sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Após luta para "brasileiros loucos", Johnson não teme torcida sueca

Anthony Johnson UFC MMA (Foto: Adriano Albuquerque)Os papéis estão invertidos no UFC em Estocolmo. Se Alexander Gustafsson admite se sentir pressionado para trazer a vitória lutando em casa, seu adversário, o americano Anthony Johnson, está absolutamente tranquilo em encarar mais de 25 mil torcedores suecos gritando por seu oponente. A razão de tanta calma? Ele aprendeu a lutar com uma plateia barulhenta e hostil quando enfrentou Vitor Belfort no UFC Rio 2, em 2012.

- Não sinto nenhuma pressão, especialmente depois de lutar no Brasil. Os torcedores brasileiros são loucos, especialmente se você está enfrentando um brasileiro (risos)! Mas não me importo em ser o azarão ou o favorito, vou te golpear da mesma forma, vou tentar arrancar sua cabeça de qualquer jeito - afirmou Johnson, durante o "Media Day" do UFC Suécia, nesta quarta-feira.

Naquela ocasião, "Rumble" saiu derrotado, e foi cortado em seguida pelo UFC após reincidir em não bater o peso contratado para o combate. Desde então, o lutador subiu para o peso-meio-pesado (até 93kg) e se encontrou: venceu suas oito lutas seguintes, incluindo atuações dominantes contra Phil Davis e Rogério Minotouro no ano passado. Atualmente em terceiro lugar no ranking da divisão no Ultimate, Johnson pode garantir uma oportunidade de disputar o cinturão contra Jon Jones se derrotar Gustafsson neste sábado. Porém, o atleta da Blackzilians diz que ainda está se testando e vendo em que nível está na categoria.

- Para mim, vai ser importante, porque vai me mostrar onde estou como um atleta de elite neste esporte. Para mim, não importa se vou conseguir uma chance pelo título, não importa o Jon Jones, mas onde estou perto dos atletas do topo no MMA. Para ele, pode ser sobre ter a revanche contra o Jon Jones, ele tem seus próprios objetivos, mas eu, só estou aqui aproveitando a vida e lutando. Não estou preocupado com uma luta pelo título.

Lutando contra o dono da casa, Johnson se manteve extremamente respeitoso durante suas entrevistas. Enquanto Gustafsson dizia que dominaria o combate, que Johnson era unidimensional e que pretendia tornar seus pontos fortes em pontos fracos, o americano só ofereceu elogios ao oponente.

- Tudo bem, é a opinião dele. Veremos durante a luta. Se sou unidimensional, ele terá de comprovar suas palavras. Não tenho nada de mal para falar dele. Ele é um atleta fenomenal, se move bem, é obviamente um golpeador bem certeiro, soca bem, não leva muitos golpes. Ele fez a luta mais difícil da vida do Jon Jones e quase venceu. Espero ver o mesmo Gus que enfrentou o Jon Jones, talvez até melhor. Não posso falar mal dele porque ele fez muito mais do que eu no esporte. Acho que eu sou minha própria kriptonita - analisou.

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