segunda-feira, 2 de março de 2015

"Tem que ser igual para todo mundo", diz Belfort sobre exames antidoping

vitor belfort coletiva ufc (Foto: Evelyn Rodrigues)

No mês passado, o UFC anunciou que vai implementar, a partir de 1º de julho, um programa milionário para intensificar o controle antidoping de seus atletas. A medida agradou ao próximo desafiante do cinturão dos médios, Vitor Belfort, que também defendeu que o sistema teste da mesma forma todos os lutadores da organização.

Vitor diz que já passou por sete exames surpresas desde que o duelo contra Chris Weidman foi agendado para o UFC 184. Uma lesão do americano, no entanto, adiou o combate para o UFC 187, em Las Vegas, no dia 23 de maio.

- No ano de 2013 e de 2014, só eu estava nessa medida, fazendo exame, exame, exame. Eu fiz exames sete vezes agora só na pré-luta para enfrentar o Weidman. Sete vezes…O meu oponente fez as sete vezes? Então é engraçado que todo mundo é limpinho, que nunca ninguém fez nada errado! Mas quando começaram a aplicar o que aplicaram em mim nos outros, foram o quê? 40%? Isso mostra que para o sistema funcionar todo mundo tem que ser testado igual. Na minha luta agora com o Weidman, se vierem me testar aqui, tem que ir alguém testar ele lá no mesmo dia, na mesma hora. Isso é um sistema igual. Para isso ser uma coisa justa, testa a mim e a ele. Ah, testou o Anthony Johnson cinco vezes, vai testar o Jon Jones cinco vezes. Porque não é justo me testarem sete vezes e ele apenas uma vez. A gente sabe como é esse sistema hoje em dia, cheio de médicos. Acho que o atleta não faz nada que ele não reconheça, então hoje eu quero mais é que me testem todo dia. Pode vir tirar meu sangue, pegar meu xixi, mas tem que ser igual para todo mundo. Sou amigo da comissão. Quando vou tomar um remédio para dor de cabeça, eu mando para eles. Acho que é isso, tem que ser justo com todo mundo, de todas as nacionalidades. O brasileiro é testado? O americano também tem que ser, o canadense também. Tem que ser uma coisa justa para todo mundo - declarou o lutador em conversa com a imprensa brasileira nos bastidores do UFC 184, em Las Vegas.

O "Fenômeno" acredita que tenha se transformado em um maior alvo para os testes antidoping surpresas desde a proibição do uso de TRT (Terapia de Reposição de Testosterona) pela Comissão Atlética de Nevada, no início do ano passado.

- Eles implantaram isso quando tiraram o TRT, que era uma coisa médica, que até hoje existe em outros esportes como o beisebol e o futebol americano. Isso é uma coisa médica, não sou eu quem determina que eu preciso. Então, quando baniram, pensaram: “Ah, o Vitor, com 37 anos, o que acontece com esse cara?” E viram que, na verdade, o que está aqui é a minha cabeça, é a minha vontade. Acho que a minha motivação é viver a verdade.

Belfort também rebateu os comentários de seu treinador, Henri Hooft, de que ele parecia um pouco mais forte quando fazia uso da terapia. Questionado se havia perdido força desde que parou de fazer uso de TRT, Vitor foi sincero:

- Zero. Eu fiz todos os testes, hoje em dia eu trabalho com fisiologistas, continuo fazendo a minha nutrição, o meu tratamento, de outra forma, com ervas, que tipo de gordura, abacate…Então, antigamente, eu ia lá, preenchia um formulário, tinha um atestado médico e fazia tudo da melhor forma. Hoje em dia, faço mais um tratamento homeopático e o descanso tem que ser maior. No geral, estou muito feliz, o meu corpo está melhor, estou me sentindo melhor. Estou feliz de não ter que ficar falando: “Ah, Vitor é isso que você está fazendo?”. Enfim, hoje o esporte é limpo e, para ficar justo, tem que ser implantado para todo mundo.

O próximo desafiante da divisão dos médios disse não se importar com as provocações de Chris Weidman, que, entre outras coisas, já o acusou de utilizar substâncias proibidas para aumento de performance. O americano, no entanto, adotou uma postura mais respeitosa durante a coletiva de imprensa "Welcome to the Show", realizada no último sábado pelo Ultimate, em Los Angeles, para divulgar o calendário de eventos da organização para os próximos três meses.

- Não me incomoda porque não é verdade. Quando você fala uma coisa que não é verdade, não pode me incomodar. Eu ser testado e não ter nada no meu organismo, significa que estou limpo, não tenho nada. Quando eu fazia uso de TRT, que era uma coisa que eu tinha documentação, no dia que eu fui testado eu expliquei tudo para eles, que eles me testaram no dia da injeção. É normal, quando você faz a aplicação do tratamento, no exame, quando você tira o sangue vai dar um pouco mais alto. Então foi tudo uma coisa bem explicada. Eu nunca fui pego em antidoping. O que acontece é que, na cabeça dele, ele precisava falar alguma coisa e eu acho que ele ficava rebatendo. Mas agora ele já aceitou porque já viu que o caldo vai engrossar para todo mundo e que ninguém pode ficar atirando pedra no telhado dos outros, porque você tem telhado de vidro, né? - finalizou.

Durinho alfineta Thomson: "Escolheu a opção mais fácil, correr da luta"

Josh Thomson em treino de jiu-jítsu (Foto: Reprodução/Instagram)

A foto de Josh Thomson num treino de jiu-jítsu apenas três dias depois de desistir do UFC Rio 6 por causa de uma suposta lesão apenas tornaram mais críveis os boatos que Gilbert Durinho já vinha ouvindo sobre seu adversário original no evento. Amigos do peso-leve niteroiense haviam lhe avisado que o americano continuava treinando mesmo após ser substituído por Alex Cowboy no torneio do dia 21 de março, no Maracanãzinho.

- O problema é que tenho muitos amigos em Long Beach, na Califórnia, amigos meus que treinam com o Josh Thomson, e eles me garantiram que ele está treinando duro até hoje. Recebi o telefonema de um amigo me perguntando qual foi a lesão dele. Eu falei que não sabia e perguntei a ele o por quê da pergunta. E ele me respondeu, "Porque estou vendo ele treinar neste momento, e (ele) não aparenta nem um pouco estar lesionado" - contou Durinho ao Combate.com.

O brasileiro não escondeu a decepção com a mudança de adversário, que lhe custou a posição de coevento principal do evento no Maracanãzinho. Por outro lado, aproveitou para cutucar Josh Thomson pela desistência de lutar no Rio de Janeiro.

Gilbert Durinho MMA (Foto: Instagram)Gilbert Durinho não escondeu a frustração com a mudança, mas disse estar focado em Alex Cowboy (Foto: Instagram)

- Entendo a reação dele. Ele iria viajar 14 horas Califórnia x Rio para tomar uma amssada no Brasil, ouvir um maciço "Uh Vai Morrer", ter grandes chances de ser mandado embora, e, depois disso tudo, ser obrigado a se aposentar. Acho que ele escolheu a opção mais fácil, que era correr da luta. Mas o mundo dá volta e ainda vamos nos encontrar - detonou o faixa-preta de jiu-jítsu.

O novo adversário de Durinho é Alex Cowboy, estreante no UFC, mas com cartel de 10 vitórias, uma derrota, um empate e uma luta sem resultado. Oriundo do muay thai, o atleta da TFT apresenta um conjunto diferente de habilidades para desafiar o niteroiense.

- No começo, foi um pouco frustrante, sabia que ia ser difícil o UFC achar outro cara top para vir ao Brasil por visto, etc. Mas é mais um aprendizado que tenho, já vi o Vitor (Belfort) passar por isso, mas eu nunca tinha passado. Mas agora essa página virou, o foco é todo no Cowboy, minhas miras estão todas apontadas para ele, o GPS só mostra ele. O bom é que aqui na Blackzilians tem muitos caras bons e com estilos diferentes, assim me mantenho preparado para esse tipo de situação - disse Durinho.

UFC oficializa mudança de formato no TUF EUA, que terá academias rivais

dana white jon jones anthony johnson ufc (Foto: Evelyn Rodrigues)

O UFC oficializou neste sábado que vai mudar o formato do reality show "The Ultimate Fighter" nos EUA. Conforme o Combate.com já havia divulgado em janeiro, o programa, que chega à sua 21ª edição e comemora 10 anos em 2015, terá duas academias de MMA duelando pelo posto de vencedora: as arquirrivais American Top Team e Blackzilians. A primeira tem entre seus principais nomes o campeão meio-médio, Robbie Lawler, e a segunda é o reduto de nomes como Vitor Belfort, Anthony Johnson e Rashad Evans.

O TUF 21 já está em fase final de gravação na Flórida e deve estrear na TV americana em 27 de abril. Durante a coletiva de imprensa "Welcome to the show", realizada em Los Angeles neste sábado, o presidente do UFC, Dana White, comentou a mudança de formato:

- Nós sempre assumimos riscos e tentamos coisas novas. Estávamos analisando um novo formato e acabamos tendo essa ideia. Posso dizer que algumas pessoas aqui hoje podem confirmar que esta temporada vai ser insana. Algumas coisas ruins poderiam ter acontecido, mas não aconteceram. Tem uma energia completamente diferente das anteriores e acho que todo mundo vai gostar. Você sempre ouve muita coisa sobre o TUF, mas se você olhar para as pessoas que passaram por lá nos últimos anos, essa ainda é a melhor plataforma do esporte. Se você é um fã de luta, talvez você não assista uma temporada, mas assista outra. O TUF não vai a lugar nenhum. Talvez nós voltemos ao formato de rivalidade entre lutadores ou não. Vamos ver.

Diferentemente das edições anteriores, o prêmio do programa não vai apenas para o lutador que vencer a final e sim para a academia que ele representa.

- Teremos seis pesos-meio-médios de cada lado brigando pelo prêmio de US$ 500 mil (cerca de R$1,3 milhão), que será dedicado à academia vencedora - disse White.

Os participantes serão todos atletas profissionais que já treinam nos times e foram selecionados por um time do Ultimate, e não apenas pelas academias.

Jon Jones: "Não condeno Anderson. Ele sempre vai ser uma inspiração"

jon jones coletiva ufc (Foto: Evelyn Rodrigues)

Jon Jones pronunciou-se pela primeira vez publicamente após ter sido flagrado por uso de cocaína em um exame antidoping feito fora do período de competições. O campeão dos meio-pesados do UFC esteve presente na supercoletiva do UFC realizada no último sábado, em Los Angeles e, ao ser perguntado sobre o caso de Anderson Silva, fez questão de registrar seu apoio ao amigo e ídolo.

- Eu nunca fui um cara de condenar ninguém, tenho os meus próprios problemas pessoais. Não condeno Anderson Silva pelo que aconteceu, de seu suposto envolvimento com esteroides. Não sei a situação toda, mas nunca olhei para Anderson como um trapaceiro. Não acho que ele fez isso em toda a sua carreira. Quando você passa por uma situação como a dele, muitos médicos vão te orientar a tomar isso ou aquilo. Ele é um cara em quem eu sempre me inspirei e é um cara que vai continuar me inspirando - disse o campeão.

"Babá" das estrelas do UFC, Burt Watson pode ter saído da organização

Burt Watson

No UFC existem algumas pessoas que contrariam a regra corporativa do "ninguém é insubstituível". Assim como Grace Tourinho deixou o cargo de diretora geral do escritório do Brasil e foi substituída, mesmo que temporariamente, por Marshall Zelaznik, se Joe Silva deixar o cargo, Sean Shelby pode acumular a sua função. Mas e quanto a Burt Watson? O simpático e carismático senhor que já foi empresário do lendário Joe Frazier é responsável por absolutamente TUDO que diga respeito aos atletas - incluindo despacho de bagagens, quartos de hotel, suplementos, controle de peso e, principalmente, dos ânimos. Watson garante que tudo vá funcionar em cada evento do UFC. Ou pelo menos garantia.

Segundo relatos internos do UFC, Watson teria pedido demissão da organização na última sexta-feira, logo após a pesagem do UFC 184. Ele não foi visto no torneio no sábado, o que alimenta os rumores de sua saída do evento.

De acordo com o que o lutador James Krause, adversário de Valmir Lázaro "Bidu" no UFC 184,  divulgou em seu Twitter, o Ultimate disse aos atletas que Burt teria ido para casa no dia do evento porque não estava se sentindo bem. Até o momento, Watson não se pronunciou a respeito, mas há informações de que ele estaria passando por problemas pessoais relativos à saúde de sua esposa.

Após atropelo, Dana White afirma que Ronda é a ‘versão feminina’ de Mike Tyson

Dana White comparou Ronda Rousey a Mike Tyson após mais uma vitória da americana (Foto UFC)

No último sábado (28), Ronda Rousey deu mais uma demonstração de sua enorme soberania ao derrotar Cat Zingano em apenas 14 segundos, na luta principal do UFC 184, mantendo o cinturão peso-galo feminino do Ultimate. Invicta na carreira, agora com 11 vitórias, “Rowdy” parece estar melhor a cada apresentação dentro do octógono, o que impressiona o presidente da organização, Dana White. Recentemente, o dirigente afirmou, de forma bem humorada, que a americana passaria a lutar com homens caso conseguisse mais uma vitória. Agora, após sua última luta, comparou Rousey a Mike Tyson.

“Não há duvida sobre isso. Ela é, sem dúvida, a versão feminina. Eu disse para ela, falando disso há pouco. Chegou ao ponto em que surgiria a comparação com Mike Tyson, e esse ponto chegou essa noite”, disse Dana White, empolgado com mais uma apresentação de Ronda Rousey.

Dana ainda analisou de forma empolgada a performance de Ronda, afirmando que o público ficou impressionado com a rapidez do término do confronto, já que era esperado um duelo muito equilibrado.

“Vocês acompanham lutas por um longo tempo. Existem algumas situações em que uma luta dura 14 segundos e a multidão enlouquece, olhando uns para os outros de boca aberta. Todos sabemos o quão incrível Ronda é, mas todos se entreolharam de boca aberta, pois a luta era contra Cat Zingano – e era para ser uma luta duríssima. Ronda definitivamente é a versão feminina de Tyson. Ela realmente me lembra ele”, concluiu.

Dana White revela: "Ronda vive me pedindo para enfrentar Cris Cyborg"

Dana White UFC 184 (Foto: Evelyn Rodrigues)Com mais uma desafiante finalizada em menos de um minuto por Ronda Rousey, a imprensa voltou a indagar a direção do UFC sobre uma possível luta entre a americana e sua arquirrival Cris Cyborg. Apesar de as duas lutadoras trocarem provocações há pelo menos quatro anos, o combate até hoje não aconteceu, devido às duas atuarem em divisões diferentes de peso - Rousey é peso-galo (até 61,2kg) e Cyborg, peso-pena (até 65,8kg). Dana White, presidente da organização, garantiu que a campeã do Ultimate aceitaria a luta instantaneamente - desde que a brasileira descesse à sua categoria.

- Deixe-me dizer, achei que ela diria, estava esperando, mas ela não diz em público o que eu vou falar agora. Ela vive me pedindo, toda hora, "Vou lutar com ela assim que ela bater 61kg." (Cyborg) tem que bater o peso! Ela vai lutar com ela num minuto uma vez que ela bater 61kg. Ela não diz, mas eu digo. E não é culpa da Ronda, Ronda tem 61kg, é campeã mundial, está batendo todos esses recordes, encheu o Staples Center. Cyborg tem que bater o peso! Bata 61kg, e esta luta vai acontecer - prometeu o dirigente na coletiva pós-luta.

White elogiou a vitória de Cyborg na sexta-feira sobre Charmaine Tweet - ele esteve presente ao Invicta FC 11 e viu a brasileira nocautear a canadense em apenas 46s. Todavia, mostrou pouca confiança em ver a campeã peso-pena bater o peso da categoria de baixo.

- Cyborg tem que bater o peso. Não sabemos se ela consegue. Quando ela conseguir uma ou duas vezes, vamos conversar. Ela venceu a luta, foi violenta, mas Cyborg não chegou perto de estar com 61kg na sexta-feira. O fato é que a campeã não tem que subir de peso por ninguém. Se você quer enfrentar a campeã, você tem que ir até ela, e não o contrário. Seria uma luta sensacional - afirmou White.

Cyborg afirmou, em entrevista ao Combate.com na sexta-feira, que ainda deve fazer mais uma luta pelo peso-pena, descer para 63,5kg no fim do ano e só em 2016 tentar baixar aos 61kg. Ronda vai dar um tempo antes de sua próxima luta - segundo White, os dois têm um acordo e ela fará um filme nos próximos meses antes de voltar ao octógono - mas o UFC provavelmente vai precisar de uma outra oponente para a campeã antes da potencial superluta. O presidente listou Bethe Correia e Jessica Eye entre as opções.

- (Bethe) Veio e disse que queria entrar no octógono e ficar na cara da Ronda, "Quero lutar com ela" e um monte de outras coisas. E Jessica Eye disse que "Se alguém lutar com ela antes de mim, vou matar vocês". É um problema interessante para se ter. A Bethe é bem agressiva sobre querer essa luta. A Ronda não tem problema com ninguém, ela enfrenta qualquer um que dissermos.

Como de costume, White não economizou na hipérbole para comentar a atuação de Rousey neste sábado. Ele comparou a campeã dos pesos-galos femininos a Mike Tyson e voltou a brincar que colocaria a lutadora para enfrentar homens.

- Ronda é a versão feminina de Mike Tyson. Muito poucas vezes uma luta dura 14s e o público vibra como louco. E ela lutou contra Cat Zingano. Vamos colocá-la nas divisões masculinas para ver se alguém consegue lutar contra ela - disse o presidente.

"Seria totalmente justo", diz Ronda sobre enfrentar Bethe em seguida

Ronda Rousey UFC 184 (Foto: Evelyn Rodrigues)Na madrugada deste domingo, depois de conseguir uma vitória avassaladora sobre Cat Zingano, em apenas 14 segundos, Ronda Rousey desafiou, ainda no octógono, a brasileira Bethe Correia, sétima colocada no ranking peso-galo feminino do Ultimate. A atleta potiguar viajou para Los Angeles e acompanhou o evento da primeira fila. Para Ronda, "Pitbull" merece a chance de ser a próxima desafiante:

- Se eles decidirem me dar a Bethe na sequência, eu acho que seria totalmente justo. O que quer que o UFC decidir, estou pronta. A Bethe viajou do Brasil para assistir ao duelo, está invicta, e, obviamente tenho uma história com ela, que lutou contra minhas amigas e jogou na minha cara que as derrotou. Acho que, como atleta e com essa história de bastidores entre a gente, essa seria uma luta muito interessante para os fãs.

Ronda também elogiou a performance de Holly Holm, ex-campeã mundial de boxe que estreou no UFC contra Raquel Pennington na co-luta principal deste sábado. Apesar de Holm ter recebido algumas críticas pelo seu nervosismo e por não ter tido um desempenho convincente em sua vitória, a campeã peso-galo acredita que a companheira de equipe de Jon Jones tem muito a acrescentar à divisão.

- Fiquei muito impressionada com a Holly Holm hoje. Ela é uma campeã mundial de boxe e nunca me testei contra uma trocadora desse nível. A sua defesa de quedas foi maravilhosa e eu acho que ela me traria alguns problemas ímpares.

Rousey evitou falar muito sobre Cris Cyborg. É só tocar no nome da arquirrival para a sua fisionomia mudar. As duas já trocaram muitas farpas pela imprensa, com a americana acusando a brasileira, que já foi pega no antidoping no passado, de fazer uso de esteróides.

- Eu estou aqui, o UFC está aqui, a divisão está aqui. Sou a campeã  e não vou até outras pessoas, ela terá que vir até mim. Não sei onde ela pensa que herdou esse luxo, porque ela não esteve nem um pouco perto das consequências que eu estive - resumiu-se a dizer.

Quanto à sua performance na madrugada deste domingo, "Rowdy" afirmou que já esperava que Cat Zingano fosse partir para cima logo no início do combate e revelou que nunca tinha praticado o tipo de chave de braço que lhe deu a vitória:

-  Acho que que tanta gente falou que a Cat começa meio lenta nas lutas, que ela tentou fazer totalmente o oposto para provar que as pessoas estavam erradas. Ninguém nunca tentou fazer isso antes comigo no começo de uma luta. Eu já tinha visto a Cat indo para o segundo ou terceiro rounds tentando acertar joelhadas voadoras, então eu esperava que ela pudesse vir correndo e estava planejando acertar um gancho de esquerda. Mas ela veio correndo tão rápido, que eu não consegui acertar o gancho, mas fui para trás o suficiente para que ela errasse a joelhada. Então nos embolamos e fomos para o chão, mas o meu judô fez sua parte. Eu estava até pensando que tinha que cair com o rosto para o chão para evitar perder um ponto, como se faz no judô (risos). Mergulhei com o coração e já estava praticando aquela chave por detrás do braço, mas com o rosto para cima. Essa foi a primeira vez que fiz uma transição assim e a primeira vez que fiz essa chave de braço na minha vida. Isso prova que eu posso improvisar e me ajustar a qualquer situação.

Ronda demonstrou muito respeito por Cat Zingano desde que o duelo entre elas foi anunciado. Quando a luta terminou, ainda dentro do octógono, ela comemorou a vitória, mas quando viu que Cat estava desolada no chão, foi até a rival para consolá-la. Na coletiva de imprensa pós-luta, a campeã revelou o que disse para adversária:

- Eu disse que nós deveríamos fazer isso de novo. Acho que ela merece essa chance ao titulo e, às vezes, as lutas acontecem desse jeito. Tenho sorte em ter muita experiência no judô. Ainda assim, algumas vezes entro lá e não era eu mesma naquele dia. Isso não significa que eu não merecia estar naquela luta ou que não poderia derrotar aquela pessoa. Entendo esse sentimento, sei do que ela é capaz e gostaria de ver mais do que ela pode mostrar - declarou.

Devastada, Cat Zingano pede nova chance: "Não vai acontecer de novo"

Cat Zingano UFC 184 (Foto: Evelyn Rodrigues)A expressão de Cat Zingano na entrevista após a derrota em apenas 14s para Ronda Rousey no UFC 184 traduzia bem o seu estado de espírito: devastado. Quase sem forças para olhar para os repórteres, e com a voz muito baixa, a lutadora parecia obcecada em conseguir uma nova chance de disputar o cinturão dos pesos-galos do UFC.

- Ela é muito boa, mas o que aconteceu hoje não vai acontecer de novo. Quero saber quem é a número dois do mundo e quero saber o que eu tenho que fazer para estar aqui de novo. Não me importa quem for ou o que eu tenha que fazer. Eu faço - disse Zingano olhando fixamente para Dana White, que respondeu que ela provavelmente teria uma nova chance em algum tempo.

Zingano estava tão desolada na coletiva após o evento que respondia com palavras soltas as perguntas sobre a razão pela qual foi superada em tão pouco tempo e sem sequer acertar um golpe em Ronda Rousey.

- Houve um joelho, um arremesso, e o meu braço foi para lá. Eu fui pega. Estava preparada para 25 minutos de uma guerra e perdi em menos de 15s. Não sei o que dizer.

Questionada sobre o que pensou quando a luta acabou, e quando foi consolada por Ronda, Cat Zingano revelou que todo o esforço feito para chegar até ali passou por sua cabeça.

- Eu pensei em quantos torneios eu estive, quantas lutas eu fiz. Não façam a mágica de colocarem na minha boca palavras que eu não disse. Ela é boa, muito boa. Eu estava surpresa e chocada. Não sabia o que dizer. Há coisas que você não consegue na sua primeira tentativa. Vou pegar o caminho mais longo e mais difícil para chegar aonde quero, mas sei que vou chegar - finalizou.

Nem com vitória e defesa de cinturão Ronda ganha maior bolsa do UFC 184

Jake Ellenberger UFC (Foto: Evelyn Rodrigues)

Se Ronda Rousey ganhou todos os holofotes pela vitória surpreendente em apenas 14s contra Cat Zingano na luta principal do UFC 184, que lhe rendeu a manutenção do cinturão feminino do peso-galo do UFC, a bolsa paga a ela pelo triunfo não ficou no mesmo patamar do tamanho do seu feito. Segundo a Comissão Atlética de Nevada, responsável por divulgar o valor recebido por cada atleta após os eventos de MMA acontecidos no estado americano, o maior salário do evento realizado em Los Angeles não foi de Rousey, mas sim do meio-médio Jake Ellenberger, que conquistou no torneio a sua primeira vitória em dois anos ao finalizar Josh Koscheck no card principal. Ellenberger levou para casa US$ 136 mil, enquanto Ronda Rousey recebeu US$ 130 mil. Derrotada na luta principal, Cat Zingano recebeu US$ 100 mil.

Confira os salários do UFC 184:

Ronda Rousey: US$130.000 (incluídos US$ 65.000 de bônus pela vitória)

Cat Zingano: US$ 100.000

Holly Holm: US$ 50.000 (incluídos US$ 25.000 de bônus pela vitória)

Raquel Pennington: US$ 10.000

Jake Ellenberger: US$ 136.000 (incluídos US$ 68.000 de bônus pela vitória)

Josh Koscheck: US$ 78.000

Alan Jouban: US$ 20.000 (incluídos US$ 10.000 de bônus pela vitória)

Richard Walsh: US$ 8.000

Tony Ferguson: US$ 48.000 (incluídos US$ 24.000 de bônus pela vitória)

Gleison Tibau: US$ 50.000

Roan Jucão: US$ 24.000 (incluídos US$ 12.000 de bônus pela vitória)

Mark Muñoz: US$ 47.000

Roman Salazar: US$ 8.000

Norifumi Yamamoto: US$ 15.000

Tim Means: US$ 34.000 (incluídos US$ 17.000 de bônus pela vitória)

Dhiego Lima: US$ 10.000

Derrick Lewis: US$ 30.000 (incluídos US$ 15.000 de bônus pela vitória)

Ruan Potts: US$ 10.000

Valmir Lázaro: US$ 16.000 (incluídos US$ 8.000 de bônus pela vitória)

James Krause: US$ 15.000

Masio Fullen: US$ 16.000 (incluídos US$ 8.000 de bônus pela vitória)

Alexander Torres: US$ 8.000