quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Acordo de cavalheiros' sela amizade de Lyoto e Muñoz antes de confronto

Lyoto Machida x Mark Munoz UFC (Foto: Reprodução / Instagram)

Acostumados a estudar bastante seus adversários antes de entrar no octógono, Lyoto Machida e Mark Muñoz levarão essa rotina a outro nível antes de se enfrentarem na luta principal da noite do UFC Fight Night Combate: Machida x Muñoz, em Manchester (ING), no próximo sábado. Isto porque, além de terem realizados alguns treinamentos juntos na academia Black House, em Los Angeles (EUA), os lutadores iriam treinar juntos no dia seguinte ao anúncio do Ultimate de que o brasileiro iria substituir o britânico Michael Bisping contra o americano. A revelação foi confirmada por Lyoto ao Combate.com em entrevista por telefone.

Ao lembrar da situação, Lyoto Machida afirmou que o clima ficou "estranho" quando souberam da decisão do UFC em realizar o confronto. Entretanto, pelo profissionalismo e respeito à organização pela qual são contratados, os amigos selaram um "acordo de cavalheiros" e o treinamento foi devidamente cancelado.

- Realmente, a gente iria fazer o treino e tivemos que cancelar. Foi um pouco chato na hora, ficou um clima estranho, mas entendemos a situação. É uma situação difícil, mas principalmente, somos profissionais e empregados do UFC. Não somos amigos de frequentar a casa um do outro, mas eu o respeito muito e ele a mim. Já treinamos juntos anteriormente e vou lá disposto a fazer o meu melhor - disse o brasileiro.

Determinado a ajudar o UFC a encontrar o substituto ideal para Michael Bisping, atleta "da casa", Lyoto Machida lembrou que chegou a ficar apreensivo para saber se o anúncio do combate iria ter algum efeito negativo na relação próxima entre os lutadores. Entretanto, mais uma vez o profissionalismo falou mais alto e tudo foi resolvido na base da conversa.

- Não pensei em recusar a luta, mas cheguei a ficar apreensivo no momento em que soube. Mas conversamos para saber como poderíamos fazer, até que chegamos a um acordo de cavalheiros, pode-se assim dizer. Apesar de já estar com a luta do Tim Kennedy agendada e programada, eu queria ajudar a fazer o evento, ajudar a empresa. Claro que não tem nenhum motivo pessoal contra o Muñoz, muito pelo contrário, já que treinamos juntos algumas vezes e temos parceiros de treino em comum - falou Lyoto Machida.

Ex-campeão da categoria dos pesos-meio-pesados (até 93kg), Lyoto Machida fará sua estreia como peso-médio (até 84kg) diante de Mark Muñoz no UFC em Manchester. Sobre a sempre luta contra a balança, o brasileiro revelou que espera sofrer um pouco mais amanhã, dia da pesagem oficial para o evento, mas que não sentiu nenhum desconforto nos treinamentos para lutar na divisão de baixo.

- Estou me sentindo bem e baixando o peso com qualidade. Não tive nenhum problema a mais com cansaço ou falta de força e estou me sentindo normal com relação a perda de peso. Nós fizemos um planejamento muito bom para chegar aqui, mas não sei amanhã. Com certeza, vai ser um pouco mais complicado, já que é o último dia para perder peso. Devo ter um pouco mais de desconforto, mas me senti normal e forte durante toda a preparação e com muita disposição nos treinamentos - revelou o lutador.

Ciente das dificuldades de uma categoria que possui nomes como Chael Sonnen, Ronaldo Jacaré, Vitor Belfort, Anderson Silva e o campeão Chris Weidman, o paraense Lyoto Machida diz não pensar ainda em luta por título. Possibilidade, aliás, que o brasileiro já não via mais como meio-pesado, após perder para o americano Phil Davis no UFC 163, no início de agosto.

- É difícil falar em cinturão agora, porque eu acabei de chegar na categoria, que tem caras muito duros. Mas, nos meio-pesados estava complicado, trancado, depois de me colocarem para lutar com o Phil Davis. Então, abriu essa oportunidade de descer de divisão e espero fazer boas lutas. Mas é cedo ainda para falar em disputa de cinturão -  afirmou Lyoto Machida.

Duelo Lyoto x Muñoz deixa irmãos Gracie em lados opostos do córner

Lyoto Machida, Mark Muñoz, Ryron Gracie e Rener Gracie (Foto: Reprodução / Instagran)

Netos de Hélio Gracie e filhos de Rorion Gracie, o criador do UFC, os irmãos Rener e Ryron foram formados para ensinar jiu-jítsu e sempre o fizeram juntos. Neste sábado, no entanto, eles defenderão lados opostos. Rener vai estar no córner de Lyoto Machida, que enfrenta o americano Mark Muñoz, que por sua vez terá Ryron em seu córner. Lyoto e Muñoz, que são amigos e costumam treinar juntos, vão fazer a luta principal do UFC Fight Night 30, em Manchester, na Inglaterra. Em entrevista ao Combate.com, Rener contou que não foi fácil chegar a essa decisão: - A princípio, nós não iríamos fazer isso. Aí o Lyoto e o Mark nos pediram. Foi uma decisão muito difícil, porque eu também treino com o Mark, e o Ryron também treina com o Lyoto. Ou seja, nós dois treinamos com Lyoto e Mark. Foi bem difícil chegar a essa decisão - disse, por telefone.

O que fez Rener e Ryron reconsiderarem a possibilidade da divisão no duelo foi a maneira como o MMA é tratado pela terceira geração da família Gracie, à qual os dois pertencem. O profissionalismo está acima de qualquer outra coisa.

- É interessante. Eu e meu irmão somos parte da terceira geração da família Gracie. Essa geração é bem diferente da segunda geração. Quando a segunda geração lutava, as lutas eram muito emocionais. Era caratê x jiu-jítsu, taekwondo x jiu-jítsu, wrestling x jiu-jítsu, então era a família Gracie contra o mundo inteiro. Toda luta era um grande desafio. Meu pai (Rorion), Royce e Rickson representavam a família Gracie contra outra arte marcial. Mas as coisas mudaram muito. Hoje, é um esporte, e não aquela coisa de defender a honra da família. É um esporte como futebol, basquete, é um jogo. E os caras são atletas profissionais nesse esporte que é o MMA, no qual se inclui o jiu-jítsu. São profissionais que precisam ganhar dinheiro, pagar as contas e ganhar o respeito por serem os melhores no que fazem - declarou Rener.

Eles vão fazer do mesmo jeito que fazem na academia, a não ser pelas luvas um pouco menores e pelos socos um pouco mais fortes. Mas assim que a luta acabar, vamos todos jantar juntos"

Rener Gracie, sobre Lyoto x Muñoz

Não é assim que pensam os Gracies mais antigos, como o pai deles, Rorion. Segundo Rener, Rorion tem a mesma mentalidade de Royce e Rickson, por exemplo, acreditando que o jiu-jítsu é muito mais do que um simples esporte, e não apoiou a ideia:

- Quando contei ao meu pai que eu e Ryron estaríamos no córner um contra o outro, ele não gostou e disse: "Não façam isso. Não é uma boa ideia". Para ele, uma luta não é pelo esporte, e sim pela honra. Ele é da segunda geração e ainda acredita que isso é muito maior do que o esporte. Mas nós explicamos ao nosso pai que tanto Lyoto Machida quanto Mark Muñoz representam o jiu-jítsu Gracie. Os dois representam a nossa academia. Da mesma maneira, elas treinam juntos na academia e fazem sparrings muito duros. Agora eles vão fazer sparring e socar um ao outro dentro do octógono. É diferente. Se eles pudessem escolher, claro que optariam por não lutar. Mas não tiveram escolha, então vão lutar. Eles vão fazer do mesmo jeito que fazem na academia, a não ser pelas luvas um pouco menores e pelos socos um pouco mais fortes. Mas assim que a luta acabar, vamos todos jantar juntos.

Rener Gracie disse que ele e Ryron estão igualmente comprometidos com o duelo deste sábado e ressaltou que não treina Lyoto para derrotar Muñoz especificamente, e sim para fazer o compatriota dar o melhor de si dentro do octógono:

Quando contei ao meu pai que eu e Ryron estaríamos no córner um contra o outro, ele não gostou. Ele é da segunda geração e ainda acredita que isso é muito maior do que o esporte. Mas nós explicamos que tanto Lyoto quanto Muñoz representam o jiu-jítsu Gracie"

Rener, sobre a reação de Rorion Gracie

- Quando eu vou lá treinar o Lyoto, eu não treino o Lyoto contra o Mark, eu treino o Lyoto para o Lyoto, entende? Não quero ver o Mark perder, o que eu quero é ver o Lyoto vencer e ter certeza de que, no dia da luta, vai entrar lá o melhor Lyoto Machida possível. Nós concordamos que, se eu vou treinar Lyoto, vou dar 100% da minha dedicação para ele, da mesma maneira que o treinei para enfrentar Phil Davis, Rashad Evans... Contra outros lutadores, vou fazer a mesma coisa e espero que ele dê o seu melhor. Não que eu queria ver Mark Muñoz perder, mas quero ver Lyoto dando seu melhor. E meu irmão está igualmente comprometido em dar a Mark Muñoz a mesma energia e a mesma dedicação.

O segundo filho mais velho de Rorion Gracie (o mais velho é Ryron) contou ainda que a afinidade foi o fator que decidiu quem, enter ele o irmão, ficaria com Lyoto e quem ficaria com Muñoz:

- Nós decidimos na moeda. Estou brincando (risos). Eu treinei mais o Lyoto do que meu irmão, não muito, mas foi um pouco mais. E ele treinou o Mark um pouco mais do que eu. Eu conheço melhor o Lyoto. Eu dou aula de jiu-jítsu para os filhos dele, é bem uma coisa de família. Meu irmão treina com o Mark há muitos anos, e eles também são bons amigos. Mas eu treino com Mark e meu irmão treina com o Lyoto também. Poderíamos muito bem ter jogado uma moeda para decidir. Não importa, contanto que eles entrem lá e façam uma boa luta, sem que ninguém se machuque muito.

‘Tenho que mudar para fugir do julgamento dos árbitros’, diz Lyoto



Se foi difícil para a torcida brasileira engolir a derrota de Lyoto Machida para Phil Davis, imagine o que sentiu o baiano. O Dragão foi superado pelo americano por decisão unânime, no UFC Rio 4, resultado que gerou bastante polêmica à época.

Passados dois meses desde o quarto revés de sua carreira, o carateca está pronto para dar a volta por cima na Inglaterra, no próximo sábado (26), quando vai enfrentar Mark Muñoz na luta principal da noite. A princípio, Michael Bisping seria o adversário de Muñoz, mas o inglês sofreu uma lesão no olho e teve que abandonar o card. Machida, por sua vez, iria enfrentar Tim Kennedy no dia 6 de novembro.

Em entrevista à TATAME, Lyoto contou que a derrota para Davis fez com que ele repensasse seu modo de agir dentro do octógono. “Tenho que mudar para fugir do julgamento dos árbitros. Vou evitar deixar o resultado nas mãos deles”, afirmou.

Confira, abaixo, o bate-bapo exclusivo com o Dragão:

Como você recebeu a notícia da mudança de oponente?

Fiquei pensativo, mas acabei aceitando. Estava me preparando, fazendo um bom camp pra enfrentar o Kennedy. Agora, preciso encontrar o peso certo, porque estava com uma data certa para chegar aos 84 kg com antecedência, uns 10 dias antes. Mas isso não vai me prejudicar, não. O UFC me pediu, e eu tinha que retribuir para não deixar o evento na mão.

O que muda nos seus treinos para encarar o Mark Muñoz?

O Kennedy e o Muñoz têm um estilo meio similar. O Muñoz movimenta mais a luta, embora o Kennedy também aguente bastante e tenha boa resistência. Então, não muda muito no meu treinamento.

O julgamento dos juízes na derrota para o Phil Davis te fez rever seu jogo?

Tenho que mudar para fugir do julgamento dos árbitros. Vou evitar deixar o resultado nas mãos deles. Preciso soltar mais meu jogo. Soltando o meu jogo, vou conseguir o que quero: nocaute, finalização… Qualquer coisa. Acredito muito na minha qualidade.

Você se machucou antes da luta com o Davis, mas pouca gente sabe. Como ocorreu a lesão?

Pois é, eu não conseguia andar direito até uma semana antes do combate. Eu estava treinando com o Brendan Schaub e machuquei o pé, tive uma lesão no ligamento lateral do tornozelo. Fiquei impossibilitado de treinar e até de caminhar. O meu fisioterapeuta foi comigo para o Rio de Janeiro, e fizemos um intensivo. Melhorou bastante para a luta, mas ainda incomodava. Isso não é desculpa para a derrota, mas, de repente, poderia ter feito melhor.

O Muñoz é o quinto colocado no ranking dos médios. Caso você vença, qual futuro imagina para si dentro da categoria?

 Se eu vencer, vou me posicionar bem. Acabei de chegar, quero fazer uma boa estreia e pensar nisso depois. Uma coisa de cada vez. Sempre deixei claro que poderia transitar nas duas divisões, e atuar nos médios foi uma oportunidade que o UFC me deu. Mas não descarto que posso voltar a subir.

Vai torcer para o Anderson Silva ganhar do Chris Weidman, mesmo correndo o risco de poder enfrentá-lo caso chegue ao title shot?

Vou torcer para o Anderson ser campeão novamente, até porque title shot é um futuro distante para mim ainda. Nem penso nisso. Quero provar que posso lutar nessa categoria também.

Campeão no ADCC, filho de Rickson Gracie anuncia transição para o MMA

Kron Gracie Rickson Gracie Jiu-Jitsu china (Foto: Reprodução / Instagram)

A família Gracie terá mais um representante no MMA em breve. Filho de Rickson, Kron anunciou nesta quarta-feira que vai se concentrar exclusivamente nas artes marciais mistas. Ele tinha luta marcada no World Jiu-Jitsu Expo 2013, mas, como ela não vai mais ser realizada, ele decidiu antecipar a transição. - Não vou competir na Expo porque meu oponente, Rodolfo Vieira, se machucou. Então, vou dar um tempo nos torneios de jiu-jítsu e focar toda a minha energia no MMA! Tenho esperado toda a minha vida por essa transição. E não posso esperar para me testar no mais alto nível. Agradecimentos especiais a Nate Diaz, Nick Diaz, Jake Shields, Gilbert Melendez, Rickson Gracie e Jean Jacques Machado - escreveu Kron em sua conta no Instagram.

Nate Diaz, Nick Diaz, Jake Shields e Gilbert Melendez são lutadores do UFC e vêm sendo companheiros de Kron neste início de treinos de MMA do Gracie. Os americanos são pupilos do seu primo Cesar Gracie.

Kron Gracie tem 25 anos e foi campeão mundial de jiu-jítsu nas faixas roxa (2006) e marrom (2007). Na preta, sua melhor colocação foi um segundo lugar em 2011. No último fim de semana, em Pequim, Kron se tornou campeão do ADCC (Abu Dhabi Combat Club), principal competição de grappling do mundo, na categoria até 77kg.

No MMA, a responsabilidade de Kron em carregar o nome da família vai ser tão grande quanto no jiu-jítsu. Assim como na arte suave, Rickson também encerrou sua carreira nas artes marciais mistas de forma invicta. Foram 11 lutas e 11 adversários finalizados.

UFC anuncia realização de 35 eventos para 2014, dois a mais que em 2013

Dana White UFC 166 (Foto: Ivan Raupp)

O presidente do Ultimate, Dana White, anunciou nesta quarta-feira o planejamento de eventos para 2014. Em entrevista ao canal americano "Fox Sports", o dirigente informou que serão 35 shows no próximo ano. Como base para comparação, em 2012 foram 31, e 2013 vai se encerrar com 33.

Dois eventos já estavam acertados para 2014: dia 4 de janeiro, em Cingapura (UFC Fight Night); e 1º de fevereiro, em Newark (UFC 169). Mais dois foram anunciados também nesta quarta. No dia 25 de janeiro, Chicago será sede de mais um UFC Fight Night. Em 22 de fevereiro, Las Vegas vai receber o UFC 170.

Dos 35 eventos previstos para o ano que vem, menos de dez devem ser realizados no Brasil, ficando próximo do número de 2013 (sete). A informação foi revelada pelo diretor de operações internacionais do Ultimate, Marshall Zelaznik, na semana do UFC Fight Night no Combate: Maia x Shields, em Barueri-SP.

Equipe de Cain Velásquez nega lesão na mandíbula e estranha suspensão

Cain Velasquez ufc instagram (Foto: Reprodução)

Na terça-feira, a Comissão Atlética do Texas divulgou as suspensões médicas pós-UFC 166, que incluía seis meses de afastamento para o campeão dos pesos-pesados, Cain Velásquez, por conta de uma suspeita de fratura na mandíbula. Na quarta-feira, a equipe do lutador americano mostrou estranhamento com a suspensão e negou que ele tenha qualquer problema na região.

- A região está completamente boa, e estava totalmente bem. Ele nem viu nenhum médico nem nada. Ele está no parque com sua família, está comendo tudo o que quer. Ele está bem - comentou Heidi Seibert, assessora de imprensa de Velásquez, ao site "MMA Junkie".

Ainda segundo Seibert, Velásquez recebeu alguns pontos no nariz após a luta, foi à coletiva de imprensa e seguiu para a festa pós-luta. Não houve nenhuma discussão sobre uma possível lesão na mandíbula, o que deixou a equipe ainda mais confusa sobre a suspensão.

- Ele ficou na festa pós-luta até 1h30m (horário local), se sentindo bem, então, não temos ideia de onde (a suspensão) veio - disse Seibert.

Apesar disso, a equipe deve buscar a liberação de um médico para que Velásquez retorne aos treinos e ao octógono antes do prazo estipulado pela comissão, pelo qual ele só poderia voltar a lutar em 18 de abril de 2014. Após vencer Junior Cigano por nocaute técnico no quinto round neste sábado, o americano deve enfrentar o brasileiro Fabricio Werdum em sua próxima luta

Junior Cigano leva 11 pontos no rosto após derrota para Cain Velásquez

Sem lesão grave, Cigano brinca com enfermeira: 'Não me acha bonito?' (Foto: Fabio Costa)

O brasileiro Junior Cigano já está de volta ao Brasil após sua derrota para o americano Cain Velásquez no UFC 166, no último sábado. Segundo o programa "UFC Tonight", telejornal oficial do Ultimate, o ex-campeão dos pesos-pesados recebeu alta do hospital Memoriam Hermann Texas Medical Center, em Houston, no domingo, e chegou a Salvador na terça-feira.

Além disso, a reportagem do programa revelou que Cigano recebeu 11 pontos no rosto: sete sobre o olho, três na orelha e um abaixo do lábio. Apesar disso, sua equipe descreveu as lesões sofridas pelo lutador como "cosméticas".

Conforme adiantado pelo Combate.com no domingo, o time de Cigano também confirmou que o peso-pesado sofreu lapsos de memória após o terceiro round. Entretanto, eles disseram que isso é normal e que não esperam danos a longo prazo. O médico ortopedista de Cigano, Fábio Costa, espera que o rosto do lutador esteja recuperado em até 10 dias.

Cormier aceita enfrentar Gustafsson, mas só se luta acontecer nos EUA

Daniel Cormier treino UFC 166 (Foto: Evelyn Rodrigues)

O americano Daniel Cormier afirmou nesta terça-feira que está disposto a enfrentar o sueco Alexander Gustafsson por uma chance de disputar o cinturão dos pesos-meio-pesados do UFC. Todavia, o ex-campeão do GP dos pesos-pesados do Strikeforce tem preferências de local e data: ele quer a luta nos EUA, e na mesma época em que o campeão da categoria, Jon Jones, vai enfrentar o brasileiro Glover Teixeira.

- Com certeza, se fosse Alexander Gustafsson, com todo o momento que ele construiu após aquela luta (com Jones), eu adoraria. Com isso dito, será minha primeira vez descendo para 93kg. Alexander Gustafsson deve lutar na Europa, e eu não quero fazer meu primeiro corte de peso fora do país - disse Cormier à rádio do site "MMA Junkie".

O lutador da academia American Kickboxing Academy (AKA) justifica seu pedido para lutar nos EUA pelas suas lembranças da época em que praticava luta olímpica. Cormier teve problemas nos rins ao tentar cortar o peso para competir nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008, e agora conta com um patrocinador nutricional para ajudá-lo na missão de descer até 93kg.

- Eu sei o quanto é mais difícil bater o peso fora do país do que é nos EUA. Nos EUA, toda a comida que vou precisar é facilmente acessível. Há mercados 24 horas. Se eu calcular algo errado, podemos encontrar academias 24 horas. Não é assim lá fora. É uma enorme diferença. Então, se estiver certo que Alexander vai lutar no exterior, não, eu não quero lutar com Alexander Gustafsson - explicou.

Neste caso, Cormier afirmou que gostaria de enfrentar Gegard Mousasi ou Rogério Minotouro em sua primeira luta como peso-meio-pesado. Ele também disse que teria de conversar com Phil Davis, a quem chamou de "irmãozinho", antes de concordar em enfrentá-lo. Davis é outro lutador bem cotado na divisão, vindo de três vitórias consecutivas.

O outro pedido de Cormier é que sua luta de estreia no peso-meio-pesado seja na mesma época que o combate entre Jon Jones e Glover Teixeira. O americano quer deixar uma marca e convencer o UFC de que ele merece a próxima disputa do cinturão.

- No MMA, as memórias são muito curtas, então se você tem um cara que teve uma grande performance, e duas semanas depois, outra pessoa tem uma performance muito, muito boa, eles podem pular na frente desse cara. Então você quer ter sua grande performance na mesma época da pessoa ou das pessoas que você está perseguindo. Se meu objetivo é ser o campeão peso-meio-pesado, tenho de lutar na mesma época que Jones e Glover, porque senão, eu poderia lutar um mês e meio antes, e até a hora de eles lutarem, digamos que o coevento principal fosse (Phil) Davis contra, talvez Mousasi, e Phil se sai muito bem. Aí, minha vitória de dois meses atrás não é tão impressionante porque Phil se saiu bem. Então você tem de pensar e se manter antenado com a decisão. Senão, você pode meio ser deixado de lado - analisou Cormier.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Roy Jones Jr.: 'Se Anderson vencer Weidman, faremos uma luta de boxe'

MONTAGEM - Anderson silva e Roy Jones Junior (Foto: Agência Getty Images)

Aos 45 anos de idade, Roy Jones Jr., uma das maiores lendas americana do boxe, revelou que pretende realizar o sonho do brasileiro Anderson Silva e disputar uma luta de boxe com ele. Jones deu apenas uma condição para que o duelo aconteça: que Anderson vença Chris Weidman na luta principal do UFC 168, que acontece dia 28 de dezembro, em Las Vegas, e volte a ser o campeão dos pesos-médios da entidade.

- Se Anderson Silva vencer Chris Weidman, nós faremos uma luta de boxe, que é o que ele deseja. Se ele vencer e voltar a ser o campeão, tenho que estar pronto para enfrentá-lo, porque tenho certeza que Anderson vai vir com tudo para cima de mim. Quero dar a ele o que ele tanto quer. Anderson disse que é o sonho da sua vida, e temos que realizá-lo. Ele é um grande atleta, tanto no ataque quanto na defesa - disse Roy Jones Jr. ao site "Boxingnewsonline.com". Esta foi a primeira vez que o boxeador americano admitiu que uma luta entre ele e Anderson Silva poderia acontecer.

O americano, que é sete anos mais velho que o brasileiro, revelou também que pretende fazer uma luta de preparação, contra o peso-cruzador Bobby Gunn, para ganhar ritmo de luta antes de encarar o brasileiro. Vindo de três derrotas, Roy Jones Jr. venceu sete de suas últimas 13 lutas. Das últimas seis derrotas, três foram por nocaute. Em toda a sua carreira, Roy Jones Jr. obteve 54 vitórias, sendo 40 por nocaute, e sofreu oito derrotas. Foi campeão mundial entre os médios, super-médios, meio-pesados e até entre os pesos-pesados, este último pela Associação Mundial de Boxe.

Wanderlei sugere que TUF com ele e Sonnen tenha brasileiros x americanos

Vitor Belfort Wanderlei Silva TUF Brasil (Foto: Divulgação - TUF Brasil)

Wanderlei Silva pretende mudar um pouco o processo seletivo de lutadores para o TUF Brasil 3. O ex-campeão do Pride quer escolher os atletas que vai treinar durante o reality show e sugeriu que o mesmo aconteça com Chael Sonnen nos Estados Unidos, formando, assim, um programa com brasileiros contra americanos. - Preciso de vocês de novo comigo!! Agora é guerra. Ele (Sonnen) escolhe os lutadores dele lá nos Estados Unidos, eu escolho os meus aqui. O que vocês acham? Acabei de mandar essa ideia para o patrão (Dana White, presidente do UFC). Se você gostou, pede lá para ele. Tenho um time imbatível na 93kg, seleção brasileira!! - escreveu Wand no Twitter, pedindo ajuda de seus seguidores para que a ideia vá para a frente.

Para participar de um TUF, os lutadores precisam se enquadrar em alguns pré-requisitos, como ter entre 18 e 35 anos e apresentar um cartel com no mínimo três lutas, por exemplo, e também passar por uma avaliação realizada pelo staff do Ultimate.

Para o TUF Brasil 3, o Ultimate abriu inscrições para três categorias: peso-pesado, peso-médio e peso-meio-pesado. Esta última é a que vai até 93kg, a que Wanderlei Silva diz ter uma "seleção brasileira". As inscrições estão abertas desde o dia 9 de outubro, e os testes, se a ideia de Wanderlei Silva não vingar, estão previstos para 11 de novembro, no Rio de Janeiro.