segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Técnico de Wand: ‘O último que falou muito, ficou pendurado nas cordas’

Dana White anunciou, na noite da última quarta-feira (21), que pretende fazer o duelo entre Wanderlei Silva e Chael Sonnen em novembro. Treinador do “Cachorro Louco”, Rafael Cordeiro disse que o UFC ainda não entrou em contato, mas garante que Wand está doido para encarar o falastrão americano.
 
“O Sonnen escolheu o cara errado. O Wandeco motivado é um perigo!”, disse Cordeiro, que relembrou outro desafeto do brasileiro – que, após muita provocação, acabou nocauteado.

“O último que falou assim ficou pendurado nas cordas do ringue. A última vez em que vi o Wand muito motivado assim foi contra o Rampage Jackson no Pride. Quando o cara fala muito, ele tem que provar. O Sonnen é um grande personagem, muito importante para o esporte, mas, às vezes, ele passa dos limites. Às vezes ele coloca uma pimenta a mais e acaba pagando por isso. Falar do país, da religião e da etnia não é uma coisa legal para ser usada em promoção de luta”.

Mesmo sem confirmação, Rafael é a favor do combate. “Essa luta é muito interessante. O Wanderlei é doido para fazer uma luta com o Sonnen, é uma luta que pode promover muito os dois. Em termos de promoção, essa luta já está feita desde aquela dura que o Wanderlei deu nele na van. O Wanderlei ainda não me falou nada, mas acredito que essa luta tem tudo para acontecer. Todo mundo quer ver essa luta”, disse Cordeiro, que analisou as chances de seu pupilo.

“O Sonnen é forte, mas o Wamderlei também é. No corpo a corpo, no clinche, o Wanderlei já mostrou que é bom de defesa de queda, porque já lutou com vários wrestlers. O treino deve ser voltado para o Wrestling, com ênfase no Muay Thai. O Wanderlei precisa evitar o corpo a corpo e defender as quedas. Acho que o Wand consegue nocautear, ele tem a pancada muito forte. E, com tudo o que está sendo dito, acho que o Wanderlei chega com a força dobrada”, decretou.

‘Calado’, Lyoto Machida explica tom desafiador: ‘Amadureci esse estilo’

No dia 6 de novembro, Lyoto Machida vai começar uma nova etapa na sua carreira vitoriosa. O brasileiro irá atuar pela primeira vez na categoria dos médios e enfrentará Tim Kennedy, no UFC Fight Night 31, em evento realizado dentro de uma base militar americana.
 
Em entrevista à TATAME, o ex-campeão dos meio-pesados comentou o motivo dessa descida de divisão, garantindo que ela não será definitiva. Outro ponto do bate-papo com o carateca foi a revelação sobre sua mudança de postura, já agora desafia seus oponentes e não deixa provocação sem resposta. Além disso, ele fez questão de elogiar Tim Kennedy e não fugiu da polêmica sobre sua luta contra Vitor Belfort, oferecida pela organização, mas recusada pelo Fenômeno.

“A gente poderia fazer uma grande luta, ele tem um grande nome. E pelos fãs que também tenho no Brasil, seria um grande espetáculo. Poderíamos aproveitar essa oportunidade que muita gente gostaria de ver e falariam muito. Eu achei válida essa luta. Eu não fui desafiá-lo, o UFC ofereceu, eu gostei e disse que aceitaria”, disse.

Confira a entrevista na íntegra abaixo:

Como vê essa sua luta contra o Kennedy, na sua estreia nos médios?

É uma luta que aconteceu, o UFC pediu e não estava esperando, mas é bem-vinda. O Kennedy é um grande lutador, foi campeão no Strikeforce, tem um currículo forte. Vai ser uma ótima estreia, com o pé direito e um grande combate.

O Kennedy é militar e essa luta será numa base militar. Isso muda algo para você?

Claro, estou bastante empolgado de ter essa chance de lutar nas tropas americanas militares. Vai ser uma grande chance para mim.

Já iniciou seu camp para esse combate?

Nunca paro de treinar completamente, então estou sempre treinado e só tenho que tomar cuidado para não passar do limite e ter o overtraining. Mas já estou bem condicionado e tenho bons sparrings na academia para me ajudar também.

Essa decisão de descer de categoria foi fácil d 

e ser tomada?

Eu já vinha cogitando essa possibilidade de atuar nas duas categorias, ainda mais por eu ter facilidade para bater o peso. Então eu queria ter uma oportunidade, o UFC ofereceu essa luta e achei válido. Assim como o Wanderlei, Vitor, Sonnen, eu posso transitar nas duas categorias. Porém, os meio pesados é a minha divisão, mas não descarto atuar nos médios de vez.

Na sua última luta, acabou tendo dificuldades contra um wrestler. O Kennedy costuma levar suas lutas para o chão. Dessa vez sua preparação será diferente?

Sempre treinei tudo, o Roger vai aparecer na parte da preparação também, mas cada um tem que puxar para seu jogo. O Kennedy fez grandes lutas, até em pé também, tem uma trocação boa, mas eu mais importante é impor meu jogo.

Pretende “vingar” a derrota do Roger Gracie?

Não penso dessa forma. Cada um tem sua história, lógico que a gente se ajuda, mas a minha ideia é entrar lá e fazer uma grande luta, independente da derrota do Roger para ele.

Você era um lutador que ficava de fora de declarações polêmicas, mas ultimamente tem adotado esse discurso, com o Sonnen e Belfort. A que se deve essa mudança?

Eu continuo o mesmo, mas às vezes no passado eu ficava mais calado e agora amadureci mais esse estilo. No momento quero responder as provocações, não de forma desrespeitosa, mas mostrar se o Sonnen queria lutar, eu posso lutar e não esperar apenas o UFC decidir.

Você desafiou o Vitor Belfort para uma luta? Por quê?

A gente poderia fazer uma bela luta, ele tem um grande nome. E pelos fãs que também tenho no Brasil,  seria um grande espetáculo. Poderíamos aproveitar essa oportunidade que muita gente gostaria de ver e falariam muito. Eu achei válida essa luta. Eu não fui desafiá-lo, o UFC ofereceu, eu gostei e disse que aceitaria.

Guardou mágoas da época em que ele te criticou após você recusar enfrentar o Jon Jones, no ano passado?

Aquilo passou, aconteceu. Hoje é um outro momento, é uma outra história. No passado ele disse que lutaria comigo, então achei que fosse aceitar e que iria assumir suas palavras. Mas agora é bola para frente. Eu tentei tudo e não vou ficar chateado com isso. Cada um tem suas razões e não sei o que ele pensa agora. Eu gostaria de fazer essa luta, seria uma grande show.

Agora nos médios, você tem chance de enfrentar o Anderson Silva, que foi seu parceiro de treino. Enfrentaria o Anderson?

Isso nem passa pela minha cabeça. Está muito recente e vou fazer apenas a minha primeira luta nos médios. Eu disseque lutaria nos dois pesos e o UFC me fez essa proposta. Estou fazendo um teste ainda, não sei como será no futuro, então é cedo para falar disso.

Técnico espera Anderson ‘sério e irreverente’: ‘Quero um meio termo’

A revanche entre Anderson Silva e Chris Weidman está marcada para o dia 28 de dezembro em Las Vegas, pelo UFC 168. Depois de sofrer muitas críticas por conta da derrota, o que o levou a cogitar uma mudança na equipe, Spider, ao que tudo indica, manterá os mesmos profissionais que já vinha trabalhando em seus camps.
 
Quem garante é Ramon Lemos, treinador de Jiu-Jitsu do “Spider”, que falou sobre o assunto em entrevista à TATAME.

“O que tem que mudar é o foco e a forma de trabalhar. Tem que ser pé no chão. A principal mudança é aprender, saber onde cada um errou… São sete anos vencendo. Não gosto de muitas mudanças assim. O que nós vamos mudar é o foco dele. Vamos colocar na cabeça dele que ele tem que estar focado, sem brincadeiras. Não quero também um Anderson sério, quero um meio termo. Ele foi campeão sendo irreverente e eu não quero mudar essa característica dele”.

Na última semana, o atual campeão dos médios, Chris Weidman, disse que, caso Anderson entrasse “mordido” no octógono, sua tarefa seria facilitada. Entretanto, Ramon Lemos não acredita que Anderson apresentará esse tipo de sentimento para a luta e aposta em um nocaute do brasileiro.

“O objetivo é nocautear ou finalizar. O Anderson é muito focado, sabe de suas qualidades. Ele não vai entrar mordido, irá entrar focado. Se o Sonnen, que falou mais e poderia tirar ele do foco não tirou, não será o Weidman, que sempre mostrou respeito pelo Anderson, que conseguirá. Com certeza aquela derrota vai trazer um Anderson mais focado e não com raiva para a revanche”, finalizou o faixa-preta.

Ben Askren: 'É loucura acreditar que GSP é o melhor wrestler do mundo'

Ainda em negociações para definir seu futuro no Bellator ou no UFC, o meio-médio Ben Askren disse recentemente que o cenário ideal para os próximos meses seria lutar com Georges St-Pierre, para poder ter a noção quem é o melhor do mundo na categoria até 77kg. Entretanto, ao site "Sherdog" o americano mostrou já estudar o possível futuro adversário e pareceu conhecer profundamente o estilo de  jogo do campeão da divisão no UFC, que coloca o cinturão em jogo contra Johny Hendricks, dia 16 de novembro, em Las Vegas. 
 
- Para mim é uma loucura acreditar que ele é o melhor wrestler do mundo. Ele entra bem no double leg e tem um timing bom, mas só de observá-lo, dá para ver vários detalhes que mostram que ele não é um wrestler de origem. Ele não se sente confortável quando luta com outros wrestlers. Se Johny Hendricks estrá treinando wrestling, o que muitos lutadores erram em não treinar, dando preferência a luta em pé ou ao jiu-jítsu, ele fica com reais chances contra GSP - disse o americano.
Sobre a possibilidade de enfrentar o canadense em um futuro próximo, Ben Askren é reticente e não vê como algo fácil de acontecer rapidamente. Porém, para o americano de 29 anos, que está invicto em suas 12 lutas na carreira, isso só poderia acontecer em caso de uma lesão de Johny Hendricks.

- Acho que meu primeiro adversário, se eu for para o UFC, seria mesmo o Georges St-Pierre. Talvez, se Hendricks se machucar, eu possa enfrentá-lo de imediato. Mas, não vejo isso como uma possibilidade real de acontecer - comentou Ben Askren.

Ben Askren, que além de invicto, é campeão do Bellator desde 2010, não está sozinho nas críticas ao wrestling de Georges St-Pierre. Recentemente, Matt Brown deu declarações falando de seu desejo em enfrentar o atual campeão meio-médio, pois, segundo ele, já derrubou lutadores com wrestling melhor que o canadense.

Sem modéstia, Anthony Pettis afirma: 'Sou o melhor peso-leve do mundo'

Quase três anos depois do primeiro encontro, Anthony Pettis terá a tão aguardada revanche contra Ben Henderson. O duelo, que será disputado no dia 31 de agosto e vai valer o título dos leves do Ultimate, vai ser uma situação inusitada e com bastante motivação para ambos. Na luta de dezembro de 2010, Pettis foi o vencedor. Entretanto, o atual campeão é Bendo.

Quando o Ultimate absorveu os lutadores do extinto WEC, Pettis, então campeão, deveria receber uma chance pelo título logo, mas sofreu com as lesões. Para piorar, perdeu na estreia para Clay Guida e desceu alguns degraus na categoria. Ben Henderson, ao contrário, chegou bem ao UFC. Venceu as três primeiras, desafiou o campeão Frankie Edgar e passou a ser o dono do cinturão.
Bendo ainda defendeu o título com sucesso em três oportunidades, mas Pettis é de uma autoconfiança peculiar. Principalmente quando se trata de lutar em sua cidade, Milwaukee (EUA).

- Sinto que sou o melhor peso-leve no mundo, e não acho que ele (Ben Henderson) é melhor do que eu em qualquer área, posso vencê-lo no seu próprio jogo. Na trocação, que é o meu jogo, eu não vejo ninguém no mundo ser capaz de trocar comigo e me tirar do meu jogo. Vou tentar nocautear esse cara. Eu não sei se você acredita em sorte ou destino, Ben Henderson, mas eu e minha cidade temos muitas histórias juntos. Eu sou o melhor peos-leve do mundo - disse Pettis ao site oficial do Ultimate.

Sarah Kaufmann luta contra a recém-contratada Jessica Eye no UFC 166

Fora da luta contra Sara McMann no dia 28 de agosto, Sarah Kaufman tem nova adversária para a sua estreia no Ultimate. Após a assinatura do contrato de Jessica Eye, a organização oficializou a estreia das duas lutadoras peso-galo para o UFC 166, dia 19 de outubro, em Houston (EUA).

A expectativa para a estreia de Sarah Kaufman no Ultimate é grande. Mesmo sem ter feito uma única luta na organização, a canadense é atualmente a número 2 do ranking. Fruto do sua experiência no MMA, esporte em que já lutou 18 vezes, com 16 vitórias e apenas duas derrotas.

Outra mudança na programação das lutas aconteceu entre os pesos-galos Francisco Rivera e George Roop. Agora, o combate entre os lutadores está confirmado para o UFC Fights for the Troops 3, dia 6 de novembro, no Fort Campbell, no Kentucky.

Santiago Ponzinibbio estreia no UFC contra Ryan LaFlare, em Goiânia

Uma das gratas revelações do "The Ultimate Fighter Brasil 2 - Em Busca de Campeões", Santiago Ponzinibbio finalmente terá sua oportunidade de estrear no UFC. O argentino está confirmado na edição do UFC em Goiânia, dia 9 de novembro, contra Ryan LaFlare. A luta, divulgada pelo site "Olhar do MMA" primeiramente, é a segunda a ser casada para o evento, que terá como atração principal da noite a revanche entre Vitor Belfort e Dan Henderson, na categoria dos meio-pesados. 
 
O peso-meio-médio confirmou a felicidade pela chance de estrear na maior organização de MMA do mundo. Fazendo questão de deixar a tradicional rivalidade Brasil-Argentina de lado, o hermano espera contar com o apoio dos torcedores presentes no ginásio para estrear no Ultimate com o pé-direito.

- Estou muito feliz, bastante motivado e agora treinarei bastante para machucar meu adversário, com o apoio dos torcedores - disse o lutador à revista "Tatame".

Com 18 vitórias e uma derrota na carreira, Santiago chamou a atenção de todos no reality show deste ano pela boa trocação e determinação, além do carisma demonstrado que conquistou o público. O "argentino gente boa" se classificou para a final contra William Patolino, ao vencer Leo Santos, porém, após a semi-final, o lutador foi diagnosticado com uma fratura no antebraço e, assim, não teria chances de fazer o último combate do programa.
Já Ryan LaFlare colocará sua invencibilidade de oito lutas em jogo contra Santiago, quando fará sua segunda luta no UFC. A estreia foi em abril deste ano, quando venceu Ben Alloway por decisão unânime dos juízes, na edição do UFC em Estocolmo, na Suécia.

Para o lutador, que precisou vender sanduíche na praia de Florianópolis, quando fez a mudança da Argentina para o Brasil na esperança de realizar o sonho de subir no octógono do Ultimate, as qualidades do americano não chega a assustar, inclusive, servindo de motivação para nocautear o adversário.

- Ele é canhoto, alto e gosta de trocar em pé para depois derrubar. Mas não me importo com isso e nem com a invencibilidade ele. Vou ficar na trocação e arrancarei a cabeça dele - contou Santiago.

sábado, 24 de agosto de 2013

Vídeo: Wanderlei Silva ameaça Sonnen: ‘Vou quebrar o nariz dele’

Após dias de silêncio, Wanderlei Silva decidiu soltar o verbo contra Chael Sonnen, nesta sexta-feira (23), através de um vídeo divulgado na internet. O “Cachorro Louco” prometeu “meter a porrada” no falastrão e espera enfrentá-lo em combate de cinco rounds, ou seja, em um main event do UFC.
“Só estou esperando o dia e o lugar. O povo quer, eu quero e vou te meter a porrada, seu frouxo. A minha diferença para os outros atletas é que eu luto de coração. Não vou ali para me entregar, como você fez para o Jon Jones, no primeiro round. Que vergonha! Tomou uma joelhada no plexo contra o Anderson e ficou deitado que nem uma menina. Você mexeu com a pessoa errada, Sonnen. Você tem medo de mim e posso sentir isso nos seus olhos. Eu quero main event, meia hora para bater na sua cara”.

Confira abaixo recado dado pelo brasileiro:

Marco Ruas: “Glover Teixeira será o primeiro a botar Jon Jones para baixo"

Lendário lutador dos primórdios do vale-tudo, o ex-campeão do UFC Marco Antônio de Lima Ruas é hoje um pacato morador de Laguna Niguel, na Califórnia. Mas segue atento ao cenário do MMA – e do Jiu-Jitsu também. E Marco Ruas tem seus atletas preferidos, como o antigo companheiro de treinos Glover Teixeira, astro principal do próximo UFC em Belo Horizonte, no dia 4 de setembro.

Em bate-papo com GRACIEMAG logo após o último Mundial de Jiu-Jitsu, Ruas, que foi ver as lutas com o amigo faixa-preta Joe Moreira, deitou elogios aos faixas-pretas da atualidade, os do kimono e os do UFC.

“Gosto muito do estilo de lutar da garotada de hoje. Sou fã desses caras, hoje fortes e rápidos. Meus favoritos são os mais antigos, como o Marcelinho Garcia e o Ronaldo Jacaré, fenomenais. Mas gosto muito de assistir ao Rodolfo Vieira, e ao Roberto Cyborg. A luta desse rapaz contra o Glover Teixeira no ADCC 2011 foi impressionante, e o Glover tem um chão excelente. No UFC, vejo tanto o Glover como o Jacaré como campeões, num futuro bem próximo. O Glover vai ganhar sua próxima luta, e podem escrever: ele será o primeiro cara a botar o Jon Jones para baixo, de costas no chão. Ele derruba todo mundo, eu já cansei de ver isso nos treinos dele aqui na Califórnia, e o Jon Jones vai cair de costas também”, aposta o vencedor do UFC 7, aposentado desde 2007.

Ao botar na cabeça o boné GRACIEMAG que ganhou de nossa equipe, ele lembrou com bom humor dos tempos em que era visto como um rival dos lutadores de Jiu-Jitsu e da família Gracie.

“Lembro com certo carinho daqueles dias de guerra, né. Guardo em especial algo que o professor Helio me falou, ele que era carne de pescoço em qualquer situação. Uma vez, após descer do ringue da minha luta com o Fernando Pinduka, cruzei com a família e o professor veio na minha direção, olhou bem para a minha cara e disparou: ‘Você pode enganar os outros, mas a mim não me engana: o que você luta é Jiu-Jitsu!’. Se ele achava, quem sou eu para dizer que não, né?”, disse, com um riso que denotou saudades dos velhos tempos.

Miesha Tate diz que Ronda Rousey teme que vejam o que ela fez no TUF

A poucos dias da estreia da 18ª edição do reality show "The Ultimate Fighter" nos EUA, a rivalidade entre as treinadoras Ronda Rousey e Miesha Tate volta a crescer e a mostrar contornos épicos. Em um bate-papo com a imprensa, a desafiante ao cinturão feminino dos pesos-galos do UFC revelou que sua adversária teve rompantes de raiva, destratou atletas e membros da produção e quebrou regras do show deliberadamente, mostrando uma face que, agora, temeria que o público conhecesse.

Por motivos contratuais, Miesha Tate não pode exemplificar os ataques de fúria que Ronda Rousey teria demonstrado na casa do TUF 18. Mas a desafiante especulou sobre as causas. Para ela, a sua mudança de atitude deixou a campeã sem saber como agir. Se antes tinha ciúmes da atenção que Rousey recebia, hoje Tate se diz mais serena, e acredita que ter deixado as coisas seguirem seu rumo, sem se afetar por isso, desestruturou a adversária a ponto de fazê-la perder o controle.

- Não vou mentir, eu sentia ciúmes, e achava que ela não merecia ter tido a chance de me desafiar quando era campeã. Era uma atitude imatura, que mudou após eu ser derrotada. Aquela luta me forçou a crescer e perceber que ela merecia, sim, a chance de disputar o cinturão. Ela venceu, é uma atleta talentosa e levou o MMA feminino a um novo patamar. Essa é a verdade que eu tive que aceitar para continuar sendo a pessoa feliz que eu gostaria de ser. Eu tornei isso público, e ela percebeu. Quando entrei na casa do TUF, vi que tínhamos energias diferentes.

Para Tate, Rousey aumentou a sua agressividade contra ela esperando que uma rival mais insegura pudesse ser manipulada por aquela atitude. Mas, já livre dos ciúmes que nutria, Miesha acredita que não poder controlá-la deixou Ronda Rousey furiosa.

- Ela age como aquela menina durona, me encara, me encurrala, faz todas essas coisas por, na minha opinião, me respeitar muito. Ela percebeu, quando lutamos pela primeira vez, que essa forma de agir me incomodava, e isso dava a ela o poder de me manipular. Agora as coisas mudaram. Ela ficou ainda mais irritada por não conseguir mais fazer o que fazia, e acho que, por isso, ela surtou.

Em uma recente entrevista coletiva dada pelas duas treinadoras do TUF 18 e por Dana White, Miesha Tate parecia estar aproveitando o bate-papo com a imprensa, enquanto Ronda Rousey parecia incomodada e pouco à vontade por estar ali. Para Tate, Rousey estava envergonhada pela forma como se comportou na casa.

- Ronda era aquela menina popular. Muitas vezes, quem pratica bullying na escola é a "popular", mas quando essas pessoas crescem, percebem que ser assim não é legal. As pessoas veem a verdade, e verão também por que é impossível para mim gostar dela. Não existe possibilidade de isso acontecer. Ela foi incrivelmente rude comigo desde o começo. Foi aí que a nossa rivalidade começou, e não vai mudar com a atitude dela. Foi muito desrespeitosa durante o show. Acho que isso é o que mais a preocupa. Nas seis semanas de gravação, ela mostrou sua verdadeira cara.

Para a desafiante, toda a fama e os holofotes da mídia transformaram Ronda Rousey em outra pessoa, a ponto de dificultar a relação até mesmo com membros da produção do reality show, nos bastidores. Miesha revelou que sua adversária quebrou as regras do programa diversas vezes de forma flagrante, e destratou muitas pessoas apenas por achar que podia. Se isso é ou não verdade, é impossível dizer, mas é possível garantir que, mesmo sendo pessoas diferentes, sua rivalidade e a emoção que ela provoca estão intactas.

- Ronda está feliz quando debocha e faz piadas com as pessoas. De qualquer outra forma, ela é uma pessoa muito rude.