terça-feira, 26 de novembro de 2013

Tim Kennedy culpa técnico por estilo cauteloso de Georges St-Pierre

Tim Kennedy lutador MMA (Foto: Getty Images)

Antes de Georges St-Pierre ter sua vitória contestada diante de Johny Hendricks no UFC 167, dia 16 de novembro, em Las Vegas, o canadense já sofria diversas críticas de fãs por seu estilo mais tático e de excesso de segurança nas suas defesas de cinturão. Tanto que Chuck Liddell, um dos maiores nomes de MMA, citou nominalmente o campeão meio-médio para exemplificar porque estava achando as lutas da organização mais entediantes do que em outros anos. Para Tim Kennedy, peso-médio com duas lutas no UFC, a culpa pela estratégia cautelosa de Georges St-Pierre é de Firas Zahabi, treinador principal do canadense. Segundo o americano, é injusto culpar Greg Jackson, que também fica no córner do campeão. O atleta da equipe Jackson's Mixed Martial Arts baseia sua acusação nas estatíticas de prêmios recebidos por lutadores de sua equipe.

- Isso (culpar Greg Jackson pelo estilo de luta de Georges St-Pierre) é ridículo e totalmente infundado. Se você pegar as últimas dez lutas, os lutadores que receberam os bônus de "Finalização da Noite", "Nocaute da Noite" e "Luta da Noite" são quase que todos da equipe de Jackson - disse Tim Kennedy ao site "MMA Mania".

Para o americano, que venceu o brasileiro Rafael Sapo em sua última luta no UFC, dia 6 de novembro, outro fato que "inocenta" Greg Jackson e "culpa" Firas Zahabi é a semelhança de estilos entre Georges St-Pierre e Rory MacDonald.

- Na preparação para minha última luta, eu treinei com Rustam Khabilov, Adlan Amagov e Donald Cerrone todo o tempo. Em três semanas diferentes, todos nós recebemos prêmios de nocaute ou luta da noite. Então você olha para Firas Zahabi e vê Rory MacDonald. Quando ele (MacDonald) lutou com Nate Diaz, vimos um lutador extremamente agressivo e que buscava um nocaute. Era assustador. Agora, dois anos depois daquela luta, vemos um lutador que fica só soltando alguns jabs. É horrível e muito chato - falou Tim Kennedy.

Thiago Tavares renova com UFC por 4 lutas: 'Saíram toneladas das costas'

Thiago Tavares UFC (Foto: Rodrigo Malinverni)

Após viver um inferno astral, os dias de Thiago Tavares voltaram a ficar tranquilos. O catarinense havia sofrido uma derrota por nocaute para o russo Khabib Nurmagomedov em São Paulo, no início do ano, e sido suspenso por nove meses após ser pego no exame antidoping feito depois da luta. Com sangue nos olhos para retornar, ele enfrentou o americano Justin Salas em Goiânia, há pouco mais de duas semanas, e venceu por finalização. Como recompensa, o Ultimate renovou o contrato de Thiago por quatro lutas, o que o deixou aliviado e feliz da vida:

- Desde a minha última luta saíram toneladas das minhas costas. Depois daquela derrota para o russo, consegui botar o jiu-jítsu em prática. Consegui renovar o contrato, o UFC aumentou os valores, e isso é a prova do trabalho bem feito e com seriedade - revelou ele ao Combate.com.

Aos 29 anos, Thiago Tavares tem um cartel de 18 vitórias, cinco derrotas e um empate. Após vencer Justin Salas, o catarinense anunciou que estava descendo dos leves (até 70kg) para os penas (até 66kg), mas ainda não há data para a provável estreia dele na nova categoria.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Ainda sem data para voltar, Minotauro mira duelo contra Roy Nelson


Ainda se recuperando da cirurgia no cotovelo esquerdo, após sofrer uma lesão no embate diante de Fabrício Werdum, em junho deste ano, Rodrigo Minotauro já mira um adversário no seu retorno ao UFC. Segundo o peso-pesado, ele vê com bons olhos um duelo contra Roy Nelson.

“Estou totalmente interessado nessa luta. Ele é um atleta muito duro e está sempre lutando contra os tops. Gostaria de enfrentá-lo. O Nelson tem uma mão pesada e seria um bom desafio”, disse o lutador, em entrevista ao site MMA Fighting.
 
Sobre o seu período fora de atividade, Minota adiantou que deve estar de volta aos treinamentos em janeiro, para só estar apto a entrar no octógono mais famoso do mundo em março ou abril.

“Não vou ser capaz de treinar forte antes de janeiro. As lesões nos ligamentos são necessárias seis meses para se recuperar, então eu não posso voltar antes disso. Mas minha intenção é estar de volta em março ou abril”, completou o ex-campeão do Ultimate.

Vitor Belfort: 'Minha luta pelo título do UFC será em um estádio de futebol'

FRAME Vitor Belfort igreja (Foto: Reprodução)

Apontado como o próximo desafiante ao cinturão dos pesos-médios do UFC, Vitor Belfort não pretende torcer para Chris Weidman ou Anderson Silva na luta do UFC 168 que definirá seu próximo oponente. O "Fenômeno", que vem de três vitórias espetaculares, curiosamente conquistadas com chutes altos em um tempo somado de apenas 10m16s (6m27s contra Michael Bisping, 2m32s contra Luke Rockhold e 1m17 contra Dan Henderson), garantiu em entrevista ao site "MMA Fighting" que não cria expectativas sobre quem enfrentará, mas acredita que, qualquer que seja o adversário, a luta acontecerá em um estádio de futebol.

- A luta será em um estádio de futebol. Tenho certeza que podemos lotar o Maracanã ou qualquer outro estádio no Brasil. Seria muito interessante. Sei que o UFC virá com a melhor ideia possível, porque eles estão muito focados no Brasil. Quanto a mim, só estou esperando o vencedor. Não crio expectativas para não me frustrar mais tarde. Conquistei o direito de disputar o cinturão, e lutarei contra quem vencer a luta de dezembro. Só quero entrar lá e ouvir: 'O novo campeão dos pesos-médios...". Eu tenho um objetivo, que é derrotar o campeão e conquistar o título.

- Weidman não pode deixar Anderson Silva ditar o ritmo da luta. Anderson é o tipo de lutador que leva o adversário a fazer o jogo que ele quer. Weidman tem que fazer a sua luta. Vou assistir à esse combate sem me importar contra qual deles vou lutar. O certo é que estarei ainda melhor quando voltar ao octógono. Sei que é difícil de acreditar que farei mais do que fiz nas últimas lutas, mas eu vou fazer. Venho trabalhando muito, e tem muitas coisas que ainda não executei. Meu melhor ainda está por vir. Meu jogo de chão está melhorando cada vez mais desde que comecei a treinar com Gilbert Durinho, e nem falo mais sobre wrestling, já que trabalho com o Michael Jordan do wrestling, Kenny Monday. O certo é que vou treinar focado tanto no Anderson quanto no Weidman, e concentrado também nas minhas habilidades - finalizou.

Jon Jones quer superluta contra Cain Velásquez até o final do ano que vem

montagem Jon Jones e Cain Velasquez UFC (Foto: Editoria de Arte)

Não é novidade que o campeão dos pesos-meio-pesados do UFC, Jon Jones, pretende subir para o peso-pesado antes do fim de sua carreira. O lutador americano, porém, afirmou neste fim de semana, durante uma aparição na Gentleman's Expo, feira voltada ao público masculino em Toronto, no Canadá, que gostaria de enfrentar o campeão da categoria de cima, seu compatriota Cain Velásquez, antes disso, até o final do ano que vem. Pela declaração de "Bones", fica aparente que o atleta acredita que uma superluta entre dois campeões seria benéfica para o sucesso do MMA. Um combate entre ele e Anderson Silva foi muito especulado no início do ano, mas caiu quando o brasileiro perdeu o título dos pesos-médios para Chris Weidman no UFC 162, em junho.

- Acho que isso vai acontecer dentro dos próximos dois anos, vou subir ao peso-pesado permanentemente. Mas estou buscando uma superluta mais cedo ou mais tarde, dentro do próximo ano. Então, sim, eu estou empolgado. Eu venho pensando sobre eu e Cain Velásquez lutarmos. Seria enorme para nosso esporte. Ele é certamente o cara mais duro daquela divisão, e ele não é tão grande, então acho que seria uma luta muito interessante. Não se surpreenda em ver isso mais cedo ou mais tarde - afirmou Jones em resposta a um fã, que perguntou se ele mudaria de categoria de peso.

Para competir no peso-meio-pesado, Jon Jones tem que cortar peso para bater 93kg na véspera das lutas, mas, no peso-pesado, o limite é de 120,2kg. "Bones" disse na feira que não teria de ganhar muito peso para enfrentar Velásquez, que, apesar de mais pesado, é mais baixo que ele (Jones tem 1,93m, Velásquez tem 1,85m).

- Neste momento, estou pesando 104kg. Eu ganharia cerca de 4,5kg de músculo e competiria com cerca de 109kg - disse Jones.

Antes da superluta contra Velásquez, porém, Jon Jones terá de enfrentar o brasileiro Glover Teixeira, em combate especulado para março de 2014. O UFC também pretende dar uma chance de revanche a Alexander Gustafsson, que fez grande combate contra o campeão em setembro, caso ele vença Jimi Manuwa em março, em Londres.

Adriano Martins vibra com luta contra Cerrone: 'Fiquei bastante animado'

Adriano Martins UFC Goiânia (Foto: Rodrigo Malinverni)

Duas semanas foi tempo suficiente para que o Adriano Martins descansasse. Após estrear bem - com direito a bônus de finalização da noite sobre Daron Cruickshank - no último dia 9 de novembro, o amazonense já tem sua próxima luta marcada. Adriano volta ao octógono no próximo dia 25 de janeiro para enfrentar Donald Cerrone, Top 10 da categoria dos leves, no UFC: Henderson x Thomson, em Chicago. Em junho deste ano, logo depois de se recuperar de uma lesão no joelho e retomando os treinos, Adriano citou, em conversa com o GLOBOESPORTE.COM, que Cerrone era um dos lutadores da divisão que mais gostaria de enfrentar. Depois de estrear e com boa fama nos bastidores da franquia, o amazonense falou sobre a próxima luta.

- Fiquei bastante animado com a luta. O Cerrone é um cara forte, que eu sempre tive vontade de enfrentar. Essa luta vai ser um divisor de águas e eu vou estar pronto para apresentar bem tudo que eu tenho – ressaltou o amazonense.

A surpresa, não só por enfrentar um lutador do porte de Cerrone, é também por integrar – em sua segunda luta no UFC – o card principal. Adriano festejou a ‘velocidade’ de seu avanço e confessou: ‘Não imaginei que fosse ser tão rápido’. Quem imaginou, no entanto, foi o empresário do lutador, Samir Nadaf.

- O Joe Silva (casador de lutas da franquia) ligou para o Alex Davis (também empresário de Adriano) interessado em fazer essa luta. Na tarde desta sexta (22) reunimos toda a equipe de técnicos e o Adriano para decidir sobre a luta. Na hora ele não deu uma resposta, ficou de definir no dia seguinte de manhã. Mas todos sabíamos, inclusive ele, que seria sim. Ele está bem preparado, tem uma ótima equipe, e vai ser muito importante para a carreira dele lutar novamente – comentou Samir.

Se Adriano pensou que ficaria de férias por alguns dias, já se despede da ideia e volta à rotina de treinos para o dia 25 de janeiro. Animado, ele limita-se a afirmar que o trabalho será feito da mesma forma que foi feito para a estreia.

- Agora vou voltar para o trabalho. Passar o natal e ano novo sem comer... Mas a gente supera! (Risos). Nosso trabalho foi muito bem feito para a última luta e vamos seguir a mesma linha. Sem nervosismo, vou com calma e fazer o meu melhor, pois sei que será importante – disse Adriano.

Uma das revelações do ano, Thatch mantém calma: 'Categoria é perigosa'

Brandon Thatch UFC Goiânia (Foto: Rodrigo Malinverni)

Foram apenas 3m33s em cima do octógono em 2013, mas suficiente para Brandon Thatch ser apontado como uma das principais revelações do ano no UFC. O americano de 28 anos precisou de apenas 1m23s para derrotar Justin Edwards em agosto, em sua estreia, com direito a prêmio de "Nocaute da Noite". Na segunda luta, em novembro, 2m10s de combate diante de Paulo Thiago, e mais um nocaute na conta. Apesar do bom retrospecto e o cartel de 11-1 no MMA, ele vai com calma e sabe que desafios maiores virão. - Eu vou fazer o que é certo para a minha carreira, mas você quer ver onde você está. Você quer saber onde você está e sempre quer testar a si mesmo. Quero ver onde estou e o que precisa ser melhorado. Estou pronto para enfrentar alguns nomes. Ainda estou olhando o cenário para ver para onde ir. É uma categoria (meio-médio) perigosa. Temos fôlego para todos os rounds e ainda o poder de nocaute. É uma categoria emocionante, com certeza - disse Thatch ao site "MMAjunkie".

Além de adversários mais difíceis que terá, Brandon Thatch também olha para si mesmo. O americano espera evoluir como lutador e assim ficar preparado para todas as dificuldades que um evento do UFC pode oferecer a ele.

- Sentei com minha equipe técnica para falar sobre o meu estilo de luta. Tem sido bem-sucedida até agora, mas como o caminho fica mais íngreme, vou ter que reavaliar alguns dos planos de jogo. Existem caras contra quem você vai ter que marcar mais pontos, há as finalizações... Alguns caras são duros, e você tem que lutar por mais tempo - disse Thatch ao site "MMAjunkie".

Como lutou em novembro, Thatch só volta ao octógono em 2014. Ele revelou também que vai usar esse tempo parado para se recuperar de algumas pequenas lesões.

Luiz Besouro vê combate contra Yan Cabral com bons olhos: 'Iria vender'

montagem UFC  Luiz Besouro e Yan Cabral l (Foto: Editoria de Arte)

O lutador brasileiro Luiz Besouro ainda não tem data para sua aguardada estreia no UFC, mas o atleta deu uma boa ideia à organização neste domingo. Durante aparição no programa de rádio "Mundo da Luta", o peso-meio-médio respondeu a uma pergunta sobre que companheiro de TUF Brasil 2 gostaria de enfrentar fora da casa. Sua resposta: o carioca Yan Cabral, que, assim como ele, deixou o reality show com uma lesão na mão.

Segundo Besouro, há um histórico entre os dois: em 2003, Cabral o desafiou após o lutador da RFT derrotar seu companheiro de Nova União, Luis Fernando Pimpolho, numa luta de submission (estilo de combate em que não valem golpes, apenas finalizações). Além disso, os dois concorreram ao prêmio de melhor finalização da temporada no TUF Brasil 2 por suas vitórias nas oitavas de final, antes de serem cortados: Cabral venceu David Vieira com um mata-leão, e Besouro bateu Pedro Iriê com a mesma posição. O segundo acabou premiado.

- Eu não tenho nada contra nem a favor, mas ele até andou dizendo que era o merecedor da melhor finalização, que a dele foi muito melhor do que a minha, então de certa forma faria muito sentido. Eu aceito sim, até pelo desafio que ele fez há oito anos. Seria uma luta interessante. Seria uma luta que seria bem vendida aqui no Rio de Janeiro, por toda aquela polêmica daquela época. Acho que seria uma grande luta - disse o lutador no rádio.

Lesionado durante sua luta contra Iriê, Luiz Besouro foi forçado a deixar a casa do TUF Brasil 2, mas o diretor de assuntos internacionais do UFC, Marshall Zelaznik, anunciou em junho que o atleta receberia uma chance de lutar na organização. O mesmo aconteceu com Yan Cabral, que estreou em outubro, em Barueri, com vitória por decisão unânime sobre David Mitchell. Foi sua 11ª vitória em 11 lutas na carreira. Besouro tem 11 vitórias, duas derrotas e um empate no cartel.

Mark Hunt rejeitou primeira oferta por luta contra Antônio Pezão na Austrália

Montagem UFC Mark Hunt e Antônio Pezão (Foto: Editoria de Arte)

Daqui a duas semanas, no dia 6 de dezembro, o neozelandês Mark Hunt enfrenta o brasileiro Antônio Pezão no evento principal do UFC Fight Night Combate: Hunt x Pezão, em Brisbane, Austrália. A luta, porém, quase não aconteceu. Hunt revelou nesta semana que rejeitou o adversário na primeira vez que o duelo lhe foi oferecido, devido à amizade que formou com o peso-pesado paraibano durante seus treinos juntos na American Top Team (ATT).

- Eu rejeitei a luta. Eu queria um oponente diferente. Eu não queria essa luta porque ele é membro da ATT. Não só isso, mas a mesma coisa tinha acontecido com o Cheick Kongo. Nós trabalhamos juntos antes. Como eu disse antes, porém, sou funcionário da companhia. É o nosso trabalho. Negócios à parte, ainda seremos amigos, vamos dizer oi, isso e aquilo. É assim mesmo - contou Hunt ao podcast "The MMA Hour", do site "MMA Fighting".

Apesar de ainda representar a ATT, o neozelandês voltou a treinar em seu país no ano passado e a distância o ajudou a aceitar o combate contra o ex-companheiro de treinos. Hunt lembrou, porém, que suas últimas sessões de sparring com Pezão o ajudaram a descobrir um problema na perna que o tirou do UFC 146, em maio de 2012.

- Quando eu estava trabalhando com o Pezão, estava treinando para enfrentar Stefan Struve em Las Vegas, e por causa do Pezão, descobri quão ruim minha perna estava. Era meu PCL (ligamento cruzado posterior). Ele estava chutando ali. Foi assim que descobri. Foi bom, Aí tive de desistir da luta com uma semana de antecedência, o que foi muito nojento - revelou.

Eventualmente, Mark Hunt não só aceitou o combate, como ficou agradecido pela oportunidade. Afinal, o neozelandês está vindo de uma derrota por nocaute para Junior Cigano, no UFC 160, em maio, e foi direto para um evento principal em Brisbane, na Austrália, seu "país adotivo".

- É uma verdadeira bênção. Sou grato ao UFC por me dar esta oportunidade, especialmente após ser nocauteado por Cigano em Vegas. É um grande passo para mim. Pezão é o número 4 no mundo. Acho que não estou nem no top 10. Sou abençoado - concluiu Hunt.

Rampage diz que quebraria joelho de Jon Jones para ele nunca mais lutar

Rampage Jackson em seminário na cidade de São José do Rio Preto, São Paulo (Foto: Marcos Lavezo)

Após vencer Joey Beltran em sua estreia pelo Bellator, o ex-lutador do UFC Rampage Jackson, de 35 anos, está curtindo férias no Brasil. Em passagem por São José do Rio Preto, interior de São Paulo, o norte-americano inaugurou uma academia de MMA recém-montada e ministrou um seminário para lutadores da região. Bem humorado, brincou com os atletas, atendeu aos fãs e não perdeu a oportunidade de paquerar as brasileiras.

Mas todo esse bom humor acabou quando questionado sobre Jon Jones, dono do cinturão dos meio-pesados do UFC. Jones vai colocar seu cinturão em disputa contra Glover Teixeira, amigo de Rampage. Ele inclusive já enfrentou os dois lutadores e não tem dúvidas para quem vai torcer.

 –  Eu acho que o Glover vai ganhar. Torço e aposto por ele. O Jon Jones é um excelente lutador. Nem sempre tem grandes exibições no octógano e por isso não agrada aos fãs, mas é um ótimo atleta. Ele também foi um dos adversários mais sujos que eu enfrentei. Se eu pudesse, quebraria o joelho dele, para ele nunca mais lutar – disse Rampage.

Ainda sobre mais um duelo entre Brasil e EUA, valendo cinturão, o lutador valorizou os atletas brasileiros.

–  Acho que os dois países tem um equilíbrio muito bom no MMA, mas os maiores campeões são brasileiros –  avaliou. 

O primeiro lutador a unificar o cinturões do Pride com o do UFC não fugiu de perguntas polêmicas e defendeu a licença de TRT (Terapia de Reposição de Testosterona), usado por lutadores como Vitor Belfort, Dan Henderson e Chael Sonnen.

–  Se nenhum lutador abusar, se realmente for usado corretamente e com prescrição médica, não tenho nada contra. Desde que isso não seja usado fora da regra, não vejo problemas. Se você não está com a saúde perfeita, por que não tomar? Isso é uma das coisas positivas que a tecnologia proporcionou ao esporte e a nós atletas – explica Rampage.

 Rampage ainda ficará mais alguns dias no país. Assinará contratos com patrocinadores e ministratará outros seminários. Enquanto isso está na expectativa que Tito Ortiz se recupere de lesão e o confronto entre as lendas do MMA seja confirmado no Bellator.

–  Eu sei que o Tito teve uma lesão muito séria, mas torço pra que essa luta possa acontecer. Vou continuar trabalhando para poder enfrentá-lo. Gostaria muito de lutar contra ele – disse o lutador.

Rampage Jackson é considerado um dos grandes nomes do MMA, com um cartel de 32 vitórias e 11 derrotas. Ao chegar ao UFC, em 2007, o americano já era um dos grandes nomes da categoria, mas ao nocautear Chuck Liddell em maio de 2007 e conquistar o título peso-meio-pesado da organização, o lutador conquistou ainda mais fama. Além disso, Rampage unificou os cinturões do UFC com o Pride - extinto torneio de MMA que era disputado no Japão e foi comprado pelos donos do UFC, ao derrotar o último campeão da companhia, Dan Henderson, no mesmo ano.

Desde então, foram mais oito lutas pelo UFC, onde Rampage perdeu o cinturão, perdeu uma chance de reconquistá-lo contra Jon Jones, mas manteve-se entre os melhores do mundo. Após a derrota para Jones, porém, começou a entrar em conflito com o Ultimate. A última luta pela competição foi em janeiro, quando foi derrotado pelo brasileiro Glover Teixeira.