sexta-feira, 30 de maio de 2014

Em primeiro encontro com Miocic, Maldonado fica pequeno na encarada

TUF final Fábio Maldonado MIOCIC (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

O primeiro contato entre Stipe Miocic e Fábio Maldonado, adversários neste sábado no evento principal do TUF Brasil 3 Final, revelou bastante sobre o confronto. Os dois lutadores posaram juntos na abertura do treino aberto do evento, nesta quinta-feira. O americano, peso-pesado (até 120kg) natural, pareceu imponente e bem maior que o brasileiro, que luta no peso-meio-pesado (até 93kg), mas aceitou o duelo com menos de um mês de antecedência para substituir o adversário original de Miocic, Junior Cigano, lesionado.

Miocic fez questão de cumprimentar Maldonado e agradecer por ter aceito o combate. O brasileiro pareceu um tanto acanhado junto ao adversário. Quando os dois se viraram de frente para fotos, os fotógrafos pediram a Maldonado que levantasse a guarda, o que levou a presidente do UFC no Brasil, Grace Tourinho, a fazer um comentário certeiro.

- Sempre fique com a guarda em pé - disse Grace.

Em seu treino aberto, Miocic fez apenas um trabalho rápido de manopla de boxe com seu treinador. Ao final, respondeu às perguntas da apresentadora Paula Sack e assegurou estar preparado para a recepção hostil da torcida.

- Vou fazer o que puder para vencer. Vai ser divertido, os fãs são loucos e incríveis, igual lá em casa - disse Miocic.

Apesar de estar menor, Maldonado esbanjou confiança em sua entrevista após o treino aberto.

- Pau no gato, até porque ele tem olhinho azul (risos). Prometo muito sangue, e, ou eu venço, ou saio desmaiado. Minha estratégia é aquele banho de sangue, se for 80% de sangue meu, está tudo bem - acrescentou o brasileiro.

Formato diferente no treino

O treino aberto começou de forma diferente nesta quinta-feira. As encaradas, que normalmente ficam para o fim, abriram a atividade. Além de Miocic e Maldonado, os finalistas do TUF Brasil 3 também se encararam e praticamente repetiram o que foi visto no último episódio do seriado. Antônio Carlos Cara de Sapato e Vitor Miranda se encararam à distância e se abraçaram em seguida, trocando palavras de incentivo. Já Warlley Alves e Marcio Lyoto sorriram, se cumprimentaram, se abraçaram, mas, na hora de ficar de frente um para o outro, aumentaram o nível de intensidade e miraram os punhos no queixo do adversário.

Campeão do primeiro TUF Brasil, Rony Jason foi o primeiro a treinar frente aos jornalistas. O atleta, que abre o card principal contra Robbie Peralta, mostrou um pouco de seu jogo em pé e também fez rápida movimentação de jiu-jítsu. Ele prometeu buscar a vitória dentro do tempo regulamentar.

- Acho que uma pessoa que diz que foi roubada e deixou para o juiz, está roubando a si mesmo. Prefiro pecar pelo excesso do que pela falta. Vou para o nocaute ou a finalização, e, se minha cabeça rolar, é um risco que corro - disse Rony Jason.

Warlley Alves entrou no tatame acompanhado por Paulo Thiago, que luta no card preliminar contra Gasan Umalatov, e seus treinadores da XGym. Após fazer breve aquecimento com um treinamento de sombra, Warlley fez um sparring leve com Paulo Thiago, misturando golpes em pé e um pouco de luta agarrada. Depois, foi a vez de um trabalho de manopla. Curiosamente, um chute alto do peso-médio fez a manopla do treinador Josuel Distak voar na plateia. Ele mostrou um arsenal completo de cotoveladas e joelhadas.

- Estou treinado, preparado, e chegando lá vai ser tudo. Lyoto é meu amigo, dividimos o quarto, mas agora é meu oponente, só falta ele. Ainda bem que ele não está mais no mesmo quarto, porque ele ronca pra caraca e eu não conseguia dormir (risos) - brincou Warlley ao final da atividade.

Paulo Thiago aludiu ao fato de seu adversário ser russo e da presença de três representantes da Rússia - além de Umalatov, lutam no sábado Rashid Madomedov e Alexander Yakovlev - no card.

- Os russos estão vindo para cá, são duros, mas aqui é a casa dos brasileiros, e, no sábado, se Deus quiser, vai ser 3 a 0 para os brasileiros - prometeu Paulo Thiago.

Antônio Carlos Cara de Sapato subiu ao palco acompanhado dos treinadores Luiz Dórea e Yuri Carlton, da Academia Champion e começou com um trabalho de manopla. Ele demonstrou bons cruzados e uppers, mas brilhou mesmo quando foi rolar no chão com Carlton. Aí, mostrou sua movimentação de campeão mundial de jiu-jítsu, com transições rápidas e ataques tanto nas pernas, quanto nos braços e nas costas.

Após uma breve pausa para entrevistas, o treino recomeçou com Demian Maia, que fez um trabalho de manopla focado em diretos e golpes de encontro. Em seguida, o peso-meio-médio fez um treino de wrestling e luta agarrada com seus companheiros de equipe. Ele afastou qualquer pressão extra por lutar em casa, na sua cidade-natal, mas admitiu que o combate tem um significado especial para ele.

- Esta luta para mim, pela primeira vez no UFC na minha casa, em São Paulo, estudei a poucos quilômetros de distância do ginásio, para mim é muito importante vencer esta luta - disse Demian.

Marcio Lyoto, finalista dos pesos-médios, subiu com seu mestre, Thiago Tavares, e, de luvas de boxe, fez um trabalho leve de manopla, seguido por uma demonstração de seu repertório de chutes: pisões oblíquos, laterais, chutes altos e rodados. Quando ele desceu, foi a vez de Vitor Miranda, que subiu usando uma camisa que tinha a foto de seu filho morto em 2011, Igor, na manga direita. Ele começou sua apresentação com uma sombra de boxe e seguiu com um forte treino de manopla. Logo depois, recebeu seu companheiro de equipe Antônio "Montanha" Branjão, que enfrentou na casa, e simulou um sparring em pé.

Ao final de sua apresentação, Vitor elogiou Cara de Sapato e negou que a sua vantagem de experiência no MMA seja determinante.

- Não foi uma surpresa, porque, apesar de ninguém o conhecer antes de entrar, ele provou que merecia lutar comigo pelo título. Todas as minhas lutas na casa foram muito duras e muito bonitas, e espero que seja mais uma guerra. Acho que, para os dois, é nossa estreia. Vai contar aquele que conseguir aplicar seu jogo e se manter o mais calmo possível. Quem ficar focado e não congelar com o público, com as luzes, com a música, vai sair vencedor - analisou Vitor Miranda.

Fábio Maldonado fechou o treino aberto, com a música "Dias Melhores", da banda Jota Quest, tocando no som. Ele entrou acompanhado de seus companheiros de Team Maldonado e fez manopla de boxe, misturado com chutes baixos na perna e fintas de entrada em queda. Ele também simulou um sparring, e brincou com os jornalistas.

Jones coloca Cormier como possível rival e admite: "Sou um exterminador"

Jon Jones lutador MMA Porto Alegre (Foto: Tomás Hammes / GloboEsporte.com)

Ele queria ser policial quando pequeno. Virou o dono do cinturão dos meio-pesados do UFC. É o melhor peso-por-peso do mundo. Apaixonado pelo Brasil, não teve piedade de superar os lutadores tupiniquins. Aliás, atropelar seus rivais é sua principal atribuição. Em sua cartilha não há escolha de oponentes. Até por isso, foge de polêmicas e não responde às provocações, como Daniel Cormier fez após superar Dan Henderson no último final de semana. Só que Jon Jones ainda não está completo. Um sonho ele mantém vivo. O de ser campeão peso pesado.

O americano de 26 anos esteve em Porto Alegre na última quarta-feira para ministrar um seminário. Ensinou alguns dos seus truques, como a “entrada falsa” ao simular que vai pegar a perna do adversário enquanto prepara para a cotovelada. Antes do evento, o lutador conversou com o GloboEsporte.com em seu camarim.

Munido de água e uma bandeja com maçãs, bananas e uvas, arriscou algumas palavras em português, brincou com a Brazuka, a bola da Copa do Mundo. E entre cantaroladas e danças, falou sobre a caminhada para manter o cinturão da categoria. Das sete defesas, três foram contra brasileiros (Lyoto Machida, Vitor Belfort e Glover Teixeira), além de conquistá-lo em cima de Maurício Shogun. Jones elogia a qualidade dos brasileiros, mas diz que sua função é vencer quem aparecer em sua frente:

- Eu sou um exterminador, não um exterminador de brasileiros. O Brasil tem alguns dos melhores lutadores do mundo. Eu gosto de lutar com os melhores, seja do Brasil, dos EUA, da Suécia, Canadá.

Além de Porto Alegre, Jones esteve em Curitiba e São Paulo e também passará pelo Rio de Janeiro.  E, enquanto arriscava embaixadinhas,  mostrou o carinho pelo país:

- É a terceira vez que venho ao Brasil. Adoro a pessoas, a comida, olhar as praias. E as artes marciais vieram daqui. Então é muito bom voltar ao Brasil.

Quanto ao próximo rival, evita dizer qual luta será boa ou ruim. A organização pretende colocá-lo diante de Alexander Gustafsson no UFC 177, marcado para o dia 17 de agosto. O americano não confirma a luta. Coloca ainda que Daniel Cormier pode ser o rival. Deixa a decisão para uma conversa entre Dana White e ele:

- Não há uma situação no momento. Pode ser Gustafsson, Daniel Cormier, Gustafson. Tem que ver com o empresário e Dana White. Eu luto com quem for definido, mas é preciso ser interessante para as partes. Luto com qualquer um.

Enquanto reina absoluto nos meio-pesados e aguarda a oficialização do próximo adversário, o americano - que desejava ser o “oficial Jones”, um policial, quando criança - mantém um sonho vivo: o de lutar nos pesados. Não há uma data para isso, apenas a intenção:

- Quando era menor, queria ser policial. Queria ser o oficial Jones. Mas acabei virando um lutador. Eu quero ser campeão dos pesados um dia. Eu gostaria de subir de categoria um dia e conquistar título dos pesados.

O atual detentor do cinturão dos pesados, Cain Velásquez, admitiu o interesse em enfrentá-lo. Jones adotou o tom político. Elogiou o campeão e disse que, caso a organização decidisse, entraria no octógono:

- Velásquez é um grande lutador. Se eu tiver que lutar com ele, farei.

O americano descendente de mexicanos colocará o cinturão em jogo diante do gaúcho Fabrício Werdum no UFC 180, previsto para o dia 15 de novembro. A contundência nas cotoveladas segue sem aparecer. Jones aposta em uma luta equilibrada e evita apontar um favorito:

- Werdum tem muitas chances. Ele tem um jogo sólido em pé. Um Jiu-Jitsu de alto nível. É muito inteligente. Será uma luta muito boa. Eu não apostaria porque os dois têm grandes possibilidades de vencer.

Jon Jones tem 26 anos e é natural de Rochester, Nova York. É especialista em Muay Thai. Com um cartel de 20 vitórias e apenas uma derrota, o americano é o primeiro do ranking peso-por-peso da atualidade.

O único revés ocorreu em dezembro de 2009 no TUF 10 Finale, por desqualificação. No currículo, o campeão tem vitórias sobre cinco ex-campeões da categoria em sequência: Maurício Shogun, Quinton "Rampage" Jackson, Lyoto Machida, Rashad Evans e Vitor Belfort. A última vez que ele esteve no octógono foi em abril, quando derrotou o brasileiro Glover Teixeira.

Georges St-Pierre diz que não estava motivado para duelo contra Hendricks

Georges St-Pierre (Foto: Rodrigo Malinverni)

Georges St-Pierre, está em Berlim, na Alemanha, acompanhando o companheiro de treinos Francis Carmont, que luta neste sábado contra CB Dollaway no “UFC: Muñoz x Mousasi”. Em entrevista ao site MMA Junkie, o ex-campeão meio-médio do UFC afirmou que ainda não recuperou a motivação para voltar ao octógono e disse que não duelou com sede de vitória contra Johny Hendricks, em novembro passado:

- Eu tenho feito isso por muito tempo, desde que eu tinha 19 anos. Hoje eu tenho 33. Quando enfrentei (Carlos)  Condit, eu estava faminto e muito feliz por estar lá. Eu queria muito essa luta. Quando enfrentei (Nick)  Diaz, a vontade já era um pouco menor. O último camp de treinamento que eu fiz foi para enfrentar Johny Hendricks e eu não tive a mesma motivação. Ela diminuiu e eu preciso voltar a sentir aquela fome de vitória. Preciso recuperar a motivação. É complicado porque é sempre a mesma rotina, a mesma coisa. E eu também preciso arrumar algumas coisas na minha vida para fazer isso de uma forma mais eficiente. Assim que eu fizer tudo isso, talvez eu volte. Vamos ver como as coisas vão acontecer. Mas eu não posso falar sim ou não porque eu não sei como vai ser agora.

O canadense aproveitou para falar de sua recuperação após passar por uma cirurgia no joelho esquerdo, em maio:

- Eu fiz esse mesmo procedimento no meu joelho direito e a minha perna ficou mais forte. Eu vou ter dois joelhos bons, então é uma coisa boa.

GSP não luta desde novembro passado, quando venceu Johny Hendricks na decisão dividida dos juízes, no card em comemoração aos 20 anos do UFC. Logo após a vitória, ele anunciou que daria uma pausa na carreira, alegando problemas pessoais e abdicando do título, conquistado por Hendricks diante de Robbie Lawler no UFC 171..

Jones nega ter "limpado" brasileiros da divisão e elogia Rafael Feijão

montagem Jon Jones e Rafael Feijão MMA (Foto: Arte / Globoesporte)

Em seu reinado na divisão dos pesos-meio-pesados do UFC, Jon Jones se tornou uma espécie de "carrasco" dos brasileiros. Primeiro, derrotou Maurício Shogun para tomar o cinturão; depois, enfileirou Lyoto Machida, Vitor Belfort e Glover Teixeira em três de suas sete defesas bem sucedidas de título. Sem nenhum outro brasileiro fora os mencionados no top 10 da divisão (Rogério Minotouro foi retirado do ranking do UFC recentemente devido à sua longa inatividade), seria possível pensar que "Bones" havia limpado os representantes da pátria da categoria, mas o próprio campeão surpreendeu ao mencionar Rafael Feijão, 12º colocado, entre possíveis adversários futuros. - Tem o Feijão. Eu gostaria de enfrentar o Feijão um dia. Ele é um ótimo lutador, respeito muito sua carreira, o acompanhei nos dias de Strikeforce, acho que seria uma grande luta. E, como disseram, estilos fazem as lutas, então talvez seria uma luta interessante de se assistir. Mas, com isso dito, eu respeito muito os lutadores brasileiros, e o motivo de eu ter derrotado tantos brasileiros é que só enfrento os melhores, e muitos dos melhores lutadores são brasileiros. Só tenho respeito, só estou fazendo meu trabalho - disse Jones durante ação de divulgação do TUF Brasil 3 Final, em São Paulo, na quarta-feira.

Feijão vem de vitória sobre Igor Pokrajac em novembro do ano passado e enfrenta Ryan Bader, 10º do ranking, no UFC 174, no Canadá, no próximo dia 14 de junho. Uma vitória sobre o mesmo adversário credenciou Glover a disputar o cinturão, mas, atualmente, a "fila" para desafiar Jon Jones está mais cheia: Alexander Gustafsson é o primeiro e Daniel Cormier já aguarda logo em seguida. Pode levar um tempo para o paulista ter a chance de recuperar o cinturão para o Brasil.

O país, aliás, só detém um título do UFC no momento, após a derrota de Renan Barão para TJ Dillashaw no último sábado, em Las Vegas. Há pouco mais de um ano, no segundo semestre de 2012, o Brasil chegou a ter quatro campeões na organização ao mesmo tempo: Barão, José Aldo, Junior Cigano e Anderson Silva. Hoje, só Aldo permanece no topo de sua divisão, o peso-pena. Jones, todavia, nega que o país esteja em decadência.

- Não acho que os brasileiros estão perdendo sua supremacia, acho que é um esporte muito individual, e individualmente há muitos talentos famintos por aí. O fato que havia quatro brasileiros campeões ao mesmo tempo era um bônus, não era que algo normal, não era que vocês estavam dominando o esporte. Agora, você vê campeões de outras partes do mundo, é mais normal, mais natural. Mas há simplesmente muitos lutadores famintos por aí - analisou.

Na ausência de campeões brasileiros no UFC para serem destaque em eventos da companhia no país, Jones está disponível para ser o "lutador da casa" - desde que não tenha de enfrentar outros brasileiros.

- Eu com certeza consideraria vir ao Brasil defender meu cinturão contra meu próximo oponente. Eu adoro o Brasil e tenho muito apoio aqui. Certamente adoraria lutar aqui, seria uma grande honra, mas nunca contra um brasileiro. Vocês precisam fazer barulho, fazer acontecer. Vocês têm minha declaração, eu amaria. Só não contra um brasileiro, porque vocês gritam "Uh Vai Morrer! Uh Vai Morrer!" e eu não quero morrer - concluiu o americano.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Sonnen: luta com Vitor será até 93kg, e vencedor disputa título dos médios

Chael Sonnen Vitor Belfort montagem (Foto: Editoria de Arte/Globoesporte.com)

Chael Sonnen se pronunciou sobre a mudança de adversário para a sua luta do dia 5 de julho, no UFC 175, em Las Vegas (EUA). Após o Combate.com divulgar que Wanderlei Silva faltou aos exames médicos pedidos pela Comissão Atlética de Nevada (NSAC) e foi substituído por Vitor Belfort, o americano, durante o programa "UFC Tonight", declarou que o combate com o Fenômeno será pelo peso-meio-pesado (até 93kg) e que o vencedor desafiará quem ficar com o cinturão dos médios (até 84kg), que será colocado em jogo no mesmo evento pelo campeão Chris Weidman contra Lyoto Machida. - Eu vou continuar lutando no mesmo card dia 5 de julho, mas agora eu farei uma luta que determinará o próximo desafiante do vencedor de Chris Weidman x Lyoto Machida, e o meu adversário será Vitor Belfort.  Vitor e eu somos da divisão dos médios, mas essa luta vai acontecer em peso combinado - afirmou Sonnen.

Sonnen ainda disparou críticas a Wanderlei Silva ao dizer que ele fugiu dos testes que a NSAC queria fazer e colocou em dúvida o futuro do Cachorro Louco no UFC.

- Wanderlei lutou a vida inteira sob obscuras suspeitas de que fazia uso de drogas para melhorar o desempenho. Porém, ele nunca falhou em um teste antidoping, então não podemos especular esse tipo de coisa. Mas esse recorde limpo acabou sábado a noite. Ele não só falhou no teste, como se recusou a se submeter a ele. Como você sabem, quando você se recusa a fazer o teste, para a Comissão Atlética é como se você tivesse falhado. Ele correu do teste e eu digo que ele correu literalmente. Eles foram para a academia do Wanderlei e ele literalmente saiu correndo. Eles correram atrás dele pela porta dos fundos chamando pelo seu nome. Eu não falei com a Comissão Altética de Nevada, mas eu vou especular que eles vão revogar a sua licença e, talvez, sua carreira no UFC vai acabar - detonou.

O americano também contou como foi sua conversa com Dana White, presidente do UFC, que garantiu que uma vitória o alçará ao posto de desafiante ao cinturão do peso-médio.

- Eu já suspeitava de que o Wanderlei não fosse lutar. Achava que ele ía fugir e as coisas foram acontecendo. Eu cheguei a perguntar a ele na coletiva: “Você vai aparecer dia 05 de julho?” e ele não respondeu, tentou de todas as formas não responder. E quando eu descobri que ele literalmente fugiu do teste… Não sei se ele já sabia que não iria lutar na coletiva do UFC 175, mas só posso adivinhar, né? O Dana me ligou e disse: “Wanderlei está fora, e o Vitor aceitou substituí-lo. Tudo bem para você?” E eu perguntei: “Vitor era o desafiante número um, significa que o vencedor dessa luta será o próximo a disputar o cinturão?” e ele disse sim, então eu respondi: “Te vejo dia 5 de julho” - contou Sonnen, que acrescentou a explicação do motivo da luta ser pelos meio-pesados.

- Vitor e eu somos pesos médios, mas eu ia fazer a luta contra o Wand nos pesos-meio-pesados. Como o Vitor está aceitando a luta com 40 dias de antecedência, acho que é mais justo, por isso será nesse peso. Vitor, para mim, foi o lutador do ano. Definitivamente é uma luta mais dura. E Wand é um lutador destro, Vitor é canhoto e tem uma diferença muito grande de velocidade. Eu e o Vitor temos um encontro e vamos competir. Nós não temos problema em nos enfrentarmos -

Wanderlei falta a exames médicos, e Vitor é o rival de Sonnen no UFC 175

Montagem Vitor Belfort e Chael Sonnen (Foto: Editoria de arte)

O card do UFC 175 sofreu nesta quarta-feira uma reviravolta digna dos roteiros de cinema. Após protagonizar com Chael Sonnen os momentos de maior rivalidade do TUF Brasil 3, Wanderlei Silva está fora da luta que faria contra o falastrão no evento de 5 de julho, em Las Vegas (EUA). O Combate.com apurou que seu substituto será Vitor Belfort, que voltará a atuar pelo Ultimate na cidade americana após toda a polêmica que envolveu seu nome e o uso do TRT (tratamento de reposição de testosterona). A luta entre Chael Sonnen e Vitor Belfort continua sendo a antepenúltima do evento, que terá duas disputas de cinturão: o dos pesos-galos feminino, entre Ronda Rousey e Alexis Davis, e o do peso-médio, entre Chris Weidman e Lyoto Machida.

Entenda o caso

Wanderlei Silva, assim como Chael Sonnen, foi convocado pela Comissão Atlética de Nevada (NSAC) - órgão que regulamenta os esportes de combate no estado americano - a se apresentar no início desta semana a fim de realizar exames médicos e de antidoping, obrigatórios para a concessão da licença para lutar por lá. Chael Sonnen, que fazia uso de TRT e interrompeu a terapia após a proibição da mesma pela NSAC, compareceu e fez todos os exames e testes, sendo liberado para competir. Já Wanderlei Silva não foi na data estipulada. Sua ausência fez com que a comissão não lhe concedesse a licença para lutar no UFC. Dessa maneira, o evento substituiu Wand por Vitor Belfort.

A ausência de Wanderlei SIlva na data estipulada pela NSAC, que teria sido avisada aos lutadores com toda a antecedência protocolar, teria caído muito mal junto ao UFC, que já estuda sanções ao lutador, como rescindir seu contrato. No início da noite desta quarta, Wanderlei manifestou-se pelo Twitter pela primeira vez após a divulgação do caso.

- O que é isso? Não estou acreditando! - postou o lutador.

O Combate.com também apurou que Vitor Belfort já realizou os exames exigidos pela Comissão Atlética de Nevada para a concessão da licença e obteve resultado negativo para substâncias proibidas, além de índices normais de testosterona. Ainda falta ser oficialmente aprovado pelo órgão, o que deve acontecer em breve.

Vitor Belfort liga para Jon Jones e pode vir a ser seu parceiro de treinos

Jon Jones em projeto social em São Paulo ufc (Foto: Adriano Albuquerque)

A passagem de Jon Jones pelo Brasil rendeu mais visibilidade ao campeão dos meio-pesados do UFC, e a relação com o país pode se aproximar ainda mais. Em entrevista durante sua visita ao projeto Futebol Social, que reúne jovens "em situação de risco" em São Paulo e forma equipes para competir na Homeless World Cup, como parte da promoção do TUF Brasil 3 Final, "Bones" revelou que tem uma encontro marcado com Vitor Belfort nos EUA nesta sexta-feira para treinar ao lado do brasileiro.

- Não vou ficar para as lutas de sábado. Na verdade, planejo treinar com Vitor Belfort na sexta-feira, em Miami. Vou encontrá-lo numa academia particular. Treinaremos juntos, veremos se temos alguma química e talvez nos tornemos companheiros de treino no futuro.

Jon Jones esclareceu que a a parceria pode se desenvolver apesar de os dois treinarem em equipes diferentes - ele é da Jackson's MMA, que fica em Albuquerque, enquanto Belfort é da Blackzilians, situada em Boca Ratón, perto de Miami:

- Não sei (se ele vai para a Jackson's MMA). Ele me ligou, me procurou, disse que gostaria de treinar comigo. Eu tenho que passar por Miami para ir para Nova York de qualquer forma, então pensei em mudar meu voo para Nova York para sexta à noite, almoçar com ele, treinar, conversar... Talvez treinemos juntos no futuro.

Perguntado se tem algum tipo de amizade com Belfort, o campeão garantiu que não e explicou que ambos se respeitam, principalmente após a luta entre eles, vencida pelo americano por finalização no quarto round, no UFC 152, em 2012.

- Não desenvolvemos uma relação, apenas nos enfrentamos e desenvolvemos respeito um pelo outro. Literalmente, ontem, ele me ligou.

Jon Jones tirou fotos com os jovens participantes do projeto, cumprimentou a todos, mas evitou bater bola com os meninos e meninas.

Alistair Overeem pede para lutar em 20 de setembro, em Saitama (JAP)

Alistair Overeem coletiva de imprensa UFC 169 (Foto: Evelyn Rodrigues)

Após a vitória sobre Frank Mir no UFC 169 e uma cirurgia no cotovelo, o peso-pesado holandês Alistair Overeem pediu a um dos donos do UFC, Lorenzo Fertitta, para voltar a atuar pelo evento em 20 de setembro, no torneio marcado para a cidade de Saitama, no Japão. Ídolo no país, por sua carreira bem-sucedida no Pride e no Dream, o lutador garantiu ao dirigente que estará pronto para voltar a lutar até lá.

- Alistair quer voltar em setembro. Nada está decidido ainda, mas ele mostrou-se interessado em lutar no Japão. Não sei se teremos vaga para ele entrar neste card, mas acredito que ele esteja pronto para voltar mais ou menos nesta época - disse Fertitta ao site "ESPN".

Ainda não há lutar marcadas para o evento de Saitama. Overeem tem duas vitórias e duas derrotas pelo UFC, desde que foi contratado, em 2011.

Jon Jones não quer ver Anderson Silva voltar a lutar: "Saúde em risco"

Jon Jones em projeto social em São Paulo ufc (Foto: Adriano Albuquerque)

O atual campeão dos pesos-meio-pesados do UFC, Jon Jones, nunca escondeu sua admiração pelo lutador brasileiro Anderson Silva, ex-campeão dos pesos-médios, ao ponto de recusar inúmeras vezes uma "superluta" contra o ídolo. Apesar disso, o americano admitiu nesta quarta-feira, durante passagem por São Paulo, que preferiria que "Spider" não voltasse a lutar após sua terrível lesão na perna esquerda, sofrida em sua última luta, contra Chris Weidman, em dezembro do ano passado. Apesar da rápida recuperação de Anderson, que já voltou aos treinos e tem seu retorno aos combates especulado para o fim deste ano ou início do ano que vem, "Bones" tem receio de como o paulista vai se apresentar.

- Não quero ver Anderson Silva retornar. Eu o amo tanto e o respeito tanto. Não quero ver nada ruim acontecer com ele. Não quero vê-lo perder. Ele tem sido tamanho motivação e inspiração, se mantendo positivo e se recuperando. Mas quero vê-lo se recuperando e começando a dar aulas, começando a fazer filmes e esse tipo de coisas. Não quero vê-lo no octógono contra lutadores top, porque não queria vê-lo possivelmente perder. Ele não tem nada a provar. Ele tem todos os recordes, motivou caras como eu, me tem como fã para sempre. Foi uma inspiração ao mundo inteiro, fez tantas coisas incríveis. Não há razão para ele voltar a lutar, porque sua saúde está em jogo toda vez que entra para lutar - disse.

Correr riscos é algo a que Jones está acostumado na sua carreira: enfrentou cinco ex-campeões da sua categoria durante seu reinado no UFC, e recentemente derrotou o brasileiro Glover Teixeira, vindo de uma série de 20 vitórias consecutivas, em sua última luta. Tudo isso pelo objetivo declarado de ser o melhor lutador do mundo.

- Tenho muito a provar. Tenho que alcançar o recorde de defesas de título (de Anderson), primeiro tenho que alcançar o recorde de Georges St-Pierre. Eu quero terminar como o maior lutador que já existiu, isso significa muito para mim. Independente de Anderson lutar de novo ou não, não tem nada a ver com minha jornada. Tenho muito trabalho a fazer, e sei disso.

Jones só não quis se arriscar a bater uma bola com os garotos do projeto Futebol Social, que reúne jovens em "situação de risco". O campeão encontrou membros do time campeão da Homeless World Cup de 2013 no campo de um clube que leva o nome de Neymar Jr, mas, de calça jeans e tênis, preferiu "economizar a vergonha" e apenas cumprimentou todos os jogadores, além de crianças e adultos de comunidades vizinhas que compareceram ao evento. Ele atendeu a todos os pedidos de foto e reafirmou ser torcedor do Vasco, por influência de seu companheiro de equipe, Igor Araújo, lutador do UFC.

No octógono, seu próximo desafio ainda não está definido. Apesar de o Ultimate ter divulgado que havia acertado com o sueco Alexander Gustafsson para fazer a revanche entre os dois no UFC 177, em 30 de agosto, Jones afirmou que ainda não fechou a negociação e deixou em aberto inclusive que o americano Daniel Cormier possa ser seu próximo adversário.

- Não, essa luta não está finalizada. Ainda não falei com o Dana White (presidente do UFC) ou o Lorenzo Fertitta (co-proprietário) sobre quem vou enfrentar em seguida. Pode ser o Gustafsson, pode ser o Cormier, ainda não está decidido quem ou quando. Há muitas coisas que influenciam no negócio do UFC. Há muita negociação, muito timing, você tem que decidir o que é bom para sua marca, o que você quer fazer, então falar da minha próxima luta é meio prematuro, porque a pessoa mais importante com quem preciso falar primeiro é o Dana White, por trás de portas fechadas, antes de falar com o público sobre o que farei em seguida.

Quem quer que seja o adversário, terá toda a atenção e respeito de "Bones", especialmente após a derrota de Renan Barão para TJ Dillashaw no UFC 173, no último sábado. O americano afirmou que se surpreendeu muito ao saber do resultado da luta - Barão não perdia desde sua luta de estreia, em 2005, e era considerado seu "rival" direto pelo posto de melhor lutador peso-por-peso do mundo.

- Fiquei muito, muito surpreso. Mas é uma daquelas situações que te lembram o quão sério você tem que encarar cada oponente e nunca ficar confortável ou complacente, porque todo mundo está faminto e todo mundo quer ser campeão. É motivação para eu treinar duro e me manter à frente do jogo. Os estilos fazem as lutas. Por isso que sempre aceito novos oponentes e me empolgo para ver como me saio contra todos os estilos. Sei que, para ser um grande campeão, preciso casar bem contra todos os estilos, e foi um exemplo perfeito que os estilos fazem as lutas - analisou Jon Jones.

Renan Barão é recebido com festa em Natal, mas não fala com imprensa

Renan Barão aeroporto Natal (Foto: Fernanda Zauli)

Depois da primeira derrota no UFC e da perda do cinturão dos pesos-galo, Renan Barão chegou nesta quarta-feira a Natal. Sem falar com a imprensa, o lutador potiguar foi recebido com festa no aeroporto por familiares, fãs e colegas de treino. Apesar de ter perdido a luta para o americano TJ Dillashaw, o clima na equipe Kimura Nova União é de confiança e motivação para que Barão possa retomar o posto de número um da categoria o quanto antes.

- O clima agora é de motivação para dar a volta por cima. Tenho certeza que ele vai pegar este cinturão de volta. O presidente da organização (Dana White) falou que Barão foi dominante durante nove anos e merecia, sim, uma revanche imediata. Isso deve acontecer em outubro - afirmou Jair Lourenço, treinador de Renan Barão.

De acordo com Jair, um intervalo de cinco meses até a revanche seria o ideal para recuperação do lutador, considerando que Barão fez duas lutas em um curto espaço de tempo.

- O problema é que ele fez uma luta muito em cima da outra e não teve o treinamento adequado. Por não saber que ia lutar, acabou brincando o carnaval e isso atrapalhou também. Falo isso sem tirar o mérito do adversário, que foi melhor na luta - admitiu Lourenço.

 O técnico de Barão contou ainda que o golpe sofrido por Barão ainda no primeiro round foi determinante para o andamento da luta.

- Depois dali, ele ficou o tempo todo zonzo, sem saber em que round estava, perguntando o tempo todo - completou.

A avó paterna de Barão, Elza de Oliveira, de 65 anos, fez questão de receber o neto no aeroporto vestindo uma camisa com a foto do lutador. Ela conta que não aguenta assistir às lutas dele, mas garante que fica o tempo todo na torcida.

- Eu não vi a luta porque eu não assisto à nenhuma luta dele. Só faço orar e torcer. Só quando ele ganha aí minhas filhas gritam que ele ganhou, aí eu corro para a televisão para ver - explicou a avó do lutador.