, já que ocupa no momento a segunda posição do ranking oficial do Ultimate. Com luta marcada para o dia 14 de dezembro diante de Josh Thomson, Pettis falou ao site "BJ Penn" sobre suas impressões ao assistir o histórico combate e garantiu: "Você nunca vai me ver em uma luta assim".

- Esse não é o meu estilo de lutar. Você nunca vai me ver em uma luta assim. Sou inteligente demais, muito habilidoso e versátil para ficar em pé na trocação com alguém. Realmente, foi bastante divertido e os fãs adoraram, mas não é o meu estilo. Melendez é um grande lutador e com certeza, irei enfrentá-lo no futuro, e o público adorou a luta, mas não é o meu estilo. Tenho habilidade e talento para não ser pego em uma luta como aquela. Não digo que não vou ter uma trocação, apenas que não é o meu caminho para chegar ao sucesso. Se você assistir minhas lutas, vai ver que fui atingido duas ou três vezes em toda a minha carreira. Não que eu não possa ser atingido, mas apenas não preciso. Por que ser atingido se posso pegar ele primeiro? Não tenho medo de trocação, apenas tenho um estilo inteligente de lutar e acho que o Josh vai ter um problema com esse meu estilo. Aliás, qualquer um dos leves e dos penas terão problema com meu estilo de lutar - afirmou o campeão peso-leve.

Aos 26 anos, Anthony Pettis tem 17 vitórias e duas derrotas na carreira. Ele tornou-se campeão da categoria até 70kg após finalizar Ben Henderson no primeiro round, com uma chave de braço no UFC 164, dia 31 de agosto desse ano. Com luta marcada com Josh Thomson para dezembro, o americano também vê seu nome constantemente ligado a uma superluta com o brasileiro José Aldo, campeão dos pesos-penas do Ultimate.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Lesão faz Minotouro voltar a ser vítima de Sonnen: 'Luta menos que Ghandi'

MMA Sonnen chega a Hotel (Foto: Evelyn Rodrigues)

Os irmãos Nogueira são duas das vítimas preferidas de Chael Sonnen na hora de provocar os brasileiros. O americano não perdeu tempo de voltar a sua mira para Minotouro depois que a notícia de que o meio-pesado se machucou mais uma vez e não poderá enfrentar Alexander Gustafsson no evento do Ultimate marcado para Londres, no dia 8 de março.

Sonnen usou o Twitter para fazer uma enxurrada de provocações contra Minotouro. Confira algumas:

- Minotouro: o único homem que aparece menos para shows do que Axl Rose.

- Ele luta menos que o Ghandi.

- À venda: luvas de MMA. Nunca usadas. Contatar Minotouro. Rua das Galinahs frágeis, Brasil

- Ele se machuca mais que o John Knoxville.

- Ele assina seus contratos com tinta invisível.

- É uma pena que ele não possa incluir sua profissão de "lutador fujão" em sua declaração de impostos.

- Talvez Cigano possa emprestar seu coração a Minotouro enquanto seu rosto melhora.

- Ele é a Carmen Sandiego do MMA

- É Halloween. Minotouro se fantasiou como um lutador. Mas ele não enganou ninguém e não ganhou doces.

Desafio de Erick Silva a Demian teria partido após provocação do paulista

Demian Maia e ERICK SILVA ufc mma (Foto: Wander Roberto/UFC)

Nocauteado por Dong Hyun Kim no UFC Barueri, no início do mês, o meio-médio capixaba Erick Silva surpreendeu ao desafiar nesta quarta-feira o conterrâneo Demian Maia, que também vem de derrota no mesmo evento para Jake Shields. O atleta da XGym, porém, teria tido seus motivos para pedir um duelo contra o paulista que desceu de categoria e no peso até 77kg tem três vitórias e uma derrota no UFC. Erick e Demian nunca tiveram uma rixa. Ambos, inclusive, têm um patrocinador em comum e participaram de várias campanhas publicitárias juntos. Mas uma situação que aconteceu nos bastidores do UFC 156, em Las Vegas, em fevereiro deste ano, onde Demian derrotou Jon Fitch teria surpreendido o capixaba.

De acordo com uma fonte ouvida pelo Combate.com, após vencer o algoz de Silva, derrotado por Fitch no UFC Rio 3, em outubro do ano passado, Maia teria dito: "E aí, Erick, aprendeu como se faz?", em clara lembrança à derrota do lutador, que foi dominado no wrestling no primeiro round, quase finalizou o americano no segundo, e acabou perdendo por pontos no fim do terceiro round.

O capixaba estava em Las Vegas no UFC 156, já que no mesmo dia lutaram Minotouro, seu amigo pessoal, e Pezão. Ouviu o recado e guardou consigo. Mas agora, derrotado pelo coreano em Barueri, com um nocaute quando dominava o duelo no segundo round, e com a derrota de Demian para Jake Shields, mudou de ideia e pediu a luta publicamente.

- E aí, Demian Maia, o que acha de voltar às vitórias em cima de um cara ruim de chão e horrível nas defesas de quedas com eu? - disse Erick nas redes sociais.

Dificilmente o lutador da XGym vai falar em público sobre o que o motivou a isso. Quando abordado, preferiu dizer que não quer criar polêmica e que tem os seus motivos. Mas a verdade é que Demian, desde a luta contra Anderson Silva, em abril de 2010, pelo cinturão dos médios do UFC, não gozaria da simpatia da academia, onde Anderson costuma treinar além da Team Nogueira quando está no Brasil.

O Spider, inclusive, teria ficado sabendo da fala de Demian e foi um dos que, em conversa entre os lutadores da XGym, fez com que Erick tomasse tal atitude.

Cigano faz auto-crítica, mas cutuca Velasquez: ‘Não convenceu ser o melhor’


No último dia 19 de outubro, Junior Cigano teve a oportunidade de recuperar o cinturão dos pesados, no terceiro duelo contra Cain Velasquez, no UFC 166. Entretanto, o que se viu foi o lutador americano adotar uma estratégia eficaz para manter o título, sem dar chances ao adversário, nocauteado pela primeira vez na carreira.

Em entrevista exclusiva à TATAME, Cigano recordou o embate e alfinetou o oponente, que, segundo o brasileiro, utilizou o estilo de jogo aplicado pelos especialistas em Wrestling para pontuar, mas não provou ser melhor do que ele.

“Ele demonstrou ter uma boa estratégia para vencer, buscando de uma forma segura e não de superioridade bloquear meus ataques e pontuar de maneira típica dos wrestlers. Pressionou, me segurou, evitando assim a luta franca, o que tornou a luta chata e, por muitas vezes, arrancou vaias do público presente. Boa forma de vencer, mas não de convencer ser o melhor”, disse.

Um verdadeiro campeão não é aquele que só sabe lidar com as vitórias, mas sim o que também aprende com as derrotas. E o peso-pesado sabe que o nocaute técnico sofrido irá ensiná-lo lições que poderão ser utilizadas em suas próximas apresentações no octógono.
“Meu maior aprendizado nessa luta foi que, além de contar com habilidade, treinamento e coração, é necessário traçar uma estratégia eficaz e segui-la, o que não é tão simples quanto parece. Os resultados negativos não podem nos abater e sim serem agentes motivadores para que eu melhore cada vez mais”, completou o especialista em Boxe.

Confira a entrevista na íntegra abaixo:

O que saiu de errado na luta?

Foi uma luta, com certeza, muito estudada pelos dois lados, tanto pelo meu time, quanto pelo dele. Mas acredito que no final o time dele trouxe uma estratégia mais eficaz no sentido de lutar apenas para vencer. A minha estratégia era impor o meu jogo e, como sempre, buscar o nocaute. Talvez ela tenha sido elaborada de uma maneira mais emocional do que racional.

Você nocauteou o Velasquez em 2011. Por que não conseguiu repetir o feito desta vez?

O que faltou foi espaço para concluir minhas sequências. O trabalho dele foi muito bem feito, pois toda vez que ele sentia algum dos meus golpes, logo me clinchava e se apoiava em mim, encontrando assim o tempo necessário para se recuperar.

Você se arrepende de ter tentado aquela finalização que acabou causando a sua derrota?

Não. Eu estava confiante de que poderia vencer e tentei de todas as formas que pude, inclusive com essa finalização que acabou se voltando contra mim, pois na defesa do Velasquez, eu bati com a cabeça no chão, o que me levou ao nocaute técnico.

Após o combate, você tirou fotos com o Cain. Chegaram a conversar?

Eu tinha chegado ao final de mais um grande combate contra o atleta que considero meu principal oponente na categoria.  Independentemente do resultado, eu tenho evoluído e aprendido muito com essa rivalidade. E o que permanece é o respeito.

Considera o Cain o melhor peso-pesado do UFC em todos os tempos?

Acredito que hoje estamos lutando em um nível diferente do que era lutado antigamente. É difícil comparar, mas um dos melhores, ele é.

Você recebeu uma suspensão médica por tempo indeterminado. Acha que volta a lutar em quanto tempo?

Ainda não sei, estamos esperando algumas análises serem realizadas. Já estou recuperado dos machucados no rosto.

Acredita que essa derrota vai te fortalecer futuramente?

Acredito que sim. Quanto mais eu luto, mais eu aprendo e me fortaleço, me tornando assim um profissional cada vez melhor. Meu maior aprendizado nessa luta foi que, além de contar com habilidade, treinamento e coração, é necessário traçar uma estratégia eficaz e segui-la, o que não é tão simples quanto parece. Os resultados negativos não podem nos abater e sim serem agentes motivadores para que eu melhore cada vez mais.

Pretende mudar alguma coisa em seu treinamento?

Sempre temos de nos aperfeiçoar e a vida requer mudanças constantes. Não estou satisfeito como as coisas aconteceram nessa luta tão importante na minha carreira. Com certeza ajustes serão necessários e, portanto, serão feitos.

Como vê sua situação na categoria no momento?

Ainda me considero um dos principais desafiantes ao título. Ele demonstrou ter uma boa estratégia para vencer, buscando de uma forma segura e não de superioridade bloquear meus ataques e pontuar de maneira típica dos wrestlers. Pressionou, me segurou, evitando assim a luta franca, o que tornou a luta chata e, por muitas vezes, arrancou vaias do público presente. Boa forma de vencer, mas não de convencer ser o melhor
Com suspensão médica, Cigano ainda não tem previsão de quando vai voltar a lutar pelo Ulti