quinta-feira, 24 de julho de 2014

Sonnen tem licença suspensa por 2 anos e diz ter vergonha de doping

chael sonnen nevada comissão (Foto: Evelyn Rodrigues)

A Comissão Atlética do Estado de Nevada suspendeu nessa quarta-feira, pelo período de dois anos, a licença do lutador Chael Sonnen. O americano, que foi considerado culpado pelo uso de cinco substâncias proibidas flagradas em dois testes antidoping surpresas, ainda terá que pagar pelos custos dos exames e da participação de um médico especialista na audiência, além de se comprometer em não lutar em nenhuma outra jurisdição durante a suspensão. O atleta também foi requisitado para trabalhar em conjunto com o órgão em um programa antidoping.

O lutador chegou cedo à sede da comissão, em Las Vegas, e conversou por alguns minutos com Vitor Belfort, que teve a sua licença concedida pela entidade no início da audiência. Acompanhado de seu advogado, Jeff Meyer, Sonnen fez pouco uso da palavra e ouviu o vice-procurador geral do órgão, Christopher Eccles, recomendar uma punição severa:

- O programa de teste de Nevada é efetivo e está impedindo trapaceiros de entrar no octógono. Hoje é dia do Sr. Sonnen assumir responsabilidade por trapacear e não se esconder por detrás de desculpas. Hoje é o dia de lhe conceder uma pena que sirva de exemplo.

O advogado do lutador, em seguida, afirmou que o lutador publicamente tem assumido responsabilidade pelo ocorrido e que, inclusive, anunciou a sua aposentadoria do esporte como parte dessa responsabilidade:

- Sentimos que seja importante que a comissão avalie as receitas médicas que ele recebeu, para assegurar que ele obteve esses remédios de forma legal. Quero ser claro que o Sr. Sonnen não está inventando desculpas para a violação, mas está aceitando a sua responsabilidade e sabe que, mesmo tendo uma receita, ao tomar o remédio ele está violando as regras da Wada e aceita as consequências. Peço que vocês olhem para os fatos. Sonnen não competiu com essas substâncias no organismo. Quando ele foi confrontado com o resultado do exame, aceitou a responsabilidade e não fugiu dela. As consequências de seus atos têm sido severas: sua carreira no UFC acabou e ainda foi demitido do cargo de comentarista e apresentador de uma emissora de TV.

Após a explanação de seu advogado, Sonnen se recusou a fazer comentários. A comissão então passou a discutir as ações do atleta, afirmando que ele teve sim a intenção de subir no octógono fazendo uso de substâncias ilícitas e que o que o impediu de fazê-lo foram os exames solicitados fora de competição. O lutador foi questionado sobre as justificativas apresentadas depois da divulgação do resultado do primeiro exame antidoping, em maio. Na época, ele alegou que estava fazendo tratamento de fertilidade porque ele e sua esposa estavam tentando ter um filho. O atleta então explicou que não pensou em solicitar uma isenção para poder fazer o tratamento. Em seguida,  a comissão passou a questionar os motivos que o levaram a se consultar com três médicos diferentes para obter três receitas de remédios diferentes, mas com a mesma finalidade.

- Não são todos os médicos que fazem tudo. Eu não pensei nisso até você me perguntar agora - explicou Sonnen, passando a detalhar outras substâncias que lhe foram receitadas e como conheceu cada um dos médicos.

O atleta também deixou claro que não queria se defender:

- Eu estou muito cauteloso para conversar hoje. Não quero dizer nada que soe como defesa . Eu sou culpado, estou envergonhado e não quero me defender. Eu nunca fiz isso antes. Não entendo porque alguns médicos têm limitação e não podem prescrever remédios diferentes, mas isso acontece. Eu tenho foliculite, por exemplo, e não é todo médico que me fornece receita para isso.

A Comissão então pediu que um médico especialista analisasse cada uma das substâncias encontradas nos exames antidoping do lutador e ele passou a detalhar o funcionamento das drogas - os hormônios de melhora de desempenho EPO (eritripoetina) e GH (hormônio do crescimento), clomifeno, anastrozol, hCG (gonadotrofina coriônica humana), proibida por aumentar a massa muscular. Eles questionaram Sonnen por diversas vezes se ele havia tomado mais alguma substância, o que o lutador negou.

Perguntado sobre o que acha que a comissão poderia fazer para melhorar seu programa antidoping, o atleta deu a sua sugestão:

- Há muita confusão e eu espero que nós estejamos apenas conversando, não quero me defender. Para uma pessoa tomar uma medicação que não seja esteróide e assumir que isso é permitido é algo racional, mas não é. Eu sempre vi caras que vão para uma loja de suplementos e compram algo no balcão sem saber que estão violando as regras. Se alguém me perguntasse, eu diria: contanto que você não tome isso 30 dias antes da luta, está tudo bem. Digo 30 dias antes, porque a comissão nos pergunta isso por escrito. Eu nunca tive a opinião de médicos sobre as regras da comissão e eu me arrependo muito disso e me envergonho. Estou falando isso, porque sei que as pessoas estão assistindo. Só porque é legal, não significa que seja permitido. Eu acho que essa pergunta por escrito pode confundir as coisas para o lutador. Testes fora do período de competição são uma realidade hoje e eu sou culpado.

Convidado pelo órgão a contribuir com o programa, Sonnen se mostrou surpreso:

- Eu adoraria ajudar da forma como puder. O meu objetivo é sair limpo, do jeito que eu puder. Eu fui educado assim pelo meu pai, a não inventar desculpas. Eu ainda não entendo isso. Começando agora, a maioria das coisas que estou falando é que as pessoas não entendem que regras são regras e que você vai pagar o preço.

Antes do veredicto final, o vice-procurador geral voltou a dar o seu parecer sobre o caso:

-  Ele só pode estar de brincadeira que alguém coloca uma seringa na sua veia com EPO e GH e que você não sabe o que é. Não acredito que esse caras não saibam o que é isso ou que tomar três injeções de três médicos diferentes é algo legal. Recomendo dois anos de suspensão, porque aí, se ele for para qualquer outra jurisdição, eles ainda saberão que ele ainda está sob suspensão por esta comissão.

Já o comissário Anthony Marnell voltou a defender que Sonnen fosse banido do esporte:

- Na minha opinião a intenção de trapacear estava lá desde o início. Nós tivemos a verdade roubada. Enquanto eu estiver nesta comissão, não posso votar a favor desse cara. Espero que ele não volte a lutar nunca mais. Sinto-me enganado.

Ao final da deliberação, a comissão votou por suspender a licença de Sonnen por dois anos e perguntou se ele estava de acordo com o restante das penas:

- Sim, estou de acordo e vou cumprir o que vocês determinarem - finalizou o atleta, que saiu da sala apressado e que não quis dar entrevista à imprensa.

Apesar de ter tido a licença suspensa, Sonnen ainda pode competir contra o brasileiro André Galvão no evento de luta agarrada Metamoris 4, que acontece no dia 9 de agosto em Los Angeles, EUA. Isso porque as regras da Comissão Atlética de Nevada não se aplicam a este evento.

Ultimate anuncia Belfort x Weidman para 6 de dezembro, em Las Vegas

Montagem UFC Chris Weidman e Vitor Belfort (Foto: Editoria de Arte)

A organização do Ultimate finalmente oficializou a disputa de cinturão entre o campeão do peso-médio Chris Weidman contra Vitor Belfort. O duelo acontecerá no dia 6 de dezembro, no UFC 181, em Las Vegas (EUA), no Mandalay Bay. O anúncio foi feito após o brasileiro conseguir a licença com a Comissão Atlética de Nevada (NSAC) para lutar no local.

Vitor Belfort chegou a ter um combate contra Weidman agendado, mas, após um teste surpresa da NSAC ter flagrado níveis de testosterona acima do permitido, a entidade proibiu a terapia de reposição hormonal (TRT) que o Fenômeno fazia. Com isso, Lyoto Machida acabou conquistando o direito de disputar o título da divisão até 84kg. O brasileiro vem de três nocautes consecutivos, sobre Michael Bisping, Luke Rockhold e Dan Henderson, sendo o último pelos meio-pesados.

Weidman, por sua vez, está invicto na carreira, com 12 vitórias em 12 lutas, sendo as últimas oito pelo Ultimate. Ele foi o responsável por acabar com o reinado de Anderson Silva ao batê-lo duas vezes, tornando-se o dono do cinturão dos médios. Em seu último combate, superou Lyoto Machida por decisão unânime.

Além de Chris Weidman x Vitor Belfort, o UFC 181 também terá a disputa do título dos pesos-leves, entre o campeão Anthony Pettis e Gilbert Melendez.

Comissão Atlética concede licença e Belfort vai enfrentar Chris Weidman

Vitor Belfort Reunião comissão UFC (Foto: Evelyn Rodrigues)

A espera acabou. Após meses de incerteza e dúvidas, Vitor Belfort finalmente recebeu, por votação unânime, a licença para lutar no estado de Nevada, nos EUA. Em audiência acontecida nesta quarta-feira em Las Vegas, a Comissão Atlética do estado americano (NSAC) concedeu a permissão para que o brasileiro voltasse a competir profissionalmente no MMA. Com a decisão da entidade, Belfort foi confirmado como o próximo adversário de Chris Weidman na disputa do cinturão dos pesos-médios no UFC 181, que acontecerá dia 6 de dezembro, em Las Vegas. Após a votação, a Comissão afirmou que Vitor será testado pelo restante de sua carreira, até se aposentar, e que será responsável pelos custos dos testes, que podem ser realizados em qualquer hora e lugar. O brasileiro, que chorou durante seu depoimento, concordou com todas as condições apresentadas pela NSAC.

A audiência teve início às 14h (de Brasília), e o sexto item da pauta do dia - que ainda inclui a definição do futuro de Chael Sonnen, que deve ser o último atleta a ser ouvido na reunião - foi o caso de Belfort. O brasileiro compareceu pessoalmente ao local, acompanhado de seu advogado. Ele foi ouvido por alguns minutos, apresentando justificativas para ter sido flagrado no exame antidoping realizado no dia 7 de fevereiro, quando esteve em Las Vegas para receber o prêmio de "Nocaute do Ano" pelo chute aplicado em Luke Rockhold, no UFC em Jaraguá do Sul.

O lutador chegou cedo e ficou repassando os últimos detalhes com o seu advogado, mas aparentava tranquilidade. Ele se sentou na terceira fileira da sala e foi surpreendido por Chael Sonnen, que fez questão de cumprimentá-lo quando adentrou o recinto.

Logo no início da sessão, Vitor Belfort leu o seguinte comunicado. Veja na íntegra:

"Membros da Comissão, meu nome é Vitor Belfort.

Eu gostaria de lutar em Las Vegas. Quando o teste foi feito eu estava considerando aplicar para um TUE (autorização para exceção) para fazer uso de TRT para lutar em Las Vegas, mas fui surpreendido. Eu confirmo a essa Comissão que eu estava abertamente fazendo uso de TRT há vários anos e eu tinha tomado a dose no dia anterior a do teste. O meu nível de testosterona estava acima do permitido e eu me responsabilizo por isso. Também me responsabilizo pelo fato de não ter me comunicado com a Comissão abertamente sobre o meu tratamento.

Eu divulguei voluntariamente o resultado de todos os exames que fiz, com resultados normais.

Em 2006, eu não tinha a intenção de tomar substâncias proibidas (nota da redação: na época, Vitor foi pego no antidoping pelo uso de hidroxitestosterona após enfrentar Dan Henderson ainda pelo PRIDE. O lutador foi multado e suspenso por nove meses, mas acabou furando a suspensão e enfrentando Ivan Serati no Cage Rage 21 na Inglaterra).  Eu sei que cometi um erro, fui suspenso e paguei o preço. Hoje, eu não pretendo lutar em nenhum lugar, nem em Nevada ou fora de Nevada, antes de dezembro. Quero que a Comissão saiba que eu vou me submeter a qualquer teste. Se a Comissão me der a licença, eu concordo em não lutar em nenhum lugar a não ser Nevada antes de dezembro. Prometo não lutar em nenhum lugar antes dessa data. Espero que a Comissão me garanta a minha licença hoje (pausa para choro) e prometo que estarei pronto para a luta."

Ao fim do comunicado, a Comissão questionou se o lutador tinha uma autorização de exceção à regra para fazer TRT em fevereiro e ele confirmou.

- Eu lutei no Canadá e depois no Brasil e tive a "exemption" (autorização por exceção) quando estava lutando no Brasil. Eu nunca escondi nada de ninguém. Acredito que no dia anterior ao do teste eu tomei as injeções e por este motivo, segundo o meu médico, o resultado deu acima. Eu tomava uma injeção duas vezes por semana e naquele dia, como eu estava viajando, eu tomei uma injeção para a semana toda. Acredito que, por essa razão, como era uma injeção maior, o resultado acabou saindo  alterado. Quando eu lutei no Canadá e Pensilvânia também fiz uso de TRT.

O advogado de Belfort afirmou que as comissões sabiam que ele estava fazendo uso de TRT e que os seus níveis estavam normais. Logo após, ele disse não saber se essas comissões haviam feito algum processo de exceção.

A NSAC perguntou se Vitor confirmava duas questões: não lutar antes de dezembro e ainda não ter contrato assinado para lutar em dezembro. O advogado do lutador garantiu que não havia nenhum contrato assinado, mas revelou que eles tiveram uma reunião com o UFC na terça-feira, na qual foi proposto a Belfort lutar no dia 6 de dezembro em Las Vegas.

Em seguida, um dos membros da Comissão declarou que eles não desistirão de testá-lo até o dia da sua aposentadoria

- Nós vamos te testar até o dia em que você se aposentar. Na minha opinião, você deve ser testado até o fim da sua carreira.

Vitor respondeu:

- Na vida eu não acho que você pode conquistar algo sem sacrifício. A razão pela qual estou aqui, estou aberto e estou procurando isso, é por achar que todo mundo tem que seguir as regras, quem quer que queira disputar o titulo ou continuar nesse esporte. Vocês são uma autoridade que eu respeito, eu tenho essa vontade e o compromisso.

O mesmo membro respondeu:

- Eu acredito nele, mas não quero que pareçamos tolos. Não quero ser cego, quero garantir totalmente que não vamos nos envergonhar da decisão de hoje. Entre agora e dezembro eu espero que qualquer comissário possa te testar e espero que eles determinem as datas. Isso significa que se você estiver no Brasil ou em qualquer lugar você terá que fazer o possível para cooperar.

Após os depoimentos e as deliberações a Comissão emitiu seu veredito:

- Vitor Belfort tem concedida a licença para lutar no estado de Nevada, e terá de cumprir as seguintes condições: não lutar antes de dezembro, lutar em Las Vegas e se submeter a qualquer teste que nós solicitarmos em qualquer lugar em que estiver, sendo responsável pelas despesas. Além disso, não lutará fora do estado de Nevada até dezembro. Seu legado vai ser determinado daqui para a frente. Lhe desejamos o melhor - finalizou a Comissão

Minotauro diz voltar em 2015 e prevê possíveis rivais: Mir, Struve e Overeem

Montagem - Minotauro Frank Mir, Stefan Struve ou Alistair Overeem (Foto: Agência Getty Images)

Dono de uma carreira fantástica no MMA, Rodrigo Minotauro deixaria um enorme legado se parasse de lutar por agora. Mas a paixão pela ação fala mais alto, e ele quer retornar ao octógono mesmo após ter sofrido mais uma grave lesão. O peso-pesado machucou o joelho direito dias antes de enfrentar Roy Nelson nos Emirados Árabes, onde acabou nocauteado no primeiro round. Ele acredita que o resultado poderia ter sido outro, caso estivesse em melhor condição física. Se tudo correr bem, Minotauro, que está com 38 anos, deve voltar a treinar no fim de novembro, e uma próxima luta ficaria para o primeiro semestre de 2015.- Acredito que devo continuar lutando. Ainda não encerrei minha carreira. A gente vai planejando de acordo com os resultados. Infelizmente não consegui me apresentar tão bem na última luta. Machuquei o joelho na segunda-feira, e a luta foi na sexta. Deu um estalo no meu joelho, e foi ruptura total do ligamento cruzado anterior e ruptura parcial do ligamento colateral lateral. Meu joelho estava bambo - disse, em entrevista ao Combate.com.

Minotauro tem até alguns nomes que gostaria de enfrentar em seu retorno: Frank Mir, para quem já perdeu duas vezes, Stefan Struve, que se recuperou de problemas no coração, e o polêmico Alistair Overeem.

- Já são três opções. Tem luta para mim ainda, rapaz (risos). Não vai me esquecer não.

E se Minotauro pretende voltar, arrumar problema com Dana White não seria uma boa ideia. No estilo paz e amor, o brasileiro enxergou um lado bom na declaração que o presidente do UFC deu logo após a derrota para Roy Nelson, de que "nunca mais queria vê-lo lutar".

- É uma forma de ele querer olhar com carinho e preservar minha imagem. Vejo assim. Não consigo ver maldade dele com a minha pessoa. Temos uma boa relação. Mas ele é aquilo (risos), fala o que vem na cabeça. Ele olhou com carinho - afirmou.

O "Big Nog", no entanto, admitiu que não tem muito tempo de ação restante. Ele diz que vai se aposentar no máximo aos 40 anos, ou seja, daqui a dois anos. No bate-papo ele também esclareceu que não levou a lutadora Duda Yankovich ao hospital após ela sofrer um AVC na Team Nogueira, como havia sido noticiado. E, em meio às críticas, pediu mais apoio dos torcedores brasileiros.

A seguir, veja a entrevista com Rodrigo Minotauro na íntegra:

Combate.com: Você andou tendo dias tensos, né? O que houve naquele episódio do AVC da Duda Yankovich?

Rodrigo Minotauro: A Duda chegou na academia, iria começar o treino e passou mal. A gente ainda não sabe a causa. O Alexandre Franklin (assessor da Team Nogueira) e o Vander Valverde (professor de muay thai) fizeram o primeiro atendimento. Aí eles a encaminharam para um hospital próximo da academia e me ligaram. Depois a encaminharam para outro hospital, que a atendeu muito bem. Uma hora depois do ocorrido ela estava sendo operada. Está com todas as funções normais. A Duda é tão maluca que ela foi fazer sombra no banheiro (risos) porque sentiu o braço direito um pouco dormente. Até os médicos disseram que foi uma surpresa não ter nada, nenhuma consequência. Ela até deu uma reclamada que não estava mais conseguindo ficar no hospital. Se reclamou, é a Duda (risos). Recebeu alta e está em casa.

Pelo que você viu da Duda após o acidente, acha que ela voltará aos treinos normalmente?

Sim. Quem sou eu para falar de limites, né? As primeiras palavras dela foram: "Pô, eu tinha luta em agosto. Que isso!". Estamos na torcida para ela voltar às funções normais. É a primeira coisa. Ela ajuda todo mundo. Precisa estar bem.

E quanto a você? Como está sua recuperação da cirurgia no joelho direito?

Estou na fisioterapia para o fortalecimento da perna. Não dá para treinar nada. Operei há cinco semanas. Esperei dois meses e meio para fazer a cirurgia, porque eu tinha seis inaugurações de academia para fazer. Estava trabalhando bastante e planejei isso. Fiquei um mês fazendo um pré-operatório, que era para fortalecer a perna. Já estou andando normalmente, mas para treinar vou ter que respeitar os cinco meses de operado. Daqui a quatro meses posso voltar a treinar.

Quais são seus planos? Vai fazer mais uma luta? Mais duas? Como está esse processo?

Acredito que devo continuar lutando. Ainda não encerrei minha carreira. A gente vai planejando de acordo com os resultados. Infelizmente não consegui me apresentar tão bem na última luta. Machuquei o joelho na segunda-feira, e a luta foi na sexta. Deu um estalo no meu joelho, e foi ruptura total do ligamento cruzado anterior e ruptura parcial do ligamento colateral lateral. Meu joelho estava bambo. Quando machucou eu parei o treino, mas não identificamos a lesão. Fiz bastante fisioterapia e não senti dor. Não vou dizer que perdi por causa disso, mas não me apresentei bem. Não é vergonha ser nocauteado, ainda mais pelo Roy Nelson. É um cara que, se der mole, pode nocautear qualquer um nos pesados. Não consegui me movimentar bem, não consegui andar para trás porque o joelho estava bambo. Então me apresentei mal. Fico chateado porque as pessoas falam, mas uma vez que você sobe lá, não é você machucado, é você. A decisão foi minha. Quis subir, achava que estava bem fisicamente, em forma. Fiz minha parte, mas não consegui me apresentar bem. Para entrar uma queda você tem que se agachar, tem que ter movimento de entrada e saída. Não tive isso.

Ficou chateado quando, após o nocaute sofrido para o Roy Nelson, o Dana White disse que nunca mais queria te ver lutando?

Tenho uma visão de lutador, e o Dana White tem uma visão de empresário. Ele vê o macro, a empresa inteira e o que cada lutador representa. Ele não sabia que eu estava machucado. Ele não quer que o Rodrigo nocauteie, finalize ou seja finalizado. Quer que eu me apresente bem. Eu não me apresentei bem. Acho que você não consegue praticar esporte algum com o ligamento cruzado rompido. É uma lesão grave. Cabe ao cara entender se eu estava machucado ou não. Espero me apresentar melhor nas próximas lutas. É uma forma de ele querer olhar com carinho e preservar minha imagem. Vejo assim. Não consigo ver maldade dele com a minha pessoa. Temos uma boa relação. Mas ele é aquilo (risos), fala o que vem na cabeça. Ele olhou com carinho.

Você vê vida sem o UFC na sua carreira?

Para ser sincero, desanima. Você dá seu sangue, faz seu melhor, luta machucado... Desanima. Você lutar sob pressão é ruim. Existe aquela pressão pela vitória. Mas vejo que a gente tem muita coisa a fazer pelo esporte. Além do UFC, faço outras coisas também. Temos 31 academias, 9 mil alunos. Vejo vida. Como lutador, gosto de lutar no UFC. Comecei minha carreira porque assistia ao UFC, sou fã do evento. Mas de certa forma comentários assim (críticas) tiram o estímulo do lutador.

Mas, caso venha a deixar o UFC, pensa em lutar em outros eventos?

Nunca parei para pensar em propostas de outros eventos. Gosto de trabalhar com o UFC.

Você está com 38 anos. Até quantos anos pretende continuar lutando?

Me vejo lutando até 39 ou 40 anos. Não vou passar disso.

O que acha de ser embaixador do UFC quando se aposentar?

Pode ser. Gosto de trabalhar com a imagem do UFC. Nossa batalha sempre foi lutar pela visibilidade do esporte.

O Jorge Guimarães, seu empresário, disse que você queria enfrentar de novo o Frank Mir antes de se aposentar. É essa a luta que você quer?

O que eu quero é estar bem do meu joelho. Quando eu estiver bem, (o Frank Mir) pode ser uma possível luta. Mas não é aquela vontade agora. Perguntaram se eu lutaria contra o Frank Mir. Sim, lutaria. Mas não é aquela coisa. Primeiro tenho que estar 100%. Quando eu estiver bem, aí será uma luta que eu gostaria de fazer.

O Stefan Struve também chegou a declarar interesse numa luta contra você. O que acha de enfrentá-lo?

Ele seria uma boa luta. Gosto da ideia de lutar contra esse moleque. Seria interessante. É um cara grande, tem bons golpes.

E o Alistair Overeem? É um desejo antigo seu, certo?

Já lutei contra o irmão dele (Valentijn Overeem) duas vezes, né? (risos). Pode ser uma luta também, pode ser interessante. Já são três opções. Tem luta para mim ainda, rapaz (risos). Não vai me esquecer não.

Pretende fazer uma luta de despedida no Japão?

Gostaria. Tenho muita vontade de voltar lá. Dois lugares onde gosto de lutar: Brasil e Japão. Gosto também de lutar no Canadá. Acho que a torcida apoia lá. Estou com muita vontade de lutar no Japão e gostaria de voltar lá até o fim da minha carreira.

O espaço agora é seu. O que quer dizer aos seus fãs?

Agradeço a torcida de todos. Mais do que criticar, a gente precisa do apoio de todo mundo. Tenho altos e baixos na carreira, e a gente perde lutas porque está lutando contra a nata da nata mundial do esporte. Eles têm que apoiar mais a gente. O Brasil foi bem representando nesse esporte, e a gente quer melhorar.

Brown: do vício em heroína à luta que pode valer a chance ao título do UFC

Matt Brown vibra com vitória sobre Chris Cope no UFC 143 (Foto: Getty Images )

Adversário de Robbie Lawler no UFC deste sábado, que acontece em San Jose, nos EUA, Matt Brown carrega o apelido de “Imortal”, que o remete a um dos episódios mais trágicos de sua vida pessoal. Antes de iniciar carreira como lutador profissional, Matt teve que vencer uma dura batalha contra o vício em drogas e álcool. Aos 20 anos de idade, o atleta tinha apenas uma sacola de roupas e costumava dormir de favor na casa de amigos. Ele era viciado em heroína e passou por tantos momentos difíceis que quase chegou a perder a vida.

- Em um determinado momento, eu fui muito longe. Tive uma overdose de heroína e fui parar no hospital. De acordo com os médicos, eu estava clinicamente morto há cerca de um minuto. Eu não acho que alguém poderia ter passado pelo que eu passei e estar aqui onde estou agora - disse o lutador ao UFC.

Depois daquela noite, quando chegou literalmente ao fundo do poço, os amigos de Brown o apelidaram de “Imortal”, nome que ele, posteriormente, trouxe para a sua carreira como lutador. Naquele momento, o atleta de Ohio sabia que precisava mudar sua perspectiva de vida:

- Naquela época, quando eu era viciado em drogas e ia para festas o tempo todo, tudo o que eu fazia era chegar ao limite extremo. Hoje eu tento levar algo positivo ao extremo. Ainda sou a mesma pessoa, só tento direcionar essa energia de uma forma positiva.

Em entrevista ao Combate.com por telefone, o lutador, que hoje tem um cartel de 21 vitórias e 11 derrotas, relembrou seus primeiros passos no MMA logo após o episódio e contou que entrou no mundo das lutas por acaso.

- A minha primeira luta aconteceu de uma forma não muito convencional. Eu fui lutar em um campeonato local onde não havia Comissão Atlética ou nada disso. Assinei para competir assim que cheguei no local. Nunca tinha treinado na vida, mas venci e continuei vencendo nas lutas seguintes, até que, finalmente, apanhei muito em um duelo que eu perdi feio. Isso me ensinou que eu precisava treinar em uma academia. Naquela época, eu achava que estava fazendo o meu trabalho direito, mas quando fui para a academia, foi lá que realmente entendi o que era MMA e o que era lutar. Lembro que disse aos meus treinadores que eu queria seguir essa carreira e perguntei o que precisava fazer para realizar esse sonho. Venho seguindo o que eles disseram e lutando como profissional desde então.

A vida de Matt no MMA mudou da água para o vinho em 2008, quando ele foi um dos escolhidos para integrar o time de Forrest Griffin no “The Ultimate Fighter 7”, nos EUA. Dentro do programa, o atleta venceu duas lutas e perdeu a última, mas ainda assim teve a chance de participar do card da final contra Matt Arroyo, um participante da edição anterior do reality show americano. A vitória por nocaute técnico abriu definitivamente as portas no UFC, onde ele já lutou 17 vezes, tendo 12 vitórias e cinco derrotas. Sobre o tempo que passou na casa do TUF, o lutador diz ter boas e más lembranças, mas afirma que a experiência valeu a pena.

- Eu aproveitei a experiência, mas não acho que é para todo mundo. Ficar trancado em uma casa por seis semanas com outros caras contra os quais você vai competir não é algo divertido. Eu venci duas lutas e perdi a terceira, então fiquei apenas uma semana na casa depois de perder a luta. Passei cinco das seis semanas treinando, então para mim não foi ruim. Eu estava focado o tempo todo e me senti mal pelos caras que perderam logo na primeira semana. Quando você não tinha uma luta para se preparar, era a coisa mais chata e entediante da vida. Mas eu acho que pode ser uma experiência muito positiva se você souber aproveitar. Você tem a chance de treinar com treinadores de alto nível.  Eu tinha o Forrest Griffin e estava me acostumando a treinar com profissionais do calibre dele,  além de estar nessa atmosfera maluca, entender como realmente funciona um camp. É uma experiência positiva se você olhar o todo.

Brown enfrenta no sábado à noite o atual primeiro colocado do ranking dos meio-médios do UFC, Robbie Lawler, por uma chance de disputar o título contra o campeão Johny Hendricks.  Vindo de uma sequência de sete vitórias, sendo seis delas por nocaute ou nocaute técnico, o atleta deixou toda a escuridão e os momentos difíceis no passado e agora só quer focar em "luz". Tanto é, que um de seus passatempos preferidos hoje é cuidar do pequeno jardim que ele cultiva em sua casa:

- Gosto de cuidar do meu jardim. Tenho uma pequena horta em casa que eu cultivo com morangos, tomates, vegetais e frutas em geral. Gosto de mexer com a natureza e focar no que me faz bem - finaliza.

Overeem diz que Cain é favorito, mas vê Werdum com truques na manga

Fabrício Werdum e Cain Velasquez Brasil x México (Foto: Evelyn Rodrigues)

Último lutador a superar Fabricio Werdum, Alistair Overeem aposta em um leve favoritismo de Cain Velásquez contra o brasileiro, na disputa do cinturão dos pesos-pesados do UFC, marcada para o dia 15 de novembro, na Cidade do México. Apesar disso, o holandês diz não descartar uma possível vitória do "Vai Cavalo", que, segundo ele, tem muitos truques na manga. O lutador ainda fez uma estranha comparação na hora de falar sobre quão duro é Werdum.

- É difícil prever (quem vence), porque Cain é um cara duro, e o Fabricio tem muitos truques na manga. Isso pode ir para os dois lados, não sei. Cain não tem lutado com frequência, por isso é difícil avaliar o seu nível de evolução, e Fabrício está melhorando o tempo todo. Acho 60 a 40 para Cain, mas não descarto Fabricio. Muitas vezes as pessoas o descartaram, e todas as vezes ele volta. Ele é duro como uma barata - afirmou, em entrevista ao "Submission Radio".

Overeem passou por um momento complicado dentro da organização, após sofrer duas derrotas consecutivas, contra Antonio Pezão e Travis Browne, recuperando-se depois ao vencer Frank Mir, em seu último compromisso. Apesar disso, ele esbanjou confiança ao declarar que consegue se ver próximo de uma disputa de título. O holandês ainda disse que gostaria de lutar contra Fabricio Werdum em um eventual embate pelo cinturão.

- Eu gostaria de lutar com Fabricio pelo título. E nos meus objetivos pessoais, definitivamente vejo que o título do UFC se aproxima. Foi um momento difícil, de muitas mudanças. Geralmente, elas são para melhor, mas, como você pode ver, no meu caso não foi. Agora tuso se acalmou e eu vejo um novo título vindo - concluiu.

Dillashaw brinca sobre enfrentar Faber: "Fazemos sparring todo dia"

UFC TJ Dillashaw e Urijah Faber: (Foto: Reprodução / Instagram)

Bastou TJ Dillashaw tomar o cinturão de Renan Barão para aumentarem os comentários sobre uma possível luta contra seu parceiro de treinos Urijah Faber. Se o campeão mantiver o título no UFC 177, dia 30 de agosto, na revanche com o brasileiro, o "California Kid" tem grande chance de aparecer como candidato a uma disputa na sequência. Questionado sobre isso após vencer Alex Caceres no começo deste mês, Faber disse que não quer esse duelo, mas que "se todos quiserem, vai considerar" (leia aqui). Dillashaw, por sua vez, brincou com a situação. Ele garantiu que também não gostaria de enfrentar o amigo e líder de sua equipe, a Team Alpha Male, mas sabe que não pode tratar a possibilidade como carta fora do baralho.

- Nós conversamos sobre essa questão de não querermos lutar entre nós. Se as pessoas querem ver essa luta, deveriam ir ao nosso treino, porque fazemos sparring todo dia. Vamos analisar quando isso de fato chegar, mas não queremos nos enfrentar - disse ao Combate.com.

Dillashaw, de 28 anos, tem um cartel de 10 vitórias e duas derrotas. Faber, de 35 anos, tem bem mais experiência: 31 triunfos e sete reveses. Muita gente acha que Faber não ficou feliz com a conquista de Dillashaw, uma vez que ele havia perdido duas vezes para Barão antes da vitória do amigo, mas vale lembrar que o próprio Faber pediu a chance a TJ no microfone do UFC após a segunda derrota para o brasileiro, em fevereiro deste ano.

Ultimate confirma McGregor x Poirier para o UFC 178

montagem - Conor McGregor e Dustin Poirier (Foto: Editoria de Arte)

O diretor de relações públicas do UFC, Dave Sholler, confirmou na noite desta terça-feira que Conor McGregor e Dustin Poirier vão se enfrentar no UFC 178, em Las Vegas (EUA), no dia 27 de setembro. Após a vitória do irlandês sobre Diego Brandão no último sábado, ele e o americano trocaram provocações nas redes sociais, e o Ultimate resolveu casar o combate.- Vocês pediram isso e conseguiram! McGregor x Poirier está acertado para o UFC 178! - escreveu Sholler, em sua página no Twitter.

O UFC 178 terá como luta principal a disputa do cinturão dos pesos-meio-pesados, entre o campeão Jon Jones e o sueco Alexander Gustafsson. A brasileira Amanda Nunes também está escalada para o card contra Cat Zingano, em combate que, provavelmente, definirá a próxima desafiante de Ronda Rousey. A organização também confirmou nesta terça-feira, através de sua assessoria de imprensa, que o evento será realizado no MGM Grand Garden Arena.

"Vitor Belfort tem testosterona saindo até pelos olhos", diz Tim Kennedy

MMA Montagem Vitor Belfort x Tim Kennedy (Foto: Reprodução/UFC)

Tim Kennedy definitivamente decidiu usar Vitor Belfort como seu alvo preferencial. Em entrevista ao site "Bloody Elbow", o lutador fez graves acusações ao brasileiro, dizendo que Belfort estaria se dopando no Brasil ou na Califórnia sem que ninguém o testasse ou soubesse.

- Neste exato momento Belfort está no Brasil, ou na Califórnia, treinando muito e injetando tudo que quer, e muito feliz. Ninguém o está testando, nem o seu médico - vejam bem, coloco as aspas antes de citar a palavra "médico". Ele tem testosterona saindo até pelos olhos. Quantos anos ele tinha quando foi pego no exame antidoping pela primeira vez usando esteroides anabolizantes? 18? Então ele vem se dopando há 20 anos. O corpo dele não funciona mais naturalmente - ele tem 37 ou 38 anos agora, certo? Não há nenhuma chance de ele competir em alto nível contra weidmans, kennedys ou rockholds sem se dopar. Nenhuma chance. Não ligo se ele "bebe o sangue de Jesus", como ele costuma dizer. Não funciona assim. Ele vem usando esteroides há 15 ou 20 anos, e ainda usa. Se ele algum dia tentar ficar limpo, não conseguirá competir no alto nível.

O lutador também falou sobre a melhora no sistema de testes antidioping, que passou a utilizar exames de sangue para detectar um maior número de substâncias proibidas que estariam sendo usadas pelos atletas.

- Se você perguntar a cada lutador se ele já teve seu sangue testado nos exames antidoping, a imensa maioria dirá que não. O que tem sido pego atualmente só pode ser detectado em exames de sangue. Por isso, só recentemente os lutadores vem sendo testados para HGH, EPO, substâncias que só podem ser detectadas em exames de sangue. Ironicamente, os caras testados começaram a ser flagrados. As substâncias sempre estiveram lá. Não houve um aumento de dopagem, e sim uma melhora nos testes que são feitos. Temos que testar cada vez mais. Alguns caras foram testados. Jon Jones, Glover Teixeira - ambos estavam limpos - Demetrious (Johnson), Ali (Bagautinov) - Demetrious estava limpo e Ali foi flagrado. Chael foi pego, Wanderlei fugiu do cara da Comissão Atlética que foi colher uma amostra, Vitor Belfort foi flagrado. Cada mais gente tem que ser testada, para que possamos entender como isso funciona e quantos lutadores estão se dopando.

Brown ignora rótulo de azarão contra Lawler: “Isso não me incomoda mais"

montagem MMA Robbie Lawler x Matt Brown (Foto: Editoria de Arte)

Atual quinto colocado no ranking peso-meio-médio do UFC, Matt Brown está a um passo de disputar o tão sonhado cinturão da categoria. Para isso, no entanto, o “Imortal” terá que passar por um dos adversários mais difíceis de sua carreira: o atual primeiro colocado no ranking da divisão e ex-desafiante número um ao título, Robbie Lawler. Brown, aliás, é tido como o azarão do duelo, mas diz não se importar com o rótulo. Em entrevista por telefone ao Combate.com, o americano prometeu, inclusive, repetir a performance que teve contra Erick Silva, quando nocauteou o brasileiro no terceiro round do UFC Cincinnati, em maio: - Eu estou acostumado a ser o azarão. Tanto é que já nem me lembro qual foi a última vez em que eu entrei no octógono como o favorito, então isso não me incomoda mais. Robbie é o número um do ranking, é explosivo, forte e pode te nocautear com um soco em qualquer momento da luta. E é com isso que eu tenho que ter cuidado. Mas não tenho nenhum pré-plano ou noção do que vai acontecer na luta. É bem difícil pensar nisso. Eu não vejo nenhuma razão para ficar antecipando isso. Vou lutar contra ele do começo ao fim e sei que ele também vai fazer o mesmo. Claro que há sempre a chance de alguém sair nocauteado, mas você nunca sabe o que vai acontecer. Contanto que eu saia com o braço erguido, como aconteceu na luta contra o Erick, o duelo pode acabar de qualquer forma. Seria legal conseguir um nocaute, mas o que realmente importa é eu vencer - declarou.

Brown ainda não esqueceu o duelo contra Erick, no qual apresentou uma excelente resistência física e muito poder nas mãos, conseguindo dominar o brasileiro depois de aguentar um verdadeiro castigo no primeiro round. O americano também disse ter ficado surpreso com a resistência do atleta capixaba:

- Eu sabia que ele era um bom lutador, mas não sabia o quão resistente ele era. Erick é um atleta muito duro e essa foi uma surpresa real. Claro que  eu também não estava esperando levar aquele chute no fígado logo no primeiro round, aquilo também foi uma surpresa, mas graças a Deus eu mantive o foco e consegui sair com a vitória.

Se passar por Lawler no sábado à noite, o lutador pode esbarrar em um outro obstáculo antes de conseguir disputar a cinta. É que o campeão da divisão, Johny Hendricks, ainda está se recuperando de uma cirurgia no bíceps e uma fratura na canela e deve voltar ao octógono apenas no final de 2014 ou início de 2015. Questionado se pretende esperar o retorno de Hendricks ou se vai tentar fazer mais uma luta antes da tão sonhada disputa pela cinta, Matt prefere não pensar no assunto:

- Essa é uma pergunta difícil…eu não sei. É difícil dizer. Eu acho que vou ter que me preocupar primeiro com sábado à noite primeiro e, só depois de vencer o Robbie eu vou poder sentar e decidir o que fazer.

Sobre o campeão, o atleta tem alguns elogios, mas mede as palavras. Perguntado quem preferiria enfrentar, caso pudesse escolher o adversário ideal para disputar o título, o lutador evitou polemizar:

- Hendricks é um bom lutador, é um bom wrester, tem muita força, mas se eu pudesse escolher, eu gostaria de enfrentar o Georges St-Pierre pelo título. Mas isso porque ele tem um nome maior, é uma lenda do esporte. e tal. Porém, preciso lembrar que o meu objetivo é conquistar o cinturão e não preciso vencer alguém específico para isso. Não importa contra quem, só quero a cinta e ponto - finaliza.