domingo, 1 de fevereiro de 2015

Belfort se defende, cutuca Weidman e decreta: "Não luto pelo título interino"

Vitor Belfort MMA (Foto: Reprodução / Facebook)

Com toda a polêmica sobre sua recusa em enfrentar Lyoto Machida no UFC 184 pelo cinturão interino dos pesos-médios após a lesão de seu adversário no evento, o campeão Chris Weidman, Vitor Belfort foi às redes sociais se defender. O lutador brasileiro publicou um longo post em sua página no Facebook, em que lembra sua trajetória para demonstrar que não tem "medo" de aceitar lutas com pouco tempo de antecedência, cutuca o rival Weidman e deixa claro: só quer lutar se valer o título linear da categoria, não o título interino.

Em caixa alta, Belfort afirma que seu foco "sempre foi o cinturão dos médios e subi a escada para buscar a minha posição", e que, por isso, não quer lutar pelo título interino.

- Mas se o UFC me der oito semanas e colocar o cinturão dos médios disponível para disputa, eu luto com qualquer um do ranking. Não luto pelo interino, luto pelo cinturão dos pesos-médios! - escreveu o lutador carioca.

A afirmação é uma mudança de postura de Belfort, que, em setembro passado, pedia que o UFC criasse uma disputa de cinturão interino para ele após Weidman sofrer uma lesão no joelho que adiou a luta entre eles de dezembro para fevereiro. O modus operandi do Ultimate nessas situações, todavia, é criar um cinturão interino apenas quando o campeão tem previsão para ficar mais de um ano afastado, o que, apesar de duas lesões seguidas do americano no mesmo camp, ainda não seria o caso - Weidman enfrentou Lyoto Machida em 5 de julho de 2014. O prazo para seu retorno após a lesão sofrida nas costelas ainda não foi revelado.

Para tomar o cinturão linear de um campeão e colocá-lo em disputa entre dois outros lutadores, o UFC é ainda mais criterioso. Em janeiro de 2014, Renan Barão, então campeão interino dos pesos-galos, foi oficializado como campeão linear após Dominick Cruz, detentor anterior do cinturão, completar dois anos e dois meses sem lutar e se lesionar às vésperas de um combate para unificar o título.

O post ainda inclui um "cutucão" em Weidman, ao lembrar que, em 2012, Belfort aceitou subir de categoria e enfrentar o campeão, Jon Jones, com cerca de um mês de antecedência, mesmo sofrendo com uma lesão na mesma região que o campeão dos médios. Ele também cita que venceu Randy Couture e conquistou o cinturão dos pesos-meio-pesados em janeiro de 2004 menos de um mês após o desaparecimento de sua irmã, Priscila, no momento mais difícil de sua carreira.

Confira o post de Vitor Belfort na íntegra:

"Sobre o cancelamento da minha luta no UFC 184.

Gostaria de dizer que, assim como todos, estou muito decepcionado com toda essa situação.
Há exatamente um ano tenho visto o meu sonho de marcar história no UFC com meu 3º titulo mundial em uma categoria diferente adiado.

Vamos aos fatos:

- O UFC teve que remarcar 3 vezes a disputa pelo título mundial dos médios porque meu oponente se machucou. ( de maio/14 para julho/14- Weidman operou o joelho, de dezembro/14 para fevereiro/15- Weidman quebrou a mão, e de fevereiro/15 para possivelmente maio/15 - Weidman machucou a costela)

- MEU FOCO SEMPRE FOI O CINTURÃO DOS MÉDIOS E SUBI A ESCADA PARA BUSCAR A MINHA POSIÇÃO.

- Por isso não lutarei por um interino, mas se o UFC me der 8 semanas e colocarem o Cinturão dos Médios disponível para disputa, eu luto com qualquer um do ranking. Não luto pelo Interino, luto pelo Cinturão dos pesos médios!

- Estou neste esporte há 19 anos e nunca deixei o UFC na mão.

-Aceitei lutar pelo Cinturão dos Meio Pesados logo após o desaparecimento da minha irmã e fui campeão mundial assim mesmo.

-Me ofereci para lutar no UFC 152 contra Jon Jones com menos de 8 semanas de preparação, estava com a mesma lesão que meu oponente está agora e mesmo assim não deixei de lutar.

Gostaria de agradecer o suporte do UFC, da imprensa e dos meus fãs, sempre.
O meu foco continua no Cinturão dos Médios!

#thephenom #rumoaoterceirocinturao #andthenew #otbfight #9inewpp #tomakehistory".

Dana critica Vitor: "Pediu o cinturão interino, nós demos e ele recusou"

Dana White UFC MMA (Foto: Evelyn Rodrigues)
Dana White não escondeu a decepção com a atitude de Vitor Belfort de recusar a luta contra Lyoto Machida pelo cinturão interino dos pesos-médios em Los Angeles, após a lesão de Chris Weidman, que tirou o campeão do evento. Apesar disso, o presidente do UFC confirmou, na coletiva após o UFC 183, que Belfort é o desafiante número um ao cinturão da categoria.

- Vitor é o desafiante número um. Ele me perturbou a sexta-feira inteira no telefone pedindo uma luta após Weidman ter se lesionado. Ontem à noite, às 20h30, liguei para Lyoto e ele aceitou imediatamente a luta. Logo em seguida voltei a ligar para Vitor dizendo que seu adversário seria Lyoto Machida. O que ele fez? Disse que preferia esperar por Weidman. Esse é o Vitor. Mas, ainda assim, vamos oferecer uma nova opção de luta para o UFC 184.

Perguntado sobre o que havia achado da atuação de Anderson Silva contra Nick Diaz na luta principal do UFC 183, o dirigente criticou a luta, mas elogiou a forma física do brasileiro.

- Anderson está muito bem para um cara com 39 anos. Quem tem 39 anos sabe que não é fácil fazer o que ele faz. Ele veio de uma lesão terrível e teve pela frente uma luta de cinco rounds, com toda a pressão que existe sobre ele. Não podemos julgá-lo por essa performance. Ele veio bem fisicamente, bateu o peso com facilidade, e em alguns momentos mostrou golpes do velho Anderson Silva. O que eu quero é que ele volte para casa, para sua família e descanse. A luta não foi como eu esperava. Imaginei ver mais golpes, mais ação por parte dos dois lutadores. Poderia ter sido melhor, mas não vou reclamar.

Dana também confirmou que John Lineker e Kelvin Gastelum terão que subir de categoria, e que não atuarão mais entre os moscas e meio-médios, respectivamente.

- Olhem para John Lineker. Ele não consegue de forma alguma bater o peso, por isso não lutará mais e vai ter que subir para os galos. E ele venceu o número três do mundo de forma impressionante. Infelizmente ele não vai mais lutar entre os moscas. O mesmo vale para Gastelum, que teve um corte de peso muito ruim, mas mesmo assim apareceu com quase cinco quilos acima do limite. Sei que ele foi hospitalizado e tudo mais, mas agora ele é peso-médio.

O presidente do UFC também revelou que Daniel Cormier e Alexander Gustafsson já têm suas próximas lutas acertadas, mas negou-se a dizer quem são os adversários.

- Cormier e Gustafsson já têm adversários acertados, e não vão se enfrentar. Rashad Evans não é um dos adversários, porque acho que está lesionado.

Após choro do filho, Anderson diz que vai decidir seu futuro com a família

Anderson Silva (Foto: Evelyn Rodrigues)

Anderson Silva passou um ano e um mês se esforçando para retornar ao octógono e finalmente o fez na madrugada deste domingo. Ele entrou no mesmo ginásio em que quebrou a perna na revanche contra Chris Weidman, a MGM Grand Garden Arena e, desta vez, venceu Nick Diaz após cinco rounds no evento principal do UFC 183. A missão de retornar, porém, pode ter sido a última da carreira do Spider. Na coletiva de imprensa pós-luta, o ex-campeão dos pesos-médios se emocionou mais uma vez ao revelar uma conversa com o filho mais velho, Kalyl, de 17 anos.

- Quando eu terminei, voltei para o vestiário e liguei para minha família. Meu filho Kalyl falou comigo e chorou. Ele disse: "Pai, parabéns, mas chega! Sem mais luta! Já deu"! Agora preciso conversar com eles. Preciso falar com a minha família porque, quando meu filho fala, me assusta. Eu disse ao Ed (Soares, empresário): "Qual é o próximo passo?" Ed disse para relaxar, voltar pra casa e conversar, pronto - afirmou Silva.

A opinião é dividida pela maioria da família de Anderson Silva. Apenas um dos filhos, Gabriel, não se incomoda com a continuidade da carreira do campeão.

- Gabriel diz: "Pai, para mim tudo bem". Mas Kalyl, Kaory, Kauana e João dizem, "Pai, pare, por favor" - disse.

Se for por sua vontade, Anderson Silva garante que quer seguir lutando.

- Sim, eu amo meu trabalho, amo lutar, mas preciso falar com minha família. Meu filho falou comigo sério. Meu filho chorou, pediu para eu parar. Tenho que falar a sério com minha família - explicou o ex-campeão dos médios.

Até a mãe do Spider já se intrometeu na carreira do lutador, e isso desde o início.

- Eu falo com minha família o tempo todo. Na minha primeira luta, minha mãe perguntou: "Por que você vai lutar. Você é maluco? Vai ser policial, que nem seu pai e seu irmão". Falei: "Mãe, isso (ser policial) é mais perigoso. Mas toda a família diz isso - encerrou.

Henderson substitui Thompson e faz luta principal com Thatch no Colorado

Ben Henderson MMA UFC (Foto: Evelyn Rodrigues)

O Ultimate encontrou solução para a lesão de Stephen Thompson, que faria a luta principal do card de Broomfield (EUA), dia 14 de fevereiro, mas precisou ser retirado do evento por conta de uma lesão. Ben Henderson, ex-campeão dos pesos-leves (até 70kg), será o rival de Brandon Thatch em combate válido pela divisão dos meio-médios (até 77kg).

Henderson já falou algumas vezes sobre subir de categoria e, ao menos neste combate, vai atuar como meio-médio. Ele estava escalado para enfrentar Jorge Masvidal no UFC: Mendes x Lamas, dia 4 de abril. Bendo vem de dois reveses consecutivos, contra Donald Cerrone, no dia 18 de janeiro, e Rafael dos Anjos. No cartel são 21 vitórias e cinco derrotas.

Thatch não luta desde novembro de 2013, quando nocauteou Paulo Thiago no primeiro round. Ele tem 11 vitórias e uma derrota na carreira e não perde desde setembro de 2008.

Diaz acredita que derrotou Anderson: "Acho que venci a maioria dos rounds"

Nick Diaz (Foto: Evelyn Rodrigues)

Protagonista da luta principal do UFC 183 ao lado de Anderson Silva, Nick Diaz saiu com alguns hematomas do combate e apareceu com o olho esquerdo bastante inchado na coletiva de imprensa pós-evento. Mas nem isso foi suficiente para convencê-lo de que Anderson foi superior no duelo. O pupilo de César Gracie conversou com os jornalistas convicto de que venceu Spider em quase todos os rounds.

- Eu acho que venci a maioria dos rounds, e não sei o que os juízes estavam pensando. Eu andei para a frente todo o tempo e acho que venci a luta. Não entendo como as lutas são julgadas. Muitos golpes dele não me atingiram, e alguns acertaram. Acho que julgam lutas pelas lesões, e não pelos golpes conectados. O fato é que ele não me nocauteou, nem eu a ele. Não sei o que vocês estão pensando ou se acham que eu sou maluco por achar que venci - declarou.

O "bad boy", que provocou Spider durante todo o duelo com palavrões e chegou a deitar no tatame, disse que perdeu a cabeça quando percebeu que o brasileiro iria fazer uma luta mais segura, sem se engajar tanto na trocação.

- Eu perco a cabeça quando as pessoas fazem isso e ele provavelmente sabe disso. Quanto mais ele me acertasse, mais iria entrar em apuros, então eu sabia que Anderson não iria socar tanto. Ele se preocupa com isso em todas as suas lutas. Tentei acertar um direto no corpo para ir para cima com tudo, porque sabia que ele iria agarrar a minha cabeça e eu poderia sair acertando algumas cotoveladas e socos. Isso funcionaria para mim, mas eu estava com receio de fazer isso, mesmo com o meu córner gritando comigo. Se tivesse treinado mais essas combinações nessas últimas semanas, talvez eu tivesse tido mais sucesso.

Diaz também revelou que sofreu uma lesão no braço esquerdo duas semanas antes do combate. Segundo o ex-campeão meio-médio do extinto Strikeforce, isso atrapalhou a sua preparação para o duelo e impediu que ele soltasse tantos golpes durante a luta.

- Tive uma lesão antes da luta no meu braço esquerdo, precisei tomar uma injeção de cortisona e parei de dar socos por duas semanas antes da luta. Eu nunca tinha feito isso. Não conseguia socar na últimas semanas, cortei peso sem dar nenhum soco e sabia que estaria em apuros. É por isso que eu tentei a queda, porque eu sabia que poderia ser mais efetivo se conseguisse ficar por cima. De todos os golpes efetivos que foram desferidos, eu consegui ver todos os que ele conectou. Anderson me acertou rapidamente com um jab, que abriu um pequeno corte no meu supercílio, mas quase não senti aqueles chutes que ele estava soltando na luta contra o Weidman, somente o que acertou a minha cabeça. Fora isso, eu estava andando para frente o tempo todo, da melhor forma possível, sem perder meu ritmo.

Com a derrota para Anderson, Diaz amarga o terceiro revés consecutivo e não sabe o que é vencer desde outubro de 2011. O lutador, que já anunciou a sua aposentadoria algumas vezes, disse, ainda dentro do octógono, que não sabe se pretende continuar lutando:

- Não sei, vamos descobrir... Eu sempre me pergunto depois de uma luta o que vai ser da

minha vida. Eu amo as pessoas, amo treinar, amo os meus fãs - declarou.

Ao ser questionado sobre o futuro do americano, Dana White fez piada com a situação:

- Nick ganhou muito dinheiro hoje. Acho que não o veremos por três anos.

Miesha Tate revela fratura no osso orbital em vitória sobre Sara McMann

Miesha Tate UFC 183 MMA (Foto: Evelyn Rodrigues)

Miesha Tate mal podia esperar o fim da coletiva de imprensa pós-UFC 183, em Las Vegas. Sentada no canto da mesa dos lutadores, a peso-galo mantinha a mão sobre o olho esquerdo durante toda a entrevista. Perguntada sobre seu estado, Tate não escondeu o desconforto e revelou ter fraturado o osso orbital na vitória por decisão unânime contra Sara McMann.

- Estou sentindo muita dor, porque os médicos disseram que eu sofri uma fratura no osso orbital. Não está muito inchado, e pode ser que para vocês não esteja parecendo nada de mais, mas eu não consigo baixar a cabeça e as luzes estão me incomodando muito. Para dizer o mínimo, está muito desconfortável ficar aqui. Agora é esperar por seis semanas para que a fratura se consolide e voltar a treinar aos poucos - disse a lutadora.

Tate também falou sobre a virada durante a luta. Após perder o primeiro round, ela contou com o apoio da maioria dos quase 15 mil presentes ao evento superar o forte jogo de chão de McMann e se impor para conseguir a vitória, pela qual vibrou muito ainda no octógono.

- Não foi fácil. Sara tem um wrestling sólido e é muito forte fisicamente. Tive que me superar para vencer essa luta, e acho que agora me conheço um pouco mais e sei que o meu limite é um pouco além do que eu achava que era.

Em cadeira de rodas, Lineker diz que fará barulho nos galos: "Quero o título"

John Lineker, MMA (Foto: Evelyn Rodrigues)

A cena impressionava. Após uma convincente vitória sobre Ian McCall por decisão unânime no card preliminar do UFC 183, em Las Vegas, o brasileiro John Lineker apareceu na sala de imprensa do MGM sobre uma cadeira de rodas. Auxiliado por seu empresário, Alex Davis, o lutador chegou à mesa de entrevistas e disse que a razão de não poder andar foi uma possível fratura no pé.

Com suspeita de fratura no pé, John Lineker foi de cadeira de rodas para a coletiva (Foto: Evelyn Rodrigues)

- Acho que foi um chute que dei na perna dele no fim do primeiro round. A pancada pegou em cima do meu pé e acabou machucando.

Perguntado se não achava ter sido desrespeitoso ao passar as mãos na barriga a segundos do fim da luta, Lineker disse que foi uma brincadeira motivada por outra, esta feita por McCall.

- Peço desculpas, mas a minha atitude foi por causa de uma montagem que ele fez de mim no Twitter, colocando minha cabeça no corpo de um piá (menino) gordinho. Mostrei que não sou gordo e fui para bater nele. Foi isso.

Lineker também falou de seus planos nos pesos-galos, categoria para a qual foi transferido após não bater o peso por quatro vezes entre os moscas.

- Quero pedir desculpas humildemente aos fãs, ao Dana, ao UFC, a Joe Silva e Sean Shelby por isso ter acontecido novamente. Creio que nos galos eu vou fazer barulho. Sou lutador e vou subir para lutar. Já que tenho esse problema com peso, vou tentar buscar o cinturão dos galos - disse Lineker após a luta.

Vindo de vitória, Rafael Sapo se diz pronto para luta: ‘Estou preparado para o que vier’

Vindo de vitória, Rafael Sapo se diz pronto para engatar sequência de resultados positivos no Ultimate (Foto UFC)

Neste sábado (31), a MGM Grand Garden Arena, em Las Vegas, nos Estados Unidos, vai receber a edição 183 do UFC, que marca o retorno de Anderson Silva ao octógono para enfrentar o americano Nick Diaz. Ao todo, serão nove brasileiros em ação no evento, entre eles Rafael Sapo, que vai enfrentar o inglês Tom Watson, em luta válida pela categoria dos pesos-médios do Ultimate. Em entrevista à TATAME, o atleta falou sobre sua preparação, que foi realizada nos Estados Unidos.“Eu fiz todo o meu camp em Nova York, que é o lugar onde eu moro há seis anos. Passei dez dias no Texas com o meu mestre Draculino, que me acompanha desde a época que eu ainda estava no Brasil. Treinamos absolutamente tudo, a parte em pé e no chão. Eu sou um cara que veio do Jiu-Jitsu, mas venho treinando muito a trocação, então estou pronto para lutar a parte em pé. Claro que se eu tiver a oportunidade de levar para o chão, vou querer finalizar, mas não vou fugir da trocação. Me sinto totalmente pronto, treinamos o Boxe, o Wrestling, o Muay Thai, o Jiu-Jitsu”, disse Rafael Sapo.

O brasileiro vem de vitória contra Chris Camozzi, e em sua carreira no MMA coleciona 18 vitórias – sendo oito por finalização – e seis derrotas. Já Tom Watson também vem de vitória, contra Sam Alvey, e possui 17 resultados positivos em seu cartel – sendo oito por nocaute – além de sete reveses. Rafael Natal analisou as características do inglês, elogiando o atleta, mas procurando ressaltar que está pronto para o combate.

“O Tom Watson é um cara muito duro e resistente. É muito difícil terminar uma luta com ele, de nocautear, de finalizar, então as lutas dele acabam mais na decisão dos árbitros. Posso dizer que é um cara bom de chão, que vem do Muay Thai, mas é bom de chão, difícil de derrubar, mas que queda bem, mas nós treinamos tudo. Eu geralmente, junto com a minha equipe, faço um plano de lutas, então estou totalmente preparado para o que vier. Podem ter certeza que não vai dar zebra”, garantiu.

Antes da luta, os lutadores passam pelo primeiro desafio, que é a pesagem. Questionado se está pronto para encarar a balança, o atleta de Renzo Gracie afirmou que através de um esforço feito junto com a sua equipe, chegará pronto na hora da pesagem. Além disso, o atleta afirmou que pretende acabar com a luta antes dos três rounds.

“Estou me sentindo bem, eu estou indo pra nocautear ou finalizar nessa luta, e tenho o planejamento de fazer mais três ou quatro lutas este ano pelo UFC. Então estou me preparando muito”, concluiu Rafael Natal.

Treinador de Gastelum revela susto: ‘Nunca tinha visto um atleta daquele jeito’

Gastelum não bateu o peso e passou mal, porém, o norte-americano entrará no octógono (Foto UFC)

No co-main event do UFC 183, Kelvin Gastelum por muito pouco não ficou de fora da luta contra Tyron Woodley. De acordo com seu treinador, Chance Farrar, quando tudo parecia que estava bem, o lutador passou muito mal horas antes da pesagem.

“Eu estava com medo. Ele não estava vomitando comida. Parecia um muco. Ele estava tão mal que não conseguia levantar do chão, eu tive que ajudá-lo”, comentou Farrar em entrevista ao MMA Fighting.

Aos 23 anos, Gastelum precisou deixar o hotel e ser hospitalizado. Mesmo com o contratempo, conseguiu chegar à tempo da pesagem. O norte-americano ainda contou com uma “força” de Woodley, que aceitou o duelo mesmo com Gastelum 4 kg acima do peso.

“Eu estava achando que a luta seria cancelada. Não tinha como alguém lutar daquele jeito. Esse era o meu pensamento. Talvez fosse cedo para fazer uma decisão, mas era como eu estava me sentindo naquele momento”, revelou o ex-lutador do WEC.

Quando chegou no hospital, os médicos apontaram que Gastelum não se recuperou totalmente de uma gripe. Farrar garantiu que a perda de peso estava dentro do normal.

“Não estou dizendo que a perda de peso foi fácil, nunca é. Mas estava indo tudo bem até que aconteceu isso”, afirmou Farrar.

O treinador de Gastelum, invicto no MMA com dez vitórias, sendo cinco delas pelo Ultimate, também falou sobre o que espera para a luta desta noite.

“Eu sempre deixo essas decisões para o Kelvin. Eu sou o técnico, é claro, sou um suporte. Se eu acho que ele está 100%? Não. Mas se eu acho que ele é capaz de fazer uma grande luta e sair com a vitória? Com certeza. Ele vai para a luta”, finalizou Farrar.

Thales Leites fatura dois prêmios no UFC 183 e leva R$ 270 mil para casa

Thales Leites x Tim Boetsch, UFC 183 (Foto: Getty Images)

Em um card repleto de estrelas - incluindo a maior delas, Anderson Silva -, um outro brasileiro deixou o UFC 183, sediado na madrugada de domingo, em Las Vegas, Estados Unidos, com a conta bancária mais cheia. Thales Leites faturou o prêmio de "Luta da Noite" com Tim Boetsch, a quem finalizou no segundo round, com um kata-gatame, e levou US$ 50 mil (cerca de R$ 135 mil), bem como seu oponente.

O atleta da Nova União, que vive grande fase no octógono, onde soma cinco triunfos consecutivos, faturou ainda outros US$ 50 mil pela "Performance da Noite" e, no total, engordou a conta em aproximadamente R$ 270 mil.

Autor de um nocaute devastador sobre Jordan Mein, na segunda parcial do combate, o cearense Thiago Pitbull foi o outro agraciado com o bônus de "Performance da Noite" e também embolsou US$ 50 mil.