quarta-feira, 3 de julho de 2013

Fãs querem Werdum contra Cormier

Daniel Cormier já anunciou que pretende descer para os meio-pesados, mas estaria disposto a fazer mais uma luta entre os pesados em 2013. E, se dependesse dos fãs, esse duelo seria contra Fabrício Werdum. O brasileiro finalizou Rodrigo Minotauro no UFC em Fortaleza, no dia 8 de junho, e é apontado como o próximo da fila para disputar o cinturão.

Entretanto, segundo os internautas que votaram na Enquete PVT, Cormier seria a luta ideal para Werdum antes da provável disputa contra o vencedor de Cain Velasquez vs Júnior Cigano, que se enfrentam em outubro.

Confira abaixo o resultado completo da Enquete PVT.

Quem deve ser o próximo adversário de Fabrício Werdum?

Daniel Cormier: 41%
Vencedor de Cain Velasquez vs Júnior Cigano: 30%
Vencedor de Frank Mir vs Josh Barnett: 18%
Vencedor de Alistair Overeem vs Travis Browne: 10%
Outro: 1%

terça-feira, 2 de julho de 2013

Renzo Gracie critica a postura de Spider no octógono: 'Não é humilde'

Assim como toda figura pública, Anderson Silva não é uma unanimidade. Admirado e chamado de "gênio" por muita gente por causa de sua enorme autoconfiança e da postura que às vezes pode parecer até relaxada e provocativa aos adversários, por exemplo quando baixa a guarda e balança o corpo, ele também recebe críticas por esse mesmo motivo. Membro da tradicional família do jiu-jítsu, Renzo Gracie reprova a atitude do Spider dentro do octógono: 

- Anderson é um cara que entra em atrito com muitas pessoas da maneira errada. Ele não é um cara humilde. Embora possa falar humildemente, quando está no ringue ele não age humildemente. Ele diminui os seus oponentes. Age de uma maneira que, olhando para aquilo, sabemos que está errado. Você pode derrotar seu oponente, mas faça isso com respeito - disse ao "Fight Network".

Uma vez em que Anderson claramente passou do ponto foi quando enfrentou Demian Maia. Ele provocou o compatriota durante os cinco rounds, chamando-o de playboy, e foi duramente criticado por isso, principalmente pelo presidente Dana White. O evento foi o UFC 112, o mesmo que teve a última luta de Renzo, contra Matt Hughes (sofreu nocaute técnico no terceiro round).
Renzo Gracie, por sinal, treina esporadicamente o americano Chris Weidman, próximo adversário de Anderson.

Dana: 'Se Anderson perder, ganhará a revanche; se vencer, fará superluta'

Dana White não esconde que Anderson Silva  o seu lutador preferido, e a maior estrela do UFC. O status conquistado com sua carreira perfeita dentro da entidade rendeu não só muito dinheiro ao brasileiro, mas também regalias como poder escolher o que fazer após uma luta. Em conversa com a imprensa americana nesta segunda-feira, o presidente do UFC garantiu que, em caso de derrota para Chris Weidman no UFC 162, no próximo sábado, o Spider teria direito a uma revanche imediata, caso quisesse. Se vencer, Dana White planeja uma superluta contra Georges St-Pierre ou Jon Jones ainda em 2013.

- Esse cara jamais foi derrotado no UFC. Venceu todos seus adversários. Se for derrotado, o seu adversário é o cara certo para uma revanche. Eu concederia imediatamente se Anderson quisesse. Já se vencer, uma superluta está na mesa de negociações. Anderson tem interesse em enfrentar qualquer um dos dois campeões. Se ele assinou um contrato de dez lutas, e se fizer e vencer as dez lutas, não haverá dúvidas de que é o maior de todos os tempos. Mas Anderson quer lutas que rendam dinheiro, dinheiro de verdade. Lutas que não rendam dinheiro não interessam. Ele quer lutas que garantam o seu legado - disse o dirigente.

O contrato de dez lutas, se cumprido integralmente, faria Anderson Silva lutar até 42 ou 43 anos - hoje ele tem 38. Mas tanto Jon Jones quanto Georges St-Pierre sabem que o quanto antes enfrentarem o brasileiro, maiores são as chances de fazerem combates lucrativos. Uma luta entre os campeões seria feita em pesos-combinados, sem que os cinturões fossem postos em jogo. No caso de uma disputa contra St-Pierre, a luta seria em 180 libras, cerca de 81 kg.

- Eles se preocupam com lutas rentáveis. Podem não falar isso publicamente, mas eu garanto que se preocupam - finalizou Dana White.

Anderson Silva: 'Se enfrentar Jon Jones, acho que não vou vencer'

Conte o próprio Anderson Silva entre as pessoas que acham que Jon Jones o venceria. Campeão dos pesos-médios e invicto em 16 lutas no UFC, o brasileiro revelou nesta segunda-feira, durante um almoço com a mídia em Los Angeles, nos EUA, não acreditar que pode vencer uma superluta contra o atual campeão dos pesos-meio-pesados, no duelo mais esperado e comentado por fãs de MMA nos últimos anos.

- Em sua categoria, Jon Jones é o melhor. Se enfrentá-lo, acho que eu não vou vencer - disse Anderson Silva, de acordo com o "MMA Fighting".

O Spider tem outro desafio pela frente no próximo sábado, quando coloca sua sequência invicta em jogo contra o americano Chris Weidman no UFC 162. Todavia, o presidente do Ultimate, Dana White, disse também nesta segunda, em outro encontro com a mídia americana, que o brasileiro faria uma superluta, ou contra Jones ou contra o campeão peso-meio-médio, Georges St-Pierre, se vencesse a luta com Weidman.
Anderson fez campanha para enfrentar GSP no fim do ano passado, mas o canadense preferiu enfrentar Nick Diaz e tem compromisso marcado para novembro contra Johny Hendricks. O brasileiro tem se mostrado relutante por um combate contra Jones, e, após dizer que achava que não venceria, disse ver semelhanças entre ele próprio e o americano.

- Jon Jones é diferente. Ele é largo. Ele é jovem. Mas na luta eu me vejo em Jon Jones, vejo eu mesmo de muito tempo atrás. Ele é muito inteligente - contou.

Em seguida, os jornalistas americanos perguntaram quais seriam as vantagens do Spider num potencial combate com Jones.

- Não sei. Na minha opinião, tenho mais experiência que o Jon Jones, mas essa é a única vantagem - concluiu.

Adversário de Spider dispara: 'Tem muita gente que quer que ele perca'

Com um cartel perfeito de nove lutas e nove vitórias no MMA, o americano Chris Weidman sonhou muito tempo com a oportunidade de enfrentar Anderson Silva. Natural de Nova York, ele iniciou a carreira no esporte em 2009 inspirado pelo atual campeão dos pesos-médios do UFC, que na época já estava em sua oitava luta pela organização e na 29ª de sua carreira. 
 
- Eu sempre admirei o Anderson. Quando comecei minha carreira no esporte, ele era tão bom, que eu dizia: "Se eu for para o MMA eu quero ser tão bom a ponto de vencer esse cara". Eu imaginei esse duelo muitas vezes na minha cabeça. É a realização de um sonho – disse o desafiante em entrevista exclusiva ao Combate.com.

Weidman começou a despontar no UFC depois de sua quarta vitória seguida na organização, em janeiro do ano passado. Na época, ele foi chamado às pressas para substituir Michael Bisping no "UFC: Evans x Davis" e, mesmo com apenas duas semanas de preparação, venceu o brasileiro Demian Maia na decisão dos juízes. Mas foi no duelo contra Mark Muñoz, em julho de 2012, que ele se tornou definitivamente um possível desafiante ao título dos médios, ao se apresentar de forma contundente e ainda faturar o prêmio de "Nocaute da Noite". 

Depois da luta, Weidman afirmou que queria enfrentar Anderson, mas acabou sendo deixado na fila de espera pelo Ultimate por não ter vitórias suficientes sobre lutadores tops na divisão.

- Eu acho que provei naquele duelo contra o Mark Muñoz que eu era, ou deveria ser, o desafiante ao título. Fiquei frustrado que ainda assim ele (Anderson) não se interessou em me enfrentar, mas achei por bem deixar isso no passado. As coisas acabaram se desenrolando de uma forma que talvez tenha sido melhor - afirmou.

A tão sonhada chance ao título de campeão dos pesos-médios do UFC finalmente chegou e Weidman enfrenta Anderson Silva no próximo sábado, em Las Vegas, pelo UFC 162. Ao Combate.com, ele fala sobre a preparação para o duelo, os recentes boatos de uma possível lesão e aproveita para dizer porque tanta gente do UFC está torcendo por ele:

- Por mais incrível que o Anderson seja, muita gente não gosta dele, inclusive no Brasil. Tem muita gente que quer que ele perca.
 
Combate.com: Estamos tão perto da sua luta agora… Como você está se sentindo?

Chris Weidman: Eu me sinto muito bem, feliz em poder voltar ao octógono. Fiz um excelente camp e acho que estou à altura desse desafio.

Na semana passada, surgiram alguns boatos sobre uma possível lesão sua. Está tudo bem com seu ombro?

Pois é… Não sei como isso surgiu e certamente foi de alguém que só queria espalhar boato mesmo e não deve ter ido a nenhum treino meu, porque eu treinei pesado todos os dias, ainda estou em final de preparação aqui em Nova York, só chego em Vegas na segunda-feira à noite. Enfim, não tem nada de verdade nisso. Meu ombro está 100% e eu estou no melhor condicionamento físico da minha carreira.

Como foi a sua preparação para essa luta? Você treinou alguma coisa específica para enfrentar o Anderson?

Sim. Pela primeira vez na minha carreira, eu trouxe alguns caras novos para o camp, tentei mudar algumas coisas, mas o foco mesmo foi o meu treino de chão, o wrestling, que é no que sou bom. O Anderson é um lutador muito completo, ele é muito perigoso, porque ele faz com que você pague por cada erro que você comete dentro do octógono. É como se ele ficasse esperando o primeiro deslize que você der para se aproveitar disso. Vai ser o teste mais duro da minha carreira, mas eu estou preparado para ele.

Todo mundo fala sobre a sua experiência no wrestling, mas você também é faixa marrom em jiu-jítsu. O seu jogo de chão vai ser o diferencial ou podemos esperar alguma surpresa?

Eu estou mesmo focado no jogo de chão porque, antes de ser um lutador de MMA, eu era um wrestler. Mas é claro que eu não me descuidei das outras áreas. Eu sei que o Anderson é bom em tudo, principalmente em pé, mas ele mostrou algumas falhas em lutas passadas, principalmente no chão, e é isso que eu vou tentar explorar.

O Anderson disse em algumas entrevistas que não se importa se vai perder ou ganhar esse duelo, que ele quer mesmo é lutar e dar o seu melhor. O que você achou desse discurso? Acha que faz parte do jogo mental dele?

Acho que ele fala isso para tirar um pouco a pressão de cima dele. Ele tenta ser humilde, modesto fora do octógono, mas eu não sou o tipo de cara que se importa com o que se fala fora da jaula, não caio nesse jogo. Quando você está no topo, a pressão para que você se mantenha lá em cima é muito maior, porque todo mundo está querendo te derrubar, todo mundo quer o seu lugar. Eu acho que a pressão que ele sofre para se manter imbatível é muito maior do que a pressão que eu sofro. Eu sou um desafiante com nove lutas na carreira, ele é um veterano tentando se manter no topo aos 38 anos. E isso pesa muito.

Sempre entro na luta buscando a finalização. Ele tem uma excelente defesa de quedas, mas Chael Sonnen provou duas vezes que não é impossível levá-lo ao chão. Eu tenho certeza de que vou conseguir derrubá-lo e, se eu ficar por cima, ele não vai durar cinco rounds. Eu tenho muitos tipos diferentes de finalização, as mais variadas possíveis. Se ele conseguir se defender muito bem de todas elas, eu vou ficar muito surpreso"
Sobre sua estratégia
 
Dana White disse nas últimas semanas que muitos lutadores do UFC acreditam que você vai sair vitorioso desse duelo. Até Georges St-Pierre disse que você vai derrotar o Anderson. Por que você acha que tanta gente está do seu lado? 

Eu acho que eu sou um lutador mais novo, com sangue novo e tenho um jogo diferente do que o Anderson está acostumado. Eu não fico muito na defensiva, não ando muito para trás, trago novos elementos e sou muito mais perigoso do que as pessoas imaginam. E, por um outro lado, por incrível que pareça e por mais incrível que o Anderson seja, muita gente não gosta dele, inclusive no Brasil. Tem muita gente que quer que ele perca.

Você disse em algumas entrevistas que toda vez que você fez um treinamento completo na sua carreira, você finalizou a luta. Você vai em busca da finalização?

Sim, sem dúvida. Eu sempre entro na luta buscando a finalização. Eu sei que ele tem uma excelente defesa de quedas, mas o próprio Chael Sonnen provou duas vezes que não é impossível levá-lo ao chão. Eu tenho certeza de que vou conseguir derrubá-lo e, se eu ficar por cima, ele não vai durar cinco rounds. Eu tenho muitos tipos diferentes de finalização, as mais variadas possíveis. Se ele conseguir se defender muito bem de todas elas, eu vou ficar muito surpreso.

Na sua entrevista pré-luta, divulgada pelo UFC, você diz que, no dia 6 de julho, o Anderson Silva vai te respeitar como lutador. Você se sentiu desrespeitado ou subestimado pelo Anderson?

Vamos dizer assim que ele não queria muito essa luta (risos), que ele acha que eu não merecia a chance ao título, mas então quem merecia? Estou invicto há nove lutas e eu acho que provei naquele duelo contra o Mark Muñoz que eu era, ou deveria ser, o desafiante ao título. Fiquei frustrado que, ainda assim, ele não se interessou em me enfrentar, mas achei por bem deixar isso no passado. As coisas acabaram se desenrolando de uma forma que talvez tenha sido melhor. E acho que ele sabe que eu sou uma luta ruim para ele, porque não sou o tipo de cara que ele vai espancar por cinco rounds.

É verdade que o Anderson foi a inspiração para você iniciar a sua carreira no MMA? Se sim, como vai ser para você enfrentar um ídolo?

É sim… Eu sempre admirei o Anderson. Quando comecei minha carreira no esporte, ele era tão bom, que eu dizia: "Se eu for para o MMA, eu quero ser tão bom a ponto de vencer esse cara". Eu imaginei esse duelo muitas vezes na minha cabeça. É a realização de um sonho, é a minha tão sonhada chance de me tornar campeão.

Conte alguma coisa que a maioria dos fãs brasileiros não sabe…

Essa é difícil. Eu acho que a maioria dos fãs brasileiros não sabe que eu sou bonzinho! (risos). Eles também não sabem que eu adoro açaí, feijão e farofa! Falando sério, eu não sou um homem de muitos segredos! E também não imaginei que teria a recepção que eu tive no Brasil. As pessoas foram muito amigáveis, muito educadas e eu fiquei muito feliz com isso. Espero voltar em breve para aproveitar um pouco mais, mas dessa vez com a minha família.

Anderson treina com máscara de ar e ganha elogio: 'Preparação só melhora'

Empenhado em derrotar Chris Weidman neste sábado, Anderson Silva intensificou a preparação física e utilizou até uma máscara de ar durante os treinamentos. O objetivo é dificultar a respiração e, consequentemente, melhorar a resistência do lutador. Preparador do Spider há anos, Rogério Camões acompanhou de perto todo o camp e está nos EUA para a reta final. 
 
- Foram oito semanas de preparação, seis no Rio de Janeiro, na XGym, e agora a reta final em Los Angeles, na academia do Anderson, a Muay Thai College. Estamos terminando o trabalho aqui 

Rogerão, como é conhecido, analisou o fato de Anderson enfrentar outro lutador que tem origem no wrestling (luta olímpica):

- O Anderson já lutou com vários oponentes do wrestling, como Dan Henderson, Yushin Okami e Chael Sonnen. Ele já está testado contra atletas dessa especialidade, então a preparação não muda muito, só melhora. Nós nos aprimoramos em mais detalhes, em movimentos mais específicos, tanto na preparação física, quanto técnica e tática da luta.

Dana confirma Velásquez x Cigano para 19 de outubro, em Houston

O terceiro capítulo da trilogia entre Junior Cigano e Cain Velásquez tem data e local definidos pelo Ultimate. De acordo com Dana White, o duelo será mesmo realizado no dia 19 de outubro, em Houston, EUA, como já vinha sendo especulado. O evento deve ser o UFC 166. O presidente da organização confirmou a informação em bate-papo com a imprensa nesta segunda-feira.

Cigano e Velásquez se enfrentaram pela primeira vez em novembro de 2011, quando o brasileiro nocauteou o adversário e tomou dele o cinturão peso-pesado. Em dezembro de 2012, no entanto, veio o troco, e o americano derrotou Cigano por decisão unânime dos jurados, castigando-o durante os cinco rounds e recuperando o cinturão da categoria.

Mark Muñoz supera depressão por lesões e perde 28kg em cinco meses

O filipino-americano Mark Muñoz teve uma caminhada e tanto até a luta contra Tim Boetsch, no UFC 162, no próximo sábado, em Las Vegas, EUA. O peso-médio vinha de uma lesão no cotolevo quando enfrentou Chris Weidman em julho do ano passado e acabou nocauteado pelo compatriota. Durante a luta, fraturou o pé e ficou afastado até agora. A soma desses problemas prejudicou o psicológico de Muñoz, que entrou em depressão e passou a comer muito. Em janeiro deste ano, chegou a pesar 118kg. Mas ele superou o mau momento e, uma semana antes do combate, está pesando 90kg, apenas 6kg acima do limite de sua categoria (84kg). O lutador postou fotos de comparação no Twitter e comentou o caso:

- Lutei contra as lesões, duvidei de mim mesmo e entrei em depressão. A comida virou um conforto, e o que encontrei foi mais dor de cabeça. Um ciclo sem fim de "comer porque estava triste e trister porque estava comendo". Não importa a adversidade que tenha na vida, você pode passar por ela com Deus ao seu lado, e poderá conquistar tudo. Obrigado a todos que acreditaram em mim, me encorajaram, me motivaram e rezaram por mim. Agradeço a vocês pela compaixão e cuidado. Agora estou indo confiante para o UFC 162.

Empresário de Roy Nelson revela negociação para renovar com o UFC

O empresário de Roy Nelson, Mike Kogan, anunciou que as negociações para a renovação do contrato do peso-pesado com o UFC estão avançando, e que devem ser concluídas em breve. De acordo com as regras do UFC, o atleta só pode negociar com a companhia até o fim de agosto. Se as partes não chegarem a um acordo até lá, ele estará livre para negociar com outros eventos. 
 
- A duração de seu período exclusivo de negociações com o UFC não é um problema agora. Estamos conversando, e tenho certeza que não levaremos meses fazendo isso até que cheguemos a um acordo, caso ele venha a acontecer.

Para Kogan, que evita revelar detalhes da negociação, a participação ou não em vendas de pacotes pay-per-view, que representa uma parte substancial dos ganhos de alguns dos maiores atletas do UFC, não pode ser revelada, mas garante que os ganhos por luta de Roy Nelson são a parte mais delicada das negociações.

- Ainda não chegamos aonde queremos, mas também não estamos fora da mesa. A oferta do UFC é razoável, mas há mais algumas coisas que Roy vem pedindo. A isso chamamos de negociação - brincou o agente.

Após a derrota de Roy Nelson para Stipe Miocic no UFC 161, que foi a última do seu antigo contrato com o UFC, alguns fãs temeram pela demissão do lutador, por conta de sua má relação com Dana White, e pela perda do trunfo de vir vencendo suas lutas seguidamente. Para Mike Kogan, no entanto, uma renovação não acontece apenas pela vontade ou simpatia de Dana White.

- As pessoas acreditam que Dana gostar ou não de alguém pesa muito na hora de uma renovação de contrato. Que se ele não gosta de você, sua vida acabou e você não tem mais para onde ir. Isso não é verdade. Se você olhar para Tito Ortiz, por exemplo, verá que ele e Dana White tiveram uma relação conturbada, mas sua carreira no UFC foi sensacional. Ele fez coisas muito pior que Roy Nelson. O UFC é uma organização muito profissional. Não importa se gostam de você ou não. Se você lutar bem e os fãs gostarem de você, é o suficiente.

Kogan também explicou a forma como negocia com o UFC.

- Não tentamos ter uma conversa franca e aberta com eles, para ver como o valor de Roy é medido. Não tenho os dados que o UFC tem, não tenho mapas de audiência nem números de vendas de pacotes pay-per-view. Tudo que sei é que as pessoas adoram vê-lo lutar. Estou nesse negócio por tempo suficiente para saber que isso não se traduz automaticamente em milhões de dólares, mas sei que vale alguma coisa. No fim das contas, se os fãs estão fazendo a arena tremer cada vez que ele luta, e se passam a luta toda de pé gritando, isso tem que valer algo. Se não vale, como se mede o valor de um lutador? Essa medida não é científica. O UFC tem mais números e pode fazer mais e melhores contas que nós. Mas o certo é que você vale quanto as pessoas estão dispostas a pagar por você.

domingo, 30 de junho de 2013

Jacaré tece elogios a Weidman: ‘Wrestling dele é fora do comum’

No próximo dia 06 de julho, Anderson Silva vai colocar seu título em disputa, contra Chris Weidman, no UFC 162, em Las Vegas. Ronaldo Jacaré já treinou ao lado do campeão dos médios e deu seu palpite sobre o embate.

Em entrevista à TATAME, o faixa-preta acredita que o duelo vai ser complicado para “Spider”, por conta do chão do americano. No entanto, acredita que o amigo pode conseguir a vitória por ser imprevisível.
“Eu acho que vai ser dureza. Já vi o Weidman lutando o ADCC e ele é sinistro, tem um Wrestling fora do comum. Mas eu acredito que o Anderson tem tudo para surpreender. Ele não é o campeão da categoria à toa”, disse.