sábado, 15 de junho de 2013

Pettis está fora da luta contra Aldo; Brasileiro encara ‘Zumbi Coreano’

Anthony Pettis está fora da luta contra José Aldo, programada para acontecer no dia 03 de agosto, pelo UFC Rio 4. O americano, que machucou o joelho em um treino de Jiu-Jitsu, na última terça (11), será substituído por Chan Sung Jung, o “Zumbi Coreano”, conforme divulgou o presidente do Ultimate, Dana White, nesta sexta-feira (14).

“As lesões fazem parte do esporte, aconteceu uma pequena ruptura no meu menisco. Estava pronto para essa luta e isso não vai me parar! Voltarei em breve”, disse “Showtime”, por meio de sua conta no Twitter.
Treinador de Jiu-Jitsu do norte-americano, Diego Moraes lamentou o ocorrido pelo Facebook. 

“Infelizmente, todo atleta está sujeito a isso, eu estava no treino quando aconteceu. Era um rola leve e numa posição boba… Voltaremos mais fortes e ainda vamos trazer esse cinturão”.

Pettis seria o desafiante ao cinturão do peso pena, que pertence a José Aldo e esteve no Rio de Janeiro, na terça-feira para promover a quarta edição do UFC na Cidade Maravilhosa. O norte-americano deixou a categoria leve para disputar o título da divisão de baixo.

CARD COMPLETO:

UFC 163
HSBC Arena, Rio de Janeiro
Sábado, dia 3 de agosto de 2013

José Aldo x Chan Sung Jung
Lyoto Machida x Phil Davis
Demian Maia x Josh Koscheck
Cezar Mutante x Clint Hester
Vinny Pezão x Anthony Perosh
Serginho Moraes x Neli Magny
Thales Leites x Tom Watson
Robert Drysdale x Ednaldo Lula
Amanda Nunes x Sheila Gaff
Rani Yahya x Josh Clopton
Iliarde Santos x Ian McCall
John Lineker x Phil Harris
Viscardi Andrade x  Bristol Marunde

Pastor evangélico e campeão mundial de vale tudo

Mesmo pesando apenas 80kg, Ismael Souza foi um dos representantes do Jiu-Jitsu que mais lutou Vale-Tudo em torneios abertos nos anos 90. Depois de estrear enfrentando The Pedro num torneio de pesados durante o IVC 3, Ismael voltou no IVC 12 e faturou o cinturão dos médios do evento após finalizar na mesma noite seus três oponentes (Adrian Serrano, Cleison Fofão e Magno Penha).

“Naquela época não tinha tempo, nem luvas. Fui feliz de conseguir finalizar todas, lutando menos de 10 minutos”, lembra, em entreviusta ao PVT, o hoje pastor Evangélico Ismael.

Faixa preta de Jiu-Jitsu, Ismael se afastou dos ringues devido a um acidente no judô.

“Foi no ano de 2000, num evento de judô, em Niterói. O adversário de 120kg entrou em queda, no momento em que meu pé travou na lona. No giro da queda, meu joelho direito foi para trás (cerca de 45 graus). Durante meu grito o adversário tentou soltar, mas já era tarde, caí com uma série de lesões internas no joelho, com 3 ligamentos totalmente rompidos, mais a ruptura total do nervo fibular. Foram mais de 10 anos com dor 24h por dia, devido à lesão no nervo fibular e tornozelo", relembrou Souza: : "Foram necessárias 5 cirurgias entre 2000 e 2008, onde coloquei 4 parafusos fixos e mais 5 que foram retirados. O tratamento foi tão complexo que foi necessária a intervenção de um ortopedista dos Estados Unidos para solucionar a possibilidade do retorno no movimento articular, pois havia riscos do joelho não poder dobrar mais, riscos de nunca mais poder movimentar esta articulação, caso a cirurgia não fosse um sucesso", contou Ismael.

Após 5 cirurgias de 2001 a 2008, o lutador chegou a pensar que não voltaria a andar, mas com o espírito guerreiro que marcou sua trajetória nos ringues, conseguiu superar as adversidades para voltar a sonhar em fazer o que mais gosta.

"Sempre mantive os treinos nos intervalos das cirurgias, mas sempre leve, pois treinava de gesso ou imobilizador na perna. Em 2010 comecei a treinar num ritmo melhor, na intenção de ajudar os treinos dos meus faixas pretas, mais o ritmo e o gás foram voltando de uma forma surpreendente. Logo, surgiu o pensamento de retornar as competições de MMA. Acredito ser uma questão de honra retornar ao esporte que eu fui privado de lutar por 13 anos devido ao acidente", vibra o ex-campeão do sanguinário IVC.

Ismael acompanhou e fez parte da transição do Vale-Tudo para o MMA, e quer viver o que o esporte se tornou. Acostumado a lutar quase sem regras, sem luvas e sem tempo, quer experimentar um pouco do esporte nos dias atuais, e já sonha com o maior palco: o UFC.

“Seria interessante o UFC ter um pastor em seu card. Isso seria uma demonstração da entrada do UFC ainda mais nas comunidades, e chamaria a atenção do segmento religioso que certamente iria se mobilizar para ver esse momento inédito na história do evento”, alega Ismael.

“Uma coisa eu tenho certeza se não fosse pelo acidente ou teria conquistado o cinturão do UFC, ou por várias vezes chegaria a esta disputa. Como isso ficou mal resolvido, chegou a hora de resolver. Na minha época, eu lutava eventos de 30 minutos com adversários de até 30kg mais pesados, com várias lutas na mesma noite, de mão livre, valendo cabeçadas, tiro de meta e muito mais. Lutar rounds de 5 minutos não significa ser mais fácil, mas que é melhor que ter que lutar 30, isto não há dúvida. Acredito que posso voltar a estar entre os tops”, garante Ismael.

O pastor-lutador é Bacharel em Educação Física e Teologia, pós-graduado em Filosofia e em Ciências da Religião, e mestre em Teologia. Além disso, está fazendo prova para o Doutorado, visando a colocar a formação a serviço da promoção do esporte e da paz entre as religiões.

“Sou pastor desde 2005, ano em que concluí os estudos teológicos para receber a licença pastoral. Atualmente estou aguardando a liberação da documentação relacionada a Igreja que serei o pastor titular, aqui mesmo no Rio de Janeiro. Espero com esta iniciativa poder colaborar cada vez mais promovendo a mensagem de paz e a filosofia esportiva, duas grandes aliadas para transformação dos jovens e da sociedade. Programa ‘Lute e coexista’, onde promovo a filosofia esportiva e o diálogo e entendimento religioso”, explica o lutador-pastor.

Shogun analisa luta contra Chael Sonnen e diz: ‘Vai ser uma briga boa’

Sem lutar desde dezembro de 2012, quando foi derrotado por Alexander Gustafsson, Maurício Shogun tinha sua volta confirmada para o próximo sábado (15), contra Rogério Minotouro, em Winnipeg, Canadá. No entanto, uma lesão afastou o irmão de Minotauro do combate. Sem adversário, o falastrão Chael Sonnen se ofereceu para o duelo e o Ultimate aceitou. Porém, com problemas do visto do americano, o encontro foi adiado para o dia 17 de agosto.
 
Em entrevista á TATAME, o ex-campeão do UFC comentou sobre seu próximo adversário, que tem sempre como alvo os lutadores brasileiros. Shogun disse que não se importa com as provocações do americano, mas o fato de Sonnen já ter provocado Wanderlei Silva e Rodrigo Minotauro deram um empurrão extra para que ele aceitasse o combate.

“A motivação é grande. Ele desrespeitou o Minotouro, o Wanderlei… Sobre mim ele ainda não falou nada. Mas só de desrespeitar o Wanderlei já basta. Ele é um cara polêmico, realmente gosta de falar bastante, mas eu estou tranquilo. O Sonnen com certeza vai querer falar algo de mim, mas não me afeta em nada”.

Questionado se ainda pretende enfrentar Minotouro, o peso meio-pesado disse que acredita que a luta ainda irá acontecer. “Ainda espero poder lutar com ele. Eu quero, ele quer. Então, quem sabe no final do ano?”.

Confira a entrevista na íntegra abaixo:

O Sonnen costuma provocar antes das lutas. Isso te motivou a aceitar o desafio?

A motivação é grande. Ele desrespeitou o Minotouro, o Wanderlei… Sobre mim ele ainda não falou nada. Mas só de desrespeitar o Wanderlei já basta. Ele é um cara polêmico, realmente gosta de falar bastante, mas eu estou tranquilo. O Sonnen com certeza vai querer falar algo de mim, mas não me afeta em nada. Minha motivação é o Brasil, que vem falar: “arrebenta o cara”. Isso já vale (risos).

O desejo de dar um “cala boca” por todo Brasil te deu mais ânimo para aceitar o combate?

Na verdade não. Eu aceitei para ter a luta, o evento já tinha perdido a luta do Renan Barão, que saiu por lesão, e se saísse a minha pesaria contra. Então, aceitei por esse motivo. Mas o duelo mudou para a agosto e se o UFC quis assim, não tem problema.
 
Não cogitaram adiar a sua luta contra o Minotouro?

Essa era a primeira opção, mas o UFC sugeriu essa luta e ficou com ela. Mas ainda espero poder lutar com o Minotouro. Eu quero, ele quer. Então, quem sabe no final do ano? Espero que ele se recupere logo. Temos que ver com o UFC e a nossa vontade por essa luta.

O Sonnen não costuma nocautear os adversários, isso te deixa mais tranquilo para partir para dentro ou acha que ele pode te surpreender?

Com certeza, se ele surpreendeu o Anderson em pé… Com quem eu for lutar, tenho que estar preparado para tudo. Espero estar bem em pé, no chão e no Wrestling. Toda a luta ele busca a luta agarrada e comigo pode tentar em pé para surpreender. Vou ter que estar ligado em tudo. O MMA é um esporte versátil e temos que estar bem em todas as áreas. O forte dele é o Wrestling, a trocação dele não é afiada, mas ele pode surpreender. Ele vai buscar o Wrestling e o ground and pound e eu vou para o Muay Thai, então vai ser uma briga boa. Vou treinar chão para sair bem por baixo também.

Você não finaliza desde a luta contra o Kevin Randleman, em 2006. Pelo Sonnen ter perdido a maioria das lutas por finalização, você pretende buscar esse caminho para vencer?

Vou treinar tudo. Treino bastante Jiu-Jitsu, mas na luta eu prefiro passar para uma posição mais confortável e não buscar a finalização, que não é meu estilo. Eu prefiro bater do que finalizar.

O Sonnen faz uso do polêmico TRT. Você acha que TRT é doping? Você faria se precisasse? 
 
Se a Comissão Atlética deixou, se é permitido e está nas regras… Acho que faria terapia de reposição hormonal se precisasse, mas eu ainda não preciso fazer uso disso (risos). Na Califórnia foi proibido agora, saiu essa semana falando disso. E difícil falar, mas se a Comissão liberou, está tudo ok.
 
Se a luta fosse hoje, com essa mudança de treinamento, a gente veria o melhor Shogun? O Shogun dos tempos do Pride?

Espero que sim. Toda a luta eu dou meu máximo, dedico minha vida a treino e luta. O MMA evoluiu muito e dou meu máximo sempre.

O que essa mudança prejudica na sua preparação?

Eu estava no meu ápice do meu treino e a luta foi para dois meses e meio para frente. Não posso manter o treino intenso, senão, ninguém aguenta. Então eu parei, vou treinar um tempo na boa, para depois voltar. Se o UFC quis assim e será melhor para os fãs, tudo bem.

Aonde você fará seu camp para essa luta?

Ainda não tenho nada decidido.

O Minotouro vinha de vitória e, caso você o vencesse, ficaria mais perto de uma chance pelo cinturão. Aonde acha que uma luta com o Sonnen pode te levar na categoria?

Não penso no cinturão ainda. Penso no meu próximo adversário. Meu foco é vencê-lo. Não penso no título agora.

Mas você ainda se vê disputando o cinturão do UFC?

Esse é meu grande desejo e espero um dia ter essa oportunidade.

O Lyoto Machida seria o próximo pelo cinturão, mas o UFC casou uma dele contra o Phil Davis. Como acha que vai ser essa luta?

Acho que o Lyoto é o grande favorito. O Davis vai tentar levar a luta pro chão, mas o Lyoto defende bem essas quedas. O Lyoto vence, mas vai ser uma luta dura. E ele vencendo, é o que mais merece disputar o cinturão.

Se o Jon Jones vencer o Gustafsson, ele bate o recorde do Tito Ortiz. Você acha que o vencedor de Lyoto e Davis pode acabar com o reinado dele?

 . O Jones é um cara que vem mostrando que está bem na categoria, mas o MMA é imprevisível, se pegar no queixo, derruba. O Lyoto pode vencer o Jones, o Davis também. Quem estiver ali em cima, pode batê-lo.

Você que já enfrentou os dois, acha que o Gustafsson tem chances de vencer o Jones? Como?

Acho que tem, mas o Jones é favorito. O Gustafsson é grande, usa bem a envergadura, mas acho que dá Jones. Talvez se o Gustafsson mantiver a luta em pé…. Mas o Jones é bom de Wreslting e o Gustaffson não é tão bom. Vamos ver o que acontece.

Doido’ para lutar, Barão sonha atuar no Brasil e garante: ‘Volto mais forte’

Neste sábado (15), Renan Barão defenderia mais uma vez o cinturão dos galos, diante de Eddie Wineland, no UFC 161, em Winnipeg. Porém, uma lesão o afastou do duelo. Em entrevista à TATAME, o potiguar relembrou como se machucou e falou a respeito do tratamento realizado no Rio Grande do Norte.

“Foi no treino, quando estava no Rio. Um amigo meu foi tentar derrubar, meu pé travou, estalando na hora. Fui no médico, bati uma ressonância que apontou micro lesões. Não tinha como entrar 100%. Então vim para Natal e me tratei aqui”.

Cortado do evento, Barão não escondeu a tristeza por não poder cumprir seu compromisso. Porém, após conversa com seus treinadores, viu que foi a melhor decisão, já que não estava em suas melhores condições para o combate.

“Fiquei triste demais. Sempre gosto de representar o país, minha equipe, e dar a alegria para os meus fãs. Mas meus professores falaram que é normal, que vida de atleta é assim mesmo e entreguei na mão de Deus. Estou voltando mais forte”.

Mas o atleta da nova União deixou os momentos ruins para trás e já retornou ao que sabe fazer de melhor. Segundo o peso-galo, ele conseguiu a liberação médica e já intensificou os treinamentos, sem nenhuma restrição.

“Estou tranquilo agora. Graças a Deus retornei bem, meu o fisioterapeuta me liberou, falou que podia voltar a treinar. Agora estou em um treinamento forte de novo, com muito Jiu-Jitsu, Muay Thai, Boxe. Voltei no gás e estou doido para lutar”.

Barão ainda sem previsão de retorno

Apesar de estar treinando, o campeão interino dos galos contou que o UFC ainda não entrou em contato com ele para marcar sua próxima luta. “Ainda nada não falaram nada. Só coloquei no meu Twitter que estava de volta. Se o UFC marcar alguma data vou me preparar da melhor forma novamente”.

Questionado se essa lesão o atrapalharia em um possível duelo contra Dominick Cruz, o lutador, que está invicto no Ultimate, afirmou que esse tempo afastado não vai influenciar em nada.”Fiquei parado pouco tempo. Isso não vai atrapalhar de maneira nenhuma. Voltei bem e estou 100%”.

Sonho de lutar no Brasil

Com o ano ainda na metade, sempre surgem as expectativas do Ultimate realizar mais eventos no país. E de acordo com Barão, seria um sonho defender o título em sua terra.

“A expectativa é essa. Sonho poder lutar aqui. Se eles me derem essa oportunidade, vai ser uma felicidade grande e o objetivo é esse. Vamos ver o que vai acontecer, mas quero representar  meu país, lutar para a galera e sentir aquele apoio das arquibancadas”.

Luta mais marcante na carreira

A estreia em um grande evento sempre marca a vida de um lutador. E no caso de Renan Barão não foi diferente. Perguntado qual foi o combate mais difícil em sua carreia, o pupilo de Jair Lourenço revelou ter sido contra Cole Escovedo, em 2011, na sua primeira luta no Ultimate, mais por conta do nervosismo.

“Fiquei meio tenso, com muita adrenalina. Mas graças a Deus controlei a luta bem e saí com a vitória. Não vou dizer nem que foi a mais difícil, mais foi mais adrenalina a responsabilidade de ganhar”.

Jon Jones diz que luta com Gustafsson foi decisão de Dana White

Nesta semana, foi anunciado que o campeão dos pesos-meio-pesados, Jon Jones, voltará ao octógono em 21 de setembro, no UFC 165, em Toronto, quando enfrentará o sueco Alexander Gustafsson. O anúncio surpreendeu porque o brasileiro Lyoto Machida havia sido anunciado o desafiante número 1 da categoria após sua última luta, em fevereiro - o próprio Lyoto aceitou, na semana passada, enfrentar o americano Phil Davis no UFC 163, marcado para 3 de agosto no Rio de Janeiro, em vez de esperar por uma chance contra Jones. O campeão disse que a decisão de colocá-lo contra Gustafsson foi do mesmo homem que elegeu o brasileiro como primeiro da fila: o presidente do Ultimate, Dana White. - Não tenho certeza (sobre porque a luta é contra Gustafsson e não contra Lyoto). Isso foi decisão do Dana White - afirmou Jones, em entrevista ao site "MMA Fighting".

Logo em seguida, porém, o campeão lembrou e admitiu que disse ao "patrão" que preferia enfrentar Gustafsson, o que provavelmente influenciou a decisão de White.

- Sim, isso certamente aconteceu. Eu já venci o Lyoto. No final das contas, foi decisão do Dana me colocar contra o Gustafsson e não contra o Machida, mas eu realmente mencionei ao Dana que já tinha batido o Lyoto, e os números de pay-per-view do UFC 140 foram bem terríveis. Se você tem um desafiante jovem, perfeitamente saudável que está numa sequência destrutiva, por que não manter novos oponentes, nova animação para os fãs? - argumentou o americano.

Apesar do interesse na luta com o sueco, Jones afirmou que Gustafsson não é o seu adversário mais perigoso até aqui.

- Eu não acho que ele será minha luta mais dura, mas eu preciso ter essa psicologia. Eu sei que ele é um homem jovem que está próximo de realizar um sonho. Sabe, muitos dos caras que eu enfrentei já tiveram chances de disputar o título antes, mas esta é sua primeira disputa de cinturão. Tenho certeza que ele estará extremamente motivado - disse.

"Bones" aproveitou para explicar a lesão sofrida durante a luta contra Chael Sonnen, no UFC 159, em abril passado. Segundo o campeão, ele lascou um pouco do osso do lado direito do dedão esquerdo e rompeu ligamentos no lado esquerdo do dedão. Agora, ele tem mantido os dois dedos maiores do pé esquerdo colados e está evitando mexer o dedão de forma "esquisita", como ele mesmo colocou.

- Meu dedão está muito bem. Neste momento, eu vou começar com calma um pouco de boxe e wrestling na universidade de Cornell, talvez um pouco na faculdade de Ithaca também, e começar a fazer esportes nos quais eu use uma bota ou um sapato, como sapatilhas de wrestling ou de boxe, e levantar uns pesos, diminuir minha gordura corporal e me preparar para melhorar meu jogo - explicou Jones.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Velásquez x Cigano & Gilbert Melendez x Diego Sanchez

A quinta-feira foi de esclarecimentos importantes sobre três defesas de cinturão do Ultimate. O presidente Dana White anunciou que Jon Jones vai encarar Alexander Gustafsson pelo título dos meio-pesados no UFC 165, em Toronto (CAN), no dia 21 de setembro. E que Georges St-Pierre defenderá o posto de número 1 dos meio-médios em novembro - data exata e local ainda serão divulgados. O dirigente também revelou que a organização planeja realizar o duelo entre Cain Velásquez e Junior Cigano em outubro, naquele que seria o UFC 166, em Houston (EUA).

Segundo Dana, a data exata para a luta entre Velásquez e Cigano também não está acertada. O que a organização já sabe é que o evento não será realizado em um estádio, como vinha sendo especulado pela imprensa americana.

Gilbert Melendez x Diego Sanchez

Em abril, Diego Sanchez disse que tinha acertado sua próxima luta para o UFC 164, em agosto. Mas, ao que tudo indica, os planos do Ultimate para o peso-leve mudaram. De acordo com o site "MMAjunkie", Diego agora deve lutar só em outubro o novembro. E terá uma pedreira pela frente: Gilbert Melendez, último desafiante da categoria.

Pelo Twitter, Gilbert Melendez confirmou que a luta realmente está marcada, mas não entrou em maiores detalhes sobre data e local.

Dana White diz que luta entre Jones e Gustafsson será em setembro


Alexander Gustafsson será mesmo o próximo desafiante ao cinturão dos meio-pesados (até 93kg) do UFC, atualmente em poder de Jon Jones. Em reposta a um fã de MMA no Twitter nesta quinta-feira, o presidente da organização, Dana White, confirmou que o duelo está marcado para a época do outono nos Estados Unidos. Na noite de quarta, Jones já havia postado na mesma rede social que em breve haveria novidades.

- O anúncio da data da minha próxima luta está próximo. Acabei de falar com o presidente. Fiquem ligados - escreveu Jon Jones.

- Dana White, solte a bomba de uma vez. Bones x The Mauler este outono! Certo? - perguntou o fã, citando os apelidos do lutador americano e do sueco, respectivamente.

- Sim - respondeu o todo-poderoso do Ultimate.

Depois, em um bate-papo com os jornalistas após a coletiva de imprensa do UFC 161, Dana foi além e cravou data e local da luta: dia 21 de setembro, em Toronto, no Canadá, no UFC 165.

A marcação do combate entre o brasileiro Lyoto Machida, primeiro colocado do ranking do UFC (campeão, Jones fica acima da lista), e Phil Davis para o UFC Rio 4, dia 3 de agosto, foi um forte indício de que Gustafsson realmente ganharia sua chance de disputar o cinturão. Como disse Jon Jones, o anúncio oficial, especificando a data e o local, deve ser feito a qualquer momento.

GSP x Hendricks em novembro

Quem vai demorar um pouco para retornar ao octógono é o campeão do peso-meio-médio, Georges St-Pierre. Também de acordo com Dana White, o canadense só vai defender seu cinturão contra Johny Hendricks em novembro. O dirigente não confirmou a data exata e nem o local, apenas informou que o duelo deve ser em Las Vegas (EUA), onde GSP não atua desde 2009.

Hendo espera mais ação de Rashad: 'Ele não vai correr como Lyoto fez'

Dan Henderson teve sua sequência de quatro vitórias seguidas quebrada quando enfrentou Lyoto Machida no UFC 157, em fevereiro deste ano. Na ocasião, o brasileiro usou toda sua movimentação e contragolpes para levar o triunfo via decisão dividida dos jurados. Para Hendo, a análise foi a de que o brasileiro passou boa parte da luta fugindo da troca de golpes. Neste sábado, no UFC 161, o veterano de 42 anos volta ao octógono para encarar Rashad Evans. Ele espera poder proporcionar mais emoção aos fãs.
 
- Vou ficar no centro do octógono e manter apenas um pouco de pressão. Ele não vai correr nem perto do que (Lyoto) Machida fez. Quando fizer essa pressão, quando eu chegar perto dele, preciso ficar atento para não ser derrubado e nem sofrer contragolpes. Ele é rápido e atlético - disse Hendo em entrevista ao ex-lutador do UFC Frank Trigg.

Embora reconheça as qualidades atléticas de Rashad Evans, Dan Henderson acredita que pode tirar vantagem de outro fator: o lado psicológico do adversário.

- Acho que ele fica um pouco nervoso nas lutas às vezes. (...) Ele fica um pouco tímido, hesitante. Talvez esteja pensando muito, eu não sei. Eu realmente não tenho visto Rashad sentir a pressão em qualquer de suas outras lutas. Ele só fica lá e faz o melhor que pode. Mas ele não puxa o gatilho um monte de vezes em que deveria, ou não é agressivo. Acho que apenas pressioná-lo e criar ação um pouco mais do que ele está acostumado pode deixá-lo um pouco cansado. E tentar me derrubar pode deixá-lo cansado também - analisou o ex-campeão peso-médio do Pride.
A luta entre Dan Henderson e Rashad Evans será a principal do UFC 161. O canal Combate e o Combate.com transmitem ao vivo a pesagem do evento nesta sexta-feira, às 18h. O canal Combate também exibe o evento ao vivo no sábado desde as 19h30m, com a exibição do Countdown. As lutas começam às 20h. O Combate.com acompanha tudo em Tempo Real a partir de 19h30m e transmite ao vivo o primeiro combate da noite, entre Yves Jabouin e Dustin Pague.

Rashad quer voltar a intimidar os rivais: 'Tenho que ser arrogante'

Rashad Evans parece ter encontrado a resposta para a queda de rendimento em suas últimas lutas. Com duas derrotas nas últimas duas lutas, ele volta ao octógono no próximo sábado, contra Dan Henderson, no UFC 161, querendo recuperar o estilo provocador e marrento que o marcou no início da carreira. Ele acha que isso é um combustível para motivação que se perdeu com o tempo.
 
- Eu deixei a intimidação um pouco de lado, pois queria ficar mais focado em competir. Mas quando eu fiz isso, tirei um pequeno pedaço de mim. Tirei um pedaço que me empurrava, essa parte que me colocava em uma luta com alguém e fazer qualquer coisa para conseguir a vitória - disse o ex-campeão meio-pesado do UFC ao "USA Today".

Rashad Evans faz questão de enfatizar que no dia a dia, com amigos e familiares, ele é bem-humorado e brincalhão. Somente para lutar é que ele sente a necessidade de mudar um pouco seu jeito de ser.

- Quando eu luto, tenho que ser arrogante. É assim que eu luto. É uma parte que você nunca veria de mim na vida normal, porque eu brinco e sorrio, e você não vê esse lado. Mas quando entro no octógono, quero que meu adversário saiba que ele não deveria ter sequer assinado o contrato para lutar comigo. Ele deveria estar envergonhado, e quero deixá-lo embaraçado por estar fazendo isso - explicou.

Spider prefere evitar Vitor Belfort: 'Não gosto de lutar com brasileiro'

Vitor Belfort venceu quatro de suas últimas cinco lutas e voltou a se destacar no peso-médio do UFC. Depois de derrotar atletas bem ranqueados em suas duas apresentações em 2013 (contra Michael Bisping e Luke Rockhold), o carioca voltou a ter seu nome especulado para disputar o título da categoria. Mas se depender do que pensa o campeão, Anderson Silva, esse duelo não será realizado. O Spider venceu Belfort em fevereiro de 2011 e repetiu nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro, que não gosta de enfrentar brasileiros.

De acordo com Anderson Silva, uma revanche com Vitor Belfort só seria realizada se esse fosse um objetivo e uma ordem do UFC.

- Não tenho essa pretensão, não gosto de lutar com brasileiro. É um título que é nosso, é um patrimônio brasileiro, é uma coisa que a gente conquistou com muita determinação e força de vontade, então quando eu começo o meu camp de treinos para lutar, sempre estou pensando no Brasil em geral, nesse título se manter no Brasil. É difícil você colocar um título que é mundial com dois brasileiros. É legal porque aí você vê o quanto é a força do Brasil dentro desse esporte, mas não gosto de lutar com brasileiro e não tenho a pretensão de lutar com o Vitor também. Mas eu sou um funcionário do UFC, assinei por mais dez lutas. Se acontecer, sou profissional assim como ele e vamos lutar - garantiu o campeão.

Anderson Silva tem luta marcada contra Chris Weidman para o dia 6 de julho, em Las Vegas (EUA), mas os nomes mais famosos sempre aparecem como possíveis adversários.

- Mr. Jones, acho que seria uma perfeita luta! Seria a luta do século! (Alguém disse que Jones podia ser Jon) Não, claro que todo mundo sabe que eu estou falando do Roy Jones Jr! - disse o campeão dos médios.

O Spider deu essa resposta porque Roy Jones Jr disse na semana passada que aceita o desafio para enfrentá-lo no boxe. Como o UFC dificilmente vai liberar Anderson para esse duelo, as lutas no MMA retomaram as atenções na coletiva. O brasileiro negou, por exemplo, que tenha ligado para o presidente do Ultimate, Dana White, para pedir luta contra Jon Jones ou Georges St-Pierre.

- Não liguei para ninguém, jamais faria isso depois de uma luta do Jon Jones, até porque eu o respeito. Ele fez uma superluta contra o... falastrão (Chael Sonnen) e acabou machucando o pé. Eu jamais ia ligar para o Dana White e pedir uma luta contra esse ou outro cara. Nunca fiz isso, nunca, desde o começo da minha carreira. Nunca pedi para lutar com fulano ou sicrano. As coisas foram surgindo de acordo com os meus resultados.

Tenho o meu cinturão, que é nosso, é um patrimônio brasileiro, e temos que cuidar disso" Anderson Silva, campeão dos médios do UFC
 
Apesar de desmentir o pedido, Anderson Silva admitiu que pode, sim, enfrentar Jon Jones, mas desde que seja em um peso intermediário. O Spider não quer subir para enfrentar o campeão meio-pesado porque ele acha que, fazendo isso, poderia atrapalhar lutadores da sua equipe que estão na categoria, como Lyoto Machida e Rogério Minotouro. 

Mas quando o assunto é Georges St-Pierre, o tom muda um pouco. O brasileiro dá a entender que gosta mais da ideia de enfrentar o canadense do que o americano.

- Sobre o Georges St-Pierre, já muda um pouquinho! A gente tem uns atletas na equipe também... Como falei, se for no peso casado, eu faria, não disputando os cinturões do Georges St-Pierre ou do Jon Jones. Não tenho essa pretensão. Tenho o meu cinturão, que é nosso, é um patrimônio brasileiro, e temos que cuidar disso.