quinta-feira, 3 de julho de 2014

Uriah Hall supera período de críticas e garante estar com fome de vitórias

Uriah Hall UFC  (Foto: Ivan Raupp)

Homem que mandava todos seus adversários para o hospital no TUF 17, a ponto de ganhar o apelido de "Homem Ambulância", Uriah Hall não mostrou no UFC a mesma contundência apresentada no reality show. As cobranças vindas de todas as partes, até mesmo de Dana White, ensinaram o lutador jamaicano radicado nos EUA a se conhecer melhor. Adversário de Thiago Marreta no UFC 175, Hall garante que tirou coisas boas do período que pasou sem vencer no torneio.

- A pressão vem junto com o espaço na mídia que você tem. É preciso tirar o que tem de bom nisso. Após perder a final do TUF e a luta seguinte, eu comecei a me questionar e a pensar sobre o que estava fazendo e se era tão bom quanto eu achava. Você acaba aprendendo a não se cobrar tanto. Só posso dizer que tirei o lado bom de tudo isso e vi quem são os meus verdadeiros amigos. Percebi quem estava lá para me apoiar e quem só queria me usar para embarcar na fama, no nome, ou o que fosse. Vinham me perguntar como eu havia feito isso ou aquilo, e diziam que eu era uma fera no programa. E eu não era. O que me manteve no TUF foi o meu lado metódico e a minha cabeça fria, que me permitiam me concentrar nas fraquezas dos meus adversários. Eu não ficava bravo como Dana queria que eu ficasse, porque se eu ficasse assim, eu não lutaria bem. Luto melhor quando consigo pensar, e se eu entrar no "modo animal", eu não penso, apenas reajo. Eu sou assim, e acho que, às vezes, a sociedade e a mídia tentam te dizer como você deve ser. Acho que me deixei afetar um pouco por isso, porque estava meio perdido. Mas foi bom, porque eu caí e tive que me levantar.

O lutador disse conhecer o apelido que recebeu no Brasil, e brincou com os nomes que foi chamado ao longo do tempo.

- Acho engraçado e legal ser chamado de "Homem Ambulância". Acho que foi porque coloquei muita gente dentro de uma ambulância, não? (risos). As pessoas gostam de me botar apelidos como "Tigre Negro", ou qualquer coisa negra (risos). Me chamaram de "Primetime", entre outras coisas. Eu gosto disso.

Sobre Marreta, Hall disse não saber muito, mas se mostrou confiante em fazer uma boa apresentação no próximo sábado:

- Ele é bom, forte e está com sede de vitória e esperando pela oportunidade de me vencer e subir na categoria. Não tenho muito o que falar dele. Tenho que ir lá e lutar. Eu acho que foi um bom casamento de luta. Dizem que eu sou um cara que luta em pé, mas esse jogo é muito mais mental que qualquer outra coisa. É preciso estar preparado para lutar em pé ou no chão. Eu estou animado, confiante, forte e com fome de vencer. Não sei se sou o mesmo cara do programa, mas sei que cada experiência é única. Você aprende quando ganha e quando perde, e isso é o que mais importa.

Perguntado sobre seu relacionamento com Dana White, que o criticou publicamente após as derrotas para Kelvin Gastelum e John Howard, Uriah Hall garante que tem uma boa relação com o presidente do UFC, e acredita que suas críticas tiveram um lado útil.

- Eu e Dana temos uma ótima relação. Eu adoro aquele cara. Nós nos encontramos ontem (terça-feira) à noite, mas ele é o meu chefe, precisa ser honesto comigo e talvez eu precisasse ouvir o que ele disse. Às vezes é importante que alguém te diga o que você não está fazendo e o que deveria fazer, para que você acorde e não deixe seu sonho ir embora. Todos nós estamos em uma corrida pela vitória, e algumas vezes podemos não ir bem em parte dela. Se eu conseguir voltar à mentalidade de algum tempo atrás, quando lutar era divertido, e não um trabalho, acho que estarei fazendo a coisa certa. Sou um cara simples, é preto ou é branco. Ou não tão branco assim (risos).

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