sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Dana White não teme concorrência do futebol com UFC nas quartas-feiras

O UFC voltou a realizar eventos nas quartas-feiras nesta semana, com o UFC Fight Night Combate: Condit x Kampmann 2, em Indianápolis. Na semana que vem, outro torneio acontece no meio da semana, desta vez no Brasil, com o duelo entre Glover Teixeira e Ryan Bader em Belo Horizonte. Será o primeiro de dois eventos em quartas-feiras no país, ambos em noites de rodada do Campeonato Brasileiro de futebol. O presidente do Ultimate, Dana White, porém, não teme a concorrência do esporte mais popular do país. 
 
- Eu não posso me preocupar com isso (com o fato de quarta-feira ser dia de futebol no Brasil). Nós temos que fazer o que temos que fazer, e uma coisa que nós sempre fomos bons é em fazer as coisas funcionarem, entender como elas têm que funcionar, e é o que vamos fazer - explicou o dirigente em bate-papo com os jornalistas após o evento de Indianápolis.

Os fãs de MMA que se acostumem: Dana White avisou que a maioria dos combates da organização, daqui para frente, serão às quartas-feiras. Segundo o chefão, as noites de quarta são ótimas para o público-alvo da companhia nos EUA (homens entre 18 e 34 anos), e a maior dificuldade para ele será encher as arenas no meio da semana.

- Todas as lutas que nós teremos em todos os lugares serão às quartas-feiras, com exceção dos pay per views e de alguns outros shows que serão aos sábados - decretou.

No seu tradicional bate-papo com os jornalistas pós-eventos, o presidente do UFC acabou falando predominantemente sobre situações ligadas ao seu principal concorrente, o Bellator, como o "passe livre" de Ben Askren, potencial alvo do Ultimate, e as críticas feitas por Tito Ortiz e Rampage Jackson, ex-funcionários da franquia que assinaram com o Bellator. Os dois compararam seu período no UFC à "escravidão" em entrevista ao site da revista "Sports Illustrated". Confira os comentários de Dana White:

Ben Askren e sua liberação pelo Bellator

- O que eles estão fazendo é ferrar com ele. Eles estão fazendo com ele a mesma coisa que fizeram com o Eddie Alvarez. Você acredita que se o Eddie Alvarez fechasse um acordo com a gente, não receberia muito dinheiro? Hector Lombard o fez e foi pago. Quando você recebe uma proposta e descobre quanto você vale, é para isso que há aquela cláusula no contrato. Mas esses caras estão fazendo esses contratos lá fora que só ferram com ele. E aí você tem esses dois palhaços (Tito e Rampage) falando que aquele é o melhor lugar para se trabalhar. Se é mesmo, por que falam tanto de mim? É como ir para o Paraíso e reclamar da Terra.

Vamos ver o que vai acontecer com o Ben. Primeiro, eles disseram que o deixariam sair. Eles não vão fazer isso. Eles provavelmente vão acabar o processando também, e o farão se sentar lá e perder um monte de dinheiro, e o ferrarão em algum contrato. Eles são maus.

Eddie Alvarez

Não fiquei surpreso com o novo contrato dele (com o Bellator), ele estava numa situação terrível. Isso é o que eles fazem no boxe, é assim que eles ferram os caras. (Se o Eddie Alvarez perder, você acha que ele vai assinar com o UFC?) Não. Nós realmente não aceitamos as rejeições deles. Se o Eddie perder, por que ele viria para o UFC? Eles o colocaram numa péssima situação… Ele está ferrando o Eddie Alvarez, que teve a oportunidade de descobrir quanto ele valia e não está recebendo o que merece. E eu falei para eles, "Ouçam, fiquem com ele, mas paguem o que ele merece!" Eles estão fazendo tudo errado. Eles não querem construir um negócio para depois ter lucro, eles querem o lucro antes. 

Wanderlei Silva e exigência de ganhos de venda de pay per view

Não, eu não vi (o vídeo de Wanderlei para Chael Sonnen) ainda, mas me falaram sobre isso. Eu sei que publicamente não parece, mas eu gosto muito do Wanderlei e eu o respeito como lutador e como pessoa. Então, sabe, eu e o Wanderlei vamos resolver isso. Eu não estou bravo com ele por causa disso… Não há nenhuma animosidade entre nós por conta disso, mas ele não vai estar em condições até janeiro. Ele não pode nem treinar até janeiro.

Contratação de Cheick Kongo pelo Bellator

Eles não estão lutando no UFC, precisam ganhar dinheiro. Não é diferente de nenhum desses caras que começam a decair no rendimento e vão para outras organizações, com a exceção de que, quando eles fazem um acordo lá, eles não vão ser beneficiados. Mas se é lá que eles querem ficar, é bom pra eles…

Tito x Rampage

Eu não vou a muitas lutas - vou assistir à do Floyd Mayweather Jr - mas, sabe, eu sempre falei: há muitas coisas acontecendo nas nossas vidas, certo? Ou é a sua família, um novo filme sendo lançado, e você precisa ter uma boa luta para querer assistir no sábado à noite e pagar por ela. Nenhum desses caras são lutadores top 10. Tito se aposentou porque… Você nunca presenciou uma coletiva de imprensa em que você pergunta uma coisa para ele e ele responde por 45 minutos falando m… que não faz sentido? E aí ele começa a falar, "Eu não vou ser aquele cara que fica por aí muito tempo e fica levando porrada na cabeça como esses caras. Eu vou ser um ator. Eu fui abençoado com o dom de atuar." É…Ele está atuando como se ele fosse um lutador que ainda compete hoje. Eles perderam nove das últimas 10 lutas entre eles dois? Certo? Rampage perdeu as últimas três e me disse que não pode competir com os melhores do mundo, e você acha que eu vou pagar para assistir a essa luta?

Autocrítica de Ronda Rousey sobre sua participação no TUF

Ronda está sendo muito dura consigo mesma. Miesha (Tate) não vai dizer isso, mas ela também está nervosa com relação ao programa. Em Boston (numa exibição prévia do primeiro episódio), nenhuma delas queria estar lá. É essa coisa que acontece quando você vai para uma situação como o TUF, que funciona como uma panela de pressão. E quando o programa acabou e você começa a pensar sobre e está perto de ir ao ar… Eu nunca assisto o primeiro capítulo do TUF. Eu não vejo porque é aterrorizante. Mas quando você coloca no contexto do que está acontecendo, as coisas mudam. Ronda nunca esteve na TV antes nessa situação… Ela está nervosa.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Dana White: Wanderlei não está em condições; Sonnen pode pegar Davis

Apesar de ser o desejo de ambos, a luta entre Wanderlei Silva e Chael Sonnen está cada vez mais difícil de acontecer. Após alegar que o brasileiro estava pedindo valores muito altos e cortes das vendas de pay per view para lutar no UFC 167, em 16 de novembro, o presidente do Ultimate, Dana White, voltou a dizer que o "Cachorro Louco" não está em condições de lutar ainda e acrescentou que o próximo adversário de Sonnen pode ser outro americano: o peso-meio-pesado Phil Davis, que também pediu pela oportunidade contra o "Gângster Americano" através do Twitter. 
 
Apesar de Wanderlei ter postado um vídeo no Youtube na semana passada com uma série de ameaças a Sonnen, e de ter dito em entrevistas recentes que já havia superado um problema no nervo ciático, White insistiu que o brasileiro não estará recuperado para lutar até o fim do ano.

- Ele não vai estar em condições até janeiro. Ele não pode nem começar a treinar até janeiro - afirmou o dirigente, em bate-papo com os jornalistas após o UFC Fight Night Combate: Condit x Kampmann 2, em Indianápolis, na noite de quarta-feira.

Sonnen, todavia, ainda quer lutar no UFC 167, evento que marca o 20º aniversário do Ultimate, em 16 de novembro. Para isso, White admitiu que Phil Davis poderia ser seu adversário na ocasião.

- Nós conversamos um pouco hoje. Ele quer lutar naquele card do 20º aniversário. Ele quer fazer o coevento principal. Estou trabalhando nisso. Essa luta (contra Phil Davis) pode acontecer - disse.

O americano vem de três vitórias consecutivas, todas sobre brasileiros: Wagner Caldeirão, Vinny Magalhães e Lyoto Machida. Após a vitória de Sonnen sobre Maurício Shogun, o "Sr. Maravilhoso" pediu no Twitter uma oportunidade de enfrentá-lo no Brasil, para ter a torcida ao seu lado. O UFC 167, porém, acontecerá em Las Vegas.

Após vitória em Indianápolis, Jason High pede revanche contra Erick Silva

O americano Jason High deu a volta por cima e conseguiu sua primeira vitória no UFC nesta quarta-feira, ao finalizar James Head no card preliminar do UFC Fight Night Combate: Condit x Kampmann 2. Foi a primeira vitória do peso-meio-médio em três lutas no Ultimate, e o "Bandido de Kansas City" quer em seguida vingar a sua última derrota, sofrida para o brasileiro Erick Silva  no TUF Brasil 2 Finale, em junho, em Fortaleza. 
 
- Quero lutar até o fim do ano, estou tentando trabalhar. Quero Erick Silva de novo. O que você acha, Erick? Vamos lutar! Vamos fazer em Kansas City, que tal? Ou faremos no Rio, não estou nem aí - disse High ao site "MMA Fighting" após sua vitória.

High tem 17 vitórias em sua carreira no MMA e apenas quatro derrotas. Quando perdeu para Erick Silva, defendia uma sequência invicta de sete lutas, e foi finalizado com um triângulo em apenas 1m11s.

- Aconteceu muito rápido, foi uma luta ruim. Ele tomou minhas costas, tentei tirá-lo das costas, fazer wrestling, e não devia - comentou o americano.

High, porém, terá de esperar pela chance de enfrentar o brasileiro novamente. Erick Silva está programado para lutar contra o sul-coreano Dong Hyun Kim no UFC Fight Night Combate: Maia x Shields, em 9 de outubro, em Barueri.

Dana White decide pagar bônus de vitória a Trujillo: 'Golpes foram legais'

Em uma coletiva de imprensa estranhamente calma e quase sem polêmicas, o presidente do UFC, Dana White, deu as declarações mais importantes. O dirigente afirmou que pagará o bônus de vitória a Abel Trujillo, cuja luta contra Roger Bowling foi considerada sem resutado pela arbitragem. O árbitro Rob Hinds alegou que, das duas joelhadas aplicadas por Trujillo em Bowling, a segunda atingiu o queixo do lutador, impedindo-o de prosseguir no combate, o primeiro do card preliminar. Para Dana, no entanto, o golpe foi válido. 
 
- Abel Trujillo ganhou aquela luta. Os golpes foram legais - o segundo pegou no ombro, na minha opinião - e vou pagar a ele o bônus de vitória.

O presidente também criticou a postura de Robert "Bubba" McDaniels, que não teria buscado a vitória no terceiro round, mesmo perdendo os dois anteriores.

- Quando vejo o que eu vi com Bubba McDaniels, um cara que perde dois rounds e vai para o terceiro sem a menor urgência de fazer alguma coisa para mudar o cenário ao seu redor, eu fico louco. Não entendo como isso acontece, mas jamais vou dizer a um lutador como lutar.

Dana também criticou os resultados dos lutadores japoneses no UFC, para ele prejudicados muitas vezes pelos juízes. O dirigente disse que ficou feliz com a vitória de Takeya Mizugaki contra o mexicano Erik Perez em uma luta bastante equilibrada.

- Finalmente um lutador japonês recebeu o resultado correto. Se Mizugaki fosse prejudicado pelos árbitros esta noite eu ficaria muito irritado. Há algum tempo os lutadores japoneses são prejudicados pelos julgamentos. Felizmente isso não aconteceu aqui em Indianápolis, mesmo achando que a decisão foi menos equilibrada do que o resultado mostrou.

Condit, Kampmann, Cummings e Thatch levam bônus em Indianápolis

O estreante Brandon Thatch foi premiado pelo nocaute técnico que conquistou no primeiro round contra Justin Edwards no "UFC: Condit x Kampmann 2", em Indianápolis (EUA), na noite desta quarta-feira. O peso-meio-médio americano faturou o bônus de "Nocaute da noite" no valor de US$ 50 mil (o equivalente a cerca de R$ 115 mil).

Já o prêmio de "Luta da noite" foi para a principal do evento, a revanche entre Carlos Condit e Martin Kampmann. O primeiro venceu por nocaute técnico no quarto round, e ambos foram premiados com os mesmos US$ 50 mil. Quem também levou esse valor para casa foi Zak Cummings, pela "Finalização da noite" contra Ben Alloway.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Condit diz que terminará duelo contra Kampmann com o braço levantado

Em 2009, quando estreou no UFC  e perdeu para Martin Kampmann na decisão dividida dos juízes, Carlos Condit amargou a sua primeira derrota na carreira desde 2006. O ex-campeão dos meio-médios do WEC (World Extreme Cagefighting)  desde então percorreu um longo caminho e, depois de conquistar cinco vitórias seguidas e o cinturão interino da categoria, acabou perdendo por pontos para Georges St-Pierre na unificação dos cinturões do UFC, no evento de número 154, em novembro do ano passado. Em março deste ano, o americano amargou a sua segunda derrota seguida no UFC, desta vez para Johny Hendricks e, nesta quarta-feira, volta ao octógono contra Kampmann, com sede de vingança e de olho na fila para o cinturão de GSP. 
 
-  Essas duas últimas derrotas foram muito próximas de diferentes formas. Eu quase finalizei a luta contra o GSP, e perdi uma luta muito parelha para o Johny Hendricks, então quando as coisas escapam pelos dedos dessa forma, isso realmente me dá mais vontade e motivação para essa luta de agora. Uma vitória sobre Martin me coloca de volta à corrida pelo título. As minhas últimas duas lutas não saíram como o esperado, mas acho que  me aprimorei muito como lutador e ele (Martin) vai ver isso na quarta-feira - declarou o lutador.

Questionado sobre como se preparou para a revanche, Condit disse que encara o duelo como uma luta completamente nova, apesar de acreditar que venceu o primeiro encontro:

- Eu estudei aquela luta na preparação para essa nova, e acho que eu venci os dois primeiros rounds. Mas eles foram muito equilibrados, então entra naquela questão de opinião dos juízes. Eu consigo ver porque o Kampmann venceu: porque foi uma luta muito equilibrada, mas eu realmente acho que venci dois rounds. De qualquer forma,  não estou olhando para trás ou chorando por aquela decisão. Eu agora tenho essa oportunidade de enfrentar novamente um cara para o qual eu perdi, e vou poder buscar uma outra grande luta, que vai me deixar mais perto do cinturão novamente.

Condit também afirmou que, diferentemente do que aconteceu no primeiro duelo contra o dinamarquês, não pretende deixar a luta ir para a decisão dos juízes.

- Isso (a derrota) foi há quatro anos, eu tive uma estrada longa profissional de preparação, e minha vida hoje está completamente diferente. Sou um lutador melhor, amadureci muito como pessoa, tive essas lutas contra oponentes muito duros e acho que isso vai ser possível notar no octógono. Como eu disse, ele também amadureceu. Essa vai ser uma versão melhor da primeira luta, vai ter outra motivação, porque nós dois estamos vindo de derrotas e buscando voltar a vencer. Martin é um cara muito duro, muito bom e quando ele está em apuros, consegue se recuperar e te finalizar. Mas eu estou planejando manter uma pressão sobre ele e buscar a finalização, seja no primeiro ou no último round. Eu acho que, se você tem mais tempo, você tem mais chances de finalizar a luta. Eu já lutei por cinco rounds várias vezes na minha carreira, e essa vai ser a primeira vez que o Martin vai lutar por tanto tempo, então acho que isso pode ser uma outra vantagem a meu favor.

O ex-campeão interino dos meio-médios do UFC ainda explicou que, além de vencer Kampmann de forma convincente, sabe que precisa provar que merece nova chance ao cinturão, mas garante que venceria quem quer que aparecesse em seu caminho:

- Se você olhar para os top 5 da divisão, eu lutei praticamente contra todos eles, e uma revanche contra qualquer um desses caras seria algo muito bom. Algumas dessas lutas foram bem equilibradas, outras foram polêmicas, então eu acho que eu vou ter muitas revanches na minha carreira.

O atual campeão da divisão, Georges St-Pierre, tem compromisso marcado contra Johny Hendricks no UFC 167 em novembro, no evento em comemoração dos 20 anos do UFC, que vai acontecer em Las Vegas. Apesar de muitos especialistas apontarem Hendricks como candidato a por um fim à invencibilidade de GSP, Condit acredita que o campeão vai se manter no topo:

- Eu acho que GSP vence. Ele é mais lapidado, e já lutou por cinco rounds mais vezes. Johny Hendricks já apresentou baixo rendimento nos últimos rounds de suas lutas, como na luta contra mim, então eu acho que essa será uma luta dura. Se GSP mantiver o ritmo e a luta for evoluindo para os rounds finais, eu acho que vai ficar mais difícil para o Hendricks. Na minha opinião GSP vai vencer por decisão dos juízes.

Questionado sobre o que faria diferente, caso tivesse nova chance contra St-Pierre, o americano foi sincero:
- Eu me prepararia diferente. Eu definitivamente tenho trabalhado muito o meu wrestling desde aquela luta, e continuaria trabalhando nisso, pois acho que eu poderia ter me defendido melhor de algumas quedas, e teria mais opções para colocá-lo em apuros. Eu também trabalharia um pouco mais a minha trocação. Enfim, há uma série de coisas que eu faria diferente. Mas agora preciso focar na luta de quarta-feira e passar primeiro pelo Martin. Tenho certeza de que vou sair com a minha mão erguida!

Kampmann dá aviso a Carlos Condit: 'Tenho cinco rounds para finalizá-lo'

O dinamarquês Martin Kampmann venceu Carlos Condit na estreia do americano no UFC, em 2009, por decisão dividida dos juízes. O duelo foi tão parelho que até mesmo o FightMetrics (site de estatísticas usado pelo UFC) reportou o combate como empate. Quase cinco anos depois, os dois lutadores voltam a se enfrentar na luta principal do card desta quarta-feira, em Indianapolis, nos EUA, e Kampmann acredita que, dessa vez, o encontro terá um rumo diferente do anterior, principalmente por conta do amadurecimento de ambos os lutadores durante esse tempo: 
 
- Eu assisti à nossa primeira luta, só por ver. Eu cometi muitos erros naquele duelo, o Condit também, e nós dois melhoramos desde então. Ainda há algumas coisas nos nossos jogos que permaneceram desde a nossa primeira luta, mas nós dois nos desenvolvemos. Eu me sinto preparado mental e fisicamente, e vou mostrar isso na quarta-feira. O Condit é um cara que vem de um estilo não-ortodoxo, com cotoveladas giratórias, joelhadas voadoras e coisas assim. Ele é bem agressivo e acho que ainda é bom em muitas coisas que ele já era antes, mas ele está fazendo tudo de uma forma mais aprimorada hoje. Em compensação, acho que melhorei em todas as áreas, no wrestling, no boxe, no jiu-jítsu... Eu tento ser um lutador completo, gosto de ir para a finalização, e esse é o estilo dele também. É por isso que essa será uma boa luta. Nós não estamos indo lá para pontuar ou segurar o outro no chão por cinco rounds. Não é o nosso estilo.

O peso meio-médio quer apagar de uma vez por todas a derrota para Johny Hendricks, em novembro passado, quando foi nocauteado aos 46 segundos do primeiro round no UFC 154,  e aponta o aspecto mental como a principal mudança em sua estratégia.

- Estou melhor mentalmente hoje do que naquela época. Especialmente nas minhas últimas lutas, eu não estava preparado mentalmente, não estava pronto para o jogo. Estava tendo um início de luta tão lento que precisava apanhar muito na cara antes de começar a lutar. Quando enfrentei Jake Ellenberger, ele me acertou logo de cara, mas consegui me recuperar e nocauteá-lo. Só que às vezes você não tem a chance de voltar. Mesmo que você volte, não é saudável lutar assim. Então eu me sinto mentalmente mais preparado e pronto para lutar desde o início para derrubar Condit primeiro.

Kampmann deixou claro que, desta vez, não pretende deixar a decisão da luta nas mãos do juízes. Ciente de seu desafio, o dinamarquês garante que o fato de ter vencido o primeiro duelo contra Carlos Condit não alterou a sua preparação para a revanche.

- Condit é um dos melhores caras da divisão dos meio-médios, então é claro que é um grande desafio. Mas estou confiante de que vou vencê-lo, porque já fiz isso antes. Eu só não fico me apegando muito à primeira luta.  Posso garantir que esta não vai ser uma decisão dividida. Eu vou finalizá-lo, tenho cinco rounds para isso, e não vou descansar enquanto não conseguir. Eu sinto que eu posso vencer os melhores caras nessa categoria, acho que eu posso vencer qualquer um. Vou vencer o Condit e voltar a brigar pelo título. Vou vencer quem quer que o UFC coloque no meu caminho.

O lutador, que chegou ao treino aberto do UFC com muito bom humor e até arriscou alguns arremessos da linha de lance livre da quadra de basquete da arena Bankers Life Fieldhouse, onde aconteceu o evento, aproveitou para analisar o duelo entre o campeão dos meio-médios, Georges St-Pierre e seu último algoz, Johny Hendricks, marcado para novembro, na comemoração dos 20 anos do UFC:

- Eu acho que Georges é favorito, mas ele vai lutar com muito cuidado. Hendricks definitivamente tem condições de machucá-lo e finalizá-lo, mas Georges vai usar seus jabs, lutar pelo lado de fora e conseguir manter a distância. Quando Hendricks for mais para a luta para tentar acertá-lo, eu acho que Georges vai levá-lo para o chão. Agora, se ele vai conseguir usar essa estratégia e manter o cinturão, eu também quero saber. Vai ser uma grande luta! - finalizou.

Treinadores garantem: Rafael dos Anjos está pronto para a guerra

Rafael dos Anjos realiza nesta quarta-feira, em Indianápolis, a sua 13ª luta no Ultimate. O duelo contra Donald Cerrone no UFC Fight Night: Condit x Kampmann também será o primeiro coevento principal protagonizado por ele em um card da organização. E o brasileiro está pronto para o desafio e na melhor forma de sua carreira, pelo menos é o que garantem os seus treinadores. 
 
- O Rafael fez uma preparação muito boa. Na verdade, como ele tinha lutado em maio, ele não parou de treinar, praticamente emendou um camp no outro. Foi bom porque ele deu bastante ênfase para tudo, trabalhou um pouquinho mais pesado a preparação física e a gente está esperando um espetáculo. O condicionamento físico dele está melhor do que na outra luta, e a parte de chão dele, de wrestling melhorou bastante com a vinda do Roberto Gordo que o ajudou muito agora na parte final. O Rafael está pronto para a guerra! - declarou Rafael Cordeiro, treinador de boxe do brasileiro.

Questionado sobre a estratégia para o duelo contra Cerrone, que é conhecido por protagonizar duelos empolgantes e colecionar prêmios pós-lutas, Cordeiro afirmou que tentou focar nos pontos fortes de Rafael para anular o jogo do adversário:

- Demos bastante ênfase para o muay thai, pois sabemos que o Cerrone tem um ponto forte nessa área. Tem uns caras bons lá na academia que têm um estilo bem parecido com o Cerrone, e nós usamos todos os pontos fortes do americano para preparar o nosso jogo. O Cerrone é um cara duro, e o Rafa está preparado para lutar em cima ou embaixo, mas a gente sabe que se for para o chão o Rafa tem uma grande vantagem sobre ele, a gente vai tentar aproveitar o máximo possível se a luta for para o chão, porque vai ser a chance de o Rafa de conseguir a finalização - completou.

O mestre Roberto "Gordo" Correa, um dos mais respeitados treinadores de jiu-jítsu da atualidade e conhecido por ser o criador da "meia-guarda ofensiva" - posição das mais utilizadas atualmente no jiu-jítsu e no MMA - foi o responsável por afiar o chão de Dos Anjos durante esse camp e garante que o jogo do brasileiro cresceu muito nos últimos anos. Ele aproveitou para comentar as declarações de Cerrone, que se considera melhor no chão do que Rafael:

- O Rafa é um faixa preta de jiu-jítsu, já foi campeão mundial. Ele tem o jiu-jítsu bem afiado. Na verdade, nesses últimos dois anos em que ele está morando aqui nos EUA, realmente o foco dele foi mais para a parte de wrestling e de muay thai, só que ele continua treinando jiu-jítsu juntamente com o Furão, que também é faixa-preta da época dele. MMA é isso, você tem que treinar tudo, né? E ele sabe da qualidade do Cerrone no chão. O Cerrone tem mais vitórias por finalizações do que ele no evento, justamente por isso o Rafa treinou bastante, sabendo que esse é o perigo do Cerrone. Eu acho que o "Cowboy" é bom no chão para o nível de chão dos lutadores do UFC, mas o Rafael é muito melhor, ele tem um jiu-jítsu de campeão mundial - declarou, negando que o brasileiro esteja sofrendo qualquer tipo de pressão para finalizar o duelo (Rafael venceu três de suas últimas quatro lutas na decisão dos juízes).

- Eu não vejo pressão, eu vejo a vontade do Rafa de acabar a luta sempre antes do final, de não deixar para os juízes. A última luta dele contra o Evan Dunham  foi uma vitória na decisão unânime, mas muita gente polemizou achando que ele poderia ter perdido. Então hoje (quarta) à noite o Rafael quer realmente ter uma vitória mais expressiva, até porque isso o colocaria mais perto do cinturão.

O treinador ainda revelou que acredita que o embate entre Cerrone e Dos Anjos deve acabar no segundo round:

- Eu acho que termina antes do terceiro round, no round 2, mas  porque o Rafael está com um volume muito bom. Então a estratégia mesmo é usar esse volume para buscar o  nocaute  ou a finalização. Mas eu acho que quando ele botar para baixo, o Cerrone vai sofrer. Eu não sei se por interrupção ou por finalização, mas se o Rafael cair por cima ele ganha a luta! - finalizou.

Mizugaki provoca Erik Perez: 'Não sei se é um lutador tão bom como dizem'

Com seis lutas no UFC, sendo quatro vitórias e duas derrotas, o japonês Takeya Mizugaki ainda é desconhecido do público americano - mesmo já tendo enfrentado nomes como Urijah Faber, Scott Jorgensen e Miguel Angel Torres, ainda pelo extinto WEC. Na quarta-feira, ele espera ganhar os holofotes e chegar ao top 10 dos pesos-galos com sua performance no UFC Fight Night Combate: Condit x Kampmann 2, que acontece na Bankers Life Fieldhouse Arena, em Indianápolis (EUA). O japonês enfrentará o mexicano Erik Perez que, apesar de ter apenas duas lutas no UFC,  já conseguiu ser o dono do nocaute mais rápido da divisão dos galos na história da organização ao derrotar Ken Stone aos 17 segundos do primeiro round no UFC 150, em novembro passado. 
 
Mizugaki sabe que terá pela frente um adversário perigoso, mas não acredita tanto nas habilidades do mexicano, que é visto como um garoto prodígio, vindo de oito vitórias seguidas:

- Eu sei que ele é um lutador muito habilidoso e está vivendo uma boa fase, mas eu na verdade não sei como mensurar todas as habilidades dele. Ele venceu essas lutas seguidas, mas as últimas duas lutas acabaram muito rápido, no primeiro round, e eu não o vi muito em ação. Eu treinei tanto para essa luta que eu nunca vou saber qual é a real habilidade dele dentro do octógono. Nem eu e nem o Perez estamos entre os top 10. Então, se eu vencê-lo, acredito que chegue ao top 10 para poder ficar mais perto da fila pelo cinturão - declarou.

O japonês, que vem de triunfos sobre Bryan Caraway e Jeff Hougland, quer tentar a sua terceira vitória seguida - algo que não acontece em sua carreira desde 2008.

- Eu venho tentando vencer lutas seguidas desde que assinei com a Zuffa, e finalmente consegui. Agora quero aproveitar este momento, quero que ele continue. Com relação ao Perez, eu não estou muito preocupado com as habilidades dele, só estou focado na minha luta. Eu sei que ele é o primeiro lutador mexicano do UFC e que ele vem de duas vitórias seguidas pela organização, então faz sentido para o UFC pressioná-lo. Mas eu venho lutando pela Zuffa desde 2011 e já enfrentei outros adversários de peso. Quando recebi a ligação para esse duelo, senti que o UFC me colocou contra o Perez para, talvez, mensurar as reais habilidades dele. Mas, para mim, o mais importante é vencê-lo e conseguir a minha terceira vitória consecutiva -  finalizou.

Kelvin Gastelum volta ao UFC na divisão dos pesos-meio-médios

Depois de vencer o ex-companheiro de TUF, Uriah Hall, na final da 17ª temporada do reality show nos EUA, Kelvin Gastelum volta ao octógono nesta quarta-feira em nova divisão de peso. Com a ajuda do nutricionista esportivo Mike Dolce, criador da Dolce Diet, o lutador americano baixou da categoria dos médios (83.9 kg) para a dos meio-médios (77 kg) em apenas quatro meses e vai fazer a sua estreia na nova divisão contra Brian Melancon no UFC Fight Night Combate: Condit X Kampmann 2. 
 
- Eu e o Mike nos conhecemos na casa do TUF, e aí apareceu a oportunidade de trabalharmos juntos depois do programa, porque eu já queria baixar de categoria e ele me guiou por todo esse processo de perda de peso. Eu me sinto muito bem, me sinto mais ágil e mais forte. É engraçado. O que eu tirei de lição com essa mudança toda é que realmente não se trata de uma dieta, mas de um estilo de vida. E eu meio que implementei esse estilo de vida, passei a comer melhor, ter hábitos saudáveis. - declarou o lutador, que confessou ter fugido da dieta no começo.

- Eu cheguei a trapacear em algumas semanas, comendo coisas que eu tinha vontade, mas depois levei a sério porque eu quero estar no UFC por um longo tempo, e é claro que o meu objetivo é me tornar campeão um dia. Mas preciso confessar que eu adoraria comer um cheeseburger depois de vencer o duelo de quarta-feira. - disse em tom de brincadeira.

Durante o treino aberto desta segunda-feira, realizado no Bankers Life Fieldhouse, em Indianápolis, EUA, o lutador foi bastante elogiado por Mike Dolce, que também cuida de lutadores como Vitor Belfort, Thiago Pitbull, Michael Bisping e Johny Hendricks.

- A nossa intenção era trabalhar com a equipe de treinadores e ajudá-lo a chegar ao objetivo que era baixar para a divisão dos meio-médios de forma saudável. Eu estou muito orgulhoso do trabalho e dedicação dele.  É uma mudança mental. Para mim, eu coloco a dieta em primeiro lugar, porque se você vive e come errado, você não vai se exercitar corretamente e certamente não vai se exercitar o suficiente para competir no UFC. O Kelvin vai ser um campeão do UFC  nessa divisão e talvez até na divisão dos médios. Vamos ver, contato que ele não saia da dieta e faça o que ele precisa, ele vai continuar vendo o corpo dele mudando e isso é muito animador. - frisou Dolce.

Inicialmente escalado para enfrentar o brasileiro Paulo Thiago, que se lesionou e teve que deixar o card, Gastelum diz que não alterou muito a preparação depois da troca de adversário e garante que, apesar de menos conhecido, Melancon é um lutador perigoso.

- Antes eu era o azarão contra o Paulo Thiago, agora eu sou o favorito. Mas o Brian lutou contra o Seth Baczynski que é um cara difícil e ele o fez parecer muito mal. Ele tem um estilo de luta parecido com o meu, tem mãos pesadas, bom jiu-jístu. Ele apresenta armadilhas diferentes do que o Paulo apresentaria. Mas eu procuro focar no que eu vou fazer e não dou muita importância para o que o meu oponente vai fazer.

TUF 17 e Amizade com Uriah Hall

Perguntado sobre o que mudou em sua vida desde que venceu a final do TUF 17, em abril passado, Kelvin afirmou que passou a ter uma maior exposição de seu trabalho e a sofrer maior pressão por resultados positivos:

- As pessoas me conhecem mais na rua, agora que eu estou viajando mais. Eu me sinto um pouco pressionado, porque eu acho que elas esperam que eu lute bem, agora que eu venci o TUF. E eu coloco muita pressão sobre mim mesmo o tempo todo. Todo mundo espera que eu vença na quarta-feira e eu espero a mesma coisa.  Mas  é uma pressão boa que me mantém no foco, que não me desvia dos meus objetivos.

Gastelum ainda aproveitou para comentar as recentes críticas do presidente do UFC, Dana White, a seu amigo e ex-companheiro de reality Uriah Hall, que ficou conhecido como "Homem Ambulância" depois de mandar todos os seus adversários do programa para o hospital. Kelvin venceu Hall na final do programa e garante que os dois continuam mantendo um bom relacionamento depois do duelo. Ele também afirmou estar na torcida para que o amigo consiga aproveitar a sua chance no UFC. ( O jamaicano perdeu para John Howard no UFC Shogun X Sonnen, em 17 de agosto, em performance aquém do esperado):

- Eu acho que o Uriah tem que trabalhar o lado mental, não que ele tenha nenhum problema, mas ele precisa libertar o seu lado monstro, aquele que assustou todo mundo dentro da casa. Eu não sei o que aconteceu com ele. Na academia ele é um monstro e ele precisa deixar esse lado aflorar em frente aos holofotes. Eu não sei o que passa pela cabeça dele. Eu treinei com ele durante esse camp todo e ele foi muito duro. Eu gostaria muito que ele pudesse lutar melhor em suas apresentações porque eu torço por ele, ele é meu amigo e eu quero que ele se dê bem. Hall tem todo o talento do mundo e só precisa fazer isso por si mesmo. É algo que só ele pode fazer.