sexta-feira, 6 de março de 2015

McGregor promete "fazer de tudo" para alavancar venda de pay-per-view

UFC Conor McGregor (Foto: Agência Getty Images)
Conor McGregor ganhou fama recentemente, conforme foi vencendo suas lutas no Ultimate. As boas performances, porém, aumentavam de dimensão em função das declarações polêmicas e contundentes do irlandês. Para o duelo com José Aldo, válido pelo cinturão do peso-pena, dia 11 de julho, nos Estados Unidos, o desafiante ao título está de olho na venda de pacotes de pay-per-view - e espera impulsioná-la como puder.

- Vou fazer de tudo para que passe de um milhão de pacotes de pay-per-view vendidos, porque é uma luta muito grande, as pessoas querem vê-la. O processo será o mesmo, eu vou fazer parecer fácil. Quero bater todos os recordes - disse, em entrevista ao site "MMA Fighting", "batizando" o peso-pena com outro nome.

- Acho que só aconteceu uma vez de um peso mais leve fazer a luta principal e ter um peso mais alto no co-evento principal. Acho que foi no UFC 169, quando Renan Barão enfrentou Urijah Faber pelo peso-galo e José Aldo enfrentou Ricardo Lamas pelos penas na penúltima luta. Eu vi e disse que José Aldo é o melhor co-evento principal do mundo. Agora ele vai fazer uma luta de verdade. Ele vai lutar comigo. E não é mais na divisão dos penas. É na divisão McGregor. Em qualquer evento que eu lutar daqui em diante, eu farei a luta principal.

Confiante, McGregor assegura que fica à vontade no octógono, especialmente, nos momentos que precedem os seus duelos pelo Ultimate.

- Eu me sinto confortável quando entro na arena. Ali sou eu e mais ninguém. Quando entro em direção ao octógono é quase um alívio. Dane-se tudo que está em volta. Tudo que eu faço é para estar ali, para viver aquele momento. Por isso não tenho pressa. Alguns atletas podem pensar no que vão fazer, na forma como vão se mover. Eu não penso assim. A questão é estar confortável e controlar sua respiração. Se você fizer isso, tudo se encaixa. Eu sinto que sou um mestre nisso, em estar no controle do que me cerca naquele momento.

No UFC desde 2013, McGregor enfileirou cinco adversários - quatro por nocaute técnico - e se credenciou à disputa do cinturão dos penas, cujo dono é José Aldo. O brasileiro também está invicto no Ultimate e, em 26 lutas na carreira, perdeu apenas uma, dez anos atrás.

Jones: "Se vencer Anthony Johnson, parto para revanches e superlutas"

Jon Jones UFC 169 (Foto: Evelyn Rodrigues)

resente nesta quarta-feira a um evento da Reebok, sua patrocinadora pessoal e também do UFC, Jon Jones falou sobre a possibilidade de subir para o peso-pesado. Campeão dos meio-pesados do Ultimate, "Bones" acredita que seu último grande desafio na sua atual divisão é Anthony Johnson, com quem lutará no UFC 187, dia 23 de maio, em Las Vegas.

Em entrevista ao site "MMA Fighting", Jones falou sobre o evento e comentou a surpresa de ter sido "entrevistado" por Dana White durante a apresentação publicitária. O presidente do UFC perguntou de supetão se o americano já estaria pronto para subir de categoria.

- Não estou muito acostumado a ver Dana White me entrevistando. Mas foi uma bela pergunta. Não sei por que ele perguntou isso com tanta coisa para me perguntar, mas acho que está chegando a hora de fazer superlutas. Teremos que negociar um aumento. Esse é o meu trabalho e sei por que estou aqui. Não sei quando sentaremos para conversar, mas acho que será em breve. Não estou ignorando a luta contra Anthony Johnson, que será um desafio fenomenal. Se eu vencer essa luta, será a hora de conceder revanches ou de fazer superlutas. Revanches são legais, mas superlutas são o que eu procuro para um futuro próximo na minha carreira.

Jones também falou sobre a "pegadinha" feita com Dana White na supercoletiva do UFC em Los Angeles, em que simulou uma briga com Anthony Johnson, para desespero do mandatário.

- Eu estava dando autógrafos e me disseram que Anthony queria falar comigo nos bastidores. Eu fiquei pensando o que ele poderia querer falar comigo. Chegando lá, ele me perguntou o que eu achava de fazer uma "pegadinha" com o Dana reeditando a briga com Daniel Cormier. Eu topei na hora e perguntei o que ele achava de eu fingir que lhe dava uma cabeçada. Ele riu e disse que me acertaria em seguida. Eu brinquei pedindo para não ele bater com força, senão brigaríamos de verdade. Minha relação com Anthony Johnson é boa, e isso chega a ser um alívio, porque nas lutas contra Rampage, Rashad e Cormier havia sempre uma questão pessoal envolvida, o que eu lamento por sermos todos atletas negros. Anthony Johnson e eu temos sido cordiais e respeitosos um com o outro, o que é muito bom, porque não quero ter problemas com todos os meus irmãos - declarou Jones, complementando.

 Muita coisa mudou desde o UFC 183. Eu aprendi muito e foi bom. Nada acontece por acaso, e é importante aprender com as coisas que acontecem para melhorarmos sempre. Estou me mudando para Albuquerque para morar perto da minha equipe e ser um companheiro de equipe melhor. Normalmente só ia lá para me preparar para as lutas, e agora poderei ajudar os lutadores mais novos e estar próximo de todos. Acho que vai ser bom.

Perguntado se estaria pensando em agir judicialmente quanto ao vazamento indevido dos resultados do seu exame antidoping fora do período de competição, que revelou traços de cocaína em seu organismo, Jones preferiu não falar do assunto, mas garantiu que tem uma advogados estudando o assunto.

- Tenho uma grande equipe de advogados comigo, e ainda não chegamos à conclusão do que faremos sobre esse assunto. Não quero fazer muitos comentários, mas sei que houve uma falha em todo o processo, e no momento estou analisando as minhas opções.

Belfort dispara: ‘Não é justo que eu seja testado sete vezes, e o Weidman, uma só’


Vitor Belfort não está nada satisfeito com o fato de a Comissão Atlética de Nevada ficar testando-o periodicamente. Não porque acha incômodo ou teme algum resultado surpreendente, mas por acreditar que Chris Weidman também deve ser tratado da mesma maneira. O brasileiro – que vai enfrentar o campeão dos médios no UFC 187, dia 23 de maio – disse, em entrevista à imprensa no último sábado (28), que foi testado aleatoriamente sete vezes desde o anúncio do confronto com Weidman. Já o americano…

“Em 2013, eu fui o único a ser testado aleatoriamente. Fui testado sete vezes para a luta com Weidman. Sete vezes. Eles testaram meu oponente sete vezes? O engraçado é que todo mundo está limpo, ninguém faz nada de errado. Mas quando eles começaram a testar todo mundo, quantos foram pegos? Quarenta porcento? Isso mostra que é preciso todos serem testados com igualdade para o sistema funcionar. Se eles vierem me testar para a minha luta com o Weidman, eles têm que ir lá testá-lo também no mesmo dia, na mesma hora. Isso, sim, é um sistema igual. Tem que ser justo. Não é justo que eu seja testado sete vezes, e o Weidman, uma só”, disparou o Fenômeno.

Vitor passou a receber atenção especial da Comissão Atlética de Nevada após ser flagrado por um teste surpresa no ano passado, o que levou o órgão a banir a polêmica Terapia de Reposição de Testosterona (TRT). Desde então, o carioca tem sido submetido a exames aleatórios periodicamente.

Chris Weidman, sobre Anderson Silva: ‘O legado dele está em xeque, não tem volta’

Chris Weidman foi mais um falar sobre o caso de doping de Anderson Silva (Foto UFC)

Desde que Anderson Silva foi flagrado por uso de anabolizantes para o duelo com Nick Diaz, realizado no dia 31 de janeiro, pelo UFC 183, o nome do brasileiro passou a ser constantemente citado pela mídia e pelos fãs de MMA. Além disso, diversos lutadores deram suas versões em relação ao caso, que caiu como uma bomba no esporte, junto a Jon Jones e Hector Lombard, também pegos em exames antidoping. Campeão peso-médio do UFC, Chris Weidman, que derrotou Spider duas vezes, também deu a sua opinião acerca do assunto, afirmando que sempre acreditou que os melhores atletas não tomavam esteroides.

“Sempre acreditei que pelo menos os melhores atletas não tomavam esteroides. Eu realmente acreditava e estava sendo inocente. Eu achava que tomar esteroides era uma fraqueza que os melhores não tinham. Estou bastante surpreso com Anderson Silva. Não sou o cara que gosta de chutar as pessoas quando elas estão caídas, então não vou falar mal dele mais do que já estão falando. Digo apenas que estou desapontado”, disse Chris Weidman ao site Fighthub.

Weidman, que defenderá o título da categoria pela terceira vez no próximo dia 23 de maio, contra o brasileiro Vitor Belfort, pelo UFC 187, ainda complementou sobre o assunto, ao afirmar que os jovens vão pensar que Anderson Silva conseguiu todo o seu dinheiro durante a carreira lutando dopado. Para Weidman, o legado do ex-campeão está em xeque.

“O que mais me incomoda nesse assunto é  sobre os jovens lutadores. Agora eles acham que vão ter que tomar esteroides, já que vão pensar que Anderson tomou durante toda a sua carreira. Seu legado agora está em xeque, e não tem mais volta. Os jovens lutadores vão pensar que Anderson Silva estava se dopando – e ele, digamos, conseguiu 50 milhões de dólares na carreira. Os jovens vão pensar que se ele se dopou e conseguiu todo esse dinheiro, então, talvez valha a pena se dopar. A minha mensagem para eles é que sou um campeão e nunca tomei esteroides e nunca farei isso”, afirmou o americano.

Anderson Silva fala sobre doping: "Muito ruim para mim e o esporte"

Anderson Silva frame ufc (Foto: Reprodução)

"Sumido" da mídia desde a divulgação dos resultados positivos de seus exames antidoping pré-luta e pós-luta contra Nick Diaz no UFC 183, o lutador brasileiro Anderson Silva reapareceu nesta quarta-feira, em vídeo publicado pelo site especializado em celebridades "TMZ Sports". "Spider" foi parado do lado de fora de um restaurante em Los Angeles, onde mora, e respondeu a perguntas sobre a presença de substâncias proibidas em seu organismo nos testes.

- Eu não sei o que aconteceu. Estou surpreso. Quando meu manager me ligou e disse, "Você tem um problema, porque você foi pego no teste na comissão, é ruim", eu disse, "O que?" Eu não sei o que aconteceu - declarou Anderson ao site.

O ex-campeão dos pesos-médios comentou a especulação de que teria usado drostanolona e androsterona para ajudar na recuperação da perna esquerda, que fraturou numa luta contra Chris Weidman em dezembro de 2013. Ele disse ter ouvido sobre essa possibilidade, mas que não acredita que essa seja a razão do exame positivo.

- Sim, mas eu acho que não. Eu preciso checar todos os suplementos que uso, porque nunca falhei com a comissão e neste esporte. Eu estou muito feliz porque a comissão me ajuda, e eu ajudo a comissão, vou trabalhar junto com a comissão, porque acho que isso é ruim para o esporte. É tão ruim para mim e minha vida, porque nunca usei nada para mudar minha performance na luta - lamentou.

Anderson Silva ainda negou que sua reputação esteja manchada e afirmou que espera voltar a lutar em 2016.

- Acho que não (manchou meu legado). Vou esperar meu médico e o médico da comissão, pelos testes de todos os suplementos, e quando a comissão disser que acabou, vou voltar a lutar e vou falar com os meus fãs. Acho que no ano que vem (volto a lutar).

Spider ainda comentou o desejo da equipe de Nick Diaz de que o resultado da luta, vencida pelo brasileiro por decisão unânime, fosse anulado.

- Acho que deveríamos dar a revanche para o Nick. Sim, claro. Estou pronto. Eu respeito a comissão. Quando tudo isso acabar, eu vou enfrentar Nick de novo.

Ele insistiu no tema quando foi indagado sobre a potencial aposta de US$ 1,6 milhão do rapper e ator 50 Cent na vitória de Floyd Mayweather contra Manny Pacquiao.

- Ei, 50, você precisa colocar esse dinheiro na minha próxima luta contra Nick Diaz! - brincou.

Cormier critica "pegadinha" de Johnson e prevê vitória de Jon Jones

Daniel Cormier Media Day UFC 182 (Foto: Evelyn Rodrigues)A "pegadinha" que Anthony Johnson e Jon Jones armaram para Dana White, presidente do UFC, no último sábado, gerou críticas por parte de Daniel Cormier, último desafiante ao cinturão dos meio-pesados. O lutador conseguiu ver certa dose de humor na brincadeira, porém, acredita que "Rumble" - idealizador da ação - cometeu um erro ao executá-la.

- Essa coisa toda que eles fizeram na coletiva de imprensa, você não quer fazê-la na condição de desafiante (ao título). Por que Anthony Johnson iria querer ser amigo de Jon Jones? Entendo a desportividade, mas não deixe que ele o instigue a entrar no jogo dele. Você está indo tomar o sustento dele. Você é o adversário dele - declarou Cormier, em entrevista ao site "MMA Junkie".

Cormier reforçou que não estimula Johnson a criar animosidade com Jones, mas vê como sinal de fraqueza as brincadeiras que o desafiante faz com o campeão da categoria. O atleta da AKA ainda deu um conselho a "Rumble".

- Não seja amigo dele, não dê qualquer moleza. Vá atrás e intimide-o. Vocês irão lutar em maio, então não precisa sair com ele e fazer isso em uma coletiva de imprensa. Eu meio que desaprovo isso.

Johnson enfrenta Jones no UFC 187, dia 23 de maio, em Las Vegas, Estados Unidos. E, na opinião de Cormier, não será desta vez que o cinturão irá mudar de dono.

- Eu adoro "Rumble" Johnson, ele é ótimo e tem uma chance fantástica, mas acredito que Jones irá vencer.

Diferentemente de Anthony Johnson, Daniel Cormier e Jon Jones não tinham uma boa relação. O clima hostil imperava entre os atletas, que já foram companheiros de equipe. Eles chegaram a brigar durante em um compromisso com a imprensa, em agosto do ano passado, nos Estados Unidos.

Ronda quer vencer Bethe na cidade da brasileira e cita Rocky IV

UFC Ronda Rousey (Foto: Agência Getty Images)

Ronda Rousey quer enfrentar Bethe "Pitbull" Correia em sua próxima defesa de cinturão do peso-galo. E a campeã da divisão demonstra ousadia - ela almeja que a luta seja no Brasil, especialmente, na cidade onde a adversária, que é de Campina Grande, na Paraíba, nasceu.

Bethe derrotou duas companheiras de equipe da americana, por isso, o duelo é especial para Ronda. A detentora do título espera impor um revés mais amargo para a rival, com quem troca farpas há algum tempo.

- É o que eu quero fazer. Quero ir lá e enfrentá-la no Brasil, vencê-la em sua cidade. Seria a melhor maneira que eu poderia realmente sentir que estivesse vingando minhas amigas. Seria como Rocky IV - afirmou Ronda, em entrevista ao programa "Jay Mohr Sports", citando o filme em que o ator Sylvester Stallone, interpretando Rocky Balboa, vence Drago, adversário da Rússia, em Moscou.

Bethe conseguiu o que queria. Chamou a atenção de Ronda, que passou a querer enfrentá-la, inclusive, pediu pelo combate após finalizar Cat Zingano, no UFC 184, sediado no último sábado.

- Ela é jovem, uma garota promissora, que tem um cartel invicto. Venceu duas das minhas companheiras de equipe e está tentando esfregar isso na minha cara. Está tentando entrar em uma discussão comigo, porque quando isso acontece, você, de repente, fica mais importante. Acho que essa garota descobriu isso.

"Rowdy" também falou sobre o gesto de Bethe, que sinalizou com os dedos que estava vencendo as adversárias da Four Horsewoman, e alfinetou a brasileira.

- Estou indo para vencer essa garota. Vou colocar um dedo para baixo, e ela não deve ficar surpresa com qual dedo ficará levantado para ela.

Ian McCall: "Ronda jamais venceria um bom lutador. Ela não me derrubaria"

Ian McCall, Anderson Silva e Nick Diaz, UFC 183 (Foto: Marcelo Russio)
A brincadeira de Dana White, de que colocaria Ronda Rousey para lutar contra homens, e a declaração do comentarista Joe Rogan de que a loura venceria 60% dos pesos-galos do UFC, deixou pelo menos um lutador incomodado. O peso-mosca Ian McCall disse, em entrevista à "PrimeOne.TV", que a ideia de Ronda ser comparada a homens é absurda.

- Essa história de Ronda Rousey lutar contra homens é absurda. Ela não venceria um homem. Me desculpem, mas isso nunca vai acontecer. eu venho do wrestling. Antes de haver grandes campeonatos femininos, elas treinavam e lutavam contra homens, e jamais venceram. Um lutador bom jamais perderia para Ronda Rousey. Podem me colocar um quimono. Sei que ela é uma atleta olímpica, mas ela jamais me arremessaria ou me derrubaria. Eu, sim, a derrubaria de cabeça no chão, mesmo ela pesando mais que eu. É simples.

Para McCall, Ronda é a melhor lutadora do mundo, mas jamais poderiam compará-la a alguém como os campeões do UFC, ou mesmo a Mike Tyson.

- Para mim não faz sentido algum, e sei que é apenas algo que as pessoas falam. Mas compará-la com Mike Tyson é demais. Ela é perigosa, muito boa mesmo. Eu entendo, mas é uma bobagem. Poderia falar muita coisa sobre isso, mas seria perda de tempo. Ronda não é o melhor nome peso-por-peso do mundo. Ela é a melhor lutadora do mundo. Mas fazer comparações entre ela e caras como Jon Jones, José Aldo, Cain Velásquez ou Demetrious Johnson é loucura. É um mundo totalmente diferente. Ler isso me frustra um pouco - disse McCall.

Ronda afirma que poderia vencer ’100%’ dos lutadores pesos-galo do Ultimate

Ronda afimroasas (Foto UFC)

Se no início desta semana, o comentarista oficial do Ultimate, Joe Rogan, afirmou que Ronda Rousey poderia vencer 50% dos lutadores entre pesos-galos da organização, a lutadora surpreendeu nesta semana. Invicta no MMA com onze vitórias, cinco delas no UFC, a norte-americana afirmou que poderia bater, não metade, mas sim todos os lutadores da categoria.

“Eu nunca disse que sou incapaz de bater qualquer lutador, porque eu não acredito em colocar limites. Ou seja, se você estiver falando apenas sobre a possibilidade de quem eu posso vencer, eu posso bater 100% deles. Você não pode me falar que eu tenho 0% de chance de vencer qualquer um no planeta, por isso eu nunca vou dizer isso”, afirmou a lutadora em entrevista ao programa SportsCenter da ESPN norte-americana.

“Eu analisei atenciosamente a luta e não achei nenhum movimento equivocado. Não consigo falar uma coisa negativa sobre isso, a não ser a minha reação no começo do duelo. Mas eu não planejei que acontecesse dessa forma, mas se foi uma reação no momento, acho que eu fiz alguma coisa certa”, garantiu a campeã dos galos femininos.

A norte-americana também lembrou que lutas rápidas, como a vitória sobre Zingano, podem ajudá-las.

“Eu quero vencer com o máximo de eficiência e o mínimo de esforço. As pessoas esquecem que quanto mais rápida for a luta, mais lutas eu poderei fazer. Eu sinto que lutando dessa maneira eu posso deixar a minha carreira ainda mais longa”, finalizou.

Napão, sobre Mirko Cro Cop: "Se ele der outra oportunidade, vou chutar"

Gabriel Napão (Foto: Getty)

Em abril de 2007, Gabriel Napão surpreendeu o mundo ao nocautear Mirko Cro Cop no UFC 70. O que mais causou surpresa, na realidade, foi a forma com a qual o brasileiro despachou o croata - justamente com um forte chute alto, arma preferida do adversário, que experimentou do próprio veneno.
 
Oito anos depois, no dia 11 de abril, Napão e Cro Cop voltam a se enfrentar, na luta principal do UFC, que chega à Polônia pela primeira vez. Em entrevista ao Combate.com, o brasileiro sabe que é difícil repetir o nocaute da maneira como aconteceu, mas garante que, se a chance aparecer, irá chutar.

- Eu não pretendia nocautear daquela maneira. Pretendia ganhar na minha área, o jiu-jítsu, botando a luta para baixo e finalizando. Eu estava dominando no chão, e o juiz colocou a luta em pé. Eu vi a oportunidade e chutei. Se ele der outra oportunidade, vou chutar, mas não acredito que cometerá o erro de baixar a guarda novamente. Ele pensou que eu chutaria nas costelas, e acertei a cabeça - afirmou o faixa-preta da arte suave, que comemorou o reencontro.

- Será muito bom. É um cara que tem nome no UFC, no mundo do esporte. Um cara com a maioria de vitórias por nocaute, vem de nocautes fora do UFC e irá representar a Europa. Vou enfrentá-lo na casa dele, no evento principal. É muito bom ser reconhecido para lutar um evento principal como esse. É muito melhor lutar com a torcida a favor, lutei no Brasil algumas vezes, mas na minha primeira luta com ele também foi na Europa (Inglaterra). Quando começa a luta, a concentração é o que vale para não deixar a torcida influenciar. Mas é sempre bom lutar em diferentes lugares.

O tempo passou, porém, a estratégia de Napão é a mesma daquela época. O jiu-jítsu segue apurado e ainda o antídoto perfeito para enfrentar um especialista na trocação.

- Vou fazer meu jogo de chão. Ele é perigoso em pé, mas, se conseguir evitar o chão, estou preparado para trocar. Já passou muito tempo de nossa última luta, as pessoas mudam um pouco seus jogos, ele acrescentou alguma coisa no dele, assim como eu. Ter enfrentado ele ajuda a não ter expectativas, você sabe mais ou menos como é lutar contra ele.

Após duas derrotas consecutivas, Napão prefere não pensar no risco de demissão, que o obriga a vencer o duelo. Ele afirma que está focado em reencontrar o rumo das vitórias.

- Isso faz parte do trabalho, não é só no UFC. Você perde, é esquecido, tem que se manter ganhando e treinar bastante. A derrota é parte do trabalho, então tenho que me concentrar no meu desempenho. Eu me preparei bem e espero uma vitória para recomeçar uma nova sequência.

O duelo marca o retorno de Cro Cop ao Ultimate após quase quatro anos - a última luta do croata pela entidade aconteceu em outubro de 2011, na derrota para Roy Nelson. Fora da organização o croata somou três vitórias e um revés. Escalado para dar as boas-vindas ao oponente, Napão perdeu por pontos para Stipe Miocic e, por nocaute, para Matt Mitrione, em dezembro do ano passado.