quarta-feira, 4 de setembro de 2013

UFC planeja Antônio Pezão x Mark Hunt para 7 de dezembro, na Austrália

Montagem UFC Mark Hunt e Antônio Pezão (Foto: Editoria de Arte)

Antônio Pezão e Mark Hunt devem medir forças no UFC que será realizado na Austrália, dia 7 de dezembro. O peso-pesado brasileiro havia revelado em entrevista ao Combate.com que a organização o sondou para colocá-lo contra um grande nome no início de dezembro. E a reportagem confirmou nesta terça-feira que o adversário cogitado é Mark Hunt, da Nova Zelândia, país vizinho da Austrália. Os dois estão sendo escalados para duelar na luta principal do evento, mas ainda não há nada oficial, apesar da forte possibilidade. O veterano de 39 anos é uma das maiores referências do MMA naquele continente.

Aos 33 anos, Pezão tem um cartel de 18 vitórias e cinco derrotas. Ele vinha de nocautes sobre Travis Browne e Alistair Overeem e chegou à disputa de cinturão contra Cain Velásquez no UFC 160, em maio deste ano, mas foi derrota por nocaute técnico.

Já Mark Hunt tem nove vitórias e oito derrotas na carreira. Ele vinha de quatro triunfos consecutivos - sobre Chris Tuchscherer, Ben Rothwell, Cheick Kongo e Stefan Struve -, mas foi nocauteado por Junior Cigano com um chute na cabeça no mesmo UFC 160. Desde então, Hunt estava se recuperando de uma infecção na perna.

Fred recusa convite do UFC e vai ao Independência assistir ao jogo do Flu


Fred fluminense santos brasileirão (Foto: Fernando Cazaes / Photocamera)

A quarta-feira será movimentada em Belo Horizonte. No Independência, Fluminense e Atlético-MG medem forças pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro. Já no ginásio Mineirinho, será realizado o UFC Fight Night. Fora de combate em função de uma lesão muscular na coxa direita, Fred está na cidade desde domingo e foi convidado pela organização do UFC para acompanhar o evento. No entanto, o atacante tricolor recusou, já que estará no estádio vendo seus companheiros diante do Galo.

O Fluminense chegou a Belo Horizonte na última segunda-feira. Desde então, Fred tem visitado diariamente a delegação no hotel que serve de concentração, coincidentemente o mesmo no qual está a comitiva do UFC. Na terça-feira, ele almoçou ao lado dos jogadores tricolores. O capitão deve retornar ao Rio de Janeiro para dar continuidade ao tratamento na quinta-feira, junto com os demais. No entanto, existe a chance de ele continuar a parte inicial da recuperação em BH.

A lesão de Fred foi constatada após exame de imagem realizado na última segunda. Ele sentiu o problema durante a derrota para o Santos, no sábado. Como de praxe, o departamento médico  do Fluminense não divulgou o grau e nem o tempo de recuperação previsto. Mas internamente o clima é de pessimismo. O clube trabalha com a possibilidade de não contar mais com o atacante nesta temporada. A lesão é considerada grave.

Sem o camisa 9, o Tricolor volta a entrar em campo na próxima quarta-feira, contra o Atlético-MG, às 21h50m (de Brasília), no Independência. O clube vive grave crise e ocupa a 16ª  colocação na tabela do Campeonato Brasileiro.

Próximo adversário de Pettis será TJ Grant, e não José Aldo, anuncia Dana

Anthony Pettis mma ufc (Foto: Getty Images)O aguardado duelo entre José Aldo e Anthony Pettis terá de esperar. Nesta terça-feira, Dana White revelou na TV americana que o novo campeão dos pesos-leves terá TJ Grant como adversário em sua primeira defesa do cinturão, e não o brasileiro, detentor do título dos penas.

Pettis, que desafiou Aldo após finalizar Ben Henderson sábado no UFC 164, ficará de sete a oito semanas afastado dos treinos devido a um estiramento grau 2 em um dos joelhos, informou o chefão do UFC. O lutador americano foi submetido a um exame de ressonância magnética que especificou a lesão.

 Antes do pronunciamento de Dana, o empresário de Pettis, Mike Roberts, já revelara que o atleta teria de ficar de molho, porém ainda precisando de uma avaliação mais precisa para saber a extensão da lesão.

- O joelho ainda está um pouco dolorido. Os resultados do exame ainda não pouco conclusivos - disse Roberts em entrevista ao site "Bleacher Report".

Para Pedro Rizzo, Glover é o melhor meio-pesado do mundo há 4 anos

Glover Teixeira e Pedro Rizzo treino UFC BH (Foto: Rodrigo Malinverni)Glover Teixeira impressionou muita gente em sua chegada ao UFC, mas para quem já era próximo dele o excelente desempenho não foi novidade. Ex-campeão da organização e treinador do lutador mineiro, Pedro Rizzo acompanha essa trajetória de perto há alguns anos e, desde o início, acreditou que o amigo tinha algo especial. - Eu considerava o Glover, há quatro anos, o melhor meio-pesado do mundo. Quando o Glover chegou para treinar comigo, na época o campeão era o Lyoto, depois o Shogun, e sempre achei que o Glover seria campeão do UFC. Depois foi o Jon Jones, e acho que ele venceria o Jon Jones. Ele é um cara muito completo, tem boxe que nem o de um profissional, tem um wrestling e um chão de alto nível. Não tenho dúvida de que o Glover é o cara mais completo da categoria. Botando no papel, é o cara que tem mais habilidade e mais chance de ser campeão do UFC. E, se Deus quiser, vencendo o Jon Jones. Vai ter o Jones contra o Gustafsson, e espero que o Jones vença - disse Rizzo em entrevista ao Combate.com.

Glover demorou a entrar no Ultimate por um problema atípico: ficou durante alguns anos tentando se regularizar com os EUA após ter vivido lá como imigrante ilegal. Enquanto isso, chegou à marca de 15 vitórias seguidas, só uma por pontos.

- O Glover, muito tempo atrás, me falou uma coisa: "Pedro, se o UFC não me contratar, eu vou bater em todo mundo até eles me contratarem" (risos). Então, acho que ele vai bater em todo mundo até botarem ele para lutar pelo título. O Glover é um cara focado, sério, está treinando e buscando o sonho dele, que é ser campeão do UFC. E vai passar por cima de quem estiver na frente dele - contou o treinador.

Após vencer quatro na maior organização de MMA do mundo - Kyle Kingsbury, Fábio Maldonado, Rampage Jackson e James Te Huna -, Glover vai enfrentar o americano Ryan Bader na noite desta quarta-feira, em Belo Horizonte. Pedro Rizzo fez a previsão:

- Vai ser nocaute ou finalização. Eu sou muito otimista. Acho que o Glover ganha no máximo até o final do segundo round.

'O Batman daqui também tem o cinto de utilidades', avisa estreante no UFC

Ivan Batman MMA UFC (Foto: Marcelo Silva)A rotina de treinos na academia da Team Tavares foi a mesma. Mas se antes estava preparado para um evento menor, no dia 14 de setembro, em Florianópolis, agora Ivan Jorge, o Batman, se vê diante de sua estreia no UFC. No dia 4 de setembro, quarta-feira, o lutador de 32 anos enfrenta Keith Wisniewski, dos Estados Unidos, na categoria meio-médios, até 77kg, uma acima da peso-leve, categoria da qual se consagrou campeão do Jungle Fight 54, em junho deste ano. 

Mesmo pego de surpresa pela organização do "UFC Fight Night no Combate: Glover x Bader", Batman garante que está com a cabeça focada para entrar no octógono e mostrar que sua convocação para o maior evento de MMA do mundo não foi à toa. Ainda assim, admite o atleta da Team Tavares, de Florianópolis, a realidade de estar no UFC só vai acontecer na hora.

– A ficha ainda não caiu que estou no UFC, só vou perceber quando estiver lá na hora, mas estou com a cabeça focada, pronto, preparado para essa luta. Foi em cima da hora que me chamaram, é uma oportunidade que não pode negar. Se fosse para lutar de 84kg eu lutaria, se fosse 93kg, também. Tenho essa luta e mais duas no contrato, mas primeiro vou ver como me saio no 77kg, conforme for eu desço de categoria ou me mantenho, só lá na hora vou ver o grau da situação – fala, Batman, que substitui o compatriota Marcelo Guimarães, lesionado.

Experiente, o lutador de 32 anos garante que sua idade um pouco avançada para estrear no UFC não vai atrapalhar. Pelo contrário. Sua experiência adquirida desde 2001, o que o torna, como admite, da 'velha guarda', pode fazer o público e até seu rival da noite se surpreenderem. No octógono, o que também será vantagem é sua diversidade. Especialista no boxe, Batman vem aperfeiçoando seu muay thai com o mestre Wadson Nocaute, e pode mostrar mais do que seu grande poder de finalização – foi assim em 13 das 24 vitórias em seu cartel.
– Espero sair com a finalização da noite, mas tudo é possível. Estou treinando muay thai, boxe, a parte em pé estou me lapidando muito. Vocês vão ter uma surpresa também, não é só de finalização que eu posso ganhar, estou com a parte de trocação, estou bem afiadinho. Para me ganhar ele tem que estar muito bem treinado – garante Batman.

Em Belo Horizonte, o carioca terá pela frente também um lutador experiente, e há mais tempo no mundo das lutas. Wisniewski, de 31 anos, tem um cartel de 28 vitórias, sendo 15 por finalização, 14 derrotas e um empate. Ele tem duas passagens pelo UFC, onde acumulou três derrotas em três lutas, o que pode pesar contra o americano e a favor do brasileiro. No último combate, em abril de 2012, perdeu para Chris Clements por decisão dividida.

– Ele está vindo de derrotas no UFC, vai vir com tudo para tentar se manter no UFC, mas infelizmente vai bater comigo, que já estou nessa de há quase quatro anos tentando entrar, não vai ser ele quem vai parar meu caminho. Ainda mais no Brasil, a minha casa. Vai ser briga de cachorro velho. Tinha esse sonho de entrar nesse grande evento, e agora vou agarrar com unhas e dentes, não vou deixar ninguém me atrapalhar. Ele é só uma pedra na minha frente, que vou jogar para o lado e continuar caminhando em direção ao topo – comenta Batman.

Tido como favorito por especialistas de MMA, Ivan Jorge vai entrar no octógono sem pensar nisso. Seu nome, aliás, diz ele, também não tem espaço. No UFC BH2, ele será Batman, um super-herói, como o dos quadrinhos, mas diferente. Antes chamado de 'morcego' por amigos de infância, graças a seu físico e orelhas, mas, conta, mudado por um 'cara', que passou o chamar de Batman, o lutador 'revela'.

– É um super-herói brasileiro, diferente do Batman americano. Esse Batman brasileiro é um cara que está correndo atrás de seus sonhos, do seu ideal. A primeira meta era entrar no UFC, agora é me manter lá dentro. O Batman daqui também tem um cinto de utilidades, na hora vamos jogar os golpes, os truques que o Batman tem, mas o brasileiro, né? (risos).

Yuri Villefort: 'Não tem jeito de esse gringo vir aqui e tirar o que é meu'

Yuri Villefort Pesagem UFC BH (Foto: Rodrigo Malinverni)Yuri Villefort terá a chance de se recuperar da derrota na estreia no UFC. Incorporado do Strikeforce junto com a própria organização, o peso-meio-médio de 22 anos perdeu para Nah-Shon Burrell em fevereiro, em uma grande luta, e nesta quarta-feira estará em solo brasileiro contra o americano Sean Spencer, que também vem de revés na estreia. 

Ao Combate.com, Yuri mostrou estar louco para defender as cores do país:  - Lutar no Brasil é um motivo de alegria e mais determinação, e treinei muito duro, estou preparado. Não tem jeito de esse gringo vir aqui na minha terra e tirar o que é meu.

O lutador é parte do time da Blackzilians, na Flórida (EUA), e treina com muitas feras do MMA mundial. Segundo ele, o treino lá é tão duro que às vezes vai embora para casa triste:

- Minha rotina lá é muito dura. Temos Vitor Belfort, Rashad Evans, Andrews Nakahara, Cosmo Alexandre, Júnior Buscapé, Gesias Cavalcante, Guto Inocente, e a lista só aumenta. São excelentes os treinos lá. Com certeza esse cara não vai ser mais duro do que o meu treino. Tem dia que vou embora triste para casa. Mas é isso que vai me fazer sorrir depois da luta.

'No quintal de casa', Lucas Mineiro promete nocaute no primeiro round

UFC Lucas Mineiro MMA (Foto: Rodrigo Malinverni)Glover Teixeira e Rafael "Sapo" Natal são as atrações mineiras do card principal do UFC Fight Night no Combate: Glover x Bader, nesta quarta-feira no Mineirinho, mas o card preliminar também traz um lutador local: Lucas "Mineiro" Martins, natural de Montes Claros, que fez carreira treinando na Chute Boxe em São Paulo e volta ao estado como parte do UFC. Será a primeira luta do atleta em Minas Gerais na carreira, e Mineiro não esconde a empolgação com a estreia em casa.

- Um sonho atrás do outro realizado, e lutar aqui em casa ainda, meu... Vou lutar no quintal da minha casa, onde minha mãe estende a roupa! Não tem o que fazer. Vou dar porrada, vou dar show. Nem lascando... Vou dar nocaute no primeiro round - prometeu.

Do outro lado, estará o americano Ramiro Hernandez Jr, ou Junior Hernandez, como é conhecido. Companheiro de equipe de Antônio Pezão na American Top Team, o americano tem 13 vitórias e quatro derrotas no cartel e é considerado uma promessa do time floridiano. Mas nada disso interessa a Mineiro, que está preocupado apenas com seu jogo.

- Sei que ele vai estrear agora no UFC. Não costumo ver muito as lutas dos meus oponentes, mas sei que ele é um trocador, vai para a porrada. Então, vai ser um presente para mim: lutar em Minas e sair na porrada, com certeza vai ser show. Vou querer dar show para Minas, tenho 20 lutas e nunca lutei em casa, vou para dentro, para dar show, nocautear e, se Deus quiser, ganhar mais uma "Luta da Noite". Podem ir lá que, com certeza, será colírio para os olhos - afirmou o lutador

Lucas Mineiro e Ramiro Hernandez Pesagem UFC BH (Foto: Rodrigo Malinverni)Também será uma estreia em termos para Lucas Mineiro. Apesar de ter duas lutas no UFC - uma derrota para Edson Barboza e uma vitória sobre Jeremy Larsen, em combate premiado com o bônus de "Luta da Noite" do UFC no Combate: Belfort x Rockhold de maio passado - o lutador fará seu primeiro combate como peso-galo (até 61kg). Suas duas lutas anteriores foram duas categorias de peso acima, no peso-leve (até 70kg).

Meu empresário Diego Lima e eu estudamos bastante. No 70kg, eu chegava na luta com 73kg, 74kg, e o pessoal fica com 90kg, a mão é mais pesada. Fomos no nutricionista, e a melhor faixa para nós era o 61kg. A gente sabia que seria muito difícil, porque estou vindo de 67kg, mas depois que bate o peso, está tudo certo. São só dois dias de sofrimento, depois é de boa - explicou Mineiro, que marcou 61,7kg, dentro do limite de tolerância para a categoria.

Ronda Rousey diz que nem por 10 milhões de dólares faria TUF de novo

 Ronda Rousey e Miesha Tate UFC TUF (Foto: Editoria de Arte)Na véspera da exibição do primeiro episódio do TUF 18, Ronda Rousey anda preocupada com sua imagem. A campeã peso-galo feminino do UFC disse, inclusive, que não participaria novamente do programa nem por 10 milhões de dólares. 

O reality show do Ultimate, que terá pela primeira vez lutadores homens e mulheres convivendo juntos, além da americana e sua rival, Miesha Tate, como técnicas da equipe, começará a ser exibido nesta quarta-feira, dia 4 de setembro.  - Eu acho que isso foi bom para o MMA feminino, e eu acho que isso precisaria acontecer. Mas, nem se você me pagasse 10 milhões de dólares eu faria isso de novo. Como seria possível as pessoas conhecerem você a partir de alguns clipes editados de vídeos e que estão sendo mostrados fora de contexto? Não tem como as pessoas conhecerem você, então eu estou preparada para as pessoas terem a pior ideia sobre mim - disse Ronda Rousey ao site "USA Today".

Para o presidente do UFC, Dana White, a preocupação de Ronda é natural, já que seu impulso competitivo contra sua rival Miesha Tate durante o programa provocou bastante seu lado emotivo.

- Essas duas não são melhores amigas. Elas não saem juntas no final de semana nem trocam cartões nos aniversários ou no natal. E quando você está ali na hora, você faz algumas coisas, e então reflete, pensa em voltar atrás: 'Meu Deus, estas coisas estão indo para a TV, na frente de todo o mundo". Isso enlouquece você - comentou Dana White.

A final do programa colocará frente a frente Ronda Rousey e Miesha Tate, dia 28 de dezembro, fazendo o coevento principal do UFC 168, em Las Vegas. As duas lutadoras já se enfrentaram no extinto Strikeforce, com vitória de Ronda, por finalização ainda no primeiro round.

Com público reduzido, UFC fecha o setor de arquibancadas do Mineirinho

Mineirinho lotado para o UFC 147 (Foto: Inovafoto/Divulgação/UFC)

O público bem menor do que o habitual para o "UFC Fight Night no Combate: Glover x Bader", marcado para esta quarta-feira, em Belo Horizonte, fez a organização promover algumas alterações na configuração de lugares do evento. O setor de arquibancadas, que ocupa todo o anel superior do ginásio Mineirinho, foi totalmente fechado, e os bilhetes à venda passaram de cerca de 13 mil, que é a capacidade total do local, para cerca de 5 mil. Até a noite desta segunda haviam sido vendidos apenas aproximadamente 4.200 bilhetes, o que constata uma baixa procura, mas não chega a ser considerada uma absoluta surpresa para o Ultimate, haja vista a concorrência do futebol de quarta-feira no Campeonato Brasileiro, assim como o fato de o card não contar com nenhum dos nomes mais populares do MMA nacional, como Anderson Silva, Vitor Belfort, Rodrigo Minotauro, Junior Cigano, Wanderlei Silva e José Aldo, por exemplo. Glover Teixeira e Ronaldo Jacaré são os protagonistas brasileiros da vez. 

Na primeira edição do UFC realizada no Mineirinho, em junho do ano passado, o ginásio bateu o recorde de público na época, com 16.643 presentes, impressionando os dirigentes do Ultimate. Na ocasião, Wanderlei Silva enfrentou Rich Franklin na luta principal do card, que contou ainda com as duas finais do primeiro "The Ultimate Fighter Brasil".

O Combate.com apurou que o UFC tentou levar o evento desta quarta para outro ginásio da capital mineira, o Chevrolet Hall, que tem capacidade para cerca de 5 mil pessoas, mas alguns empecilhos em relação à estrutura do local fizeram a organização descartar a mudança e voltar as atenções ao Mineirinho.

Com isso, quem comprou entrada para a arquibancada, no valor de R$ 150, assistirá ao evento na cadeira especial, que custa R$ 300. E quem comprou ingresso para cadeira especial terá uma área reservada no mesmo anel, mas com o benefício da vista frontal para o octógono. Os setores de cadeira premium (R$ 450), octógono (R$ 450) e octógono premium (R$ 950) não foram alterados.

No site da Tickets for Fun, empresa que realiza a venda de ingressos do UFC pela internet, há um comunicado sobre a troca de setores. Os fãs têm o direito de cancelar a compra:

Ingressos UFC site (Foto: Reprodução / Site Tickets for Fun)

"A equipe técnica do UFC realizou ajustes na configuração dos setores do evento "UFC Fight Night no Combate: Glover x Bader", a ser realizado no dia 4 de setembro na arena Mineirinho. O setor de arquibancada foi realocado para o setor de cadeira especial, e o setor de cadeira especial passará a ter uma área reservada frontal ao octógono, o ringue onde são realizadas as lutas. Os demais setores com assentos numerados (cadeira premium, octógono e octógono premium) seguem inalterados. Por isso, o UFC abrirá a partir de 22/08 uma semana de janela de cancelamento para qualquer cliente que quiser cancelar a compra de ingresso para este evento".

terça-feira, 3 de setembro de 2013

José Aldo quer logo luta com Anthony Pettis: 'Vamos deixar de mimimi'


José Aldo UFC MMA (Foto: Adriano Albuquerque)José Aldo está cansado de tanta falação sobre uma possível superluta contra o novo campeão dos pesos-leves Anthony Pettis. O dono do cinturão dos pesos-penas não gostou da declaração do presidente do UFC, Dana White, que disse que o brasileiro estaria com medo de enfrentar o americano, e confidenciou ao técnico e empresário Dedé Pederneiras, o que pensa sobre o assunto. 

- Os únicos medos que tenho na vida são de Deus e de passar fome. Sair na porrada pra mim é um prazer, com quem quer que seja, em qualquer categoria. Pode marcar logo o Cain pra ver se a porrada não come do mesmo jeito, independentemente do peso. Se um pesado quisesse brigar comigo na rua, eu ia perguntar qual o peso dele? Não, né? Então marca logo essa p* e vamos deixar de mimimi! A luta que queremos ver é essa. Vamos fazer acontecer, Dana! - falou José Aldo, que afirmou anteriormente poder lutar até com Cain Velásquez, campeão peso-pesado do UFC, caso a organização marcasse o duelo.

Em entrevista ao Combate.com, Dedé Pederneiras também falou o que pensa sobre a insinuação de Dana White, afirmando que se estivesse com medo, teria ficado quieto. Ao lembrar que ofereceu, na negociação anterior, um duelo em peso casado contra Anthony Pettis, o treinador foi enfático ao garantir que quer e que vai fazer a luta acontecer.

- Com relação a eu estar com medo da luta, se estivesse não teria comentado nada, teria ficado quietinho, esperando tudo se acalmar e o pessoal esquecer. Mas fiz o contrário, comentei justamente pra ninguém esquecer. Na nossa cabeça, a próxima luta do Aldo será "ALDO X PETTIS". O que falta é acertar os detalhes. A diferença dessa superluta para as outras é que essa vai acontecer, porque ambos os lados querem - afirmou Dedé Pederneiras por telefone e por email.

Ao lembrar que na mesma declaração Dana White afirmou que se Pettis descesse para os pesos-penas levaria vantagem sobre o brasileiro, Dedé Pederneiras discordou mais uma vez do presidente do Ultimate e completou garantindo que quer apenas direitos iguais entre o que foi proposto a José Aldo anteriormente e o que, segundo ele, deve ser igual para Anthony Pettis agora.

- Acho que ninguém entendeu o que eu quis dizer. A primeira vez que a luta nos foi ofertada, eu realmente não quis. Não por medo do Pettis, porque era um cara que não era o campeão e nem tinha sido. Hoje, se o Dana afirma que o Pettis quer a luta 100% e fará de tudo pra acontecer, então, o que eu tenho a dizer é que estamos esperando o contrato chegar pra assinar, porque queremos da mesma forma que isso aconteça. Quando ele fala que eu quero a luta na categoria dos penas porque eu acho que o Aldo teria vantagem, ele está certo. Eu, como treinador, tenho mais experiência que o Dana pra saber que isso é uma vantagem. Na verdade,  como na outra negociação da luta do Aldo contra o Pettis, o Dana deixou bem claro que não tinha interesse em fazer essa luta em peso casado (150 libras, ou 68 kg), que foi o que eu propus. Então, entre lutar com um Pettis acostumado aos 70kg e lutar com um Pettis não-acostumado aos 66kg, é claro que eu, como treinador, prefiro lutar nos 66kg. Mas se agora a opinião do Dana mudou com relação a acertarmos um peso casado e fecharmos a luta, vamos fechar. Se não precisar abandonar o cinturão da categoria dos penas e ele puder disputar o cinturão dos leves, nós queremos também. Porque o Aldo, por ser o campeão mais antigo, logicamente teria esse direito antes do Pettis, que acabou de ganhar o cinturão agora. Por isso perguntei se o Pettis abandonaria o cinturão dele pra lutar com o Aldo na categoria dos penas. Essa foi a proposta do Dana pra disputarmos o cinturão dos leves - isso antes do Pettis ser o campeão. Então, então nada mais justo que ter direitos iguais. Mas, se não precisa abandonar o cinturão dos penas, melhor ainda. Aldo será o próximo desafiante de Anthony Pettis pelo cinturão dos leves, se o UFC quiser - disse o treinador e empresário de José Aldo.
Dedé Pederneiras explicou ainda suas últimas declarações e quais foram as condições para assinar contrato da luta com Pettis, que não chegou a acontecer em função de uma lesão no joelho do americano, além de aproveitar para pedir desculpas ao novo campeão peso-leve e sua equipe por ter duvidado da lesão do lutador na época.

- Gostaria de deixar bem claro uma coisa: quando coloquei nas redes sociais que eu queria que o Anthony Pettis entregasse seu cinturão e baixasse de peso pra lutar com o Aldo, só o fiz porque foi essa proposta que nos foi feita: para subir de categoria. O Aldo teria que entregar o cinturão dos penas para poder disputar o título nos leves. Não fui ingênuo de pensar que, como empresário, poderia obrigar o Pettis ou o UFC a fazer isso, mas quis fazer o Pettis sentir o mesmo gosto de ser pego de surpresa após uma grande vitória na sua carreira. Aliás, em meio a tudo, acabei esquecendo: Parabéns Pettis, você mereceu o cinturão - já que, assim como ele fez quando o Aldo venceu o Frank Edgar, mandou uma mensagem no Twitter pro Dana desafiando o Aldo minutos depois de sua conquista - declarou Dedé Pederneiras, que completou:
 
- Gostaria também de pedir desculpas ao Pettis e toda sua equipe se em algum momento falei coisas sem ter provas sobre sua lesão. Mas, da maneira que foi, nos deixou com bastante dúvidas, tendo em vista que ele machucou o joelho em uma semana, não podendo lutar com o Aldo, e na semana seguinte estava pedindo a luta pelo título da categoria leve, o que acabou acontecendo. Pettis, não temos nada contra você, sua equipe ou contra o Diego Moraes, que é uma pessoa a quem eu quero muito bem. A única coisa que queremos é que a luta aconteça, com direitos iguais! - disse o líder da Nova União.

Sobre sua relação com Dana White, a quem Dedé Pederneiras credita o sucesso atual do UFC, o treinador confirmou que conhece o dirigente há muito tempo, porém sempre irá defender primeiramente os direitos de seu pupilo.

- Dana e eu nos conhecemos realmente há muito tempo, e sei que, se o esporte hoje é o que é, com certeza devemos ao Dana e a familia Fertitta, que acreditaram e fizeram o MMA sair dos guetos e se transformar em um dos maiores esportes do mundo. Logo que o UFC explodiu, muita gente do Brasil chegava pra mim e falava mal deles por pagarem bolsas baixas, que eles ganhavam muito e pagavam pouco. A primeira coisa que eu sempre respondia, até por ser empresário, era que eles mereciam ganhar todo centavo que eles estavam ganhando, porque na hora de acreditar em um esporte que estava desacreditado, perder 60 milhões dólares nos primeiros anos e continuar investindo até que o negócio virasse um sucesso, ninguém aparecia pra emprestar dinheiro pra eles. São raros os empresários que têm essa coragem, por isso é que defendo o UFC da maneira que eu defendo, e estou sempre disposto a ajudar. Com relação a mim, como empresário, falar, se eu não falar e defender os direitos dos meus atletas, quem o fará? Essa pra mim é uma das funções do empresário. Ou não? - questionou Dedé Pederneiras.