sexta-feira, 6 de março de 2015

Cyborg responde a Rener: "Pergunte aos reais Gracies o que é respeito"

Cris Cyborg Invicta FC 11 (Foto: Evelyn Rodrigues)

Cris Cyborg não demorou a responder os comentários de Rener Gracie, treinador de jiu-jítsu de Ronda Rousey, sobre ela ser superestimada. Contudo, se o filho de Rorion Gracie foi respeitoso e afirmou que a brasileira é "uma grande pessoa pelo que ouço", a campeã peso-pena do Invicta FC não teve papas na língua para detoná-lo pelo que disse dela.

Cyborg foi ao fórum especializado em MMA "The Underground" na madrugada desta quarta-feira e publicou um post em que diz que Rener, criado nos EUA, não entende as dificuldades que enfrentou e vive do sobrenome popularizado por seu avô, Hélio Gracie. Ela ainda cutucou o site "Gracie University", criado por Rener, seu irmão Ryron e seu pai Rorion para ensinar jiu-jítsu online.

"Boa história, irmão. Não estou surpreso que você diga coisas ruins sobre mim. Sua atleta usou a mesma técnica para construir seu nome. Muito crédito? Quem é você para dizer isso?! Você não sabe o quão dura a vida de um lutador é. Você nasceu com uma vida de luxo, você não sabe as dificuldades que uma garota brasileira tem na América. Nenhuma promoção me ajuda a crescer, só sangue e suor, estilo chute boxe. Ninguém criou meu nome além de mim, eu não tenho o nome do meu avô para me apoiar. Vá promover seus estudantes online enquanto eu conquisto meu crédito lutando, e pergunte aos verdadeiros Gracies o que respeito significa", escreveu Cyborg.

O motivo da fúria de Cyborg foi a declaração de Rener ao podcast "The MMA Hour" de que ela receberia "mais crédito do que merece", no sentido de ser uma ameaça ao cinturão peso-galo (até 61,2kg) de Ronda Rousey no UFC. A americana tem cinco defesas de cinturão bem sucedidas desde que chegou à companhia, e a brasileira, que luta na categoria de cima, peso-pena (até 65,8kg), disputa com ela o posto de melhor lutadora do mundo na atualidade.

- As pessoas estão dando a Cris Cyborg mais crédito do que ela merece no sentido de vencer Ronda. Sem ofensas a Cyborg que, obviamente, é uma atleta incrível e tem feito coisas impressionantes no MMA. É uma grande pessoa também pelo que ouço. Pessoalmente, sei o que é rolar com uma pessoa muito atlética, forte. As pessoas dizem que rolar com a Cyborg é como rolar com um homem. Já treinei com muitos dos melhores do mundo, no jiu-jítsu, no MMA, e sei como é. A Ronda não se parece como eles, está além. Eu não falo que rolar com a Ronda é como rolar com um homem. Nunca diria essas palavras e jamais direi. Rolar com ela é como rolar com um alienígena - declarou Rener.

Cara de Sapato se muda para a ATT e testa corte de peso para bater 84kg

Encarada UFC Cara de Sapato (Foto: Marcos Ribolli)

A primeira luta de Antônio Carlos Cara de Sapato no Ultimate após a conquista do TUF Brasil serviu como um choque de realidade para o lutador. Amarrado pelo wrestling de Patrick Cummins no fim do ano passado, ele percebeu que precisaria afiar esta parte do seu jogo e treinar com sparrings mais pesados. A solução encontrada foi a mudança para os Estados Unidos, onde passará a ser lapidado na American Top Team (ATT). O projeto de descer para o peso-médio também segue a todo vapor e o atleta já está cortando peso para testar se consegue bater 84kg.

A ida para a ATT já está lhe rendendo frutos, garante Cara de Sapato, que elogiou o material humano disponível, especialmente para os treinos de wrestling, e revelou que recebeu apoio de Dedé Pederneiras, treinador da Nova União, equipe na qual fez sua preparação para o duelo com Cummins, para se mudar para os Estados Unidos.

- A galera lá é bacana. Todos me receberam bem, e o Dedé achou uma boa ideia também porque lá tem muitos wrestlers, todos de nível. O King Mo tem me ajudado bastante, tem o Steve Mocco, que ganhou sete vezes do Cain Velásquez no wrestling, o Jason Kelly, muitos wrestlers de ponta e tem mais gente pesada também para fazer sparring comigo. A experiência foi ótima. Estou tendo treinos diferentes, jogos diferentes. Nunca treinei muito com wrestlers e lá tenho feito isso com wrestlers de alto nível. Tem sido muito importante porque com certeza vou enfrentar muitos lutadores deste estilo. E o dia a dia do Brasil é muito estressante, trânsito o tempo todo, isso influencia bastante. As coisas são muito mais fáceis lá, então acho que isso é importante para o atleta - disse o lutador, em entrevista por telefone ao Combate.com.

Na derrota por decisão unânime contra Cummins, Cara de Sapato reconheceu a dificuldade que sentiu de lidar com um rival que tem o wrestling como carro-chefe, não só do ponto de vista técnico, mas também taticamente. O hábito de treinar apenas com especialistas na trocação, como seu amigo Junior Cigano, fez ele chegar na luta tendo que lidar com um mundo que ainda não conhecia.

- Sou um cara que vim do jiu-jítsu, me dou muito bem no chão, mas aceitei muito o jogo. Busquei a finalização, infelizmente não consegui, e wrestler tem esse jogo de ficar amarrando, botando pressão em cima e não deixando a gente trabalhar. Até cheguei perto de algumas finalizações, mas também tem a questão tática da luta, de lutar com wrestler. Eu sempre tinha lutado contra trocadores, sempre me dei muito bem, porque foi com quem sempre treinei. Sempre treinei muito com o Cigano, então estava acostumado, mas não estava acostumado com o jogo do wrestling. Foi bem difícil, mas tenho aprendido bastante, tanto na defesa quanto no ataque, porque para trabalhar meu jiu-jítsu é muito melhor estando por cima. Está sendo muito produtivo - acrescentou.

De volta ao Brasil por breve período, Cara de Sapato volta aos Estados Unidos no dia 23. Atualmente ele está morando em um hotel a 15 minutos da academia, que pertence a Dan Lambert, um dos donos da ATT, e também recebe ajuda de Alex Davis durante a sua adaptação. O brasileiro ainda procura uma casa para ficar de vez no país e não tem planos ainda de quando voltará a lutar. Sua meta, no momento, é descobrir se consegue bater 84kg para lutar entre os pesos-médios definitivamente.

Cara de Sapato está pesando em torno de 93kg atualmente e, até o dia 21, pretende chegar ao limite da categoria dos médios para, aí sim, pedir por seu próximo combate.

- Estou baixando para 84kg, mas nunca fiz isso antes, então queria fazer um teste antes na academia, ver como vou me sentir, essas coisas. Aí depois desse teste que vou marcar alguma luta. Por enquanto está tudo tranquilo no corte de peso. Foi a minha primeira derrota, tem várias coisas pra acertar também, mas vou acertar tudo isso para voltar e não cometer mais os mesmos erros. Estou com o Jairo Corsino, fisiologista que tem me ajudado no corte de peso, estou baixando bem aqui e ele vai me dar um auxílio nas últimas semanas. Até o dia 21, mais ou menos, já vou saber como estarei - concluiu.

Ronda arrasa tempos dos campeões do UFC em suas 11 primeiras lutas

montagem ronda rousey ufc numeros (Foto: Editoria de Arte)

Para muitos, Ronda Rousey é a campeã mais dominante da história do UFC. Com números impressionantes, a loura vem quebrando recordes e aniquilando uma a uma todas as suas adversárias, a grande maioria no primeiro round - apenas Miesha Tate conseguiu passar dos primeiros cinco minutos contra a campeã dos pesos-galos (foi finalizada no terceiro round da segunda luta entre as duas, no UFC 168). Com um total de 25m02s lutados em apenas 11 lutas - uma média de 2m16s por luta - Ronda tem o melhor início de carreira entre os campeões atuais do UFC. O Combate.com levantou os desempenhos de todos os campeões atuais do UFC e de algumas de suas maiores lendas para comparar o tempo somado das 11 primeiras lutas documentadas de suas carreiras.

O segundo colocado na lista é o campeão-peso-leve Anthony Pettis, que lutou apenas 43m56s em seus primeiros 11 combates (média de quase quatro minutos por luta) - quase um minuto a menos que Cain Velásquez, campeão peso-pesado e que está em uma categoria em que as lutas costumam ser mais rápidas, pela potência dos golpes. Primeiros no ranking peso-por-peso do UFC, Jon Jones e José Aldo - conhecidos por serem nocauteadores - estão, respectivamente, na quinta e sétima posições da lista. O campeão que mais lutou em seus primeiros 11 duelos foi Demetrious Johnson, dono do cinturão peso-mosca, que ficou 111m49s no ringue - cerca de quatro vezes mais tempo que Ronda.

Comparando Rousey a algumas lendas do MMA, a diferença continua sendo muito grande. A loura lutou, em 11 combates, quase 20 minutos menos que Royce Gracie, e incríveis 108 minutos - ou 1h48m - a menos que Chuck Liddell em suas 11 primeiras lutas na carreira. Anderson Silva precisou de 111m01s em suas 11 primeiras lutas documentadas. Já Vitor Belfort levou 80m16s para completar seus 11 primeiros combates.

montagem ronda rousey ufc (Foto: Editoria de Arte)Ronda tem média de tempo de luta menor que as de algumas das maiores lendas do UFC (Foto: Editoria de Arte)

Confira as listas:

CAMPEÕES DO UFC

1) Ronda Rousey (peso-galo) - 25m02s (cerca de 2m16s por luta)

2) Anthony Pettis (peso-leve) - 43m56s (cerca de 3m58s por luta)

3) Cain Velásquez (peso-pesado) - 44m54s (cerca de 4m48s por luta)

4) Robbie Lawler (peso-meio-médio) - 61m50s (cerca de 5m37s por luta)

5) Jon Jones (peso-meio-pesado) - 68m59s (cerca de 6m16s por luta)

6) Chris Weidman (peso-médio) - 78m31s (cerca de 7m08s por luta)

7) José Aldo (peso-pena) - 79m09s (cerca de 7m12s por luta)

8) T.J. Dillashaw (peso-galo) - 90m50s (cerca de 8m15s por luta)

9) Carla Esparza (peso-palha) - 104m52s (cerca de 9m32s por luta)

10) Fabrício Werdum (peso-pesado) - 106m09s (cerca de 9m39s por luta)

11) Demetrious Johnson (peso-mosca) - 111m49s (cerca de 10m10s por luta)

LENDAS

1) Royce Gracie - 44m02s (cerca de 4m01s por luta)

2) Georges St-Pierre - 66m53s (cerca de 6m05s por luta)

3) Vitor Belfort - 80m16s (cerca de 7m17s por luta)

4) Anderson Silva - 111m01s (cerca de 10m05s por luta)

5) BJ Penn - 115m52s (cerca de 10m32s por luta)

6) Chuck Liddell - 133m46s (cerca de 12m10s por luta

Joanna Jedrzejczyk ignora pronúncia errada: "Logo serei Joanna Campeã"

Joanna Jedrzejczyk ufc (Foto: Evelyn Rodrigues)

Com um sobrenome quase impronunciável para os fãs de MMA que não nasceram na Polônia, a peso-palha Joanna Jedrzejczyk garante que não se perturba com os erros de quem tenta dizer seu sobrenome corretamente. O próprio Dana White já errou a pronúncia diversas vezes em público. Bem-humorada, a lutadora garante que em breve haverá um codinome de mais fácil assimilação: "Joanna Campeã".

- Os erros não me incomodam. Sei que é um nome difícil de se dizer para quem não é ou fala polonês. Mas em breve vocês poderão me chamar de um nome mais fácil: Joanna Campeã - brincou a atleta na supercoletiva do UFC em Los Angeles, na última semana.

Desconhecida da maioria dos fãs de MMA, a invicta Jedrzejczyk venceu em luta com resultado polêmico a brasileira Cláudia Gadelha em dezembro, e garantiu que fará o mesmo contra a campeã da categoria, a americana Carla Esparza.

- Antes da luta contra Cláudia Gadelha eu disse que era a número um, e mostrei isso na luta. Mostrei que era melhor que ela. Agora vou fazer o mesmo com Carla. Tenho muita força nas mãos. Vocês vão ver, e ela vai sentir. Eu gostaria e lutar no evento da Polônia, mas não vai ser possível. Mesmo assim,estarei lá com o meu cinturão, para que todos possam ver. Serei uma convidada de honra - disse a polonesa.

Dilashaw quer descer para os moscas para desafiar Demetrious Johnson

TJ Dillashaw, campeão peso-galo do UFC (Foto: Evelyn Rodrigues)Após o campeão peso-mosca do UFC, Demetrious Johnson, garantir que subiria para o peso-galo para desafiar TJ Dillashaw caso recebesse uma bola de US$ 2 milhões (cerca de R$ 6 milhões), o campeão dos pesos-galos respondeu. Em entrevista ao site "MMA Junkie", Dillashaw afirmou que desceria para os moscas para desafiá-lo, com ou sem a bolsa milionária pedida pelo "Supermouse".

- Com certeza eu desceria para o peso-mosca para desafiá-lo, com ou sem os US$ 2 milhões. Bater o peso-limite dos galos é muito fácil para mim, porque não preciso perder muito peso. eu prefiro que seja assim, porque mantenho a minha velocidade, que é o meu maior diferencial. Mas sempre posso perder um pouco mais.

Apenas uma vez dois campeões de categorias diferentes do UFC se enfrentaram quando detinham seus cinturões. Foi no UFC 94, quando o então campeão dos leves, BJ Penn, subiu para o meio-médio para desafiar o campeão da categoria, Georges St-Pierre. O canadense acabou vencendo o duelo por nocaute técnico no quarto round. A disputa aconteceu por haver uma rivalidade entre os dois, algo que não existe entre Johnson e Dillashaw.

- Não tenho nenhuma rivalidade com ele. Demetrious Johnson é um excelente lutador - para mim, um dos melhores peso-por-peso do mundo - Sua técnica é perfeita, seu jogo de pés é absurdo e ele é muito rápido. Meu objetivo é seu o melhor peso-por-peso, e para conseguir isso preciso vencer caras como ele. Se eu acho que mereço receber mais para lutar? Claro! Mas quero que meu nome cresça cada vez mais. Essa é uma luta que eu adoraria fazer, porque elevariam meu nome, me fariam crescer no ranking e me tornariam um campeão cada vez mais dominante.

Com luta marcada para o UFC 186, em abril, contra Renan Barão, TJ Dillashaw garante que não está com a mente em nada além da revanche que dará ao brasileiro em Montreal.

- Sempre estou olhando alguns passos adiante, mas meu foco hoje é em Renan Barão. Não posso pensar em uma luta antes da que faremos em Montreal. Vamos respeitá-lo e acabar com ele. Depois pensaremos no futuro.

Rafael "Sapo" Natal enfrenta Uriah Hall no UFC 187, em 23 de maio

 Rafael Natal, o "Sapo", e o Uriah Hall UFC (Foto: Editoria de Arte)

O brasileiro Rafael "Sapo" Natal tem uma dura missão em sua próxima luta. O lutador mineiro foi anunciado na tarde desta quinta-feira como parte do card do UFC 187, evento de 23 de maio em Las Vegas. O adversário: o jamaicano Uriah Hall, famoso pelo apelido "Homem-Ambulância", conquistado pela sequência de nocautes impressionantes na 17ª temporada do reality show The Ultimate Fighter nos EUA.

O duelo coloca dois lutadores radicados em Nova York e em sequências positivas no UFC. Sapo venceu suas duas últimas lutas, contra Chris Camozzi e Tom Watson, e Hall bateu seus três últimos confrontos, contra Ron Stallings, Thiago Marreta e Chris Leben. O mineiro tem um cartel de 19 vitórias, seis derrotas e um empate, sendo sete vitórias, quatro derrotas e um empate no Ultimate. Hall tem um cartel de 10 vitórias e quatro derrotas.

A posição do confronto no card ainda não está clara. O UFC 187 tem duas disputas de cinturão como eventos principais, além de confrontos decisivos no peso-pesado (Travis Browne x Andrei Arlovski), peso-leve (Donald Cerrone x Khabib Nurmagomedov) e no peso-mosca (Joseph Benavidez x John Moraga e John Dodson x Zach Makovsky)

Thiago Silva enfrenta Matt Hamill na co-luta principal do WSOF, nos EUA

thiago silva ufc (Foto: Agência Getty Images)O torneio peso-meio-pesado do World Series of Fighting (WSOF) sofreu mudanças nesta semana. O brasileiro Vinny Magalhães, que enfrentaria o americano Matt Hamill numa das semifinais, em 10 de abril, foi retirado do confronto. Em seu lugar, entra outro brasileiro: Thiago Silva, no que será uma revanche de sua última luta profissional. O lutador paulista derrotou Hamill por pontos no "UFC: Maia x Shields", em outubro de 2013. As informações são do site "MMA Fighting".

Silva x Hamill 2 será o novo coevento principal do WSOF 19, em 28 de março, em Phoenix. Adversário original de Silva no evento, Ronny Markes, ainda segundo o site americano, segue no torneio e fará a luta principal da 20ª edição, dia 10 de abril, contra David Branch.

O motivo da saída de Vinny Magalhães, segundo o site, seria uma disputa contratual com seu empregador anterior, Titan FC, onde conquistou o cinturão peso-meio-pesado. Todavia, o lutador brasileiro afirmou nas redes sociais que só está sob contrato com o WSOF e que, apesar de não lutar até abril, estará em outro evento da companhia.

Em revanche do MMA, Sonnen encara Babalu no Metamoris VI, em maio

Chael Sonnen e Renato Babalu UFC MMA (Foto: Editoria de Arte)

O Metamoris VI, programado para 9 de maio, será palco de um reencontro. Chael Sonnen e Renato Babalu irão se enfrentar pelo evento de grappling - possivelmente em Los Angeles - em duelo de 20 minutos, no qual só a finalização dá a vitória a um dos atletas. A informação foi divulgada pelo site "MMA Fighting", nesta quarta-feira, e confirmada por Ralek Gracie, promotor da competição.

Em 2005, Babalu ficou encarregado de dar as boas-vindas a Chael Sonnen, que estreava no UFC, na edição de número 55. O brasileiro não perdoou e finalizou o adversário no segundo round com um triângulo.

Chael Sonnen e Renato Babalu já atuaram no Metamoris. Na quarta edição, em agosto do ano passado, o americano foi finalizado por André Galvão - um dos maiores nomes da história do jiu-jítsu. Babalu, por sua vez, atuou no terceiro evento da companhia, e empatou com Dean Lister.

Mousasi x Philippou será co-luta principal do UFC Filipinas

Gegard Mousasi UFC Berlim (Foto: AFP)

O Ultimate adicionou, na segunda-feira, duas novas lutas ao card da primeira edição do evento em Manila, nas Filipinas, quer irá acontecer dia 16 de maio. Pelo peso-médio, Gegard Mousasi enfrenta Costas Philippou, na co-luta principal, enquanto pelos meio-médios, Neil Magny vai medir forças com Hyun Gyu Lim.
Após nocaute avassalador sobre o veterano Dan Henderson, em janeiro deste ano, Mousasi encara um oponente que também vem de nocaute. Philippou despachou Lorenz Larkin no primeiro round, em maio de 2014, data de sua última apresentação.

Autor de seis vitórias consecutivas, Magny terá um adversário que, assim como ele, possui ótima envergadura. O sul-coreano nocauteou Takenori Sato com pouco mais de um minuto, no UFC Fight Night: Hunt x Nelson, em setembro do ano passado.

O combate principal do UFC Filipinas, já anunciado pela entidade, é Urijah Faber x Frankie Edgar.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Mãe de Ronda ataca Cyborg: "Por que regras especiais para uma pessoa?"

Ronda Rousey ann maria de mars mma ufc (Foto: Julia Group)

A campeã Ronda Rousey sempre diz que, se as pessoas a acham durona, é porque não conhecem sua mãe. AnnMaria De Mars, primeira americana a ser campeã mundial de judô, tem menos papas na língua do que a filha, e deixou isso claro quando foi perguntada sobre o que achava de todo a questão envolvendo uma luta entre sua filha e a brasileira Cris Cyborg.

- Ela não bate o peso, é pega usando esteroides e quer algum tipo de regalia? Que tipo de esporte cria regras especiais para uma pessoa? Ela quer lutar na categoria de cima porque não consegue bater o peso. Por que ela não bate o peso? Se não consegue, por que insistem nisso? É uma idiotice. Eu lutava campeonatos americanos de judô com 48kg e pesava 56kg. E não me venham falar que se ela cortar muito peso ela não vai poder ter filhos. Eu cortei peso minha vida toda e tive quatro filhas. Ronda é uma atleta de verdade. Ela corta o peso quando precisa, e passa em testes feitos com fiscais chegando à sua casa às 7h da manhã desde seus 14 anos de idade. Por isso ela é dominante em sua categoria de peso. Quem quiser enfrentá-la, basta aparecer e bater o peso como qualquer outra lutadora da categoria. Não acho que deva haver regras especiais para pessoas especiais.

De Mars falou sobre a personalidade da filha e de uma característica que ela tem desde pequena: a de se recusar a perder.

- Uma vez eu a levei para uma aula de judô e disse ao instrutor que gostaria que ela fosse treinada com seriedade, porque acreditava que ela tinha algo especial. E não era só porque era minha filha, porque tenho outras três e jamais fiz isso com nenhuma delas. Ronda tem algo a mais, e pedi que ele fizesse um programa de treinos de elite, porque seria bom para ela. O principal diferencial é que ela se recusa a perder, mesmo que sua adversária seja muito maior ou mais forte. Ela sempre vai achar uma maneira. Ela tinha 13 anos, era faixa-verde e estava lutando com um campeão japonês que tinha o dobro do seu tamanho, provavelmente de 40 anos de idade, e Ronda não conseguia derrubá-lo. Ela chorou durante todo o caminho até em casa falando disso. É isso que a faz especial. E Ronda já perdeu no judô, e isso a ensinou muito, porque no judô, se você perde uma luta a partir de uma determinada fase da competição, você tem que voltar e ganhar mais três lutas para ganhar uma medalha. Quando perdeu, foi para o vestiário e mal teve tempo de secar as lágrimas e voltar para a próxima luta. E ela venceu essa luta derrubando sua adversária com tanta força que a lesionou. Essa disciplina que o judô dá aos seus atletas é interessante. Você precisa secar as lágrimas e se concentrar nas próximas lutas, e tem que vencer para permanecer vivo. Mas todo grande atleta perdeu alguma coisa. Quando alguém diz que está satisfeito com o que conquistou, é melhor ficar em casa. Para sentir que tem algo que ninguém vai tirar de você, você precisa ter perdido algo que realmente fosse importante.

Para a mãe de Ronda, sua filha ser tão dominante é bom para o esporte e até para as futuras adversárias, por forçá-las a evoluir se quiserem ser campeãs.

- É bom Ronda ser tão dominante. As pessoas ficam pensando sobre o que ela fará a seguir. Querem uma resposta honesta sobre o que eu acho da comparação com Mike Tyson? Eu não sei muito sobre ele para poder avaliar essa comparação. Se fosse para compará-la a algum lutador de judô, aí sim eu posso pensar. Há muitos lutadores de judô que foram realmente dominantes há muito tempo.