sábado, 3 de agosto de 2013

Vai dar Brasil nesse UFC', diz Lyoto Machida sobre luta no Rio de Janeiro

A poucos dias do primeiro combate em solo brasileiro pelo UFC, Lyoto Machida já está na cidade maravilhosa apurando os últimos golpes para a luta contra Phil Davis e pede a participação da torcida brasileira no dia do evento. O baiano radicado no Pará, que já foi campeão da categoria meio-pesados (até 93kg), enfrentará o norte-americano na noite de sábado, 03 de agosto, na Arena da Barra, no Rio de Janeiro. O “Dragão” não esconde a ansiedade para o confronto.
 
– É minha primeira luta no Brasil por um grande evento, já lutei outras duas vezes em eventos menores pelo Jungle Fight, mas minha expectativa para o UFC 163 é a melhor possível. Quero dar de presente ao meu país uma vitória, me preparei muito para isso. Darei o meu melhor para proporcionar um grande espetáculo para a torcida. Meu foco é ganhar, não importa se for por nocaute ou por pontos. Estou ansioso para ver o povo do meu país fazer a festa e comemorar comigo este momento importante da minha carreira – enfatizou Lyoto.
A preparação foi toda realizada em Los Angeles, nos Estados Unidos. Lá o Dragão apurou o wrestling, luta no chão, um dos pontos fortes de Phil Davis. Mas Lyoto revela que o trabalho foi global enfatizando a boa forma do oponente.

– Ele é um cara atlético e tem um bom condicionamento físico, então estou esperando tudo. Treinei com foco em todas as formas de ataque que ele possa revidar, sem criar expectativas por um golpe característico dele. Fico mais tranquilo e me sinto preparado dessa forma – explicou o lutador.

O irmão e um dos técnicos de Lyoto, Chinzô Machida, esteve presente durante todo o período intensivo de treino e garante que carateca não terá problemas com o condicionamento físico e cansaço durante a luta com Davis.

– A forma física do Lyoto está excelente. Ele está com toda garra para ganhar esta luta e partir em breve para uma disputa de cinturão. O foco dele é retomar o título da categoria – afirmou Chinzô.
 
Darei o meu melhor para proporcionar um grande espetáculo para a torcida.
 
No ano em que Lyoto completa 10 anos de carreira profissional, o Dragão soma no currículo 19 vitórias e 3 derrotas no UFC. De uma família tradicional de caratecas orientais, aos 35 anos já conquistou o cinturão de campeão mundial da categoria no UFC em maio de 2009. Extremamente disciplinado, Lyoto herdou do pai a dedicação para conquistar suas metas.

–  Sem sombra de dúvidas que a filososfia do caratê foi a grande responsável por eu ter chegado até aqui. Como em tudo na vida minha trajetória teve sim altos e baixos, mas a filosofia ensinada por meu grande mestre, meu pai, sempre me ajudou a encarar tudo positivamente e a buscar minhas vitórias – finalizou Lyoto.

Marreta mostra preocupação com 'chutes diferenciados' de Mutante

Até duas semanas atrás, Thiago Marreta já não nutria muitas esperanças de ser aproveitado pelo UFC. Em sua participação no TUF Brasil 2, foi derrotado por William Patolino e Leonardo Santos, que depois se enfrentaram na decisão, e venceu Pedro Iriê. Ele chegou a ter uma luta marcada para disputar o cinturão dos meio-médios do WOCS, mas seu empresário, Alex Davis, pediu para ele não lutar, já que três eventos do Ultimate estavam agendados para o Brasil. Foi quando surgiu o chamado para enfrentar Cezar Mutante neste sábado, no UFC 163, no Rio de Janeiro, após lesão do americano Clint Hester. A alegria é tão grande que - ele garante - é maior do que a pressão de fazer a estreia no card principal do evento. 
 
- Se eu falar que não tem pressão, estarei mentindo. Pressão existe, mas estou muito feliz pela oportunidade de lutar em casa, estrear no card principal e tudo isso ofusca a pressão. Estou muito mais feliz que pressionado - afirmou.

Nos poucos dias que teve para se preparar, Marreta aproveitou para estudar o jogo de Mutante, apesar de já conhecer bem o oponente pela participação na primeira edição do TUF Brasil, quando o pupilo de Vitor Belfort saiu campeão. A preocupação do carioca, que mora na Cidade de Deus e visitou o projeto social Rocinha Jiu-Jítsu nesta quarta-feira, é com os chutes e "golpes não convencionais" que seu adversário costuma aplicar.

- Já assisti o Mutante no TUF 1,  é um cara que vem da capoeira, tem chutes diferenciados, golpes não convencionais e isso complica um pouco a luta. Além disso, é canhoto. É uma luta dificil para mim, contra um adversário bem forte, em uma categoria que nunca lutei, mas espero que seja uma luta boa para o público. Tudo indica que ela vá começar em pé, com bastante troca, mas creio que não fique muito tempo em pé. Qualquer um que sinta dificuldade em pé, vai partir para o chão, botar para baixo, já que é MMA. Acredito que não vá ficar só em pé. Mas de mim, o público pode esperar muita garra, buscando a vitória o tempo todo e andando para frente - disse.
Cezar Mutante não luta exatamente desde a final do TUF Brasil 1, quando venceu Serginho Moraes, em junho de 2012. De lá para cá, uma série de lesões impediu o retorno do brasileiro ao octógono do UFC. Apesar disso, Marreta não acredita que isso será uma vantagem no combate.

- De maneira nenhuma. Por mais que esteja parado esse tempo, tendo lesões, acho que ninguém voltaria a lutar se não estivesse 100%. Se ele aceitou, é porque está 100% fisicamente e mentalmente. Esse tempo parado e as lesões não vão influenciar. Se ele aceitou, está 100% - garantiu.

O confronto será válido pelos médios, categoria na qual Thiago Marreta lutará pela primeira vez. Apesar de aceitar o duelo em um peso acima do qual está acostumado, ele disse que não houve nenhuma conversa que garantisse que terá chance entre os meio-médios. E o próprio lutador afirma que, caso se sinta bem neste sábado, pode continuar como peso-médio.

- Não tem nada certo. Fui chamado para essa luta, estou com foco nessa luta. Depois vemos o que vai acontecer. Sobre a categoria, é minha estreia, vou experimentar, ver a diferença de força, tendo em vista que os atletas da categoria descem de 100 kg, 105 kg. Sou mais leve que isso. Depois vou sentar com os treinadores e decidir se volto para os meio-médios ou permaneço nos médios - concluiu.

José Aldo sua até de madrugada para perder 10kg para luta no UFC Rio 4


A guerra contra Chan Sung Jung sábado, na Arena da Barra, para manter o cinturão dos pesos-penas tem tudo para ser bastante difícil para José Aldo. Mas, para chegar preparado na luta, além de treinamento exaustivo, o brasileiro precisará vencer a primeira batalha contra o peso nesta sexta-feira, na pesagem oficial do UFC Rio 4, a partir das 16h, com transmissão ao vivo do Combate.com.

Ciente de sua responsabilidade como profissional de MMA e dando exemplo como campeão, José Aldo travou difícil duelo contra a balança essa semana para perder 10kg de domingo até hoje. Na madrugada de quinta para sexta-feira, o campeão dos penas fez banheira e ficou de casaco para perder o que faltava para chegar aos 65,8kg da categoria.

- A primeira guerra já foi, que é contra a balança. Agora, conto com a torcida de todos para grande batalha de amanhã - disse José Aldo.

Edson Barboza nega recusa de luta contra 'rei do suplê' Rustam Khabilov

Na última segunda-feira, Rustam Khabilov acusou a equipe do peso-leve brasileiro Edson Barboza de frustrar os planos do UFC por um combate entre os dois lutadores para novembro. Procurado pelo Combate.com, o atleta de Nova Friburgo (RJ) se mostrou surpreso com o depoimento do russo e classificou como boato a realização do possível duelo. 
 
- Eu fiquei surpreso quando vi as pessoas falarem isso porque eu até treinei com o irmão dele. Eu nem sabia da existência dessa luta, não chegou nada oficialmente até mim. Eu sou um lutador profissional que pensa grande e, por isso, luto contra qualquer um. Mas foi um boato. Os meus treinadores e empresários sabem o que é melhor pra mim e confio neles para resolverem essas coisas - afirmou Edson Barboza por telefone.

Após a vitória sobre Rafaello Oliveira, dia 6 de julho, no UFC 162, com uma sequência forte de chutes na perna esquerda do adversário, Edson Barboza foi classificado como o oitavo maior "striker" de todo o Ultimate. O lutador, dono do nocaute do ano de 2012 pelo chute rodado em Terry Etim, no UFC Rio 2, vê seu nome cada vez mais fortalecido no mundo do MMA, mas faz uma revelação que vai contra a maioria das expectativas.

- Pensando pelo lado pessoal, eu queria ter uma revanche contra o Jamie Varner. Ele não é um cara bem ranqueado, mas eu queria essa luta. Mesmo tendo lutado esse mês, eu estou sem nenhuma lesão e quero lutar de novo o mais rápido possível - disse Barboza.

Aos 27 anos, o muay thai se destaca no estilo de Edson Barboza. Não por acaso, das 12 vitórias do atleta da Valor Martial Arts, oito foram por nocaute, duas finalizando o adversário e duas por decisão dos juízes.

Cruz afirma: 'Renan Barão não vai achar ninguém que pareça comigo'

Campeão linear do peso-galo no UFC, Dominick Cruz já entrou com o título na organização, já que a categoria foi integrada após a Zuffa adquirir o WEC. Em sua estreia no Ultimate, venceu Urijah Faber, em julho de 2011. Em outubro do mesmo ano, defendeu o cinturão contra Demetrious Johnson, que detém o título dos moscas atualmente. Desde então, o atleta da Alliance MMA não entrou mais em ação. De lá para cá, Renan Barão enfileirou vitórias sobre seus adversários, conquistou o cinturão interino, também contra Faber, defendeu contra Michael McDonald, e, dia 21 de setembro, no UFC 165, volta a lutar, desta vez contra Eddie Wineland. 
 
Caso o brasileiro vença, terá mais defesas de cinturão interino do que Cruz tem no UFC e sua próxima luta deve ser pelo cinturão definitivo. Para o americano, a preparação será o diferencial para ele sair vencedor. Sua teoria se baseia no fato de que não existem outros lutadores com seu estilo, enquanto ele terá facilidade para conseguir sparrings que simulem o atleta da Nova União.

- Para treinar para lutar com ele, consigo achar pessoas como ele, bons de boxe, kickboxing e faixas-pretas de jiu-jítsu. Vou poder treinar com pessoas parecidas com ele. Acho que o que fará diferença é que ele não vai achar ninguém que pareça comigo, que faça o que eu faço. Quando ele entrar lá, será a primeira vez que vai enfrentar alguém assim - afirmou, durante papo com os fãs nesta quinta-feira.

Questionado se sente que Renan Barão é o verdadeiro campeão da categoria atualmente, Dominick Cruz colocou o brasileiro no mesmo patamar que o seu, mas quer o tira-teima. A meta do americano é ser liberado pelos médicos para o evento do fim de semana do Super Bowl, em fevereiro.

- Renan Barão é o interino e defendeu uma vez o cinturão interino, então é a única pessoa na divisão que subiu de posição. Todas as outras pessoas na categoria, ficaram mais ou menos iguais. Acho que ele é um campeão, mas eu também sou o campeão. Será uma boa luta e quero ver quem é o melhor campeao, mas acredito que serei eu - disse.
Para Cruz, Barão não terá problemas para superar Wineland, por ter "armas demais" e ser "muito agressivo no chão, contra um oponente que é muito defensivo". Porém, o combate que, de acordo com o americano, revelou o jogo do brasileiro, foi contra Urijah Faber, único a superar Dominick até hoje no MMA.

- Aquela luta foi muito boa, aprendi o estilo dele. Temos que conhecer o estilo dos adversários e uma grande qualidade que o Renan tem e que ninguém na cateogira sabe fazer, é se defender muito bem. Pude ver o quão bom ele é e as diferenças entre Renan e Faber. É um cara que é muito bom, completo, consegue dar chutes baixos, joelhadas, tem muito boa noção de boxe, mantém a distância muito bem, sabe os fundamentos e terei que tomar muito cuidado com os chutes baixos dele - concluiu.

Spider confirma desejo de lutar com Jones após revanche com Weidman

Antes de ser derrotado por Chris Weidman por nocaute no UFC 162, Anderson Silva assinou contrato com a organização para mais dez lutas. O novo vínculo logo acendeu nos fãs a expectativa para a realização daquele que é o combate mais esperado dos últimos tempos: Anderson Silva x Jon Jones. O brasileiro deixou claro que também aguarda que o evento aconteça.

- Eu pretendo cumprir esse compromisso, assinei um novo contrato para isso (lutar as dez lutas). Espero que (o duelo com Jones) aconteça, porque é uma luta que todo mundo está aguardando - afirmou o ex-campeão dos pesos médios do UFC.

O Spider esteve em São Paulo para participar do programa “Altas Horas”, da TV Globo. Durante a atração, Anderson teve que falar bastante da derrota para Weidman e da perda do cinturão. Mas ao entrar no estúdio, ele pôde perceber que sua popularidade continua em alta, uma vez que teve seu nome gritado de forma efusiva por todos os presentes.

Sobre a luta, ele reiterou que a falha, técnica, foi somente dele. Mas mesmo assim ele deixou escapar que houve mudanças em sua equipe, a fim de buscar mais equilíbrio.

- Eu estava descontrolado no intervalo do 1º para o 2º round contra o Weidman. Deveria ter ficado e escutado as instruções do meu córner, mas fui falar com o Weidman (foi pedir para o norte-americano lutar em pé). As mudanças já foram feitas. A gente constatou onde estavam os problemas, incluímos algumas pessoas que tinham que estar na equipe e que não estavam – disse o Spider, que depois completou.

- O que a gente mudou foi exatamente alguns detalhes que a gente estava deixando passar despercebido. Treinar muito mais a parte da filosofia da arte marcial, treinar meu autocontrole, fazer com que a minha adrenalina baixe durante toda aquela perspectiva antes da luta, aquela coisa de ansiedade. Isso que a gente está trabalhando e acho que estamos fazendo bem feito dessa vez.

Apesar de ter sido noticiado que a parceria Anderson Silva e Corinthians estava acabada, o lutador negou.

- Eu não saí do Corinthians. O que houve é que antes da última luta, o meu contrato acabou. Mas ele está sendo revisto. Continuo com a minha academia no Corinthians, meu treinador está lá – explicou Anderson.

Sobre a preparação para a revanche contra Weidman, que acontecerá no dia 28 de dezembro, em Las Vegas, naquele que promete ser um megaevento do UFC, Anderson disse que já retomou os treinamentos e que vai passar por Japão e Tailândia para aprimorar ainda mais a sua técnica.

- Estou indo para o Japão para encontrar meu primeiro aluno faixa-preta, que é o Jean. Vamos treinar junto, também com o pai dele que é judoca antigo. Em contrapartida vou fazer trabalhos que fazem parte do meu cotidiano fora da luta. Não tenho a data exata, mas em duas semanas. Tailândia eu vou também, mas volto para o Brasil e depois vou para lá com a minha equipe.


Antes de entrar no programa, o Spider foi surpreendido nos camarins com a presença de Bruce Buffer, também convidado da atração. O locutor oficial do UFC mostrou toda a sua admiração pelo lutador.

- Espero que no dia 28 de dezembro, eu possa falar "o novo e, novamente campeão, Anderson Silva" - elogiou Buffer.

Por fim, Anderson negou que vá mudar a sua postura provocadora para o novo encontro com Weidman e foi enigmático.

- Meu ano só começa dia 28 de dezembro. Porque eu vou acabar a luta e vou para casa. Minha postura não vai mudar nada, a única coisa que vai mudar é tecnicamente, tinha que ter dado um passo para trás. Espero que (o UFC 168) tenha grandes lutas e seja um grande evento – finalizou.

Rashad Evans frustra Dana White e recusa luta contra Vitor Belfort

Parece mesmo que os planos de Dana White em ver a luta entre Vitor Belfort e Rashad Evans acontecer nos meio-pesados vão por água abaixo. A ideia do presidente do UFC surgiu, de maneira irônica, após o brasileiro ter pedido para lutar com Chael Sonnen, em função da impossibilidade de disputar o título dos pesos-médios contra Chris Weidman, mesmo sabendo que o "falastrão" americano está com luta marcada com Mauricio Shogun. Agora, o próprio Evans fez questão de recusar o combate. 
 
Em entrevista ao site da Espn americana, o ex-campeão peso-meio-pesado do UFC afirmou que não enfrentaria Belfort nem ninguém da própria equipe. A opção de Rashad Evans em recusar o duelo é baseada no péssimo relacionamento do lutador tentar recuperar o cinturão da categoria contra Jon Jones, no UFC 145, em abril de 2012. Na época, os dois atletas faziam parte da mesma equipe.

- Eu não quero lutar com Vitor. Nem com Thiago Silva ou com Cezar Mutante. Eu não quero lutar com ninguém que treina comigo. Eu cometi esse erro antes e não quero errar de novo. Eu perdi muitas amizades antes por causa disso – disse o ex-campeão da categoria até 93kg.

Dana White ofereceu inicialmente para Vitor Belfort uma luta contra Tim kennedy. Após a recusa do brasileiro, que queria lutar com o vencedor de Chris Weidman e Anderson Silva, o presidente do UFC afirmou que Belfort estava “fora de si” e ofereceu Rashad Evans. Esta semana, a esposa e empresária do lutador, Joana Prado, afirmou que fora dos pesos-médios, Vitor Belfort enfrentaria qualquer um e que a primeira opção seria Chael Sonnen e o plano B, Dan Henderson.

Cigano lamenta ausência de Cain Velásquez no Brasil: 'Absurdo'

O ex-campeão dos pesos-pesados do UFC Junior Cigano chegou ao Rio de Janeiro nesta sexta-feira para cumprir a última parte da UFC World Tour 2013, turnê internacional da organização para promover seus cards até o fim do ano. Antes de seguir para a arena do UFC 163, onde participa de uma sessão de perguntas e respostas com o público antes da pesagem oficial, o lutador catarinense almoçou com membros seletos da imprensa em um restaurante na Zona Oeste do Rio de Janeiro. 
 
Originalmente, o plano do UFC era que Cigano fosse ao Rio acompanhado de Cain Velásquez, atual campeão da categoria e seu adversário no UFC 166 de outubro. Todavia, o americano com raízes mexicanas alegou "falta de segurança" e se recusou a participar. Cigano não escondeu a frustração em ter de cumprir a programação até o fim, após cinco dias em cinco cidades diferentes, enquanto seu rival foi para casa. Ele acrescentou que os demais participantes da turnê - Georges St-Pierre, Jon Jones, Ronda Rousey, Johny Hendricks, Alexander Gustafsson e Miesha Tate - foram liberados para retornar às suas casas, enquanto ele teve de permanecer ocupado.

- Era para ele estar vindo, mas parece que ele conversou com o Dana White, sei lá… Absurdo, alguma coisa eles inventaram lá. Todos eles já foram para casa, só eu que vim para cá. Eles foram (para outras cidades) no mesmo dia e já estão liberados. Só eu que estou aqui ainda. Mas é minha parte, estou fazendo a minha parte, não me importo com os outros, os outros são os outros. Para mim, estou fazendo minha parte e é importante para mim - disse Cigano.

Apesar da frustração, o brasileiro mostrou também compreensão com a apreensão de Velásquez em vir ao Brasil, devido à propaganda negativa acerca do país no exterior. Ao mesmo tempo, disse que os torcedores mexicanos o receberam bem nos EUA e que os brasileiros provavelmente fariam o mesmo.
- Com certeza, não é simples. O pessoal não conhece o Brasil e lá fora falam mal do Brasil. Não sei o que ele falou, por que ele desistiu da viagem, se estava realmente na programação dele, mas… É que nem os mexicanos lá, tudo torcendo pelo Velásquez, mas eles vem falar comigo, tirar foto, falam "sou mexicano, vou torcer por ele, mas gosto muito de você" - contou.

Questionado se iria ao México caso as situações fossem invertidas, Cigano não pestanejou.

- Claro. Eu ia. Daqui, não mais (risos). De lá, eu iria, mas agora não. Quero treinar, a luta mais importante da minha vida está pela frente - declarou.

Ao contrário de Velásquez, Phil Davis se sente seguro no Rio de Janeiro

Enquanto o campeão peso-pesado Cain Velásquez desistiu de vir ao Brasil alegando falta de segurança, o americano Phil Davis se sente cada vez mais carioca. Durante a entrevista coletiva do UFC Rio 4, nesta quinta-feira, no Circo Voador, o adversário de Lyoto Machida não quis polemizar com relação aos motivos da desistência de Velásquez para vir à Cidade Maravilhosa nesta semana, como parte da UFC World Tour 2013, mas se mostrou tranquilo no Rio de Janeiro.  
 
Será a segunda luta de Phil Davis na cidade - derrotou Wagner Caldeirão no UFC Rio 3, em outubro do ano passado - e ele se mostrou bastante descontraído nas respostas aos jornalistas, fazendo um jogo de palavras entre o próprio apelido e com o apelido do Rio de Janeiro.

- Eu me sinto um pouco brasileiro já. É a segunda vez que luto aqui no Rio de Janeiro, que é a Cidade Maravilhosa e eu sou o Sr. Maravilha, então me sinto parte dessa cidade. Agora, com relação ao que Cain Velásquez falou, cada um sabe o que faz. Se ele acha que tem algum perigo, eu não sinto nada disso – disse Phil Davis.

As palavras carinhosas do peso-meio-pesado parecem ter funcionado. O americano foi um dos mais requisitados pela torcida ao seguir para a zona mista de imprensa após o treino aberto, e esbanjou bom humor, posando para fotos e distribuindo autógrafos. Davis gostou de ver o calor dos fãs e pediu uma chance de lutar novamente na cidade contra outro estrangeiro.

- Eles podem não torcer por mim no sábado, e tudo bem, entendo. Mas o que quero fazer é voltar ao Rio e lutar contra um americano, contra alguém que os brasileiros não gostem! Não importa quem seja! Digam-me quem querem, eu o enfrentarei, serei o cara lutando em casa! - prometeu.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Com apelido de mafioso, 'Scarface' Aldo rejeita 'medo' do Zumbi Coreano

Em momento de plena "febre" por zumbis no cinema e na literatura, com inúmeros filmes, seriados e livros sobre o tema, um lutador sul-coreano que se chama de morto-vivo quer arruinar os planos de um brasileiro campeão do mundo. Chan Sung Jung, apelidado de "Zumbi Coreano" por seu estilo de sempre andar para a frente nos combates, desafia José Aldo pelo cinturão dos pesos-penas no UFC 163, ou UFC Rio 4, neste sábado. O manauara, todavia, está confiante em mais uma vitória e lembra de seu apelido, "Scarface", inspirado no personagem principal do filme homônimo estrelado por Al Pacino, para repelir qualquer sentimento de medo ou preocupação com o adversário. 
 
- Scarface é o maior mafioso que tem! Vai ter medo de zumbi? Coisa nenhuma! Sai pra lá... - diz, bem-humorado, Aldo, que tem o apelido por causa de uma cicatriz no lado esquerdo de seu rosto, sofrida na infância, num churrasco ("Scarface" significa "rosto com cicatriz").

Jung ganhou a chance de enfrentar Aldo com cerca de um mês e meio restando para o evento, após o americano Anthony Pettis, adversário original do brasileiro, sofrer uma lesão e ser descartado. O técnico de Aldo, Dedé Pederneiras, considera o sul-coreano um lutador mais completo e imprevisível do que o americano. O campeão concorda, mas não esconde que considerava Pettis um adversário mais perigoso.

- Analisando os dois, eu acho que o Anthony tem muito mais armas para acabar a luta, mas o Zumbi é um cara muito mais completo. Ele tem um bom chão, uma boa trocação e sabe um pouco de wrestling também. Estou junto com o Dedé, acho que o Zumbi pode ser um cara mais completo, mas o Anthony traz um perigo a mais - afirma José Aldo.