sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Poirier provoca, McGregor parte para cima e Dana separa em encarada

Conor McGregor e Dustin Poirier ufc (Foto: Evelyn Rodrigues)

Dana White precisou colocar em prática a sua habilidade em separar lutadores para conter Conor McGregor e Dustin Poirier. Os pesos-penas protagonizaram a encarada mais tensa do "media day" do UFC 178, que aconteceu nesta quinta-feira no MGM Hotel e Cassino, em Las Vegas, nos EUA. O irlandês, que deixou de lado o terno de alta costura tradicional e apareceu vestido com uma camisa regata e calça esportiva, mal subiu no palco e já tirou o óculos. Ele tentou andar para a frente, mas Poirier respondeu apontando o dedo polegar para o "Notório", que tentou partir para cima do adversário.

O presidente do evento precisou se colocar entre os lutadores, e ainda contou com a ajuda de seguranças para segurá-los. White aproveitou e brincou com o diretor de Relações Públicas do UFC, Dave Sholler, que ficou famoso após ser "jogado para escanteio" por Jon Jones em recente encarada com Daniel Cormier que acabou em briga.

- É assim que se faz - brincou White, apesar de ter tido que separar lutadores de quase 30kg a menos que os que Sholler precisou separar.

Pouco depois, um vídeo publicado na conta do presidente do UFC no Instagram mostrou um ângulo da encarada de cima do palco, e é possível ouvir Poirier dizendo a McGregor: "Você não é m*** nenhuma, garoto".

A segunda encarada mais tensa do dia foi entre a número um do ranking peso-galo feminino do UFC, Cat Zingano, e a brasileira Amanda Nunes. Cat deu um passo à frente e armou a guarda com um olhar fixado na lutadora baiana, que devolveu na mesma intensidade. Já o peso-leve Donald Cerrone foi só sorrisos e ironia junto a Eddie Alvarez, ex-Bellator e estreante no evento. O "Caubói" perguntou ao adversário se ele estava empolgado para a luta e pediu para que ele fosse com tudo na luta de sábado, para que os dois conquistassem o bônus de "Luta da Noite" do UFC. Alvarez se mostrou desconfortável nas poses lado a lado para fotos, mas Cerrone não tirou o sorriso do rosto.

Lutadores do evento principal do UFC 178, o campeão peso-mosca, Demetrious Johnson, e seu adversário, Chris Cariaso, passaram tranquilamente pela sessão de fotos, assim como os pesos-galos Dominick Cruz e Takeya Mizugaki, e os pesos-médios Tim Kennedy e Yoel Romero

José Aldo supera cálculo renal, e combate no UFC 179 está garantido

José Aldo coletiva de imprensa UFC 169  (Foto: Evelyn Rodrigues)



José Aldo teve de superar um obstáculo desconfortável na semana passada. Com cálculo renal, popularmente conhecido como pedra no rim, o campeão peso-pena (até 66kg) do UFC precisou ser internado na última sexta-feira no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro. O lutador recebeu o tratamento devido e, no sábado de manhã, conseguiu expelir a pedra. Ele teve alta médica logo em seguida e voltou a treinar já na parte da tarde do mesmo dia. O duelo contra Chad Mendes no UFC 179, portanto, está garantido. O Combate.com confirmou as informações com o treinador e empresário de José Aldo, Dedé Pederneiras.

Dedé explicou que a história de Aldo com cálculo renal é antiga e nada tem a ver com a perda de peso, uma vez que ele ainda nem começou o processo para a próxima luta:

- O Aldo tem problema de cálculo renal desde os 16 anos. Depois da luta contra o Zumbi Coreano (em agosto de 2013), ele também expeliu uma pedra. E na semana passada foi a mesma coisa. Começou com uma dorzinha, foi internado, tomou soro e anti-inflamatório, e expeliu a pedra.

A luta entre José Aldo e Chad Mendes será a principal do UFC 179, que será realizado no dia 25 de outubro, no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. Os dois farão a revanche do UFC 142, também no Rio, em janeiro de 2012, quando o brasileiro nocauteou o americano no primeiro round

Ex-campeão da categoria dos leves, Ben Henderson planeja subir de peso

Ben Henderson, UFC (Foto: Divulgação / UFC)

A derrota por nocaute para Rafael dos Anjos em agosto fez Ben Henderson planejar uma mudança importante em sua carreira. Ex-campeão dos leves (até 70kg), o americano está longe de disputar o cinturão novamente e já perdeu duas vezes para o atual detentor do título, Anthony Pettis. Por isso, ele deve subir para os meio-médios (até 77kg) em breve. Antes, porém, Bendo quer fazer uma luta de "despedida" nos leves, para tentar deixar a divisão com uma vitória. As informações foram reveladas pelo técnico de Henderson, John Crouch, ao programa "UFC Tonight".

Ben Henderson na época em que era o detentor do cinturão do UFC nos leves (Foto: Divulgação / UFC)

Outra razão para a mudança, ainda segundo o treinador, é o grande corte de peso ao qual Ben Henderson se submete para lutar na divisão até 70kg. Ele tem uma estrutura de corpo maior do que a maioria dos seus companheiros de categoria e costuma sofrer para bater o peso. O americano sofreria bem menos para bater 77kg.

Luke Rockhold teria se recusado a lutar no Brasil, diz Lyoto Machida


Lyoto Machida Treino Aberto UFC 175 (Foto: Evelyn Rodrigues)

O último mês foi de muita especulação em torno de quem seria o próximo oponente de Lyoto Machida. O presidente do UFC, Dana White, chegou a afirmar, com todas as letras, que queria ver o lutador brasileiro enfrentar o americano Luke Rockhold; depois, CB Dollaway apareceu como opção, e até Ronaldo Jacaré foi mencionado pelo próprio Lyoto como possibilidade. No final das contas, o ex-campeão peso-meio-pesado foi confirmado contra Dollaway no evento principal do UFC Barueri, no dia 20 de dezembro, e Rockhold foi escalado para enfrentar seu desafeto Michael Bisping no UFC de Sydney, em 8 de novembro.

Segundo Machida, a localização do combate foi um dos motivos que fizeram sua luta contra o ex-campeão do Strikeforce não acontecer. Derrotado por Vitor Belfort em Jaraguá do Sul-SC em 2013, Rockhold não estaria interessado em retornar ao país para lutar.

- Havia uma série de especulações sobre a minha próxima luta, de que eu poderia enfrentar o Luke Rockhold ou com o CB Dollaway. Mas, até então, não tinha nada certo. Aí os meus empresários Ed Soares e o Jorge Guimarães tiveram uma reunião com o Dana White e o Dana disse que queria que eu lutasse no Brasil. E, se eu não me engano, o Luke Rockhold falou que não gostaria de lutar no Brasil, então essa luta acabou ficando meio improvável. Como o UFC queria que eu lutasse no card principal, o CB Dollaway acabou sendo o escolhido - explicou Machida ao Combate.com.

O brasileiro gostou do casamento de luta, mas gostou ainda mais de ela acontecer no seu país. Será a terceira vez que Lyoto se apresentará no Brasil pelo UFC, após lutar no Rio de Janeiro em 2013 e em Jaraguá do Sul em fevereiro deste ano, e ele acredita que o apoio da torcida será essencial para colocá-lo de volta na fila pelo cinturão dos pesos-médios, que disputou em julho, em Las Vegas. Na ocasião, foi derrotado por pontos por Chris Weidman.

- Lutar no Brasil é sempre bom, pelo público que a gente tem e a torcida. O MMA hoje explodiu no Brasil, todo mundo acompanha. Então é como você ir para um jogo de futebol,  as pessoas vão para o estádio, elas torcem, empolgam o lutador, há uma energia maior. Acredito que essa será uma grande luta para mim. Essa luta vai me colocar de volta ao rumo em busca do cinturão - afirmou.

Com um cartel de 21 vitórias e cinco derrotas, o lutador sabe que Dollaway é um oponente difícil. Dono de 15 vitórias e cinco derrotas, o americano de 31 anos de idade participou da sétima edição do "The Ultimate Fighter" nos EUA e já venceu duas lutas contra brasileiros, Daniel Sarafian e Cézar Mutante, no Brasil.

- Eu sei que o CB Dollaway é um cara duro, ele se machuca nas lutas porque se arrisca. Ele entra com tudo, tenta botar para baixo, é um cara que vem do wrestling. Não é um cara tão conhecido ainda, mas é um atleta duro, que está crescendo na categoria, já venceu alguns brasileiros, e eu estou aqui justamente para fazer uma grande luta. Vou me preparar para esse combate e levar o nome do nosso país para frente - analisou Lyoto.

O carateca brasileiro não quis falar de planos para o futuro, mas admitiu que um combate contra Luke Rockhold segue entre suas metas. Ele confia que, se vencer Dollaway, o ex-campeão do Strikeforce eventualmente  estará em seu caminho.

- A luta contra o Luke Rockhold é uma luta que eu gostaria muito de fazer. Infelizmente, ela não ficou para agora, ela foi adiada, vai acontecer um pouco mais na frente. O Luke é um grande lutador, é um cara que já foi campeão do Strikeforce e está bem no ranking. Então eu acredito que essa luta vai sair em um futuro breve. Quem sabe essa não é a luta que pode, de repente, definir o provável desafiante ao cinturão no futuro? - questionou o brasileiro.

Outro nome que pode estar no caminho de Machida é Ronaldo Jacaré, atual segundo colocado do ranking dos pesos-médios. O próprio Lyoto comentou, em entrevista recente ao programa "Passando a Guarda", que estaria disposto a enfrentar o compatriota no futuro.

- Eu olho para um lado muito profissional quanto a isso. Eu tenho o maior respeito pelo Jacaré, acho que ele é um grande atleta, é um cara que está muito perto de lutar pelo cinturão. Mas, como profissional, eu quero lutar contra os melhores. Não é nada pessoal, não tenho nada contra o Jacaré, pelo contrário, gosto muito dele, mas é um combate que as pessoas gostariam de ver e eu gostaria de me testar. Sempre fui um cara que gostei de me testar, quando eu lutava na categoria de cima eu já era assim. Na categoria de baixo, eu também vou continuar o mesmo, quero buscar lutas difíceis, que possam realmente significar algo para mim. E essa luta contra o Jacaré com certeza teria um significado muito importante - concluiu.

Belfort sugere título interino e cutuca Weidman: "Estão de brincadeira, né?"

Vitor Belfort (Foto: Reprodução/Instagram)

A notícia do adiamento da luta contra Chris Weidman, de 6 de dezembro de 2014 para fevereiro de 2015, não foi muito bem recebida por Vitor Belfort. O brasileiro, que tentará tirar do americano o cinturão dos médios (até 84kg) do UFC, lembrou que o campeão já havia se lesionado antes, o que adiou em quase dois meses o duelo contra Lyoto Machida - de maio para julho -, e sugeriu a criação de um título interino da categoria:

- Acho que para todo detentor de cinturão que se lesionar mais de uma vez, o UFC já deveria criar o cinturão interino. Com isso, os fãs, os lutadores e o próprio UFC não sairiam prejudicados, somente o atleta lesionado - disse, em entrevista exclusiva por e-mail ao Combate.com.

A primeira lesão de Weidman foi no joelho esquerdo, que precisou de cirurgia. Desta vez, a pausa foi para corrigir uma fratura na mão esquerda. Aos 37 anos, Belfort disse não entender essa recorrência em relação ao adversário, que tem bem menos tempo de carreira do que ele, e aproveitou para provocá-lo, esquentando o duelo:

- Lesionar-se faz parte de todo esporte, porque treinamos em alta performance. Mas se lesionar duas vezes seguidas com tão pouco tempo de carreira? Estão de brincadeira, né? Para mim, ele queria passar o Natal com o cinturão, e só dessa maneira conseguiria fazer isso.

O Fenômeno se referiu a 2014 como "ano de adiamentos" e garantiu que ganhou mais motivação para enfrentar Weidman. Ele ainda valorizou seu treinamento com os parceiros de time da Blackzilians, nos EUA, ao dizer que não está preocupado com o fato de ter feito sua última luta em novembro do ano passado - nocauteou Dan Henderson -, o que o deixará 13 meses sem competir oficialmente no octógono até o combate previsto para fevereiro.

Veja a seguir a entrevista com Vitor Belfort na íntegra:

Combate.com: Como você se sentiu quando soube da lesão do Weidman? A frustração foi muito grande?
Vitor Belfort: No início não acreditei, afinal essa está sendo a segunda luta dele de defesa de cinturão seguida que teve de ser adiada por causa de lesão. Acho que para todo detentor de cinturão que se lesionar mais de uma vez, o UFC já deveria criar o cinturão interino. Com isso, os fãs, os lutadores e o próprio UFC não sairiam prejudicados, somente o atleta lesionado.

Como isso interfere na sua preparação? Vai dar uma pausa agora e retomar os treinos depois, para evitar um overtraining?

Não paro de treinar nunca. Não treino por que tenho luta marcada, e sim porque gosto e porque faz parte do meu estilo de vida. Com mais de 18 anos de carreira, aprendi que meu treinamento diário não pode depender de luta marcada. Aliás, treino para aperfeiçoar minha técnica, para aprender coisas novas e evoluir a cada dia. Sou um homem de negócios que vai ao trabalho de segunda a sábado normalmente.

Você lutou pela última vez em novembro. Agora vai ficar ainda mais tempo sem lutar, até fevereiro. Acha que isso pode ser ruim em algum sentido?

Não lutei no UFC, mas na Blackzilians temos lutas diárias. Dá só uma olhada na equipe. Como falei antes, acho que deveriam criar uma regra para quando o detentor do cinturão se lesionar pela segunda vez. Deveria ter o interino. Quero lutar. Isso tudo só me dá mais gás e determinação para conquistar meu terceiro título mundial na terceira categoria diferente no UFC. A cada dia me sinto mais forte e motivado para mais uma conquista. Confio na minha rotina.

Você já quebrou a mão, na época da luta contra o Wanderlei Silva, e se recuperou. Que recado pode dar ao Weidman, que teve essa fratura na mão agora?

Lesionar-se faz parte de todo esporte, porque treinamos em alta performance. Mas se lesionar duas vezes seguidas com tão pouco tempo de carreira? Estão de brincadeira, né? Para mim, ele queria passar o Natal com o cinturão, e só dessa maneira conseguiria fazer isso.

A gana pelo cinturão vai ser ainda maior com esse adiamento?

O ano de 2014 para mim foi só de adiamentos, e isso só me deu mais força, determinação e a certeza de que Deus está preparando algo muito melhor e maior para mim. Agradeço todos os dias a Ele, à minha esposa, aos meus filhos, patrocinadores e fãs, que sofreram com esses adiamentos junto comigo. Estou pronto desde o início do ano, só na espera do meu espaço mais do que merecido. Estou pronto!

McGregor vem ao Brasil para Aldo x Mendes e planeja desafiar vencedor

Conor McGregor, UFC (Foto: Evelyn Rodrigues)

Apontado como a sensação peso-pena do UFC, Conor McGregor fará, na noite de sábado, a sua primeira luta em um evento numerado do Ultimate. E apesar de ter apenas três duelos pela organização, o irlandês já se sente o “dono do pedaço”, tanto é que ele não se cansa de distribuir críticas e provocações a todos os lutadores top da divisão, incluindo o campeão José Aldo e seu desafiante, Chad Mendes, que têm combate marcado no próximo dia 25 de outubro, no Rio de Janeiro. “The Notorious”, inclusive, vai acompanhar o evento direto do Ginásio do Maracanãzinho e já sonha em subir no octógono para desafiar o vencedor do cinturão:

- Eu vou voar para o Brasil para esse duelo e vou entrar no octógono se for preciso. Quem sabe? Talvez eu espalhe algumas cascas de banana em volta da área da pesagem e, se alguém escorregar e cair, isso não será problema meu. Se alguém se machucar, eu entro ali mesmo para lutar (risos). Eu sinto que estou apenas arranhando a superfície aqui no UFC e já sou melhor do que todos os outros. Eu quero subir nos rankings, quero me transformar no cara do topo. Não há dúvida sobre isso. Eu estou aqui para tomar conta do jogo. Não me sinto como o desafiante número um, eu me sinto como um rei. No dia 27 de setembro vocês vão ver a diferença entre um rei e um desafiante - disse, arrancando risos dos jornalistas em um encontro com a imprensa na sede do UFC, em Las Vegas.

Esta será a primeira vez que Mc Gregor visitará o Brasil. O lutador, que está empolgado com a viagem, prevê que José Aldo terá dificuldades em manter o cinturão peso-pena, principalmente em função dos problemas enfrentados por seu colega de equipe, Renan Barão, na revanche contra TJ Dillashaw, no mês passado. Na oportunidade, o potiguar teve que se retirar do card do evento por problemas de saúde durante o processo de corte de peso. O irlandês acredita que o episódio colocará mais pressão sobre Aldo, que atualmente é o único brasileiro que mantêm o título de campeão no UFC:

-  Eu gosto do lado mental dos esportes de combate. Aquela vitória do TJ Dillashaw sobre o Renan Barão mudou o curso das coisas. Isso é um fato. E aí você tem o fato de que o Barão não bateu o peso no segundo duelo. Há, certamente, problemas naquele camp. Eles têm reclamado de dinheiro e vêm sofrendo lesões toda hora. Eu sinto uma fraqueza no quadro mental dessas pessoas, o que pode ir para cima e para baixo, então você nunca sabe o que vai acontecer. Ultimamente, eu não dou a mínima. Eu venceria os dois (Aldo e Chad). Mas, falando do Brasil, acho que é um país fenomenal, que sempre sonhei em conhecer. Vai ser uma experiência incrível para mim. Sei que algumas pessoas não gostam de mim, mas sou apenas uma criança vivendo o seu sonho. Estou aproveitando a vida.

McGregor, que se atrasou em mais de uma hora para a reunião com os jornalistas porque estava escolhendo um terno de alta costura para comparecer à coletiva, disse que o luxo e a vontade de manter um alto padrão de vida os motiva a treinar todos os dias:

- Você entra na suite presidencial de um hotel e os pisos de mármore são mornos. Vocês já pisaram descalços em piso de mármore? É fenomenal! Esse tipo de coisa que me leva para a academia. Eu não me sinto confortável com isso. Isso me motiva. É o que eu quero cada segundo da minha vida.

O lutador, que tem um cartel de 15 vitórias e duas derrotas e está invicto na carreira há 10 lutas, enfrenta neste sábado o americano Dustin Poirier, atual quinto colocado na divisão. Porém, em sua opinião, Dustin é apenas mais um adversário que deixou de se desenvolver depois que alcançou o seu lugar entre os top da categoria:

- Eu sinto que estou crescendo como um artista marcial, não quero nunca ficar do mesmo jeito. Olhando ao meu redor e às carreiras passadas, eu acho que a maioria dos artistas marciais chega a um certo estágio e a um certo nível e é assim que eles vão treinar. O camp deles vai ser sobre fazer sparrings duros, continuar em forma, mas não há crescimento.  Eles não vão para o próximo nível. Você acaba se estagnando e é dessa forma que vejo a trajetória do meu adversário, o Dustin. O nível das suas habilidades se estagnou. Ele nunca desenvolveu a sua força. Se você olhar para as minhas últimas lutas, em cada uma delas tenho uma nova arma em meu arsenal, um novo movimento e não vai ser diferente nesse duelo. O jogo da luta é provavelmente 100% mental. Muitas pessoas pensam que é 90% mental e 10 % físico. Eu acho que é 100% mental. Tudo é uma ilusão. A mente é o que cria essas coisas. A mente cria o golpe. Eu vejo esses golpes conectando cada vez mais rápidos. Eu venho prevendo como as coisas vão ser dentro do octógono e eu tenho tudo isso bem claro na minha mente e, quando piso lá, elas se tornam realidade - finalizou.

Amanda Nunes diz que não vai deixar Bethe Correia "furar fila" pelo cinturão

Amanda Nunes, UFC (Foto: Evelyn Rodrigues)

Oitava colocada no ranking peso-galo feminino do UFC, a brasileira Amanda Nunes está a um passo de disputar o cinturão da divisão. Neste sábado, ela enfrenta Cat Zingano, dona da primeira posição do ranking, que volta ao octógono depois de um ano e cinco meses parada em função de cirurgias nos dois joelhos e de problemas pessoais relacionados à morte do marido. E Amanda sabe que a tarefa não será fácil, pois ela mesma também ficou quase um ano afastada devido a uma lesão no dedão da mão direita. No entanto, a “Leoa” está ciente de sua responsabilidade e pronta para agarrar com unhas e dentes a chance de ser a próxima desafiante de Ronda Rousey:

- Está tudo muito bem e tudo ao meu favor nessa luta. Graças a Deus o camp foi muito bom e todo o meu treinamento e as energias foram muito perfeitas. Foi uma lesão muito difícil para mim. Eu passei um tempo longo para me recuperar, porque sempre que eu colocava a luva, eu machucava mais. Mas agora estou 100%. Depois que sarou treinei sem parar, foi muito bom. Estou bem preparada para esse duelo e feliz por essa oportunidade, que é muito boa para a minha carreira, pois, depois dessa luta, eu serei a próxima a disputar o cinturão ou, pelo menos, a lutar para definir a próxima desafiante. Então estou muito empolgada e muito feliz, e espero que sábado chegue logo para a gente poder decidir isso - disse em entrevista ao Combate.com no MGM Hotel e Cassino, em Las Vegas, palco do duelo deste sábado.

Desde que ficou afastada para cuidar da lesão na mão, Amanda acabou vendo outras lutadoras ascenderem na divisão. Uma delas foi a brasileira Bethe Correia, que ganhou os holofotes depois de desafiar e vencer duas das integrantes das “Quatro Amazonas”, quarteto da campeã Ronda Rousey. A atleta baiana, no entanto, não ficou chateada com o fato de Bethe ter ganhado a atenção do UFC e da própria Ronda, que afirmou em sua passagem pelo Brasil que gostaria de enfrentar a “Pitbull” no país.  Mas no que depender da “Leoa”, Bethe terá que esperar a sua vez na fila:

- Eu acho que, para a gente que está atrás do mesmo objetivo, vale tudo. Mas eu sei que o UFC é inteligente e, depois da minha luta contra a Cat, não vai haver dúvida de que eu serei a próxima ao cinturão. Eu vou nocautear, vai ser lindo. Estou muito bem preparada, tanto fisicamente quanto no psicológico, sei que as energias estão todas ao meu favor. Não tem como passar na minha frente para disputar o título. Vou enfrentar a número um do ranking, a menina que iria disputar o cinturão. Essa é a minha oportunidade, pode ter certeza de que não vou deixar passar - diz,  explicando que, apesar das declarações, não se incomoda com a atenção que Bethe passou a ganhar da mídia e da própria campeã desde que derrotou Jessamyn Duke e Shayna Baszler.

Para garantir sua chance ao título peso-galo, a atleta da MMA Masters diz ter a estratégia perfeita para vencer a adversária deste sábado, que tem um cartel de 8 vitórias e nenhuma derrota na carreira:


- Cat tem uma falha na trocação, ela fica perdida em alguns momentos e morre no gás depois de um certo tempo, dá uma cansada depois do primeiro round. Então eu vou aproveitar esses momentos para definir a luta. Onde estiver confortável para mim, eu vou tentar finalizar. Vou procurar o erro dela a todo momento, fazer a minha estratégia no momento que ela errar e me dar a oportunidade de trocar ou de colocá-la para baixo para poder finalizar.

A lutadora também acredita que a pressão do duelo está toda sobre os ombros de Zingano. Justamente por isso, Amanda pretende finalizar a luta e impressionar os chefões no UFC:

- Ela vai ter um pouco de problema, pois se estivesse parada e treinando ao mesmo tempo, talvez a situação fosse melhor, mas como ela estava parada por conta da lesão e tudo o que aconteceu na vida dela, acho que vai ser um pouco difícil. É a volta, tem a pressão e ela ainda vai pegar uma atleta como eu, que sou completa, vai ser complicado. Mas vai ser uma luta muito boa, pois nós duas somos lutadoras completas e gostamos de decidir. Não acho que esse duelo vá para as mãos dos juízes. Eu vou decidir esse combate e vai ser muito empolgante. Se eu conseguir um nocaute bonito sei que posso impressionar o UFC para eles me darem a oportunidade de disputar o título. Esse é o meu sonho - finalizou.

Dono do UFC não vê Spider x Diaz a perigo após problema com americano

Montagem Anderso Silva e Nick Diaz ufc (Foto: Editoria de arte)

Os fãs de MMA que estão ansiosos pelo UFC 183 podem ficar um pouco mais tranquilos em relação à luta entre Anderson Silva e Nick Diaz. Após o polêmico atleta americano ser preso, suspeito de dirigir embriagado, muita gente passou a se perguntar se o duelo marcado para 31 de janeiro, em Las Vegas (EUA), estava a perigo. Mas, de acordo com o dono do Ultimate, Lorenzo Fertitta, as acusações contra Diaz não devem ser problema para o evento:

- Vamos procurar saber mais sobre o caso quando a data do julgamento for definida. Não acho necessariamente, e isso é a minha pessoa falando, que as acusações poderiam impedir a luta de acontecer. Nunca vi uma situação onde uma comissão deixou de licenciar alguém para lutar por dirigir embriagado - disse ao site americano "ESPN.com".

Lorenzo Fertitta afirmou ainda que não conversou com Nick Diaz desde que a notícia foi divulgada, duas semanas atrás. Ainda não há uma data para o lutador comparecer ao tribunal.

A prisão ocorreu às 2h20 da madrugada do último dia 6 de setembro. Diaz foi parado pela polícia e se submeteu a um teste de bafômetro, que apontou que ele estava embriagado. Além disso, ele é acusado de obstruir um policial, de destruição de evidência e de dirigir com a carteira de motorista vencida, de acordo com o site do jornal "Lodi News-Sentinel". Ao ser levado para a delegacia, onde deveria passar por novo teste do bafômetro, o lutador teria pedido repetidamente para ir ao banheiro, onde tentou se induzir ao vômito. Isso constitui obstrução de investigação e tentativa de destruir evidência.

Wand quer que NBA seja exemplo para criar associação de lutadores

Wanderlei Silva (Foto: Raphael Marinho)

Com guerra declarada contra o UFC e levantando a bandeira de que os atletas precisam receber salários mais altos para lutar, Wanderlei Silva já sabe no que se espelhar para iniciar o que ele chama de reviravolta no MMA. O lutador, que anunciou sua aposentadoria na última sexta-feira, quer ser uma liderança na classe e planeja fazer o que foi feito na liga americana de basquete (NBA), com a criação de uma associação de lutadores. Na NBA existe a dos jogadores e eles participam diretamente das negociações sobre os salários que serão pagos a eles. Wand ainda ressaltou que não é uma ação que tenha como alvo apenas o Ultimate, mas sim todos os eventos da modalidade.

- Não falo em criar um sindicato, mas de bolar um tipo de associação onde consigamos nos unir de maneira direta ou indireta para, com essa nossa união, a gente consiga pressionar as organizações para dar dignidade para os atletas. Se não derem dinheiro, deem pelo menos respeito. Quero fazer algo não só nesse evento (UFC), mas com todas as organizações. Podem ver, depois que foi feito isso no basquete americano, o basquete cresceu. Os caras têm muito dinheiro. Se o atleta ganha mais, no começo pode dar um baque nas organizações, mas na sequência a qualidade das lutas vai aumentar, aumenta o interesse do público e aumentam os números. É uma coisa óbvia. Querer tratar os lutadores como amadores e exigir profissionalismo não tem como - afirmou, em entrevista ao Combate.com.

De acordo com o Cachorro Louco, todos sairiam ganhando se os lutadores fossem melhores remunerados, já que assim os próprios atletas poderiam investir neles mesmos.

- Não queremos derrubar organização nenhuma. Queremos que todos ganhem. Mas se o atleta não ganhar mais, não tem como. Se ele não ganhar bem, como vai fazer uma boa apresentação? No basquete, o cara é assessorado de todos os jeitos porque tem dinheiro para pagar isso. A gente é amador, não tem dinheiro. Com essa reviravolta que vamos fazer, vamos elevar o nível das lutas e evitar o declínio do esporte agora - argumentou.

Para Wanderlei, essa união entre os lutadores será o ponto de partida fundamental para que o futuro do MMA não seja sombrio, como ele acredita que será caso o esporte se mantenha no mesmo caminho que está atualmente.

- O futuro do MMA depende do que vai acontecer. Se conseguirmos nos unir e elevarmos o nível do MMA, como foi feito com o basquete, pode ser um futuro promissor. Mas se for feito sob pressão, continuar esse desrespeito por parte dos dirigentes, vai entrar em uma franca queda e o futuro pode ser muito tenebroso - concluiu

Swanson e Edgar fazem luta principal no Texas; Barboza enfrenta Green

Cub Swanson e Frankie Edgar (Foto: Reprodução / Twitter)

O UFC enfim anunciou oficialmente nesta quarta-feira à noite a luta principal de seu evento em Austin, Texas (EUA), no dia 22 de novembro. O destaque da noite será o aguardado confronto entre os pesos-penas americanos Cub Swanson e Frankie Edgar, que pode definir o próximo desafiante ao cinturão da categoria. A organização também confirmou um duelo pelos pesos-leves para o coevento principal, envolvendo o brasileiro Edson Barboza e o americano Bobby Green.

Swanson e Edgar já lançaram desafios um ao outro nas redes sociais e fizeram campanha para se enfrentarem. O primeiro vem numa sequência de seis vitórias consecutivas e ocupa a segunda posição no ranking do UFC; Edgar, ex-campeão peso-leve, é o terceiro do ranking e venceu duas lutas consecutivas desde que disputou o cinturão contra José Aldo, atual campeão peso-pena, que defende o título contra Chad Mendes no próximo dia 25 de outubro, no Rio de Janeiro. O vencedor desta luta provavelmente enfrentará o vencedor de Swanson x Edgar.

Se Aldo mantiver o cinturão, o confronto seguinte será uma revanche independentemente do resultado: ele derrotou Edgar em 2013 por pontos, e nocauteou Swanson em apenas 8s em 2009, no extinto WEC.

O coevento principal também terá frente a frente dois lutadores bem colocados no ranking do UFC. O americano Bobby Green é o sétimo da classificação atual, após oito vitórias consecutivas, quatro delas no Ultimate. Edson Barboza venceu quatro de suas últimas cinco lutas e tem 14 vitórias e apenas duas derrotas em seu cartel.