sábado, 28 de dezembro de 2013

Ronda quase desistiu do MMA para trabalhar com resgate em alto mar

Ronda Rousey coletiva UFC Las Vegas (Foto: Evelyn Rodrigues)

Em 2012, Ronda Rousey escreveu definitivamente o seu nome no MMA feminino ao se tornar a primeira mulher contratada pelo UFC e a primeira campeã da história da organização. Em 2013, ela continuou escrevendo essa história ao realizar a sua primeira defesa de cinturão contra Liz Carmouche, em fevereiro, e protagonizar, ao lado da arquirrival Miesha Tate, uma edição do reality show The Ultimate Fighter nos EUA como treinadora, na primeira vez em que o programa também teve lutadoras femininas disputando uma vaga no UFC.

Hoje, aos 26 anos de idade, Ronda sabe que já conquistou muito mais do que a maioria das mulheres que sonham um dia viver do esporte. A paixão pelas artes marciais foi uma herança da mãe, a também lutadora Ann Maria Rousey DeMars, que foi a primeira americana a vencer um campeonato mundial de judô, em 1984.
- Eu iniciei a minha carreira no judô meio que tentando seguir os passos da minha mãe, que sempre foi uma inspiração muito grande na minha vida. Aos 17 anos de idade, me tornei a atleta mais nova das Olimpíadas de Atenas. Depois fui medalha de ouro, prata e bronze nos Jogos Pan-Americanos de Judô de 2004, 2005 e 2006, e medalha de ouro no Pan-Americano do Rio de Janeiro, em 2007. Aí eu fiquei em segundo lugar no Campeonato Mundial de Judô no mesmo ano e consegui a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008. Resumidamente foi isso – relembra a lutadora em entrevista ao Combate.com.

Quando decidiu sair do judô, a agora campeã peso-galo do UFC passou por um momento de incertezas em sua carreira e quase seguiu um caminho bem diferente do MMA.

- Depois das Olimpíadas, eu não tinha uma motivação verdadeira. Eu não estava na universidade, não tinha nenhum trabalho e eu tinha vontade de trabalhar na guarda costeira realizando resgates em alto mar. Sabe quando o seu barco quebra ou naufraga e você precisa de alguém para te socorrer? Eu seria a pessoa que iria no helicóptero e pularia em alto mar,  nadaria até você e faria o seu resgate. Esse era o trabalho que eu queria – revela.

A medalhista olímpica conta que chegou até a participar de um treinamento para saber se era isso mesmo que queria:

- Os membros da guarda costeira foram muito legais e me levaram para a base deles em San Pedro e me mostraram onde os helicópteros ficavam. Eles até tentaram me colocar em um helicóptero, mas o chefe deles disse que cidadãos não podiam participar do treinamento. Então eles me colocaram dentro de um barco e me levaram para o mar e passaram a jogar cestas na água, pular para fora do barco e enfim… Isso parecia realmente um trabalho muito legal, mas a única coisa ruim é que eles são militares, então você tem que se mudar a cada quatro anos. Eu tinha passado tanto tempo lutando judô e morando longe de casa, que eu não queria me mudar novamente. Eu queria achar um jeito de ficar em casa e aí eu então pensei: “Quer saber, vou dar uma chance ao MMA. Se não der certo, aí eu volto para a guarda costeira”. E, aparentemente, minha carreira no MMA deu certo, né? (risos).

Início no MMA e paixão por Fedor Emelianenko

O início na carreira não foi dos mais fáceis e a ex-judoca confessa que passou por muitos momentos difíceis para conseguir fazer a transição para as artes marciais mistas:

- Quando você passa a ser eficiente em um esporte, é muito difícil admitir a sua ignorância e começar desde o início em outra área. Eu tive que me permitir muitas coisas, como, por exemplo, me sentir ridícula. Eu lembro a primeira vez que eu fui para uma academia para treinar trocação, eu me senti como uma pessoa completamente estúpida, não sabia socar e fiquei meses treinando até passar a me sentir menos desconfortável. Eu acho que é por isso que muitos lutadores têm dificuldades para fazer essa transição para o MMA, porque eles não estão acostumados a serem o peixe fora d’água.

Ronda fez a sua primeira luta como amadora em agosto de 2010 e, desde então, buscou inspiração no lutador russo Fedor Emelianenko, que foi campeão do extinto Pride de 2003 a 2006, chegando a acumular 28 vitórias seguidas e sendo, até hoje, considerado o melhor peso-pesado de todos os tempos.

- O único lutador no qual eu sempre me inspirei na vida foi Fedor Emelianenko. Ele me deixou maluca porque foi o primeiro vídeo de melhores momentos que eu assisti na vida e eu nunca tinha visto nada parecido. Eu amei o estilo dele, como ele veio de uma base de judô misturada com sambo. Até hoje eu ainda sou completamente apaixonada pelo Fedor e, infelizmente, ele é um dos poucos lutadores que eu nunca conheci. Fedor tem sido uma grande inspiração, pois eu sempre tento imitar o seu estilo, dentro do possível em uma luta. Eu gostaria de conseguir imitar o estilo dele nas entrevistas também, porque aí eu teria muito menos trabalho, mas infelizmente isso eu não consegui ainda - brinca, lembrando o jeito "seco" do russo de responder aos repórteres.

Outra inspiração constante na vida da campeã é a própria mãe.

- Eu tentei muito, ainda tento me inspirar no estilo da minha mãe. Na verdade, tentei ainda chegar mais perto do nível dela, pois isso, por si só, já seria uma grande conquista. Ela já fez tanto e continua fazendo tanto pelo esporte, que fica praticamente impossível concretizar esse objetivo. E, de uma certa forma, isso é bom, pois eu aprendi nas Olimpíadas que os objetivos que você quer conquistar, eles realmente não fazem nada por você depois que você os concretiza. Então, eu prefiro colocar os meus objetivos tão lá em cima, que vou passar muito tempo tentando concretizá-los. Isso ajuda a manter o foco e a lembrar sempre de onde você veio e para onde quer ir. Mas minha mãe é mais velha do que eu, então ela tem muita vantagem, porque começou muito antes. Então eu não sei se um dia eu vou conseguir alcançá-la (risos).

Carreira no cinema e objetivos futuros

Apaixonada por desafios, Rousey teve a oportunidade de experimentar uma nova carreira em 2013. Convidada para integrar o elenco de “Os Mercenários 3” e “Velozes e Furiosos 7”, ela se dividiu entre as filmagens que ocorreram na Bulgária e em Atlanta, enquanto treinava e se preparava para o duelo deste sábado contra Miesha Tate, na sua segunda defesa do cinturão peso-galo feminino do UFC.

- Foi muito complicado fazer o camp de treinamento e filmar ao mesmo tempo, mas eu queria que essa luta fosse um desafio mais difícil do que a primeira, porque eu já venci a Miesha e já sou dona do cinturão do UFC. E foi justamente por isso que aceitei esse desafio, porque gosto quando as pessoas duvidam da minha capacidade de fazer as coisas, isso me motiva. Mas, falando das filmagens, posso dizer que, quando eu me aposentar, talvez eu possa seguir carreira nessa área de cinema e tudo vai parecer muito mais fácil se comparado a essa primeira experiência. É muito trabalho e muitas coisas que eu fiz ou tentei fazer foram completamente surreais. Eu nunca tinha feito cinema antes e foi fisicamente cansativo e desafiador. Não era apenas ficar ali em pé maquiada e arrumada decorando textos. Eu tive algumas cenas físicas e fiz coisas que pessoas que já tinham mais experiência do que eu disseram que eu era louca por me arriscar - conta, revelando que não teve medo de gravar as cenas de perseguições ou explosões.

- Eu mandei para o Dana White uma foto de quando estávamos filmando uma explosão na qual eu me machucava e voava pelo ar e ele ficou maluco, começou a me mandar mensagens do tipo: "O que é isso? O que você está fazendo? Enlouqueceu?”. E eu tive que acalmá-lo, dizendo para ele não se preocupar, porque não eram rochas de verdade, eram pedaços de isopor que pareciam muito, mas muito reais (risos). Ele me fez prometer não fazer nada muito perigoso, mas tinham algumas cenas nas quais eles tinham dublês, mas que eu queria fazer sem dublê, só que não podia fazer porque eu tinha essa luta. Em compensação, fiz todo mundo me prometer que vou poder fazer essas cenas no próximo filme sem dublê. Eu não tenho medo de cair, e as cenas pareciam tão divertidas!

Sobre os planos para o futuro, Ronda afirma que pretende continuar tocando as duas carreiras em paralelo - pelo menos por enquanto:

- Primeiro eu preciso vencer essa luta contra a Miesha, esse é o meu objetivo número um. O número dois é vencer a próxima luta. O terceiro é, provavelmente, fazer mais filmes  e o número quatro é vencer mais algumas lutas (risos).

Morango revela encontro tenso com Jim Miller: 'Medi dos pés à cabeça'

Fabrício Morango Camões MMA UFC (Foto: Evelyn Rodrigues)

Sem lutar desde julho de 2012, quando perdeu um duelo equilibrado para Melvin Guillard no UFC 148 e acabou lesionando o joelho direito, o brasileiro Fabrício Camões, o “Morango”, volta ao octógono neste sábado para enfrentar o americano Jim Miller, um dos principais nomes da categoria peso-leve, no UFC 168. Morango e Miller, inclusive, já se encontraram nos bastidores do evento nesta semana e acabaram protagonizando um momento de tensão na última terça-feira, conforme o brasileiro contou ao Combate.com durante uma sessão de treinos na filial da academia Gracie Humaitá em Las Vegas:

- Foi engraçado, porque a gente fica estudando o cara por dois, três meses, vendo as lutas dele. E aí, exatamente na hora em que fiz o check-in no UFC no dia em que cheguei, cinco minutos depois, ele chegou também. E aí a gente já se encarou e foi daquele jeito. Eu gosto desse clima de um olhando para o outro. Eu pude medi-lo dos pés à cabeça, acho que nem ele se conhece tanto quanto eu o conheço agora! (risos). Já estou nessa brincadeira há bastante tempo e, para mim, é sempre muito divertido. Eu tinha dois sonhos quando comecei a treinar: um era ser faixa-preta de jiu-jítsu e o outro era lutar no UFC. Graças a Deus, eu tive a oportunidade de realizar os dois sonhos e é só alegria. Quando subo naquele octógono, não tem como ficar mais vivo, né? Acho que vai dar Morango na cabeça aí! - disse, animado.

Apesar de vir de derrota para Melvin Guillard e de ter ficado quase um ano e meio parado, Morango acredita que está na melhor forma de sua carreira e se diz completamente recuperado da lesão no joelho:

- Depois da minha última luta, eu rompi o (ligamento) cruzado anterior do joelho direito e, por conta da cirurgia, os médicos recomendaram que eu ficasse um ano afastado para ter uma recuperação certinha. Graças a Deus, a cirurgia foi um sucesso e esse foi o tempo que eu estava programando para voltar. Não adianta você querer voltar antes do tempo, não estar totalmente preparado e correr o risco de  ter outra lesão em cima da lesão que já sofreu, que foi o que aconteceu com o Dominick Cruz. Ele teve o mesmo tipo de lesão que eu, fez o mesmo tipo de cirurgia e parece que voltou a treinar um pouco antes do que deveria, e acabou rompendo de novo e agora está afastado há dois anos. Quando eu me machuquei, o UFC me disse para fazer a cirurgia o quanto antes, porque eles me queriam de volta o mais rápido possível. A recuperação foi um sucesso, acho que tudo ocorreu de acordo com o programado. E poder voltar agora no final do ano nesse card antológico, para mim não tinha uma oportunidade melhor de fazer o meu retorno.

Durante o tempo em que ficou afastado do octógono, Camões aproveitou para se dedicar mais aos seus projetos paralelos e também passou a focar na parte da preparação física, com a qual ele não se preocupava muito no passado. Além disso, deu um passo adiante em outras áreas de sua vida.

- Esse tempo em que eu fiquei afastado, por um lado foi ruim porque as pessoas não conseguiram me acompanhar e eu não tive outra oportunidade de lutar, mas por outro foi muito bom porque eu pude focar em outra parte da minha preparação, que eu nunca tinha focado muito, que é o condicionamento físico. Eu acho que fiquei muito mais forte porque fiz muita preparação física, não só para recuperar o joelho, mas toda a parte de condicionamento em si. Acho que o Morango que está voltando neste sábado está muito melhor preparado. Nesse tempo em que fiquei parado, eu pude reavaliar a minha carreira, pude focar nos meus pontos deficitários, melhorar ainda mais as coisas que eu já fazia bem, e também aconteceram várias coisas fora do octógono. Eu abri uma academia -  a Gracie South Bay, filial do Royler Gracie em San Diego - e, paralelo a isso, tinha várias coisas na minha vida que eu precisava resolver. Nunca é bom tirar essas férias das lutas, mas para mim foi necessário.

Esta é a segunda vez que Morango luta no mesmo evento que Anderson Silva no UFC. Os dois, inclusive,  omeçaram as suas carreiras mais ou menos na mesma época e já foram adversários no passado, em um duelo que aconteceu pelo extinto Brazilian Freestyle Circuit em 1997:

- Eu costumo falar que, na carreira de vale-tudo, a estrada é longa e tem muitas curvas. Você nunca sabe o que vai acontecer ali na frente. Eu via o Anderson como o lutador que ninguém ia conseguir vencer. E aí o Weidman vai lá e nocauteia o Anderson, que hoje virou desafiante. Eu achava que ele ia ficar com esse cinturão para o resto da vida, mas vida de lutador é assim. O próprio nome já diz: lutador, a gente luta para se superar cada vez mais. Eu enfrentei o Anderson em 1997 e, com certeza, poder ter começado com ele e vê-lo se tornar campeão do UFC e segurar esse cinturão por tanto tempo era algo completamente motivante. Eu pensava: “Comecei com esse cara, se ele está lá, eu tenho que estar também". Eu só me toquei e baixei de categoria, porque não dava para brigar com ele mais não (risos). Mas de ter começado com ele e ver aonde ele chegou, como melhor lutador do mundo, sou suspeito para falar. Eu sou fã do Anderson até hoje e poder lutar no mesmo card que ele é sempre uma honra.

No duelo deste sábado, o brasileiro sabe que terá pela frente uma tarefa difícil, pois seu adversário já esteve muito perto de disputar o cinturão por três vezes no UFC. Por outro lado, enxerga uma grande oportunidade de voltar à ativa já conquistando espaço na categoria.

- Ele é o número nove do ranking e eu devo estar lá no número 50. Então, se eu ganhar dele, eu pulei um monte de degraus. Eu treinei na Kings MMA com o mestre Rafael Cordeiro e tive vários atletas muito duros me ajudando nesse camp, como o Rafael dos Anjos, que é o número seis do ranking, e acho que o treinamento me deixou muito confiante. Eu respeito o Jim Miller como atleta, mas o Morango está indo com sede de vitória, e acho que vai ser difícil me parar ali dentro. Estou muito motivado e tenho consciência das minhas qualidades. Eu estou preparado para tudo o que ele trouxer para dentro do octógono. Sei da pedreira que ele é, mas pude me cercar de um bom treinamento para enfrentá-lo e vou buscar essa vitória. Por ele buscar a luta, eu também sei que não vou ter aquela preocupação de ter que ficar correndo atrás dele lá dentro, pois sei que uma hora ou outra a gente vai se encontrar no meio do octógono e a chapa vai esquentar. Se Deus quiser, vou vencer antes dos três rounds - analisou.

Miesha supera ódio de Ronda, mas diz que não a respeita como pessoa

Miesha Tate UFC 168 (Foto: Ivan Raupp)A última temporada do reality show The Ultimate Fighter acirrou ainda mais a grande rivalidade que já existia entre Ronda Rousey e Miesha Tate. As duas, que se tornaram praticamente inimigas na época em que se enfrentaram pela primeira vez, no início de 2012, entraram em atrito diversas vezes na casa do TUF americano. Neste sábado, vão se cruzar novamente, valendo o cinturão da categoria peso-galo (até 61kg) feminino. Enquanto a campeã Ronda parece odiar a rival, como mostra em entrevistas e comentários, Miesha garante que não tem ódio por ela, apesar de já ter tido anteriormente:

- Não, eu não a odeio. Eu diria que já a odiei em um ponto da minha carreira, no período em que estávamos perto de lutar e também um pouco depois da nossa luta. Eu estava realmente irritada. Aí eu vi que não é culpa de ninguém, a não ser minha, que eu perdi para ela. Eu percebi que não poderia vir para esta luta odiando a Ronda. Não é legal para mim, são emoções negativas. Acho que é muito melhor eu ser positiva. Quando eu decidi fazer isso, foi como tirar um peso das costas. Eu continuei amando o esporte, assim como fiz durante toda minha carreira, exceto por alguns meses em que eu o odiei por causa da Ronda (risos) - disse, em entrevista exclusiva ao Combate.com.

Se por um lado Miesha diz não odiar Ronda, por outro ela não poupa críticas à rival pelo comportamento dela fora do octógono, principalmente em relação às palavras:

- Eu perdi muito respeito por ela como pessoa. Acho que ela, quando está falando, dá um exemplo pobre do que o MMA feminino realmente é. Obviamente dentro do octógono ela é uma atleta fenomenal e faz coisas incríveis. Mas, quando fala, ela está denegrindo o esporte. A Ronda é desrespeitosa, parece que só existe ela e que não se preocupa com as outras lutadoras. Ela disse que se preocupa, mas acho que ações falam mais do que palavras.

Para Miesha, os fãs se decepcionaram com o comportamento que Ronda demonstrou ter no TUF. Ela, inclusive, atribui a isso o fato de ter derrotado a compatriota na primeira etapa de votação para eleger quem seria capa do novo jogo eletrônico do UFC ao lado de Jon Jones:

- Acho que os fãs de MMA ficaram tão chocados ao ver a verdadeira Ronda que não puderam ajudá-la. E isso é um pouco patético para mim, pois muita gente virou as costas para mim depois que ela conquistou o cinturão. Acharam que ela era a melhor de todas, a sensação, e que eu era uma pessoa invejosa por razão nenhuma. Mas o que eles não entendem é que essa é a Ronda com a qual estou lidando o tempo todo. Como eu poderia estar numa posição diferente? Ela me pôs nessa posição e admitiu isso. Ela começou essa rivalidade. Eu não comecei e não tinha problema com a Ronda quando assisti às primeiras lutas dela. Ela estava indo bem, e eu fazia muitos elogios. Aí ela começou essa rivalidade, e eu entrei de cabeça. Mas os fãs não entendem isso. Ela ficou exposta no TUF, e os fãs ficaram muito surpresos de ver como ela pode ter várias cores diferentes.

Miesha Tate e Ronda Rousey farão o coevento principal do UFC 168, e por algum tempo estavam escaladas para fazer o evento principal em vez disso, até ser anunciada a revanche entre Anderson Silva e Chris Weidman para o mesmo card. Miesha contou que chegou a ficar decepcionada quando soube que havia caído de posto, mas por pouco tempo:

- Primeiro fiquei chateada, porque tudo que eu escutava era que nós não faríamos mais a luta principal. Achei uma droga, mas depois ouvi que a luta principal seria Anderson Silva x Chris Weidman, e aí achei que isso funcionaria muito melhor. É uma honra lutar no mesmo card que eles, e acho que é um duplo evento principal. Não sinto que estou fazendo necessariamente o coevento principal. É como se tivesses duas lutas principais. Temos ganhado boa atenção da mídia.

Amigo de Weidman, Edson Barboza revela não ter palpite para sábado

UFC Sacramento Danny Castillo x Edson Barboza (Foto: Getty Images)

Após vencer de forma impressionante o americano Danny Castilo no "UFC Fight Night" no último dia 14, Edson Barboza Júnior curte um merecido descanso em Nova Friburgo, sua cidade natal na Região Serrana do Rio. Agora, além de viver a expectativa para conhecer seu novo adversário, o lutador também não deixou de comentar a luta de sábado entre Anderson Silva e Cris Weidman, pelo UFC 168. Apesar de rasgar elogios ao brasileiro, Edson revelou ter uma amizade com o algoz de Spider e tratou de ficar em cima do muro.

- O Weidman não chega a ser meu parceiro de treino, mas a gente treinou junto algumas vezes com o Renzo (Gracie). O Anderson é o Anderson, para mim, é o maior lutador de MMA de todos os tempos, não vejo ninguém sequer perto dele. É uma luta que pode acontecer qualquer coisa. Na última luta entre eles eu estava lá perto e pude ver o combate. Particularmente, fiquei feliz com o resultado, já que conheço mais o Weidman do que o Anderson. Mas é luta, pode acontecer qualquer coisa. Se o Anderson vencer, eu vou ficar feliz com o cinturão no Brasil, mas, se o Weidman vencer, eu também ficarei feliz, porque ele é meu amigo, mora lá perto de mim. Tenho certeza que vai ser uma boa luta - despistou.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

[Video] Pesagens UFC 168

Weidman, sobre 'jogos mentais' de Spider: 'Está gastando energia à toa'

Anderson Silva e Chris Weidman encarada UFC Las Vegas (Foto: Evelyn Rodrigues)
 
A forma relaxada e bem-humorada como Anderson Silva respondeu às perguntas dos repórteres na coletiva de imprensa do UFC 168, na quinta-feira, surpreendeu até mesmo seu adversário no evento de sábado, o atual campeão dos pesos-médios, Chris Weidman. O americano admitiu que reparou uma diferença no tom do lutador brasileiro e se disse orgulhoso da sua nova atitude. Porém, descartou que o Spider esteja fazendo isso para mexer com sua cabeça e avisou que, se for essa a intenção, é inútil. - Se é parte do jogo mental dele, ele só está gastando a energia mental dele à toa pensando nisso, porque, honestamente, sou um cara feliz e não fico prestando atenção nessas coisas que muita gente presta - disparou Weidman em entrevista exclusiva ao Combate.com.

Formado em psicologia, o lutador admitiu em entrevistas anteriores que as provocações de Anderson Silva o irritaram na primeira luta entre os dois, no UFC 162, em junho deste ano, mas que foi capaz de transformar isso em algo positivo. Apesar de seu conhecimento no campo da mente, Weidman rejeita o uso de jogos psicológicos para obter vantagens contra seus oponentes.

- Não sou do tipo que está tentando entrar na cabeça dele de propósito todas as vezes, porque sinto que, se você tenta fazer isso, é uma fraqueza, que mostra que você não acha que pode vencê-lo se não entrar na cabeça dele. Então, estou muito confiante que, quando entrar no octógono, não preciso de nada para vencê-lo psicologicamente - explicou.

Outro aspecto mental dos esportes de combate é a responsabilidade adquirida junto ao cinturão, algo que Anderson Silva admitiu que o incomodava nos últimos anos. Weidman pôde experimentar as cobranças que vêm com o título nos últimos cinco meses, mas garantiu que isso não atrapalhou em nada sua preparação, nem lhe trouxe mais pressão.

- Não, coloco muita pressão em mim já. Isso significa tudo para mim e para minha família, então isso não é pressão extra - disse o campeão dos pesos-médios.

Falando em família, Weidman quase passou o Natal longe dela, devido aos compromissos de mídia com o UFC. Ele chegou a Las Vegas na segunda-feira e, na quarta-feira, postou foto com gorro de Papai Noel alegando estar solitário na data festiva. Todavia, seus parentes chegaram na noite daquele dia para o acompanharem numa festa improvisada dentro de seu quarto de hotel.

- Nós decoramos um abajur no quarto, colocamos alguns papéis higiênicos nele, penduramos umas bolinhas, colocamos presentes embaixo do abajur, um amigo meu se vestiu de Papai Noel, então nós na verdade tivemos uma noite bem de Natal mesmo. Mas foi tarde da noite, já eram quase 10h da noite, meus filhos estavam cansados. Quando voltarmos para casa, faremos algo mais de Natal, com a árvore de verdade. É duro, mas quando você vêm de um passado do wrestling, a temporada do wrestling dura o ano inteiro, passa pelos feriados, pelo Natal, Ano Novo e Dia de Ação de Graças, então estou acostumado a não poder comer o que quero, não poder ter tudo o que quero. É algo meio chato, é um sacrifício, mas estou acostumado a lidar com isso - contou Weidman.

Anderson imita, brinca com Dana e rouba a cena na coletiva do UFC 168

Anderson Silva e Chris Weidman encarada UFC Las Vegas (Foto: Evelyn Rodrigues)

Descontração nas palavras, seriedade na encarada. Assim se pode descrever a participação de Anderson Silva na coletiva oficial do UFC 168, que aconteceu nesta quinta-feira no MGM Grand Garden, em Las Vegas. Respondendo perguntas com bom humor, a ponto de imitar Ronaldo e Felipão em alguns momentos e brincando com Dana White em outros, o ex-campeão dos pesos-médios - e agora desafiante - roubou a cena da entrevista. Mesmo após a encarada, quando Weidman ofereceu-lhe o cinturão - repetindo o gesto que Anderson teve na coletiva do UFC 162 - Spider foi gentil e simplesmente recusou pegar o artefato, limitando-se a agradecer e sorrir.

Longe um do outro, Anderson e Weidman se cumprimentam na encarada (Foto: Evelyn Rodrigues)

Perguntado se estava mais motivado para a luta contra Weidman e também se poderia lutar pelo Brasil nas Olimpíadas de 2016 no taekwondo, ou mesmo enfrentar Roy Jones Jr. nas regras do boxe, o Spider imitou a voz do ex-jogador Ronaldo antes de dar a resposta.

- Vou responder igual ao Ronaldo: claro que eu vou voltar e jogar... E tô muito feliz... E queria dizer que pô, vou voltar a jogar (risos). Eu queria muito fazer isso, mas não tenho tempo hábil. Eu teria que nascer de novo para fazer tudo o que eu quero fazer. Seria uma honra representar o Brasil no taekwondo nas Olimpíadas. Mamãe não gosta, papai não quer - disse, apontando para Dana White, que riu da brincadeira.

Em seguida, ao ser questionado se o resultado da luta influenciaria na sua decisão de continuar lutando ou de se aposentar, o brasileiro imitou Luiz Felipe Scolari antes de responder:

- Essa vou responder igual ao Felipão: "É claro que eu vou, pô" (risos). Eu tenho oito lutas ainda no  meu contrato. Enquanto eu ainda tiver vontade de fazer o que eu faço, eu vou fazer. Pode ser que sim e pode ser que não, é algo que não tem como eu te dizer agora. São coisas que só o coração pode saber.

Mais sério do que Anderson Silva, Chris Weidman falou sobre sua preparação e sobre a pressão de lutar como campeão pela primeira vez:

- Sempre há pressão em todos os períodos de treinamento, mas neste achei que houve menos. No último houve o furacão Sandy, eu me lesionei. Desta vez não tenho nenhuma lesão, estou 100%, então não tenho dúvidas. Acho que uma das maiores vantagens que tenho nessa luta são meu wrestling e o meu jiu-jítsu. Meu preparo físico está excelente, principalmente pelos meus parceiros de treino. Eu me preocupo muito com isso, e acho que hoje é também um dos meus trunfos.

Em relação à pressão e à possibilidade de voltar a senti-la caso reconquiste o cinturão, o Spider disse que ser lutador do UFC é sinônimo de pressão.

- Eu acho que quando você é um lutador do UFC, sempre vai ter pressão na sua vida. Graças a Deus eu alcancei um estágio onde eu consegui realizar feitos gratificantes e que trouxeram todo esse peso para a minha carreira e para a minha vida. Estou contente de não estar com todo esse peso (de estar com o cinturão). Mas vai começar tudo de novo daqui a dois dias - disse, sendo aplaudido pelos brasileiros presentes.

Após a derrota para Chris Weidman, em julho, Dana White conversou bastante com Anderson Silva sobre fazer a revanche. O Spider revelou que o presidente do UFC foi cordial com ele:

- Na verdade ele falou: "Cara, a casa é tua, você sabe que qualquer decisão que você tomar nós vamos aceitar. Mas você tem que continuar... Você tem que fazer isso... Você precisa." Eu agradeci a ele e ao meu adversário por aceitar lutar pelo cinturão de novo. Depois que caiu a ficha, depois que eu saí da última  luta, eu fui para o quarto e dei uma pensada: "Pô, acho que agora é a hora de parar, acho que já deu". Mas aí eu peguei o telefone e falei com o meu filho, e ele disse: "Pai, faz o que tem que fazer e esquece o resto. Vê o que vai te fazer feliz e vai até o final".

Sério, Weidman sorri apenas no fim da entrevista

Weidman pareceu um pouco irritado ao ser perguntado sobre o que esperava que Anderson faria diferente na luta do próximo sábado.

- Como ele estará diferente? Não faço ideia, mas não me importo com isso. Sempre haverá muitos com dúvidas, mas quero impressionar e mostrar que terei o cinturão por um longo tempo. Não existe perda de motivação. Anderson Silva é a luta mais difícil que eu poderia ter. Eu sabia que haveria uma revanche caso eu vencesse, e ela chegou. Vou ter que vencer de novo. Eu não queria que nada acontecesse comigo, então fiz sparring com os caras de mãos abaixadas, brincando, para não perder a cabeça. Não sei. Você não quer perder a cabeça. Mas eu perdi, e funcionou, então acho que tenho que ser eu mesmo. Se eu me irritar, eu vou me irritar! Eu tenho muito a provar a mim mesmo, já que o meu objetivo é ser o melhor do mundo - disse, arrancando aplausos dos americanos presentes à coletiva.

O atual campeão só relaxou quando comentou a chance de se tornar o inimigo número 1 dos brasileiros, já que na categoria há nomes como Vitor Belfort, Lyoto Machida e Ronaldo Jacaré:

- Estou certo de que já há muitos brasileiros bravos comigo antes dessa luta, e haverá mais depois. Estou pronto para enfrentá-los. Mas eu amo o Brasil (risos).

Dana White confirma Vitor como próximo desafiante

O presidente do UFC também mostrou bom-humor na coletiva. Além de rir das brincadeiras de Anderson Silva e de se mostrar ansioso para ouvir algumas respostas, o dirigente confirmou que Vitor Belfort será o próximo desafiante ao cinturão dos pesos-médios.

- Vitor ganhou o direito de ser o próximo desafiante. Ele ganhou de quem tinha que ganhar e conquistou a sua chance.

Dana também disse que os planos do UFC são fazer com que Fabricio Werdum, que enfrentaria Cain Velásquez antes de este saber que teria de passar por uma cirurgia, encare o vencedor da luta entre Travis Browne e Josh Barnett enquanto o campeão se recupera.

- Esse é o nosso plano.

Ronda Rousey e MIesha Tate fazem a encarada mais agressiva

Relegadas a segundo plano na coletiva, as rivais e inimigas Ronda Rousey e Miesha Tate, que fazem o coevento principal da noite de sábado, falaram sobre a revanche.

- Se eu tivesse que voltar atrás, eu com certeza faria o mesmo, porque foi assim que crieri tanto interesse por aquela primeira luta. Se não criasse tanto interesse, não sei se Dana e Lorenzo a veriam. Até então, todos estavam dando uma de Miss América e ninguém estava vendo as lutas. É preciso criar interesse. É duro se manter motivado. Ganhei da Miesha antes, ganhei o cinturão, e só por isso eu fui fazer filmes, quis me colocar numa posição em que as pessoas tivessem uma dúvida sobre mim, para que eu voltasse com algo a provar. Sempre quero que as pessoas duvidem de mim, não quero ter uma luta que seja "perder ou perder", que eu vença e as pessoas digam que não fiz mais do que a obrigação - afirmou Ronda.

Já a desafiante comentou a respeito de ter que falar tanto sobre a adversária e também sobre o que a fez ser derrotada na primeira vez em que se encontraram:

- Eu venho respondendo perguntas sobre Ronda Rousey por meses e meses, muito mais durante o TUF. Estou acostumada. O esporte é tão físico quanto emocional. Eu aprendi a lidar com isso da pior maneira. Meu erro na última luta foi físico, mas mentalmente eu estava fraca. Isso não acontecerá novamente.

Spider diz que manteve distância na encarada para evitar novo 'bullying'

Anderson Silva UFC 168 (Foto: Ivan Raupp)

A coletiva do UFC 168 promoveu a primeira encarada da semana entre Anderson Silva e Chris Weidman, e os dois mantiveram uma distância segura um do outro (veja no vídeo ao lado). Na pesagem para a primeira luta, em julho, eles se aproximaram tanto que encostaram as bocas e protagonizaram um "beijo". O Spider afirmou que não quis sofrer novo "bullying" do agora campeão:

- Preferi ficar distante por causa do bullying que sofri da vez passada, né? Todo mundo achou que dei um beijo no cara, e eu não dei um beijo no cara. Não sou homofóbico, mas preferi ficar longe dele - disse, em entrevista exclusiva e em vídeo ao Combate.com após a coletiva.

Outro momento interessante ocorreu logo após a encarada, quando os dois ficaram lado a lado e Weidman ofereceu o cinturão a Anderson, assim como o brasileiro já havia feito com ele quando ainda era o campeão. O Spider aprovou a brincadeira:

- Achei legal. Achei legal da parte dele. Foi bacana (risos). Show de bola.

Anderson, que após perder para Weidman criticou a falta de apoio do público brasileiro em geral aos ídolos em caso de derrota, afirmou que recebeu força dos fãs para a revanche:

- Quando o filho é bonito, todo mundo quer ser pai, né? Estou muito feliz por como as pessoas realmente estão torcendo por mim, de verdade e com o coração. Toda vez que eu luto, não só aqui, mas em todos os países, sempre representei bem o Brasil e tentei levar o país ao todo. É isso que vou tentar fazer no sábado.

E o lado psicológico não será um problema, segundo Anderson Silva. Questionado sobre onde estaria seu aspecto mental em uma escala de 0 a 10, ele mostrou confiança:

- Estou 101%.

Dana se empolga com 'novo' Spider: 'Faz tempo que não o via motivado'

Anderson Silva e Chris Weidman encarada UFC Las Vegas (Foto: Evelyn Rodrigues)

O presidente do UFC, Dana White, está tão empolgado para a revanche entre Chris Weidman e Anderson Silva, que acontece neste sábado no MGM Grand Garden Arena, em Las Vegas, que mal conseguia esconder isso da imprensa depois da coletiva desta quinta-feira. O dirigente se mostrou especialmente satisfeito com o comportamento do lutador brasileiro na entrevista, mais comunicativo, e tomou isso como um sinal de que ele está pronto para a revanche. - Essa luta vai ser inacreditável. Vocês viram essa encarada? Foi demais! Você pode ver pelo comportamento do Anderson, ele está interagindo com vocês, está melhorando as suas respostas, parece que ele está em um bom momento. Estou muito ansioso para essa luta.  Obviamente o jeito que Anderson agiu hoje na coletiva de imprensa, a sua excelente forma física e aquela encarada já dizem tudo. Eu estou dizendo a vocês, quando eu vi Anderson Silva na quinta-feira passada, ele estava pilhado, está pronto para essa revanche - afirmou White.

Apesar de Anderson ter demonstrado, em julho passado, que estava cansado das pressões e cobranças para manter o cinturão e de ter dito em entrevista pós-derrota que iria aposentar as luvas, Dana diz que sempre soube que o brasileiro não conseguiria ficar muito tempo longe do octógono.

-  Eu acho que ele foi lá e, mesmo sendo o melhor de todos os tempos, acabou perdendo aquela noite. Ele perdeu o cinturão e agora ele quer o título de volta. Eu estava tentando explicar a vocês que há muitas coisas que vêm junto com o cinturão. E ele sabe disso e as quer de volta. Faz um tempão que não o via tão motivado assim.

Questionado se Vitor Belfort será o próximo desafiante ao título, mesmo se o duelo entre Anderson e Weidman for equilibrado ou se tiver um final controverso, o chefão disse que não conseguia pensar sobre isso agora:

Ele perdeu o cinturão e agora ele quer o título de volta. Eu estava tentando explicar a vocês que há muitas coisas que vêm junto com o cinturão. E ele sabe disso e as quer de volta. Faz um tempão que não o via tão motivado assim"

Dana White, sobre Anderson Silva

- Tudo é possível. Eu nunca diria não, mas Vitor… Se Anderson e Weidman entrarem lá e a luta for vencida de forma incontestável, como da última vez, o Vitor é o próximo. (Mas se for uma luta controversa), eu não sei. Eu não penso nisso, vamos ver o que acontece.

O presidente do UFC ainda afirmou que não ficou surpreso pelo fato de Chris Weidman continuar sendo o azarão do duelo, mesmo depois de ter nocauteado Anderson na luta passada.

- Quando você nocauteia o melhor lutador de todos os tempos do jeito que ele fez, as coisas são assim. Weidman é o azarão de novo aqui em Vegas e acho que isso é justificável. É engraçado, porque eu olho nos rankings e Anderson Silva é o número três na lista de peso-por-peso, mas aí tudo isso acontece e, mesmo ele tendo sido o melhor de todos os tempos por tanto tempo, quando ele perde uma luta, é assim que as pessoas lidam com isso. Quer ouvir algo maluco? Eu estava em Nova Jersey com o Lorenzo (Fertitta, coproprietário do UFC) e quando o Chris Weidman pediu por essa luta, ele nos disse: “Eu quero essa luta, estou pronto para ela. Eu vou derrotar o Anderson e então eu vou dar uma revanche imediata a ele, porque as pessoas não vão acreditar depois que eu fizer isso”. Foi isso o que ele nos disse e foi isso que ele fez. Loucura, né? Como não estar super empolgado com o que vai acontecer no sábado à noite? - finalizou o chefão.

Vitor chega a Las Vegas para 'lua de mel' com a esposa e à espera de rival

Vitor Belfort e Joana Prado em Las Vegas para o UFC 168 (Foto: Adriano Albuquerque)

Vitor Belfort desembarcou em Las Vegas na noite desta quinta-feira, já madrugada no Brasil, para assistir de perto ao UFC 168 e conhecer seu provável próximo adversário. Afinal, se o presidente Dana White confirmar o que já anunciou, o carioca vai enfrentar o vencedor de Chris Weidman x Anderson Silva, pelo cinturão dos médios (até 84kg) da organização. Vitor chegou acompanhado da esposa, Joana Prado, e brincou ao comentar a expectativa que tinha para o fim de semana: - É um sentimento de lua de mel. Eu e a Joana, sem as crianças (risos). Estamos em lua de mel. Muito bom. Estamos aqui para curtir cada momento - disse ao Combate.com.

O voo de Vitor e Joana, por sinal, não foi dos mais tranquilos. Eles chegaram a Las Vegas com uma hora de atraso por conta de um problema no avião em que estavam:

- A gente estava no voo e o avião teve que pousar por causa de uma pane elétrica. A gente teve que parar no Arizona e depois só que veio para cá.

Se Weidman vencer, será a primeira luta entre ele e Belfort. Se Anderson for o vencedor, o carioca terá a chance de fazer a revanche contra o compatriota, para quem perdeu por nocaute técnico em 2011. Mas ele garante não ter preferência por adversário:

O que eu quero é o cinturão. Não tem isso. Ele (Anderson Silva) ganhou e acabou. São águas passadas. Não tenho rancor algum"

Belfort, negando preferência por revanche

- O que eu quero é o cinturão. Não tem isso. Ele ganhou e acabou. São águas passadas. Não tenho rancor algum. Ele ganhou, parabéns. Agora chegou minha vez. Independentemente de quem for, o vencedor já perdeu.

Belfort ficou em cima do muro ao apontar um favorito para o duelo de sábado:

- Esta luta está 50 a 50. Vejo 50% para um lado e 50% para o outro.

Após vencer em sequência Michael Bisping, Luke Rockhold e Dan Henderson com nocautes devastadores, o lutador se mostrou muito feliz por finalmente ter recebido uma nova chance de disputar o cinturão dos médios do UFC:

- Foi uma alegria poder ouvir isso da boca do Dana. Ele é o nosso patrão, é o cara que promove esse show maravilhoso. Respeito muito a posição dele e é muito bacana ele reconhecer isso e me botar para realizar aquilo que conquistei.

Vitor Belfort e Joana Prado em Las Vegas para o UFC 168 (Foto: Adriano Albuquerque)Vitor está confirmado como próximo rival do vencedor de Spider x Weidman (Foto: Adriano Albuquerque)