- Não, eu não a odeio. Eu diria que já a odiei em um ponto da minha carreira, no período em que estávamos perto de lutar e também um pouco depois da nossa luta. Eu estava realmente irritada. Aí eu vi que não é culpa de ninguém, a não ser minha, que eu perdi para ela. Eu percebi que não poderia vir para esta luta odiando a Ronda. Não é legal para mim, são emoções negativas. Acho que é muito melhor eu ser positiva. Quando eu decidi fazer isso, foi como tirar um peso das costas. Eu continuei amando o esporte, assim como fiz durante toda minha carreira, exceto por alguns meses em que eu o odiei por causa da Ronda (risos) - disse, em entrevista exclusiva ao Combate.com.
Se por um lado Miesha diz não odiar Ronda, por outro ela não poupa críticas à rival pelo comportamento dela fora do octógono, principalmente em relação às palavras:
- Eu perdi muito respeito por ela como pessoa. Acho que ela, quando está falando, dá um exemplo pobre do que o MMA feminino realmente é. Obviamente dentro do octógono ela é uma atleta fenomenal e faz coisas incríveis. Mas, quando fala, ela está denegrindo o esporte. A Ronda é desrespeitosa, parece que só existe ela e que não se preocupa com as outras lutadoras. Ela disse que se preocupa, mas acho que ações falam mais do que palavras.
Para Miesha, os fãs se decepcionaram com o comportamento que Ronda demonstrou ter no TUF. Ela, inclusive, atribui a isso o fato de ter derrotado a compatriota na primeira etapa de votação para eleger quem seria capa do novo jogo eletrônico do UFC ao lado de Jon Jones:
- Acho que os fãs de MMA ficaram tão chocados ao ver a verdadeira Ronda que não puderam ajudá-la. E isso é um pouco patético para mim, pois muita gente virou as costas para mim depois que ela conquistou o cinturão. Acharam que ela era a melhor de todas, a sensação, e que eu era uma pessoa invejosa por razão nenhuma. Mas o que eles não entendem é que essa é a Ronda com a qual estou lidando o tempo todo. Como eu poderia estar numa posição diferente? Ela me pôs nessa posição e admitiu isso. Ela começou essa rivalidade. Eu não comecei e não tinha problema com a Ronda quando assisti às primeiras lutas dela. Ela estava indo bem, e eu fazia muitos elogios. Aí ela começou essa rivalidade, e eu entrei de cabeça. Mas os fãs não entendem isso. Ela ficou exposta no TUF, e os fãs ficaram muito surpresos de ver como ela pode ter várias cores diferentes.
Miesha Tate e Ronda Rousey farão o coevento principal do UFC 168, e por algum tempo estavam escaladas para fazer o evento principal em vez disso, até ser anunciada a revanche entre Anderson Silva e Chris Weidman para o mesmo card. Miesha contou que chegou a ficar decepcionada quando soube que havia caído de posto, mas por pouco tempo:
- Primeiro fiquei chateada, porque tudo que eu escutava era que nós não faríamos mais a luta principal. Achei uma droga, mas depois ouvi que a luta principal seria Anderson Silva x Chris Weidman, e aí achei que isso funcionaria muito melhor. É uma honra lutar no mesmo card que eles, e acho que é um duplo evento principal. Não sinto que estou fazendo necessariamente o coevento principal. É como se tivesses duas lutas principais. Temos ganhado boa atenção da mídia.
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