terça-feira, 1 de abril de 2014

Daniel Cormier e Dan Henderson podem fazer luta no UFC 175


Daniel Cormier e Dan Henderson podem fazer luta no UFC 175, que terá como confronto principal a luta entre Chris Weidman e Lyoto Machida valendo o cinturão da categoria dos médios da organização.

Segundo diversos sites especializados em MMA dos Estados Unidos, o UFC estaria negociando com Daniel e Dan este tão aguardando combate. Curiosamente, os dois são ex-atletas que competiram nas Olimpíadas e, 1992, 1996, 2004 e 2008 no wrestling. Com isso, carregam grande prestígio em seu país.

Cormier, de 34 anos, tem a incrível marca de invencibilidade em 14 lutas e já ganhou o Grand Prix dos Pesados do Strikeforce. Já Henderson é um veterano das artes marciais e derrotou Maurício Shogun em sua última batalha no Brasil, mais precisamente em Natal.

O UFC 175 será realizado no dia 5 de julho, em Las Vegas, Nevada, Estados Unidos.

Royce discute com Eddie Bravo nos bastidores do Metamoris 3: ‘Vamos lutar valendo socos’


Onze anos após a história finalização de Eddie Bravo sobre Royler Gracie, os dois se reencontraram no último sábado (29) no Metamoris 3, na Califórnia, e o confronto terminou empatado. O resultado, porém, não satisfez Royce Gracie. De acordo com o site Undergound, o primeiro campeão do UFC foi aos bastidores procurando por Eddie após o duelo.

“Há anos eu quero conversar com ele, mas nunca tive a chance de conhecê-lo. Encontrei com ele depois da luta, e ele estava lá, vomitando. Royler o dominou tanto que ele acabou fazendo muita força e acabou vomitando depois. Eu falei para ele que gostei do que ele disse após a luta, mas não gostei do fato que ele sempre fala besteiras sobre o Royler e sobre minha família. Então, ele se levantou e começou a gritar, e eu aumentei o tom de voz também e disse que não gostei daquilo”, contou Royce, em entrevista ao MMA Fighting. “Ele disse que sempre deu créditos à minha família, mas eu sei que não é verdade. Ele continuou gritando, e eu mandei-o calar a boca. Aí, o Jean Jacques Machado veio, disse que não precisávamos daquilo e pediu para o Eddie ir embora”.

Apesar de irritado com a postura do americano, Royce descartou enfrentá-lo numa edição futura do Metamoris. No entanto, deixou as portas abertas para uma possível luta de MMA com Bravo.

“Sou um lutador de Vale Tudo, não de marcar pontos em luta com tempo limite. Vamos lutar sem tempo e valendo socos. Sou um lutador de Vale Tudo, não participo de competições de Grappling”, disparou.

Minotauro recebe ajuda do amigo Ricardo Arona nos treinos em Dubai

Minotauro, Ricardo Arona e Alvaro Romano (Foto: Arquivo Pessoal / Alvaro Romano)

Rodrigo Minotauro ganhou a ajuda de um amigo de longa data antes do duelo contra Roy Nelson, que ocorre no dia 11 de abril, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes. Um dos brasileiros de mais sucesso na época do Pride, Ricardo Arona viajou até Dubai, onde existe uma franquia da Team Nogueira, para dar seminários e colaborar nos treinos do peso-pesado. Os dois foram companheiros durante anos na Brazilian Top Team (BTT). Arona não luta desde 2009, quando venceu Marvin Eastman no Bitetti Combat 4, no Rio de Janeiro.

Além de Arona, estão em Dubai vários treinadores de Minotauro, como Luiz Dórea e Bruno Frazatto, além de parceiros de treino. Alvaro Romano, que é especialista em ginástica natural e técnicas de respiração, juntou-se à equipe e também está ajudando o brasileiro antes do confronto. Alvaro, que já trabalhou com Minotauro em outras oportunides, explicou seu método e deu seu parecer sobre o lutador:

Minotauro em Dubai (Foto: Arquivo Pessoal / Alvaro Romano)Minotauro fez treino na praia em Dubai (Foto: Arquivo Pessoal / Alvaro Romano)

- O trabalho que faço é uma experiência de quase 40 anos no meio do jiu-jítsu e MMA. Comecei a utilizar uma metodologia minha como um aquecimento em três fases no dia da luta: um de manhã outro antes de ir para a luta e o terceiro no vestiário. O Rodrigo está indo muito bem. O trabalho que ele fez com os técnicos no Brasil foi excelente.

Após polêmica, Jungle marca a 1ª revanche imediata de sua história

Jonas Bilharinho, Mário Israel, MMA (Foto: Leonardo Fabri)

Jonas Bilharinho conquistou o cinturão peso-galo do Jungle Fight no último sábado, em Foz do Iguaçu (PR), ao derrotar Mário Israel após decisão dividida dos jurados. Parte dos fãs e da imprensa especializada que assistiu ao combate, entretanto, não concordou com o resultado. A polêmica nas redes sociais e nos fóruns de MMA foi tanta que a organização decidiu promover uma revanche entre os dois. - Essa é a primeira vez que marco uma revanche imediata, nunca fiz isso antes na história do Jungle. Já assisti a essa luta várias vezes, uma hora acho que deu Jonas, outra Israel, então dá para ver como foi equilibrada. Espero mais um grande show, e se essa primeira luta já foi assim, a próxima vai ser melhor ainda - afirmou  o presidente Wallid Ismail, via assessoria de imprensa.

A revanche entre Jonas Bilharinho e Mário Israel será no dia 19 de julho, em São Paulo. Bilharinho, que agora tem 5-0-1 no MMA, vai tentar manter a invencibilidade no MMA. Mário, por sua vez, perdeu pela primeira vez e, com 9-1 na carreira, vai buscar a décima vitória.

Site russo crava Demetrious Johnson x Ali Bagautinov para o UFC 174

Demetrious Johnson x Joseph Benavidez UFC MMA (Foto: Getty Images)

Por enquanto oficialmente sem evento principal, o UFC 174 deve ter Demetrious Johnson x Ali Bagautinov como última luta da noite. Pelo menos é o que garante o "Valetudo.ru". De acordo com o site russo, o campeão peso-mosca do Ultimate vai defender o cinturão contra Bagautinov no dia 14 de junho, em Vancouver.

Demetrious Johnson lutou pela última vez no dia 14 de dezembro, quando nocauteou Joseph Benavidez em Sacramento (EUA). O americano já defendeu o cinturão da categoria com êxito em três oportunidades e tem 19-2-1 na carreira.

Ali Bagatinov tem 13-2 na carreira e venceu as três lutas que fez no Ultimate. A última delas foi contra o brasileiro John Lineker. Ele pode se tornar o primeiro russo campeão de uma categoria na história da organização.

Outra luta não confirmada oficialmente e que pode fazer parte do card principal é o encontro dos meio-médios Rory MacDonald e Tyron Woodley. O brasileiro Daniel Sarafian já foi anunciado para o evento e vai enfrentar Kiichi Kunimoto.

Primeiro iraquiano do UFC lembra infância no país: 'Vi muitas bombas'

Alan Omer MMA UFC (Foto: Tim Leidecker/Control Master Management)

No próximo dia 11 de abril, Alan Omer vai entrar no octógono na primeira luta do card preliminar do UFC: Minotauro x Nelson, e vai se tornar o primeiro lutador iraquiano a atuar pela organização. Omer, todavia, passou apenas pouco mais de três anos de sua vida no Curdistão iraquiano, região do Iraque onde nasceu e cresceu. Em 1992, sua família foi forçada a fugir do país por conta da Guerra do Golfo. Seu pai era um médico no exército iraquiano, postado na fronteira com o Kuwait, e toda sua infantaria desertou quando a guerra foi declarada. O ditador Saddam Hussein não gostou nada da "traição" e sentenciou todos à morte.
Aí começou a jornada de Alan Omer e sua família. Eles passaram pela Síria, Jordânia e Iêmen, países também envolvidos em guerras civis e bombardeios.

- Tenho algumas memórias, não muitas. Quando eu saí, a guerra tinha acabado, mas estava tudo destruído, todas as sanções, não tinha muita comida. Todos os problemas causados pela guerra, eu vi tudo. Quando saímos do Iraque, eu tinha 2 ou 3 anos, fomos para o Iêmen por três anos, e a mesma coisa estava acontecendo lá. Houve uma guerra civil enquanto estávamos lá. Vi muitas guerras. Eu sempre cresci vendo militares, brigas... Vi muitas brigas quando tinha 2 ou 3 anos. Vi a guerra civil dos curdos, via jatos militares voando sobre nossas cabeças e bombardeando a cerca de um ou dois quilômetros de nós. Vi tudo isso. Mas... Você se acostuma com isso. Você precisa, senão não sobrevive. Nos acostumamos a isso - afirmou Omer ao Combate.com.

Sua vida mudou quando sua família seguiu para a Alemanha, quando tinha seis anos de idade.

- Houve muita gente que fugiu do Iraque para a Alemanha. Era como um paraíso, uma grande diferença para o Oriente Médio. Quando chegamos, não tínhamos uma grande situação financeira, mas tínhamos segurança.

Seu pai ficou impedido de trabalhar como médico por causa da burocracia para se obter as licenças para atuar na área na Alemanha, mas a família recebeu ajuda financeira do governo para se manter no país. Por isso, mesmo após seu pai retornar ao Curdistão iraquiano há dois anos, Omer se sente primeiro como um representante alemão. Da mesma forma, não sente que tem uma responsabilidade de "melhorar" a imagem dos iraquianos perante o mundo.

- Primeiro, represento a Alemanha, porque a Alemanha me ajudou com tantas coisas. Minha vida inteira foi na Alemanha. Mas também represento o Curdistão, a região do Curdistão do Iraque. Não penso que tenho uma responsabilidade. Apenas penso em como estou me comportando. Não sou responsável por 200 milhões de pessoas. Não posso mudar a mente das pessoas daqui do Oeste sobre como pensam. Falo de mim e só de um grupo pequeno. Não me sinto responsável por isso - explicou.

Apesar da "herança" de guerra, a luta chegou até Alan Omer por acidente. Alguns amigos o convenceram a ir à academia para treinar e logo o peso-pena estava apaixonado pelas artes marciais.

- Nos primeiros dois anos, eu não sabia o que MMA era. Eu só sabia o que estava fazendo ali, mas não sabia que existia um UFC, um Pride, lutas televisionadas e que dava para ganhar dinheiro com isso. Eu estava apenas treinando e lutando e, depois disso, percebi isso. A cena na Alemanha não era muito grande.

Uma vez que descobriu, engatou numa carreira de sucesso. Em 21 lutas, venceu 18, incluindo nove das últimas 10. Ele tem seis vitórias por nocaute, 10 por finalização e apenas duas por pontos.

- Eu não tenho medo de lutar. Sou um lutador agressivo. Não entro para ganhar por pontos, ou para usar uma estratégia para não me machucar, ou fazer uma luta segura. Eu entro e luto. É isso que me torna um bom lutador, não tenho medo de andar pra frente e buscar a luta.

Agora, ele espera que sua participação no evento ajude a tornar o MMA mais popular tanto na Alemanha, quanto no Iraque, aonde voltou nos últimos anos para visitar o pai e a família.

- Após assinar com o UFC, muitas pessoas (do Iraque) me mandaram e-mails, me procuraram no Facebook, e escrevi de volta. Eles estão bem cientes disso. Eles gostam, começaram a gostar. É só o começo. No Oriente Médio, eles conhecem MMA há talvez dois ou três anos, mas está crescendo a cada dia. As pessoas lá adoram esportes de combate, estão conhecendo aos poucos e acredito que o Oriente Médio será um dos maiores mercados do MMA - garantiu.

WSOF anuncia Toquinho x Fitch para julho, mas americano descarta data

Steve Carl x Rousimar Toquinho WSOF MMA (Foto: Reprodução/ Facebook)


Depois de derrotar Steve Carl e conquistar o cinturão meio-médio do World Series of Fighting, Rousimar Toquinho já está com luta marcada para defender pela primeira vez o seu título. O WSOF anunciou que o brasileiro vai enfrentar Jon Fitch no dia 5 de julho, em San Jose (EUA), em um duelo entre dois ex-lutadores do UFC. Entretanto, há um impasse para que essa luta seja realizada no WSOF 11. Pelo Twitter, Jon Fitch revelou que não foi para essa data que ele aceitou o combate.

- Eu concordei lutar em junho. Não depois disso - escreveu o americano.

Em junho, o WSOF vai realizar sua décima edição, e é nesta data que Jon Fitch quer lutar. Mas, com essas condições, Toquinho teria apenas dois meses e meio entre um combate e outro.

Essa não foi a primeira vez que Jon Fitch entrou em conflito com Rousimar Toquinho. Quando o brasileiro foi contratado pelo WSOF, Jon Fitch também disse que não o enfrentaria. Tudo por causa da polêmica de Toquinho em sua saída do UFC, quando ele demorou a soltar a finalização contra Mike Pierce e machucou o adversário.

Além de Rousimar Toquinho x Jon Fitch, a organização também divulgou que a disputa do cinturão do peso-leve entre Justin Gaethje e Nick Newell será o coevento principal do WSOF 11 e que a estrela dos meio-pesados Tyrone Spong também estará no card.

Dor inexplicável', lamenta Mário Israel após resultado polêmico no Jungle

Mário Israel - facebook (Foto: Reprodução/Facebook)
 
Neste sábado, Mário Israel fez sua defesa de cinturão dos pesos-galos do Jungle Fight contra Jonas Bilharinho. Após os três rounds, o desafiante recebeu a vitória por decisão dividida dos juízes, por dois a um - resultado que gerou discussão em redes sociais.

Logo após a luta, Israel já havia publicado em rede social lamentando: "A dor é tremenda!! Por que existe a injustiça?" Na tarde deste domingo, o amazonense voltou a desabafar: “dor inexplicável no coração”.

- Um dia depois da luta? Virada a madrugada tentando achar uma justificativa que explicasse minha derrota, sem sucesso, claro. Parti para o Paraguay em busca de distração, porem, 10? 20? 30? Sim, mais de 30 pessoas. Em toda esquina que eu dobrava, me perguntavam: - Ei lutador o que aconteceu ontem? Você enfiou a porrada no cara e ele ainda saiu com vitoria? So rindo mesmo na hora, e chorando depois ao sentar nos bancos.. E assim ta sendo o meu dia, com essa dor inexplicável no coração!! 26hrs acordado sem conseguir piscar os olhos..- (sic).

Apoio amigo

Além de Israel, quem também se manifestou - com duras críticas -, foi o lutador do UFC, Antônio Braga Neto. Também amazonense, o campeão mundial de jiu-jitsu citou o dono do Jungle Fight, Wallid Ismail, e contestou o resultado, em rede social.

- Que isso, Wallid? O que foi isso na luta principal? Não pode acontecer isso. Seu lado empresarial está influenciando nas lutas? Roubaram essa luta no Jungle Fight, vocês não acham? O Wallid é empresário do Jonas! Sacanagem! Atitudes como essa não podem ser toleradas! – postou Braga Neto, em defesa de Mário Israel.

Luta

No geral, a luta teve predominância do ex-campeão, que foi mais ofensivo no primeiro round e conseguiu, impressionar logo no início, com um chute alto que levou Jonas ao chão. No segundo assalto, mais ligado na luta, Bilharinho também tentou conectar golpes e chegou e soltar sequências de jabs e chutes, mas teve trabalho para aguentar a pressão de Israel, que tentou – incessantemente – quedar Speed na maior parte da luta. O último round teve Jonas clinchando, troca de chutes e três quedas aplicadas por Mário.

Depois de vencer cinturão, Toquinho desabafa: 'Estão me pré-julgando'

Rousimar Toquinho, WSOF (Foto: Evelyn Rodrigues)

Depois de ser demitido do UFC por conduta antidesportiva contra Mike Pierce, em outubro passado, Rousimar Palhares, o Toquinho, conseguiu dar a volta por cima. Neste sábado ele conquistou o cinturão peso-meio-médio do WSOF (World Series of Fighting), na luta principal do evento que aconteceu no Hard Rock Hotel e Cassino, em Las Vegas, EUA.
Apesar de ter soltado a perna do rival assim que o árbitro Yves Lavigne interrompeu o combate, Toquinho ainda foi alvo de críticas nas redes sociais, pois muitos fãs e críticos acharam que ele demorou para fazê-lo. Em conversa com o Combate.com depois da coletiva de imprensa pós-evento, o lutador fez um desabafo:

- O árbitro conversou com a gente antes da luta e disse que assim que ele parasse o combate tínhamos que soltar e foi o que eu fiz. Eu não sei porque as pessoas ficam falando isso de mim, me pré-julgando. Eu aprendi com meus erros e estou dando a volta por cima hoje. Se não fosse o WSOF eu provavelmente teria parado de lutar, cheguei a quase desistir de treinar por tudo o que aconteceu, mas a melhor resposta que posso dar para todo mundo é o que o meu adversário, Steve Carl, falou após a luta. Ele me cumprimentou, me deu os parabéns, está tranquilo, ele sabe que eu não segurei, soltei normal. Eu, inclusive, o convidei para treinar comigo no Brasil e ele aceitou - revelou o brasileiro.

O ex-campeão meio-pesado do WSOF e adversário de Toquinho no duelo de sábado, Steve Carl, também saiu em defesa do mineiro:

- Eu nunca tinha falado com ele antes, nunca o tinha visto antes e ele tem essa má reputação, mas é um cara legal, é uma boa pessoa. Mesmo pessoas do bem cometem erros e agora ele é o campeão. Para mim foi normal, não acho que Rousimar segurou o golpe. Ele me pegou numa chave de calcanhar, eu consegui girar, mas ele já estava ali a postos esperando para tentar a segunda. Eu caí no jogo dele e Rousimar é um dos melhores do mundo no que faz. É por isso que eu aceitei ir ao Brasil treinar com ele. Ele parece ser uma pessoa do bem, só é mal interpretado por um erro que cometeu no passado.

Ao ser questionado por repórteres se Palhares demorou para soltar a perna do adversário, o matchmaker da  WSOF, Ali Abdel-Aziz, também fez coro em defesa do brasileiro:

- Assim que o árbitro parou o duelo, ele soltou. Quando você entra naquele vestiário o árbitro conversa com os lutadores e avisa que o lutador tem que soltar o golpe assim que ele parar e foi o que ele fez. Palhares lutou contra um cara muito duro, o derrotou e nós sabemos que ele é muito bom no que faz. Deixem-no em paz, ele é o campeão agora!.

- Se você acha que ele segurou a chave de calcanhar, você é louco! - completou Ray Sefo, presidente da organização.

Com a vitória deste sábado, Toquinho chega a 16 trunfos e seis derrotas na carreira. Seu próximo compromisso acontecerá em 21 de julho, quando enfrentará Jon Fitch pela luta principal do card do WSOF 11 em San José, na Califórnia, EUA.

Jonas Bilharinho surpreende, vence Mário Israel e leva cinturão do Jungle

Jonas Bilharino, MMA (Foto: Leonardo Fabri)

O carioca Jonas "Speed" Bilharinho sofreu, mas conquistou o cinturão dos pesos-galos do Jungle Fight ao vencer uma equilibrada luta contra o amazonense Mário Israel, até então campeão da categoria. Os dois foram até o terceiro round no evento principal do Jungle Fight 67, em Foz do Iguaçu-PR, neste sábado, mas o lutador da Team Nogueira preservou sua invencibilidade e se sagrou campeão graças a uma polêmica decisão dividida dos juízes.
 
Os dois lutadores se estudaram nos primeiros instantes e Israel foi o primeiro a conectar, com dois chutes baixos. O amazonense também acertou um gancho no rosto e outro no corpo. Bilharinho jogou um plástico chute voador que não chegou a tocar o campeão. Israel seguiu atacando mais e logo deixou marcas vermelhas no corpo do carioca. Um gancho de encontro acertou o rosto de Bilharinho, mas o lutador da Team Nogueira permanecia em pé. Um chute alto de direita balançou o desafiante, mas não foi o suficiente para nocauteá-lo. Israel seguiu dominando a luta até o final do primeiro round.

Bilharinho começou o segundo round imprimindo o ritmo, com jabs e chutes. Um chute alto de direita ficou na guarda, mas tocou o rosto de Israel. O campeão tentou responder, mas o carioca estava mais ligado na esquiva. Israel partiu para um single leg, mas Bilharinho usou a grade para se manter em pé. O amazonense conectou um chute e um jab no corpo antes de voltar a buscar a queda, mais uma vez defendida pelo carioca. Israel insistiu e conseguiu botar o quadril de Bilharinho no solo, mas o desafiante bateu no solo e voltou. Ele terminou o round com mais alguns golpes conectados em cima.

Os lutadores iniciaram o último round trocando chutes baixos. Israel pressionou e conseguiu quedar o adversário, que novamente bateu e levantou. Bilharinho respondeu na mesma moeda e os dois voltaram à luta em pé. O carioca acertou joelhadas no corpo no clinche e, numa tentativa de queda, jogou a joelhada no rosto. Israel, porém, seguiu agarrado e botou para baixo. O campeão conseguiu duas quedas, mas não conseguia manter o carioca no solo. Bilharinho tentou soltar mais o jogo em pé, mas não encontrou o adversário. Israel levou a vantagem mesmo na trocação e acertou bons diretos. Bilharinho ainda quedou o adversário nos segundos finais, mas não teve tempo para finalizar. Para sua sorte, dois dos três juízes apontaram a vitória a seu favor. Emocionado, o carioca foi humilde e reconheceu o valor de seu adversário.
- Eu achei que ele não fosse me achar de jeito nenhum, mas ele é muito mais rápido que nos vídeos. Assisti à última luta dele e ele melhorou um absurdo desde então, não esperava encontrar o que encontrei hoje mesmo - afirmou Bilharinho, aos prantos. Ele passa a ter cinco vitórias e um empate em seu cartel. Mário Israel sofreu sua primeira derrota em 10 lutas.

'Hermanos' fazem a festa

O Jungle Fight 67 teve vários lutadores estrangeiros em ação neste sábado, e os latino-americanos em especial se saíram bem. Logo na primeira luta da noite, o argentino Fabian Armoa só precisou de 20 segundos para derrotar o brasileiro Edson Jairo. Apesar de Edson ser conhecido como "Mão de Pedra", foi a direita de Armoa que conectou e mandou o lutador paranaense à lona. O argentino partiu para cima e conseguiu o nocaute técnico.

O Paraguai comemorou duas vitórias no Jungle, ambas por finalização. Primeiro, o peso-mosca Aldo Ariel Villalba derrotou o americano Brandon Gushiken no segundo round. O primeiro período foi parelho; embora Villalba tenha ficado perto de finalizar com uma guilhotina, Gushiken passou a maior parte do tempo por cima na luta de solo. No segundo assalto, porém, Villalba partiu para cima, derrubou Gushiken, pegou as costas e fechou um mata-leão. O americano resistiu o quanto pôde, mas acabou batendo em desistência.
Em seguida, foi a vez de Cesar "Goku" Arzamendia fazer a festa da torcida paraguaia. Ele partiu para a trocação franca contra o português Paulo "Smash" Durão, que atacou sem muita cautela e acabou quedado. Goku chegou a ter as costas do rival no chão, mas Durão se levantou e acertou uma série de uppers no clinche. O paraguaio seguiu em pé e desequilibrou o português com uma sequência de ganchos na cabeça. Ele não perdeu tempo, encaixou uma guilhotina e conseguiu a finalização com 1m22s de luta.

Na penúltima luta do torneio, foi o México que celebrou uma vitória na Arena Jungle, desta vez contra um lutador brasileiro. Fabian Quintanar impôs a Richard Godoy uma luta de muitas quedas para ambos os lados. O brasileiro teve seu melhor momento no segundo round, quando quedou logo no início e teve uma guilhotina encaixada. No terceiro round, ambos trocaram posição no solo inúmeras vezes, mas Quintanar terminou por cima. Ele foi apontado vencedor por decisão dividida dos juízes.

Quem também saiu do Jungle 67 feliz foi a família Silva, que venceu duas lutas no evento. Gabriel Silva, irmão caçula do peso-meio-médio Erick Silva, do UFC, lutou primeiro e venceu William Vogado na decisão dividida dos juízes, num combate que dominou com quedas e manteve-se por cima na maior parte do tempo. Seu irmão Bruno Silva, por sua vez, não precisou de mais que um round para despachar Leandro Vasconcelos. O capixaba acertou um chute alto que balançou Leandro e aproveitou para levar o combate para o solo, onde conseguiu a finalização com um kata-gatame.

Confira os resultados completos do evento:

Jungle Fight 67
29 de março de 2014, no ginásio Costa Cavalcanti, em Foz do Iguaçu (PR)

CARD DO EVENTO

Peso-galo (até 61kg): Jonas “Speed” Bilharinho venceu Mário Israel por decisão dividida
Peso-pena (até 66kg): Fabian Quintanar venceu Richard Godoy por decisão dividida
Peso-leve (até 70kg): Cesar "Goku" Arzamendia venceu Paulo "Smash" Durão por finalização (guilhotina) no primeiro round
Peso-mosca (até 57kg): Aldo Ariel Villalba venceu Brandon Gushiken por finalização (mata-leão) no segundo round
Peso-leve (até 70kg): Bruno Silva venceu Leandro Vasconcelos por finalização (kata-gatame) no primeiro round
Peso-galo (até 61kg): Gabriel Silva venceu Willian Vogado por decisão dividida
Peso-meio-médio (até 77kg): Fabian Armoa venceu Edson "Mão de Pedra" Jairo por nocaute técnico aos 20s do primeiro round