sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Cung Le se diz inocente e culpa teste "não-confiável" por doping positivo


Cung Le UFC Macau (Foto: Getty Images)

 O UFC anunciou na terça-feira que Cung Le havia sido pego com níveis excessivos de hormônio do crescimento (GH) em seu exame antidoping pós-luta contra Michael Bisping e que ele foi suspenso por nove meses - posteriormente, corrigiu a pena do lutador para um ano de afastamento. O atleta vietnamita se pronunciou oficialmente sobre o caso nesta quinta-feira, através de um comunicado publicado por sua equipe gerencial, AMR, em sua conta no Facebook. Le se disse surpreso pelo resultado positivo e questionou os métodos de teste antidoping do UFC, que atuou como seu próprio órgão regulatório no evento realizado em Macau, China, onde não há comissão atlética.

- Eu fiquei completamente surpreso com os resultados do meu exame antidoping recente. Fui informado pelo UFC que passei pelos meus exames antidoping pré e pós-luta, assim como pela maioria dos exames de sangue, com a única anormalidade sendo um nível elevado de GH sendo determinado estar presente (no organismo). Eu testei negativo para anabolizantes, estimulantes, diuréticos, agentes mascarantes, e meus níveis de testosterona estavam dentro dos limites aprovados pela Agência Mundial Antidoping (Wada) e Comissão Atlética do Estado de Nevada (NSAC) um total de três vezes em dois exames de urina e um exame de sangue coletado tanto antes quanto depois da minha luta, o que torna esse resultado de GH tão difícil para eu aceitar como correto - disse Le, de acordo com o post.

A publicação da AMR alega que o UFC realizou os exames num laboratório em Hong Kong que não é credenciado pela Wada, apesar da proximidade a laboratórios credenciados pela agência em Pequim. Outra acusação feita pela AMR é que o laboratório não teria realizado o teste IGF-1, requisitado pela Wada e considerado mais confiável para medir os níveis de GH. Segundo a publicação, as amostras do sangue de Cung Le coletadas para os exames teriam sido mantidas por apenas uma semana e posteriormente destruídas, o que tornaria impossível um apelo por um novo teste.

O lutador questionou a efetividade e confiabilidade dos exames para detecção e medição de GH no organismo e citou recomendações da Wada para esse hormônio.

- Fui informado que há muitas razões possíveis para o nível de GH exceder o que é permitido sem sabermos, e meus médicos estão pesquisando essas possibilidades, que podem incluir uma preocupação médica muito mais séria. Também fui informado da falta de confiabilidade dos testes de GH atuais e sua alta taxa de imprecisão. Quero reiterar aos meus fãs e fãs das artes marciais mistas que eu não tomei nenhuma droga de melhora de performance ou nada que causaria meu nível natural de GH exceder níveis normais - argumentou Le.

Foi a primeira vez que Le foi pego em um exame antidoping em oito anos de carreira no MMA. Ex-campeão do Strikeforce, ele tem nove vitórias e três derrotas em seu cartel.

Ronaldo Jacaré passará por cirurgia no cotovelo na próxima semana

Ronaldo Souza Jacaré, UFC (Foto: Getty Images)

O brasileiro, Ronaldo Jacaré, passará por uma cirurgia no cotovelo na próxima semana para corrigir uma neuropatia ulnar, também conhecida como compressão do nervo ulnar do cotovelo ou síndrome do túnel cubital. O nervo ulnar é responsável pela sensibilidade do dedo mínimo e de parte do dedo anelar, além de fornecer inervação motora para diversos pequenos músculos da mão, que são importantes no controle de movimentos finos da mão e dos dedos.  A informação foi dada ao “MMA Fighting” pelo empresário de Jacaré, Gilberto Faria, que lembrou que esta será a segunda cirurgia de Jacaré em sete meses. O peso-médio capixaba operou o outro cotovelo em março.

- Os dedos do Jacaré estavam formigando, de tempos em tempos, desde o camp para luta contra o Mousasi. Logo depois do combate, o problema piorou e passou de formigamento para dormência e até um certo nível de dor. Ele vai precisar de cirurgia e nós estamos agendando para a próxima semana. Esperamos que o Jacaré esteja pronto para voltar a lutar em janeiro ou fevereiro - declarou Faria.

Recentemente, em entrevista ao Combate.com, o empresário afirmou que Jacaré gostaria de enfrentar o vencedor do embate entre Chris Weidman e Vitor Belfort - adiado para fevereiro, depois que o campeão lesionou a mão em um dos treinos. O agente, no entanto, também deixou claro que o brasileiro estaria aberto a aceitar outro adversário, para não ficar tanto tempo parado apenas esperando a chance ao titulo. Na entrevista ao site americano, ele voltou a falar sobre o assunto:

- Jacaré está aberto a um novo adversário, contanto que nós tenhamos prioridade em uma possível substituição, caso o Belfort não possa lutar - declarou.

Com 21 vitórias, três derrotas e um “no contest” (luta sem resultado), Ronaldo Jacaré é o atual segundo colocado no ranking da divisão. Ele vem de sete vitórias seguidas na carreira, sendo as quatro últimas pelo UFC, derrotando Gegard Mousasi, Francis Carmont, Yushin Okami e Chris Camozzi

Michael Bisping: "Cung Le podia ter me prejudicado muito seriamente"

Bisping na coletiva do UFC em São Paulo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

O doping de Cung Le na luta contra Michael Bisping foi visto pelo inglês com equilíbrio. Vencedor da luta principal do evento que aconteceu em agosto, Bisping disse que, se tivesse sido derrotado, estaria profundamente revoltado, pois não teria conseguido as oportunidades que conquistou com a vitória em Macau.

- Ele tentou me roubar a vitória. Se eu tivesse perdido, não iria lutar com Luke Rockhold na luta principal na Austrália, as pessoas estariam me dizendo que eu deveria me aposentar... ele quase me prejudicou seriamente. Fico feliz que o UFC esteja fazendo o que pode para limpar o esporte - disse o lutador em entrevista ao site "MMA Fighting".

Bisping evitou atacar Cung Le, mas se disse feliz pelo vietnamita estar sendo responsabilizado por seus atos. Nesta quarta-feira o UFC anunciou que a suspensão de Le será de um ano, e não de nove meses, como havia sido divulgado anteriormente.

- Felizmente eu venci a luta. Se tivesse perdido, estaria revoltado e falaria muito mais. Não quero vir aqui e chutar alguém que já está caído. Cung Le terá que explicar o que aconteceu para os seus filhos. Espero que seja uma lição para e ele para todos: este não é o caminho certo. De certa forma, me sinto mal por ele, que terá que arcar com as consequências do seu ato.

Se vencer, Assunção quer esperar luta por título e descarta encarar Barão

Raphael Assunção (Foto: Evelyn Rodrigues)

Raphael Assunção estreou no UFC em março de 2011 sendo nocauteado por Erik Koch ainda no primeiro round. Desde então, o lutador entrou em ação em mais seis oportunidades e venceu todos os seus adversários. Atual número 4 do ranking do peso-galo (61kg), atrás de Renan Barão, Dominick Cruz e Urijah Faber (o campeão TJ Dillashaw não entra no ranking), o brasileiro esteve perto de disputar o cinturão, mas uma lesão fez o atual detentor do título entrar em seu lugar e ficar no topo da categoria. Para piorar, o ex-campeão Dominick Cruz voltou de lesão após três anos sem lutar, nocauteou Takeya Mizugaki no primeiro round e foi confirmado como próximo desafiante pelo presidente do Ultimate, Dana White.

Neste sábado, Raphael fará sua oitava luta na organização, quando enfrentará Bryan Caraway, 10º colocado da divisão, no coevento principal do UFC: MacDonald x Saffiedine, no Canadá. Sem se abalar por não ter sido escolhido como próximo desafiante, o peso-galo quer vencer o americano e esperar o duelo entre Dillashaw e Cruz para se colocar como adversário do vencedor.

- Em caso de vitória, sou o desafiante número 1. Independente de quem vá ser o próximo. Eu iria ser o próximo desafiante, não pude disputar, e o UFC precisava de oponente para o Barão, então botaram o Dillashaw e ele ganhou do Barão. O Barão tinha pego o lugar do Cruz, que era o campeão. O TJ tomou meu lugar e meio que as coisas mudam, mas está tranquilo. Não vejo isso como um problema. Estou motivado para sábado e estou bem mais focado, mais profissional. Eu já estava informado de que isso poderia acontecer. Por um lado fiquei um pouco triste, apesar de ter um combate pela frente e não poder pensar tão além. Tenho uma luta sábado que é importante, mas fiquei um pouco assim no começo, só que no final das contas isso me motiva. Eu cheguei a conversar pessoalmente com o Dana White. Acho que injustiçado não seria a palavra certa. Eu sabia que poderia acontecer essa possibilidade do Dominick voltar, ter uma volta boa como teve e disputar o cinturão antes de mim. Só achei que foi uma decisão muito rápida, tomada de imediato - afirmou, em entrevista por telefone ao Combate.com.

A luta entre TJ Dillashaw e Dominick Cruz ainda não tem data marcada, o que pode fazer o Ultimate querer que Raphael Assunção faça mais um combate antes de disputar o cinturão, caso vença Caraway. Um possível adversário seria Renan Barão, que teve a revanche contra o campeão marcada, mas passou mal antes da pesagem e foi retirado do card, sendo substituído por Joe Soto, que foi derrotado. O ex-detentor do título é o primeiro colocado do ranking, mas isso não anima Assunção.

- Eu não tenho muito interesse em enfrentar o Barão, até porque ele está vindo de derrota. No momento penso na próxima luta e um pouco além. Ganhando sábado, penso além, mas no final das contas quem decide são eles. Com certeza vamos ter que negociar, mas tem que ser algo do meu interesse também. Não pode ser uma coisa de que "tem que voltar, colocar pra lutar". Tem que ser do meu interesse, porque não tive minha oportunidade ainda e vou buscar essa chance de disputar o cinturão. Não quero saber de quem vem ou de quem veio. Acho que não me interessa fazer outra luta em caso de vitória. Se der tudo certo, não me interessa por agora. Provavelmente vou esperar. Vou sentar com meu time e provavelmente a decisão será a de aguardar a chance de disputar o título - explicou.

Se por um lado Raphael não esconde o interesse de disputar o título o quanto antes, por outro ele garante que não esquece da necessidade de lutar bem contra Bryan Caraway. O brasileiro quer a vitória para ratificar após a luta a vontade de enfrentar o vencedor de Dillashaw x Cruz.

- Os fatos estão ali. Serão sete vitórias seguidas, não preciso gritar, nem fazer nada, mas realmente gostaria que as pessoas soubessem mais um pouco. Tenho acompanhado no Twitter, falam bastante que eu mereço. Claro que é importante na hora certa dar uma esclarecida nesse fato. É o que eu acho, não me interessa luta nenhuma. Quero o campeão. É o que tenho em mente. Tudo pode acontecer. Às vezes as pessoas acham que estou perdendo o foco da luta com o Caraway por causa de toda essa repercussão na categoria, dos desafiantes, mas estou muito focado pra sábado. Quero sair vitorioso e começar minha campanha novamente - declarou.

Motivação para luta com Caraway

Caraway tem um cartel de 19 vitórias e seis derrotas, com 17 oponentes despachados por finalização. O americano declarou recentemente que é o melhor grappler (especialista em luta agarrada) no peso-galo, e Raphael Assunção disse conhecer bem o jogo do rival. De acordo com o brasileiro, sua motivação para essa luta é diferente da que teve na última vez que subiu no octógono, quando venceu o então estreante no UFC Pedro Munhoz por decisão unânime.

- Ele se diz o melhor grappler da categoria, até tem bastante experiência na luta agarrada, realmente mistura bem o wrestling e o jiu-jítsu, mas eu conheço bem esse jogo, essa origem do jiu-jítsu, porque sou faixa-preta. Geralmente ele toma sufoco no começo e cresce depois. Fica ali esperando uma oportunidade para executar e finalizar. O Caraway é um atleta perigoso, reconhecido, tem algumas vitórias e só está me motivando para chegar sábado e fazer uma boa performance. É uma luta na qual eu tenho que me provar também. Na última luta eu não estava muito animado, peguei o Pedrinho, que é meu colega. Tive uma série de coisas que me fizeram ter um pouco de falta de ânimo. Peguei um estreante, mas foi minha sexta vitória seguida. Aí o pessoal perguntava, e eu realmente não estava muito animado. Para essa luta eu estou animado. Ganhando, quero fazer minha promoção, uma repercussão diferente - disse.

Com um estilo mais discreto que o de lutadores que têm se destacado por promover bem suas lutas, como o irlandês Conor McGregor, que parece se aproximar cada vez mais de uma disputa de título no peso-pena com seu estilo falastrão e nocauteador, Assunção admite que isso pode ser um problema para ele, mas cita o campeão de sua categoria, TJ Dillashaw, como exemplo de que vender bem os combates não é tudo.

- Talvez sim, mas se formos analisar os fatos, o TJ também não era conhecido, não tinha nem patrocínio quando disputou o cinturão. Ele foi o finalista da casa, ganhou umais quatro lutas e agora é o campeão. Agora tudo é em cima dele. Vai muito de cada situação. Cada situação é uma situação. O TJ quando lutou comigo em SP, ele praticamente não tinha patrocinio. Era um patrocinio de última hora. Ele não representa a marca que o patrocinou, foi só na hora. Vai muito do interesse da promoção do UFC, de como eles querem promover, fazer o negócio todo, igual o menino lá, o McGregor, que lutou na Irlanda, teve aquele negócio todo, realmente é falastrão, mas é bom lutador. Não me comparo com ninguém. São 500 lutadores no UFC e não posso me comparar com um lutador que tem repercussão agora. Não me interessa me basear assim. Claro que ficar em evidência é legal por patrocínio. Estou dando mais uma enfase na mídia mesmo - concluiu.

UFC anuncia duelo entre Cara de Sapato e Patrick Cummins em Barueri

Antônio Cara de Sapato e Patrick Cummins, UFC (Foto: Editoria de Arte)
O Ultimate anunciou, através de seu site oficial, a terceira luta do card do UFC Barueri, que acontecerá no dia 20 de dezembro: o campeão do TUF Brasil 3, Antônio Carlos Cara de Sapato vai enfrentar o americano Patrick Cummins, em duelo válido pela categoria dos meio-pesados (até 93kg).

Cara de Sapato está invicto em quatro lutas e estreou no UFC com vitória por decisão unânime sobre Vitor Miranda, na decisão do reality show, pelos pesos-pesados (até 120kg). Para o combate do dia 20 de dezembro, o brasileiro está de volta para a sua categoria de origem, os meio-pesados.

Cummins tem seis vitórias e apenas uma derrota e vai lutar pela quarta vez no octógono do Ultimate. Na estreia, ele enfrentou o próximo desafiante ao cinturão dos meio-pesados, Daniel Cormier, sendo derrotado por nocaute técnico no primeiro round. Depois disso, emplacou dois triunfos seguidos, contra Roger Narvaez, por nocaute técnico no segundo round, e Kyle Kingsbury, por decisão unânime.

Cung Le é flagrado no antidoping e suspenso por nove meses pelo UFC

Cung Le (Foto: Reprodução/Twitter)

O UFC anunciou na noite desta terça-feira que o lutador vietnamita Cung Le foi flagrado no exame antidoping com níveis excessivos do hormônio do crescimento (GH) em seu organismo, após sua luta contra Michael Bisping em Macau, no último dia 23 de agosto. A organização suspendeu Le por nove meses como punição, e condicionou seu retorno ao octógono a passar por um novo exame antidoping.

Le já havia levantado suspeitas sobre seu uso de substâncias proibidas após o surgimento de uma foto em que aparecia em excelente forma e bastante vascularizado, cerca de duas semanas antes de seu combate com Bisping. O vietnamita não lutava havia 21 meses e está com 42 anos de idade. Na semana da luta, o UFC anunciou que faria exames antidoping mais rigorosos para os dois lutadores, que faziam o evento principal da noite.

Como Cung Le perdeu o duelo, o resultado não deve ser alterado. Michael Bisping venceu por nocaute técnico aos 57s do quarto round e o vietnamita saiu com os dois olhos inchados.

É a primeira vez que Le é pego em um exame antidoping em oito anos de carreira no MMA. Ex-campeão do Strikeforce, ele tem nove vitórias e três derrotas em seu cartel.

O GH é um hormônio produzido pela hipófise que estimula o crescimento e a reprodução celular. Quando aplicado em doses extras, aumenta a massa muscular e auxilia na perda de peso. Porém, médicos alertam para o risco de desenvolvimento de deformações físicas decorrentes do excesso deste hormônio. Pessoas com excesso de GH podem desenvolver acromegalia, ou gigantismo, que causa o crescimento exagerado dos pés, mãos, orelhas e nariz. O peso-pesado Antônio Pezão, por exemplo, sofre desta condição e teve de operar a hipófise neste ano pela segunda vez. Le é o segundo lutador a ser pego por uso do hormônio neste ano; Chael Sonnen foi o primeiro, em julho. Flagrado com outras quatro substâncias proibidas em dois exames separados, Sonnen foi suspenso por dois anos pela Comissão Atlética do Estado de Nevada, órgão que regulamentaria sua luta cancelada contra Vitor Belfort.

Confira o comunicado do UFC na íntegra:

"O peso-médio do UFC Cung Le testou positivo para um nível excessivo do Hormônio do Crescimento em seu organismo após sua luta no UFC Fight Night em Macao, China, em 23 de agosto. Devido ao seu resultado positivo, Le foi suspenso pelo UFC e notificado que violou a Política de Conduta dos Lutadores do UFC e seu Acordo Promocional com a Zuffa, LLC. O UFC tem uma política restrita e consistente contra o uso de qualquer droga ilegal e/ou de melhora de performance, estimulantes ou agentes mascarantes por nossos atletas. Le vai servir uma suspensão de nove meses e, à sua conclusão, vai precisar passar por um exame antidoping antes de competir novamente no UFC."

Charles do Bronx enfrenta Jeremy Stephens no TUF 20 Finale, nos EUA

Montagem Jeremy Stephens X Charles "do Bronx" Oliveira (Foto: Getty Images)

O brasileiro Charles do Bronx vai retornar ao octógono no dia 12 de dezembro, contra o americano Jeremy Stephens, em Las Vegas (EUA). O duelo pela divisão dos penas (até 66kg), anunciado oficialmente nesta terça-feira pelo "The UFC Minute", será o penúltimo do card do TUF 20 Finale, evento que terá a final do reality show The Ultimate Fighter e consagrará a primeira campeã peso-palha (até 52kg) da organização.

Do Bronx deveria ter lutado em 5 de setembro, na revanche contra Nik Lentz, mas teve uma virose e viu os médicos pedirem o cancelamento do combate no dia do evento. Aos 24 anos, ele tem um cartel de 18 vitórias, quatro derrotas e um "no contest" (luta sem resultado), e vem de dois triunfos por finalização - sobre Andy Ogle e Hatsu Hioki - que lhe renderam prêmios de "Performance da Noite". Charles atualmente é o número 14 do ranking da categoria.

Já Stephens, de 28 anos, tem 23 vitórias e 10 derrotas na carreira e vem de revés diante de Cub Swanson por decisão unânime dos jurados em 28 de junho. Antes disso, ele havia vencido três consecutivas na divisão - Estevan Payan, Rony Jason e Darren Elkins. O americano, que é o número 10 do ranking, recentemente recusou um duelo contra Lucas Mineiro no UFC Rio 5, em 25 de outubro, por achar que o brasileiro ainda não tem nome para enfrentá-lo.

Chael Sonnen perdoa Wanderlei Silva: "Entendo a sua mentalidade"

montagem UFC Chael Sonnen e o Wanderlei Silva (Foto: Editoria de Arte / Globoesporte.com)

Ambos aposentados após passarem por problemas com a Comissão Atlética do Estado de Nevada (NSAC), Wanderlei Silva e Chael Sonnen deixaram de vez a rivalidade de lado para se defenderem mutuamente. Após o brasileiro declarar que o americano foi injustiçado pela entidade ao ser suspenso do MMA por dois anos, o "Gângster" cedeu entrevista nesta terça-feira em que critica a decisão da comissão em banir o "Cachorro Louco". Sonnen argumentou que o ex-campeão do Pride não se adaptou aos novos tempos, em que exames antidoping surpresa são realizados com maior frequência.

- Eu fiquei muito decepcionado com a forma como as coisas aconteceram para o Wanderlei. Você tem de entender que há duas coisas em questão aqui. Primeiro, ele e eu somos de um tempo diferente. Nós lutávamos nos anos 90 e qualquer coisa que ele teria feito quando começamos, agora, não seria permitida. (...) As regras mudaram e, certamente, caras da nossa época, eu e ele somos culpados disso, nós não mudamos. (...) Se você voltar aonde ele começou, ele não quebrou nenhuma regra. É diferente. As regras mudaram e o esporte mudou e todos mudaram para melhor. Eles estão certos e nós estamos completamente errados. Mas, ao mesmo tempo, entendo qual era sua mentalidade de, "Ei, espera um minuto, as coisas mudaram com o tempo. Isto era permitido e agora não é mais" - argumentou Sonnen, em entrevista ao site americano "MMA Mania".

O outro argumento do americano é que a única pessoa a quem um supostamente dopado Wanderlei Silva poderia prejudicar era ao próprio Sonnen - e ele o perdoou por isso. O "Gângster" disse ter recebido o mesmo perdão de Vitor Belfort, que substituiria Wand na luta válida pelo UFC 175, antes de Sonnen ser flagrado no exame antidoping.

- Wanderlei não fez nada a ninguém. O que quer que ele fez ou estava se preparando para fazer comigo - eu era o oponente em questão - eu o perdoo. Eu o perdoo. É a mesma coisa que eu. Eu não estava tentando dar a volta em ninguém mais além do Vitor. Eu estava tentando conseguir uma vantagem sobre o Vitor. Quando fui pego, eu liguei para o Vitor e o Vitor me perdoou. Ele disse, "Eu o perdoo. Estamos bem" - contou.

Acostumado a descreditar os feitos de Wanderlei Silva no Pride, Sonnen publicou em sua conta no Twitter, pouco depois do anúncio da aposentadoria do brasileiro, que sua carreira era digna de Hall da Fama. O americano voltou a dizer na entrevista que acredita que o brasileiro será lembrado como ídolo no MMA.

- Acho que ele teve uma presença muito significante neste esporte e acho que ele vai ser lembrado desta forma - concluiu.

"Atravessado", Minotauro planeja revanche contra Mir antes do adeus

Minotauro quer revanche contra Frank Mir antes de sua aposentadoria (Foto: Reprodução SporTV)

Com duas derrotas para Frank Mir em seu currículo, Rodrigo Minotauro espera por uma revanche antes de se aposentar do octógono, em 2015. Em entrevista ao “Sensei SporTV”, o lutador desafiou o algoz que o roubou o título de campeão peso-pesado em 2008 e garantiu que dará trabalho diante do norte-americano (assista ao vídeo).

- A gente ficou com aquela vitória dele atravessada. Tenho vontade de lutar com certeza, fazer mais uma luta e colocar meu ritmo de luta. É meu planejamento. Se acontecer será bem-vindo. O que ele teria para ganhar seria uma vitória, ele está precisando, acho que estimula. Não vai estar lutando com qualquer um. É uma luta interessante para mim e para ele. Se estiver a fim de testar suas habilidades, será duro, não será moleza – disse.

Minotauro foi finalizado pela primeira vez em sua trajetória por Mir em 2008, no UFC 92. Em 2011, na edição 140, acabou finalizado pela primeira vez pelo mesmo adversário.

- Estava muito melhor naquela luta, partindo para a definição. Lembro do juiz pedindo para eu não bater na cabeça, foi aí que mudei minha estratégia. Foi onde ele saiu bem, conseguiu pular minha guilhotina e caiu do meu lado, encaixando a chave de braço. Mérito dele. Foi vitória dele – lembra o brasileiro.

Mir vem de quatro derrotas seguidas, duas por nocaute técnico, uma delas para o brasileiro Júnior Cigano, e duas por decisão dos juízes. Sem data para voltar a lutar, o peso-pesado disse que cogita dar uma chance a Minotauro, mas garantiu que está desfrutando das férias ao lado da família.

- Darei a oportunidade a ele, mas tenho que ter a certeza de que terei algo a ganhar com isso, já que venci duas lutas e ele nenhuma. Então, desde que tenha algo que eu possa tirar disso, gostaria de lutar com ele de novo sem problemas. Eu não sei, talvez espere Nogueira. Mas só estou tirando férias agora.

O brasileiro Fabrício Werdum desafia o cinturão peso-pesado do norte-americano Cain Velasquez no UFC 180, no dia 15 de novembro, na Cidade do México.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Conor McGregor é uma estrela maior do que Brock Lesnar e GSP, diz Dana White

McGregor foi coberto de elogios por Dana White (Foto UFC)

A vitória por nocaute de Conor McGregor sobre Dustin Poirier, no último sábado (27), no UFC 178, não impressionou somente os fãs de MMA. Dana White, presidente do Ultimate, também ficou boquiaberto com a atuação do irlandês e disse que o lutador já ultrapassou grandes estrelas na sua escala de atletas favoritos.

“O Conor McGregor é o que há, cara, ele é legítimo. Ele é uma força que eu nunca vi antes. Ele é maior do que o Brock Lesnar quando esteve aqui. Ele é maior do que qualquer lutador que já tivemos. Sim, ele é maior do que o Georges Saint-Pierre. Nunca vi nada do tipo”, disse Dana ao Fox Sports.

O irlandês, que atraiu milhares da fãs para a arena, também foi elogiado por Dana por sua capacidade de ascenção.

“Você não vê isso com facilidade: um cara roubar a cena e ter um impacto tão grande antes mesmo de ser ranqueado como um dos 10 melhores. O Dustin Poirier é um ótimo lutador, um dos melhores do mundo. E o McGregor disse que iria aniquilá-lo no primeiro round. Ele estava se comprometendo com a falha, mas aconteceu o que vocês viram. Ele é legítimo”, concluiu.